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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Um desafio aos Mestres da EBD e Estudiosos da Bíblia

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Vídeo Aula da Lição 08: Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias

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Parte 5


Autor: Pastor Luiz Henrique
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lição 8 - Impérios Mundiais e o Reino do Messias

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Dn 7.1-28

Os estudiosos do livro de Daniel dividem o livro em duas partes, histórica e profética. Os capítulos 1 a 6 o identificam como históricos, mesmo contendo uma parte profética no capítulo 2. Os capítulos 7 a 12 são tratados como sendo proféticos. É interessante notar que os acontecimentos dos capítulos 7 e 8 antecedem os descritos nos capítulos 5 e 6. Se no capítulo 6, Daniel já passava dos 80 anos de idade, no capítulo 7, ele tinha aproximadamente uns 70 anos. Quando Daniel organizou o seu livro tratando das interpretações dos sonhos nos capítulos 2 e 6 e as visões que ele recebeu de Deus as separou da parte histórica.

No capítulo 7 inicia-se, essencialmente, a parte profética do livro de Daniel, o verdadeiro Apocalipse do Antigo Testamento. Esse capítulo
7 com a sua visão dos impérios mundiais é paralelo com o capítulo 2 que tem o sonho de Nabucodonosor. O capítulo 2 apresenta quatro impérios representados por quatro figuras do mundo material. A visão do capítulo 2 foi dada a um rei pagão, o rei Nabucodonosor e a visão do capítulo 7 foi dada a um servo de Deus, o príncipe Daniel. A Nabucodonosor a visão revela o lado político e material dos impérios, representados na figura da grande Estátua. A Daniel Deus revelou o lado moral e espiritual desses impérios representados pelas figuras dos quatro animais. Os fatos são os mesmos, mas o objetivo das duas visões difere nas finalidades. Deus mostra a decadência desses impérios e o surgimento do reino eterno do Messias.Igualmente, os acontecimentos preditos e proféticos nos capítulos 7 a 12 se darão em sequência cronológica. As duas primeiras visões dos capítulos 7 e 8 se deram antes da festa de Belsazar, descrita no capítulo 5. Porém, a visão do capítulo 9 precedeu à experiência de Daniel na cova dos leões no capítulo 6. Já, a quarta visão de Daniel (cap.10 a 12) se deu no “ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia” (Dn 10.1).

I - VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS

Uma perspectiva do futuro
Nos capítulos 7 e 8 temos a história do futuro que vieram a Daniel em visões. Cada uma das visões está relacionada com os acontecimentos dos futuros governos mundiais representados por quatro impérios. Esses impérios são, em primeiro lugar, o da Babilônia, regido por Nabucodonosor; o segundo, o Império Me- do-persa, pela aliança dos reis da Média e da Pérsia; o terceiro, é o Império Grego, que aparece sob a liderança de Alexandre Magno, que depois de morto, foi dividido entre seus quatro generais. O quarto império é o de Roma. Percebe-se que estes quatro impérios são os mesmos do sonho de Nabucodonosor no capítulo 2. A distinção entre os capítulos 2 e 7 está na figura da Estátua que Nabucodonosor viu em seu sonho, nos materiais de ouro, prata, cobre, ferro misturado com barro, e a figura de quatro animais no capítulo 7. Na verdade, esses quatro impérios mundiais representam os poderes gentílicos dominando o mundo.
No capítulo 2, o quarto Império, o Romano, representado pelo ferro das pernas e o barro misturado com ferro dos pés, é destruído por uma pedra cortada do monte que é lançada sobre os pés e destrói toda a estátua. Sem o uso de ferramentas, a pedra lançada representa o Reino do Messias que virá para desfazer o poder das forças gentílicas.
No capítulo 7, temos a figura do ancião sentado em um trono de juízo, e destrói o último inimigo. Depois, com “as nuvens do céu” vem o “filho do homem” que recebe o domínio, a glória e o reino e Ele reinará para sempre. Não é outro senão, Jesus Cristo, o Messias, não reconhecido em sua primeira vinda, mas se dará a conhecer quando todo olho o verá vindo do céu sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.4).
Sonhos e visões de Daniel (7.1). Nos capítulos 2 e 4, o agente das visões e sonhos foi Nabucodonosor e Daniel interpretou esses sonhos do rei. Agora, no capítulo 7, Daniel é o agente direto das revelações e interpretações que Deus lhe concedeu. Antes do capítulo 7, Daniel fazia um relatório na terceira pessoa e, depois, ele fala e escreve na primeira pessoa, relatando as suas visões. Outrossim, o texto diz que estas visões lhe vieram “no primeiro ano de Belsazar”. O reino da Babilônia já começava a dar os primeiros sinais de enfraquecimento político quando Daniel tem essas visões de Deus. Essas visões de Daniel vieram entre os anos 552 e 553 a.C., que foi o primeiro ano do reinado de Belsazar.
Os quatro ventos do céu

Daniel, em sua visão, viu “os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande” (7.2) que simbolizam os poderes celestiais movimentando o mundo nos quatro pontos cardeais. São ventos que representam as grandes comoções políticas, os conflitos bélicos e sociais nas nações do mundo.
“mar grande”(v. 2) e “subiam do mar”(v. 3). O “Mar Grande” tem sido interpretado de dois modos: Alguns estudiosos veem o “mar grande” como sendo a humanidade; outros veem o “Mar Grande” como sendo o Mar Mediterrâneo, pelo fato, de que os quatro impérios da visão surgem junto ao Mediterrâneo. Por outro lado, “o mar”, nas profecias escatológicas da Bíblia é interpretado, também, como sendo “as nações gentílicas” (Is 17.12,13). Minha opinião particular, fruto das avaliações que fiz do texto é de que “o Mar Grande” é o Mediterrâneo. O versículo 3 diz que “subiam do mar” e isto indica que se trata das nações adjacentes ao Mediterrâneo. Uma das razões é que, o último império do capítulo 2 e o 7, é o Império Romano, cujas dimensões alcançavam as nações gentílicas adjacentes a Roma.

II - O SIGNIFICADO FIGURADO DOS QUATRO ANIMAIS

Os quatro animais como já dissemos estão ligados com o Mar Mediterrâneo. O uso simbólico e profético do “mar” revela as turbulências e inquietações promovidas pelas lideranças desses personagens dos quatro impérios. Esses animais são diferentes uns dos outros e possuem caraterísticas que revelam a brutalidade daqueles dias de forma irracional porque as ações desses animais ultrapassarão o nível da racionalidade. Era o retrato que Deus dava desses impérios nas figuras animalescas do texto para revelar o surgimento deles ao longo da vida de Israel e do mundo, bem como, destacar o último grande império mundial sob a égide de Satanás, representado pelo Anticristo.

“o primeiro era como leão e tinha asas de águia” (7.4.). O leão, do mundo animal, o rei dos animais, simboliza a Babilônia, profetizado, também, pelo Profeta Jeremias (Jr 4.6,7). Comparando as visões do capítulo 2, a “cabeça de ouro”(Dn 2.32,37,38) é a “Babilônia” representada no capítulo 7 pelo “leão com asas de águia” (Dn 7.4), percebemos o paralelo entre os dois capítulos. Deus se utiliza de figuras do conhecimento cultural do homem para revelar verdades morais e espirituais, por isso, na visão de Daniel Deus usou figuras do mundo animal. No reino animal, o leão é o predador maior, portanto o rei. Aqui no capítulo 7 o leão representa o Império Babilónico e as “asas de águia” fala da conquista em extensão desse império que foi o maior do mundo naquela época. 
Na natureza, na fauna animal, o leão e a águia são os animais nobres. O leão é símbolo do rei dos animais terrestres e a águia é identifica como a rainha das aves do céu. Os dois, o leão e a águia representam a Babilônia pela ostentação de domínio e riqueza que tinha em relação ao mundo de então. O leão lembra a bravura, a violência e a força bruta sobre suas presas. Foi o que Nabucodonosor fez com as nações que subjugou sob seu domínio. A águia lembra a rapidez e a voracidade. Portanto, o domínio da Babilônia aconteceu entre os anos 605-539 a.C. 
Na visão, Daniel viu que o fim chegou para a Babilônia quando lhe “foram arrancadas as asas” (7.4) e isto lembra o fato quando Nabucodonosor que ficou demente, agindo como animal do campo, porque não soube reconhecer a soberania divina. Ora, uma águia sem asas significa um poder desfeito, sem capacidade de voar. Depois de “arrancadas as asas”, diz o texto que o mesmo “foi posto em dois pés como homem”, e na sua recuperação voltou à racionalidade e passou a agir como homem normal. Com esta experiência, Nabucodonosor teve que reconhecer a soberania divina e lhe dar a glória que só pertence a Deus (Dn 4.24,25,32,33,36,37).

O segundo grande animal da visão é UM URSO (7.5). O urso, pela sua força e voracidade é quase tão formidável quanto o leão. E um animal pesado que tem um apetite voraz, carnívoro e que estraçalha suas presas sem dificuldade. E um animal que age com ataques súbitos e inesperados. Na interpretação de Daniel, esse “urso” representa o segundo império que sucedeu ao babilônico que foi o “império medo-persa” (Dn 2.39). Um detalhe interessante é que o texto diz: “o qual se levantou de um lado” (v. 5). Em outras versões, a compreensão se amplia com a forma como está escrito, quando diz: “com uma das patas levantada, pronto para atacar”, conforme está na Bíblia Viva. Subentende-se que o urso não está dormindo, mas está pronto para atacar e foi o que fez, unindo a Média e a Pérsia, num ataque violento contra os exércitos de Nabonido. Na visão, o urso tinha “três costelas entre os dentes” que podem representar o domínio sobre três pequenas nações conquistadas por Ciro e por Dario. 
O Império Medo-persa foi formado com a união das duas nações: a Média e a Pérsia. No capítulo 2, o peito e os braços da colossal estátua simbolizavam o império que sucedeu ao Babilônico, que é o medo-persa. Os dois braços simbolizavam a Média e a Pérsia que se aliaram para atacar a Babilônia e formar um governo só. Em relação a visão de Daniel, “o grande urso” se levantou de um lado, ou seja, se levantou para atacar com voracidade e foi o que fez.

Diz mais o texto que o tinha “três costelas entre os dentes” (v. 5). Os estudiosos escatológicos discutem sobre “as três costelas” entre os dentes do grande urso, que podiam representar três outras nações que foram conquistadas por esse império. A maioria desses estudiosos entende que se tratava da Babilônia, da Lídia, na Ásia Menor e do Egito. Essas nações fizeram uma coligação para suplantar as ameaças de dois reis, Dario e Ciro. Essas três nações (Babilônia, Lídia e Egito) não conseguiram reagir porque “o urso” atacou com força voraz e muita violência e os desfez. As “costelas entre os dentes” era o resultado de outra ordem divina para o ataque do Urso, quando diz: ”Levanta-te, devora muita carne”. Segundo a história e as profecias bíblicas, especialmente, de Isaías, Ciro da Pérsia foi usado por Deus e é chamado o seu “ungido” para desfazer a força da Babilônia (Is 44.28; 45.5). Deus usou um rei pagão para fazer o que ele estabeleceu em sua soberana vontade para punir aquelas nações e para restaurar o seu povo em Jerusalém. Porém, na presciência divina, haveria um tempo para os sucessos do Império Medo-persa e esse tempo chegaria com o surgimento de outro animal: um leopardo.

O terceiro grande animal da visão é um LEOPARDO COM QUATRO ASAS (7.6). A primeira frase que aparece na sequência da visão depois do segundo animal, o urso, foi a seguinte: “Depois disso, eu continuei olhando”. Essa frase dá a entender que os animais apareceram na visão em sequência. Não apareceram todos ao mesmo tempo, mas um depois do outro, porque Deus queria facilitar a compreensão do seu servo Daniel em todos os detalhes da visão. O terceiro animal, portanto, era um leopardo, ou semelhante a um leopardo. A
 caraterística principal desse animal era a sua agilidade, a sua rapidez. Acima de tudo, esse leopardo não era semelhante aos leopardos comuns porque ele tinha “quatro asas nas costas” e tinha, também, “quatro cabeças”. Deus toma a figura desse animal extraordinário, porque não havia no mundo animal nenhum semelhante. Esse leopardo era uma representação da Grécia, que, com estupenda velocidade e crueldade conquistou o mundo de então que estava sob o domínio medo-persa. O leopardo comum, além de ser carnívoro, é capaz de ataques súbitos e inesperados. Esse ágil e forte leopardo representa, sem dúvida, ao reino grego sob a força militar de Alexandre em 331 a.C. Como figura mítica, esse leopardo tinha quatro asas de ave e quatro cabeças. As asas indicam o império depois da morte de Alexandre (323 a.C.). 

O Império Grego, no capítulo 2 é representado no sonho da Estátua de Nabucodonosor representado pelo “ventre e as coxas de cobre” (Dn 2.32). No capítulo 7, Daniel vê o leopardo alado e com quatro cabeças como o Império Grego que veio com Alexandre, o Grande, da Macedônia. Em dez anos, Alexandre com enorme rapidez dominou o Império Medo-persa em 334 a.C., e expandiu o seu domínio na Europa e na índia. Ele tinha uma obsessão em conquistar outros territórios, e o fez com quatro principais generais de guerra.
O texto diz que “foi-lhe dado o domínio” (v. 6) e, de fato, rapidamente Alexandre conquistou as nações ao redor e a influência do seu domínio, especialmente, na cultura, foi capaz de tornar-se referencial cultural para o mundo inteiro até os tempos modernos. Porém, em 323 a.C., Alexandre teve uma morte súbita e o seu reino foi dividido por seus quatro generais. A Cassandro, foi-lhe dado a Macedônia e a Grécia; a Ptolomeu I, a Palestina e o Egito; a Selêuco I, foi-lhe dado a Síria e a Lisímaco, foi-lhe dado a Ásia Menor e Trácia.

Na linguagem bíblica, a figura da “cabeça” simboliza governo (Is 7.8,9; Ap 13.3,12) e “as quatro cabeças” do leopardo representam os quatro generais que repartiram entre si o império depois da morte de Alexandre, o Grande. O leopardo, como um todo, diz o texto no versículo 6 que “foi lhe dado o domínio”. Naturalmente, entende-se, antes de tudo, que Deus tem o cetro de governo do universo e deu ao rei grego o poder de dominar por um pequeno período de tempo. No projeto divino prevalece a sua soberania que domina sobre as nações do mundo. Esses quatro generais se tornaram reis nas regiões designadas e se destacaram pela mesma ambição de glória e de poder como seu líder e desenvolveram conflitos entre si e lutaram entre si. Segundo outra visão que Daniel teve acerca desse mesmo império no capítulo 11.4: “o seu reino será quebrado, e repartido para os quatro ventos do céu, mas não para a sua posteridade”. Mais uma vez, ninguém rouba o cetro de governo de Deus. O Império Grego também passou e foi superado por outro mais forte e violento, o Império Romano. O leopardo audaz foi abatido pelo “animal terrível e espantoso” (Dn7.7).

O quarto grande animal tem aparência indescritível (7.7,23)
A semelhança do capítulo 2, o Império Romano aparece no sonho de Nabucodonosor representado pelas “pernas de feno e os pés, em parte de ferro e em parte de barro” (2.33). No capítulo 7, o Império Romano aparece na visão de Daniel como um “animal terrível e espantoso” (Dn 7.7). Esse quarto animal não se parece com qualquer outro tipo do mundo animal. Não havia nada comparável do mundo animal. O profeta percebe que era um animal, um monstro mítico o qual define como um animal “terrível e espantoso”. A caraterística que se destacava nesse animal era a sua força e poder de destruição. Esse animal tinha “dentes de ferro” que triturava tudo o que estivesse à sua frente, indicando força e insensibilidade no trato com coisas vivas (v. 23). A força desse império foi demonstrada pela força militar que se tornou o maior referencial da sua conquista. Esse é o império sequente que veio depois do medo-persa.

“terrível e espantoso” (7.7). Esse animal deixou seus rastros de morte e destruição por onde passava. O Império Romano é caraterizado pela dureza do ferro que é um símbolo do poder militar. Pelo poder militar, o Império Romano impôs sua força brutal, com violência e dureza, inclusive nos tempos da vida terrestre de Jesus Cristo. Os sofrimentos impingidos na prisão, martírio e crucificação de Jesus revelam a força bruta das milícias romanas contra as pessoas. Em relação ao quarto animal, Daniel o vê como “terrível e espantoso”. Isto lembra, não só as proezas romanas, mas a violência como cultura e entretenimento, quando levavam seus prisioneiros às arenas romanas para serem devorados por animais carnívoros e famintos, enquanto a elite e o povo assistiam com aplausos e gritos (At 19.12-18;At 16.36-39). 

Nos tempos cristãos, ainda sob a égide romana, milhares de cristãos foram martirizados nessas arenas e circos, especialmente, em Roma. O império se impunha pela força bruta, por isso, “tinha dentes grandes de ferro” que a tudo destruía e triturava. Diz o texto que a tudo que tomava nos dentes “fazia em pedaços”. No versículo 23, Daniel explica e interpreta a figura desse quarto animal representando um reino em que a crueldade seria a marca do império desde 241 a. C. até 476 d. C. Esse império é visto numa perspectiva escatológica, pois cremos que, mesmo que aparente e fisicamente tenha deixado de existir, historicamente, num tempo especial ele ressurgirá com força reunindo as forças gentílicas das nações do mundo, especialmente, as nações adjacentes ao “Mar Grande”, o Mediterrâneo, e mostrará sua força sob a liderança do Anticristo.

“Estando eu considerando as pontas (chifres), eis que entre elas subiu outra ponta pequena (chifre)” (7.8). Em outras versões, a tradução apresenta de forma direta como “chifre pequeno” que surge entre os demais chifres no espantoso animal. Esse “chifre pequeno” representa, escatologicamente, “o homem do pecado” ou “o filho da perdição” (2 Ts 2.3) que surgirá num determinado tempo designado por Deus identificado como o “anticristo”. Esse personagem aparecerá, literalmente, no “último tempo”, ou seja, na Grande Tribulação, blasfemando contra o Altíssimo até que venha o juízo de Deus sobre ele. Os dez chifres do quarto animal representam a força desse terrível animal. 
Conforme a visão, Daniel vê sair do meio da cabeça desse espantoso animal, entre os dez chifres um “chifre pequeno” que tem olhos e uma boca que “fala insolências”. Falar insolências significa falar com desrespeito às instituições e pessoas. Significa ser desaforado e é exatamente o que o personagem do “chifre pequeno” fazia e fará na pele do Anticristo. Esse “chifre pequeno” surgirá entre os outros chifres do “animal terrível espantoso”, ou seja, entre os dez reinos no último tempo como está profetizado e interpretado por Daniel nos versículos 24 e 25, quando diz: ”E, quanto às dez pontas, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, e tempos, e metade de um tempo”. Esse chifre pequeno será um homem que aparecerá no “último tempo” e blasfemará contra Deus, até que lhe venha o juízo divino.

“o chifre pequeno” (7.8). Tanto em Daniel 7.8 como em Apocalipse 13.1,5,6, as profecias apontam para um personagem dos últimos tempos, o Anticristo. A relação das profecias dadas a Daniel no Antigo Testamento e a João, o apóstolo, no Novo Testamento, nos mostra que os dois apontam para o governante simbolizado por esse “chifre pequeno” e que o mesmo adquire personalidade porque tem “uma boca que fala grandiosamente”. Falar coisas grandes sugere que este Líder fará promessas políticas persuasivas, especialmente, para enganar o povo de Israel e todo o mundo, que ficarão pasmados com a eloquência desse personagem. Assim como os discursos de líderes políticos do mundo influenciam nações e políticos com decisões que podem ser para a guerra ou para a paz, o Anticristo terá um poder enorme de persuasão entre as nações. É desse modo que o Anticristo fará um pacto com Israel no período da Grande Tribulação. 
Segundo a visão escatológica de Daniel, esse Líder (o “chifre pequeno”) representado pelo Anticristo será investido de autoridade e fará fortes ameaças para manipular os governos de todo o mundo naquela época. Ele dirá grandes blasfêmias contra Deus e, arrogantemente terá uma postura zombeteira contra Deus e contra o povo de Israel. O apóstolo João, em sua visão apocalíptica no capítulo 13.6 diz: “Abriu a boca contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu”. Hoje, nosso mundo parece estar sob a síndrome desse líder futuro que mostra os seus primeiros sinais e se não mostrou a sua cara ainda é porque a Igreja de Cristo está na terra. Mas não há dúvida, o espírito do Anticristo, movido pelo Diabo, está agindo e preparando o cenário mundial para o seu advento. 
Os líderes atuais do planeta, para governar as nações, usam recursos do materialismo, da idolatria, mas terão uma retórica vazia com discursos inflamados para acusar as nações que ainda possuem um pouco de temor a Deus. Esse líder será, sem dúvida, um líder político, mas irá explorar a religiosidade dos seres humanos e mostrará, entre outras simulações, alguém que terá aparência religiosa para enganar os povos religiosos do mundo, explorando o fanatismo religioso dos povos com o objetivo de tirar proveito para si. Vivemos tempos de rebelião e oposição contra Deus quando o Diabo prepara o mundo para a plataforma do Anticristo.

III - O CLÍMAX DA VISÃO (7.9-14)

A escatologia está sendo abandonada por muitas igrejas e pregadores, porque entendem que a igreja não deve se preocupar com Israel, nem com o seu futuro. Algumas igrejas e pregadores preferem uma teologia horizontalizada que se preocupa, essencialmente, com “o aqui e agora”, com o “hoje”. Ensinam alguns que as profecias de Daniel e Apocalipse têm um caráter apenas alegórico e que pode ser descartado por temas atuais. Entretanto, não podemos descartar a importância dessas profecias que apontam para o futuro.
A visão de Tronos e do Juízo de Deus (7.9-14)

O texto diz: “foram postos uns tronos”(7.9).A partir do versículo 9, Daniel vê uma cena de juízo da parte de Deus contra o quarto animal, ou seja, a quarta Besta que aparece na visão com um vislumbre escatológico para o Anticristo. Esses tronos, no plural, indicam vários juízos aplicados nos dias da Grande Tribulação. E interessante notarmos que os tronos de juízo aparecem simultaneamente com a aparição do “chifre pequeno” indicando todos aqueles juízos revelados na visão do Apocalipse a João na Ilha de Patmos. Esses tronos vistos na visão de Daniel indicam tribunais em que alguns personagens especiais se assentam para julgar. 
O texto lembra um tribunal como a Suprema Corte que reúne juízes para julgar. O próprio Deus, Juiz Supremo, se assenta no seu Trono, acompanhado de seu Conselho Celestial para julgar (1 Rs 12.19; Jó 1.6).
“o ancião de dias” (7.9-12). Esse personagem, o “ancião de dias”, ganha destaque na visão de Daniel. E uma figura humana que ilustra o respeito pelo que Deus é, naturalmente, muito mais que “um ancião de dias”; muito mais que alguém respeitado pela idade, porque Deus é o Supremo Juiz, que aparece como um “ancião de dias” numa referência a cultura humana de respeito às pessoas idosas, por causa da experiência e a sabedoria. As palavras hebraicas atiz e yomin que se traduz por “ancião de dias” é uma designação do Deus Todo poderoso como Juiz supremo, quem derramará seus juízos contra os reinos do mundo que tenham se associado com o Anticristo. Por isso, essa figura do “ancião de dias” é utilizada para identificar a Deus como aquEle que tem autoridade e poder para julgar, especialmente, contra o personagem daquele “pequeno chifre”.
A sua “veste branca como a neve” (7.9) fala de pureza e santidade. Deus é Santo (Is 6.1-4) e está rodeado de anjos santos.

“ Um rio de fogo manava e saía de diante dele” (7.10). Como vislumbrar a glória que envolve a majestade divina? A figura do fogo ilustra o que Deus é: santo, puro, iluminador, purificador. A visão do profeta Isaías no capítulo 6 do livro seu livro ilustra a glória do fogo diante do Trono de Deus. O versículo 10 fala da santidade do “ancião de dias” que é o Pai Celestial e a relação do seu trono com o fogo que manava do Trono para falar de pureza e justiça. As “rodas do trono” indicam que Deus não é uma figura estática como os promulgará a sentença final contra o quarto animal (Roma) e o Chifre Pequeno, representado como o grande opositor dos interesses de Deus para com Israel (7.11,12).
“milhares de milhares o serviam diante dele” (7.10). Daniel percebe que o fogo que manava e saía de diante dEle é identificado com os anjos celestiais que o servem. Os anjos são seres espirituais que podem tomar muitas formas, porque não possuem forma que se possa identificá-los. Na visão de Daniel eles são chamas de fogo que se diversificam em milhares de seres que servem ao Trono do Supremo Deus.

IV - O JUÍZO CONTRA O ANIMAL

O juízo divino contra o império sob o domínio do “chifre pequeno” está declarado assim: “estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo” (7.11). O juízo de Deus, sentado em seu Trono de Justiça e Juízo, rodeado de seus anjos, é lançado para por fim a soberba do Anticristo e seus aliados naqueles dias. Ele acabará como os demais. A semelhança dos reis profanos, soberbos e arrogantes como Nabucodonosor, Antíoco Epifânio, Herodes, Nero, Hitler e outros que tiveram uma liderança de destruição e morte, desafiando a Deus e não reconhecendo a sua Soberania, foram destruídos porque só Deus é Deus Todo-Poderoso e tem o cetro de autoridade e governo do mundo.
O apóstolo João profetizou o fim do Anticristo naqueles dias, à semelhança da visão de Daniel 7.11,12, ele viu e revelou em Apocalipse 19.11,17-19: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande Deus, para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam, e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes, e vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército”. Esse cavalo branco e seu cavaleiro de Ap 19.11 não são os mesmos do capítulo
6.2. Lá no capítulo 6 de Apocalipse, o personagem é o Anticristo e no capítulo 19, o personagem é o próprio Cristo, descendo do céu para destruir o Anticristo e seus comparsas no período da Grande Tribulação. Assim como o personagem do “chifre pequeno” de Dn 7 foi morto e destruído, o futuro Anticristo será destruído pelo poder da vinda de Cristo. O tempo de domínio do personagem do “chifre pequeno” terá seu fim, porque a profecia diz que “foi lhe dada prolongação de vida até certo espaço de tempo” (Dn 7.12).

“e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem”
(7.13,14). Nestes dois versículos, Daniel chega ao clímax das visões e revelações. A Palavra de Deus nunca se contradiz nem submerge com contradição. Pelo contrário, ela se complementa, se interpreta e se aplica a si mesma conforme as necessidades dos que servem a Deus. No versículo 13 está escrito literalmente que o Filho do homem “vinha nas nuvens do céu”. Esta profecia é repetida em Atos 1.9-
11, onde os anjos anunciavam que o Jesus que subiu gloriosamente ao céu haveria de vir. Posteriormente, na revelação que Jesus deu ao seu amado apóstolo João, a mensagem é repetida: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram”(Ap 1.7). Daniel, em sua visão, viu esse personagem que vinha nas nuvens do céu e se identificava como “o filho do homem”, o qual se dirigiu ao Ancião de Deus. 
Não há dúvida que se tratava de Jesus, a segunda pessoa da Trindade. Este “filho do homem” recebeu a concessão de poder e domínio sobre todas as nações para que o servissem, porque o seu domínio seria um domínio eterno que não passaria e seu reino não seria destruído. O título “filho do homem” tem um sentido messiânico, porque se refere, primeiramente, à vida terrena de Jesus. Porém, esse mesmo Jesus que foi rejeitado pelos judeus em sua primeira vinda e que se manifestou como “o filho do homem”, virá gloriosamente e com a aparência de “filho do homem” para desfazer o reino do Anticristo e tomar o reino de Israel e se assentar no Trono de Davi (Zc 14.1-4). Ele receberá o poder, a glória e o domínio sobre a terra quando descer para instalar o reino milenial na terra. Ao introduzir o Reino de Deus na terra, em sua vida terrena, como o Verbo divino feito carne (Jo 1.1,14) Jesus Cristo, virá a segunda vez, e inaugurará uma nova fase do governo de Deus na terra, instalando um reino de mil anos (Ap 20.2,6).
(7.15-17) Daniel fica perturbado com a visão e pede a Deus que o faça entender. Um dos seres angelicais que estava presente na visão lhe explica tudo e lhe dá a interpretação da visão.
“os santos do Altíssimo” (7.18). Quem são? Os amilenistas que negam a literalidade do Milênio e o veem alegoricamente, isto é, não creem na realidade são dos amilenistas, “os santos do Altíssimo” são os anjos. Na visão milenista e pré-tribulacionista, “os santos do Altíssimo” são, indubitavelmente, os judeus (Dn 7.21; 9.24; Ap 13.7; 17.6). Jesus Cristo, “o filho do Homem” reinará literalmente na terra por mil anos. Esses santos são, de fato, os judeus fiéis salvos quando o Messias voltar para reinar literalmente. O reino milenar não é para a igreja de Cristo, mas é para os judeus e o mundo depois da Grande Tribulação. 
O milênio não é mera alegoria. O milênio será real e literal, quando Jesus Cristo tomar posse do governo do mundo e desfazer o poder da trindade satânica constituída pelo Diabo, o Anticristo e o Falso Profeta. Segundo o autor D. Pentecost, diz que “o propósito original de Deus era o de manifestar sua absoluta autoridade, e este propósito se realizará quando Cristo reunir a teocracia terrenal com o reino eterno de Deus. Desta maneira se por uma parte o domínio teocrático terrenal se limita a mil anos, que é tempo suficiente para manifestar o governo perfeito de Deus sobre a terra, uma vez que seu reino é eterno e para sempre”.
(7.19-22) Nestes versículos Daniel tem o entendimento dos quatro reis, ou seja, os quatro animais, que ressurgirão sob a égide do Anticristo e perseguirão “os santos do Altíssimo”.
“a ponta pequena (o chifre pequeno) fazia guerra contra os santos e os vencia” (7.21). Este chifre pequeno é a encarnação do Anticristo, forte e robusto, que fará guerra contra Israel e produzirá grande sofrimento e perda em Israel naqueles dias. Será um líder com grande domínio de massas e politicamente atrativo e atrairá apoio das nações contra Israel. Mas seu poder será desarraigado por um poder maior, o poder do “Filho do Homem”,Jesus Cristo que o destruirá e tomará posse de um reino prometido, poderoso e consolidador. A Bíblia declara que o Anticristo será, de fato, o último líder mundial antes de Cristo, o Messias desejado e sonhado por Israel.
“o tempo em que os santos do Altíssimo possuirão o reino” (7.22). Esse tempo será cumprido ao final da grande Tribulação, ou seja, especialmente depois do segundo período da “semana profetizada por Daniel (Dn 9.27). O “ancião de dias”, subjetivamente é Deus Pai quem declara que o tempo da possessão do reino havia chegado. Até o final dos dias da “última semana”, o “chifre pequeno” será quebrado para sempre. Seu reino será aniquilado. A destruição desse rei blasfemo e déspota acontecerá inevitavelmente quando se terá cumprido o período de três anos e meio, ou seja, o período que compreende ao “tempo, tempos e metade de um tempo”. E, exatamente, na metade da semana da Grande Tribulação. Esse período é identificado como o “tempo dos gentios” no qual as nações gentílicas dominarão o mundo e massacrarão a Israel. O tempo dos gentios terminará com o fim da “última semana” de Daniel 9.27, ou seja, dos sete anos da Grande Tribulação.
(7.23,24) Nestes dois versículos Daniel dá a interpretação da identidade e das ações do quarto animal que é o Império Romano. Descreve a sua força, domínio e glória, bem como, o juízo que virá sobre esse império e a sua destruição pelo poder da vinda de Cristo, a sua parousia com poder e glória (2Ts 2.8 eAp 19.20).

V - O TEMPO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

“tempo, tempos e metade de um tempo” (7.25). Esse texto aponta, literalmente, o período de tempo em que ocorrerá um grande sofrimento no mundo, especialmente, contra Israel. Será o período quando “o chifre pequeno”, e na linguagem do Novo Testamento o “anticristo”, firmará o concerto com Israel por “uma semana” (Dn 9.27). Esse período ganha uma linguagem metafórica quando fala de “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”(v. 25). Esse período equivale a “três anos e meio”, ou a “42 meses”, ou “a 126 dias” (Dn 12.7; 9.27; Mt 24.21,22; Ap 7.14). E interessante notar que a primeira metade da semana de três dias e meio será de artifícios políticos do Anticristo simulando um tipo de paz nas relações de Israel com as nações. Até que o Anticristo quebre o pacto e comece a pressionar e perseguir a Israel, atraindo o apoio das nações contra Israel. Então se inicia a segunda metade da semana prescrita da Grande Tribulação. “O tempo dos gentios” será, literalmente, o tempo do ódio mundial contra Israel. 
Na primeira metade dos sete anos (três anos e meio) o Anticristo fará acordos com Israel os quais não cumprirá. Nesse primeiro período ele exercerá poder e influência política e econômica sobre Israel. Depois, quebrará o pacto feito e não cumprirá o acordo com Israel e fará pressões e incitará as nações para guerrear contra Israel para destruí-lo. Existe uma teoria, chamada midi-Tribulação e baseia esta interpretação no texto de Mt 24.15-28, quando Jesus discursa especialmente para o povo judeu.
A Grande Tribulação não será para a Igreja de Cristo. A igreja será, antes da Grande Tribulação, arrebatada para o céu e os mortos em Cristo serão ressuscitados gloriosamente (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.13-18). Portanto, o Messias virá para Israel e para o mundo e a igreja não estará na terra. O Messias virá para cumprir o sonho desejado e profetizado para intervir no “poder dos gentios” sob o comando do Anticristo e assumirá o Reino sobre a terra.

A destruição do Anticristo (7.26,27)
Até chegar a esse ponto, Cristo descerá sobre a terra literal e visivelmente sobre o Monte das Oliveiras (Zc 14.1-4). Cristo é o Messias sonhado e desejado por Israel e virá para esse povo. Na sua vinda gloriosa e visível, especialmente para Israel promoverá espanto no mundo inteiro. O Diabo saberá que o seu poder de destruição do povo de Israel estará detido. O Messias, Jesus Cristo, então, destruirá esse rei blasfemo e déspota, o Anticristo, e assumirá com autoridade o governo do povo de Deus naqueles dias e iniciará seu governo milenar na terra. Desse modo terá cumprido o período dos “três anos e meio” da segunda metade da semana de Daniel (Dn 9.27). Alguns historiadores preferem interpretar esse período como tendo o seu cumprimento no ano 70 d.C, mas esquecem que é no final do período do domínio do “pequeno chifre” que o reino será dado aos santos do Altíssimo, o povo de Israel. Não há o que duvidar! Depois de tudo isso se estabelecerá o reino do Messias. Não há dúvidas, também, de que a igreja de Cristo não estará na terra nesse período, porque será arrebatada antes que inicie o tempo da Grande Tribulação.

“E o reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo” (7.27). O Anticristo não poderá resistir ao poder daquEle que é mais poderoso do que ele, que é o Senhor Jesus Cristo o qual destruirá ao Anticristo e tomará o seu domínio e o passará aos “santos do Altíssimo” que são israelitas naqueles dias. O Anticristo será destruído pelo fogo ( Dn 7.11) e será lançado no Geena (o Lago de fogo) para sempre (Ap 19.20). A Bíblia diz que ele será destruído pela força da vinda do Messias (2 Ts 2.8). A vitória final contra as forças do mal será culminada com o triunfo de Cristo Jesus (Dn 7.27).
O início do Reino de Cristo no Milênio (7.28)

O reino do quarto animal, representado pelo “chifre pequeno” que é um antítipo do “filho da perdição”, do “homem do pecado”, do anticristo, cujas nominações se referem ao mesmo personagem, será desfeito e prevalecerá o Reino de Cristo sobre a terra. A batalha do Armagedom que acontecerá no final da “semana de Daniel”, quando as nações da terra estarão sob o comando do Anticristo pisando e tentando destruir totalmente a Israel, o Senhor Jesus Cristo virá para interferir naquela guerra e obterá grande vitória contra o Diabo, seus anjos e os comandos do Anticristo. Ele, Jesus Cristo, tomará o comando das nações e reinará e estabelecerá seu reino milenar, e então, o domínio e a majestade dos reinos do mundo serão dados ao povo dos “santos do Altíssimo”(Ap 10.7).





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Da pedagogia à andragogia

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Adultos são diferentes. Diferentes, não só entre si, mas também de outras faixas etárias que comumente ensinamos na igreja. Eles são diferentes em sua visão de si mesmo, muito mais consciente das necessidades pessoais e do imediatismo do aprendizado. Contextos educativos para adultos precisam ser psicologicamente, fisicamente e ambientalmente adultos. Isso geralmente leva a métodos que enfatizam a informalidade, as oportunidades de participação e uma relevância imediata do conteúdo.
Adultos também são diferentes de crianças e jovens em experiências de vida, tendo armazenado uma riqueza de fundo que eles trazem para cada situação de aprendizagem. Isto permite-nos usá-los como recursos, e não apenas informá-los. Isso significa que eles devem ter oportunidades para diagnosticar a sua própria aprendizagem ao invés de sempre ter conteúdo que lhes é imposto.

Em um modelo pedagógico em sala de aula o professor é o especialista na área do conteúdo e apresenta informações para o aluno que passivamente absorve tudo o que é necessário. Muitos educadores de adultos postularam baseado nos fenômenos de aprendizagem observáveis ​​que os adultos aprendem o que eles consideram importante para eles, e que os adultos precisam ser altamente participativos no processo de aprendizagem.

Paulo Zabatiero comentando a dimensão dialogal da ação pedagógica, declara:

"..................
"A prática pedagógica mais comum que encontramos nas escolas é a do monólogo: o professor fala, os alunos ouvem e aprendem. Professores sabem, por isso ensinam. Estudantes não sabem, por isso aprendem. Nada mais longe da verdade e da prática de Jesus! Ensinar e aprender são atos tanto de mestres quanto de estudantes. Mestres ensinam e aprendem. Estudantes aprendem e ensinam. Isso acontece no diálogo pedagógico, na troca de saberes entre professores e alunos. Analise a posição de Paulo Freire sobre esse tópico e reflita sobre as perguntas a seguir.

Minha experiência vinha me ensinando que o educando precisa se assumir como tal, mas assumir-se como educando significa reconhecer-se como sujeito que é capaz de conhecer e que quer conhecer em relação com outro sujeito igualmente capaz de conhecer: o educador [...]. No fundo, o que eu quero dizer é que o educando se torna realmente educando quando e na medida em que conhece, ou vai conhecendo os conteúdos, os objetos cognoscíveis, e não na medida em que o educador vai depositando nele a descrição dos objetos, ou dos conteúdos [...]. Mais do que ser educando por causa de uma razão qualquer, o educando precisa tornar-se educando assumindo-se como sujeito cognoscente [que conhece] e não como incidência [objeto] do discurso do educador.

1. Aos colossenses, Paulo escreveu: “Instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente, em toda a sabedoria” (Cl 3.16). O que esse texto bíblico, junto com o texto de Freire, sugere sobre o papel de alunos e professores na sala de aula? Que exigências o caráter dialogal da ação pedagógica estabelece para você, professor?
2. Ser educando não é algo automático. Muitos dos nossos alunos não são educandos, mas apenas frequentadores da escola dominical. O que faz do aluno da escola dominical um educando? Como o seu trabalho pedagógico pode ajudar a transformar frequentadores em educandos e educandas?
3. A ação pedagógica é um diálogo que se torna possível pelos conteúdos estudados, mediado pela realidade em que vivem os dialogantes, ou seja, mestres e estudantes. Assim, como incentivar os alunos a usarem melhor e mais criticamente a revista? Como você e sua classe podem tornar a revista um apoio para o diálogo dentro da sua realidade, e não apenas um conjunto de conteúdos com os quais concordar ou discordar?
................."

Portando, criar uma comunidade no ambiente de aprendizagem que atenda às necessidades relacionais dos adultos e oferecer um lugar seguro para a auto-revelação é fundamental. Planeje tempo informal nas aulas. Permita aos alunos partilharem suas experiências de vida. Reforce a participação com apreciação e validação.

Zabatiero, Júlio: Novos Caminhos Para a Educação Cristã. Editora Hagnos
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Dinâmica da Lição 08: Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 08: “Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias.”
- Nesta lição seu aluno precisa entender os conselhos paulinos na Epistola aos Tessalonicenses, conscientizando-se de que o servo de Deus (independente da faixa etária) deve ter uma vida separada (santa), afim de que possa agradar a Deus.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica O“ficar”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

- Falem que a partir desta lição, vamos estudar sobre a 2ª parte do livro de Daniel, que trata de sonhos e visões de cunho profético e apocalíptico dados por Deus a Daniel.
- Escrevam no quadro os nomes dos 4 animais e apresentem também uma figura deles:
Leão com asas de águia
Urso
Leopardo com 04 asas
Animal com aparência espantosa
- Leiam com os alunos Dn 7. 3 a 8, 13,14, expliquem o significado da visão dos 04 animais. Falem também dos 10 chifres e do pequeno chifre.
Apresentem a figura da estátua do sonho de Nabucodonosor e façam uma relação com a visão dos 04 animais.
- Depois, falem sobre o julgamento das nações do mundo e que o juiz será Deus.
- Falem em seguida sobre a Grande Tribulação, o domínio do Anticristo, seu julgamento e destruição.
- Agora, falem sobre a volta de Jesus e o reino milenial.
- Para concluir a aula, utilizem a dinâmica “O Reino do Messias”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: O Reino do Messias
Objetivo: 

Estudar as características do reino do Messias.
Material:
01 coroa
Nomes digitados “Reino do Messias” e “Milênio”
01 quadro ou 01 cartolina
01 caixa
Nomes digitados e recortados sobre as características do reino do Messias(ver no procedimento)
Procedimento:
- Falem: Na lição de hoje estudamos sobre 04 reinos que já existiram. Mas, agora vamos estudar sobre um reino que há de vir, o governo de Deus na terra, o reino do Messias, também chamado de Milênio. Como o nome sugere, será um período de 1000 anos, sendo a paz, a justiça e a prosperidade as principais características desta época.
Ao falar estas informações, coloquem no quadro o nome “Reino do Messias” e “Milênio” e apresentem a coroa ou uma figura dela.
- Depois, falem sobre os acontecimentos que estamos vivenciando – o mundo sem paz e amor, injustiça, desigualdade social, falta de moradia, problemas na saúde, morte, violência, guerra.
- Falem: Vocês já imaginaram como será o reino do Messias com relação a estas questões que afligem a humanidade?
Registrem as respostas dos alunos no quadro ou cartolina.
- Falem: Vamos agora estudar as características deste período, conforme o que Bíblia ensina.
- Depois, apresentem 01 caixa, falando que nela há uma revelação a ser feita sobre as características do reino do Messias.
Antes da aula, coloquem dentro da caixa as características separadas.
Nesse momento, peçam para que os alunos retirem e leiam as características(vejam abaixo)
Paz abundante - Is 54.13;
Guerra não haverá –  Is 2.4
Justiça haverá – Is 11.2 a 4
Habitação para todos – Is 65.21, 22
Longevidade e saúde haverá – Zc 8.4,5
Morte será rara – Is 65.20
Fertilidade humana aumentada – Zc 8.5
Ferocidade dos animais não haverá – Is 11. 6-9
Quando o aluno fizer a leitura da característica, outro aluno deverá ler a referência. Então, vocês devem entregar a referência para 8 alunos, logo no início da dinâmica,  para que procurem na Bíblia e deixem marcada para ler no momento que for solicitado.
- Perguntem: Quer participar do reino com estas características?
Vejam quem estará neste período:
“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”(Apocalipse 20:4-6).
- Para concluir, leiam: “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”(Ap 11:15).

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo
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Dinâmica da Lição 08: O islamismo (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, trabalhem o conteúdo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Apresentem o título da lição “O Islamismo”.
- Perguntem: O que vocês sabem sobre a religião Islâmica?
Aguardem as respostas.

Espera-se que os alunos falem sobre a violência causada pelos seguidores, inclusive apontando fatos atuais. Certamente deverão falar sobre como o tratamento dado a mulher. Outras informações também poderão ser apontadas por eles como o nome do fundador, o livro sagrado etc.
- Falem de outras informações sobre o Islamismo, falando sobre os seguintes itens:
Alcorão o livro sagrado
Maomé o fundador


Alá é o nome de Deus
Jesus é grande profeta, abaixo de Maomé
Jesus não é Deus e que não foi crucificado
Como é o céu para o Islamismo
Como os inimigos são tratados
Salvação pelas obras e obediência ao livro sagrado
O homem nasce sem pecado

- Depois, utilizem a dinâmica “Bíblia x Islamismo”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Bíblia x Islamismo
Objetivo: Refutar as ideias da religião islâmica de acordo com a Bíblia.
Material:
01 Bíblia
Nomes digitados (vejam no procedimento)
Papéis coloridos(01 para cada nome)

Procedimento:

- Organizem os alunos círculo e coloquem uma pequena mesa no centro deste círculo. Sobre a mesa coloquem uma Bíblia.
- Falem: Acabamos de estudar sobre várias informações sobre o Islamismo. Mas, vejamos o que a Bíblia(apontem para ela) nos afirma sobre estes ensinamentos.
- Peçam para que 01 aluno vá até a Bíblia que está no centro e retire um dos papéis coloridos e leia para a turma. Vejam:
Bíblia
Deus
Jesus
O Espírito Santo
Céu e Inferno
Salvação
Pecado
Relacionamento com os inimigos
Estas questões que serão refutadas biblicamente estão no conteúdo da lição e deverão ser escritas separadamente em papéis coloridos. Os versículos devem ser lidos para que os alunos saibam o que Bíblia afirma sobre estas ideias.
- Falem: É nisto que cremos com base na Bíblia, pois ela é nossa regra de fé e prática.
- Depois, leiam:
A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre(Salmo 119:160).
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho(Salmo 119:105).
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti(Salmo 119:11).

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo.


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Dinâmica da Lição 08: “Ficar” ou se santificar? (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 08: “A Queda do Império Babilônico.”
- Nesta lição seu aluno precisa entender os conselhos paulinos na Epistola aos Tessalonicenses, conscientizando-se de que o servo de Deus (independente da faixa etária) deve ter uma vida separada (santa), afim de que possa agradar a Deus.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica O“ficar”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


Dinâmica: O “ficar”
Objetivo:
serve para exemplificar o que o "ficar" acarreta aos jovens.
Procedimento:

Pegue duas folhas sulfite, uma azul e outra rosa... uma representa a menina e a outra o menino.
Passe cola nas folhas e grude... aperte bem.
Diga que é isso o que acontece quando os jovens estão ficando (abraços apertados e o que eles chamam de amassos... infeliz realidade.
Depois de um tempo desgrude as folhas (pode fazer com durex também) e sairá um pedaço da folha azul na rosa e vice-versa...
Isso mostra que a experiência vivida deixará marcas em ambas as pessoas. Quanto mais pessoas um jovem 'ficar', mais 'pedaços' de outros ele levará com ele, e deixará pedaços seus espalhados por aí. O seu 'eu', a sua alma, a sua pessoa interior, ficará cada vez mais manchado, se afastando da pureza que Deus deseja para a vida sexual, emocional, afetiva, de cada jovem.

Chiclete mastigado: ao iniciar o bate papo esteja mastigando ostensivamente um chiclete; faça questão de que os alunos notem isso (eles com certeza vão pedir, mas não ofereça nesse momento).
Comente sobre o assunto "ficar", sobre a importância da virgindade, etc, e deixe que os alunos comentem alguma coisa. Em tom casual, no meio do bate-papo, pergunte se alguém quer um chiclete. Eles com certeza vão querer.
Então, tire o seu chiclete da boca e ofereça! Provavelmente isso chocará um pouco e eles vão ficar com nojo...
Explica que é essa a sensação que se tem de uma pessoa que ficou com muita gente, como se fosse usada por todos... e perdeu seu gosto, perdeu sua graça...
Comente que um chiclete novinho todo mundo quer e prefere... (dê um chicelete para cada aluno).
- Lembre-se de apresentar Jesus como a possiblidade de renovar os corações, curar as feridas emocionais e afetivas que uma vida assim deixa nas pessoas. Lembre que o Espírito Santo é quem pode mudar as mentes e ajudar a controlar os desejos da carne. Que Jesus restaura "folhas de vidas com muitas marcas", e pode fazê-la novinha novamente.



Autora: Virginia Rochete
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Dinâmica da Lição 08: As Ordenanças da Igreja (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 08: “A Queda do Império Babilônico.”
- Nesta lição seu aluno precisa entender os conselhos paulinos na Epistola aos Tessalonicenses, conscientizando-se de que o servo de Deus (independente da faixa etária) deve ter uma vida separada (santa), afim de que possa agradar a Deus.
7– Para exemplificar os tipos de batismo, utilizem a dinâmica “O Batismo”.
- Apresentem outros pontos levantados na lição.
- Para concluir, apliquem a dinâmica “Comunhão”.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: O Batismo

Objetivo: 
Oportunizar o estudo sobre o batismo bíblico.
Material:
Água
01 bacia pequena
01 boneco pequeno de plástico
Procedimento:
- Perguntem: Quais os tipos de batismos que vocês conhecem?
Aguardem as respostas.
- Solicitem aos alunos que relatem o que já presenciaram ou participaram sobre os tipos de batismos que eles citaram, utilizando os materiais acima citados. Observem com atenção a demonstração dos batismos vivenciados pelos alunos.
Observação: Caso ocorra apenas a citação do batismo por aspersão, vocês devem apresentar o batismo por imersão.
- Falem: Vimos agora com esta demonstração que há vários tipos de batismo, mas o batismo bíblico é aquele conhecido como “Imersão”.
- Então, leiam Mt 3. 13 a 17. Após a leitura, enfatizem a expressão “saiu logo da água”, que nos assegura que o batismo de Jesus foi por imersão.
- Para finalizar, falem: Agora, vamos estudar sobre este batismo.
Por Sulamita Macedo.

Dinâmica: Comunhão

Objetivo:
Promover momento de entrosamento entre os alunos, tendo como ponto de partida uma das finalidades da Santa Ceia - unir os crentes em amor pela comunhão com Jesus.
Material:
01 Mesa
01 toalha para a mesa
Ramos de trigo
Pães de queijo pequenos dentro de um saquinho de plástico
Refrigerante ou suco de uva
Guardanapos
Copos descartáveis.
Procedimento:
- Após o estudo sobre a Santa Ceia, convidem os alunos para se posicionaram ao redor de uma mesa, arrumada com pães e refrigerante de uva.
- Agradeçam a Deus pela oportunidade de estar juntos, estudando este tema.
- Falem: Vamos agora fazer um lanche, celebrando um momento de união e comunhão entre todos os alunos da classe.
- Distribuam para cada aluno um pão e um copo de refrigerante de uva. Avisem para aguardar uma orientação.
Lembrem-se de que cada pão deve estar dentro de um saquinho.
- Então, solicitem que cada um escolha um colega e troque com ele, o pão e o copo de refrigerante, falando uma mensagem.
- Este atividade deve ser repetida pelo menos umas 05 vezes, com duplas diferentes.
- Em seguida, eles podem se alimentar.

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo.
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Lição 08: Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias

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7.1: “No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça: escreveu logo o sonho, e relatou a suma das coisas”.
O capítulo em foco trata do mesmo tema, em outras composições, do segundo capítulo - elevação e queda do sistema gentílico mundial. No capítulo dois (2), os impérios são vistos sob o ponto de vista político, com relação à sua degeneração quanto à forma de governo. No capítulo sete, porém, são vistos sob o ponto de vista moral, com relação ao seu caráter feroz e destrutivo, como se exprime por simbolização de bestas ferozes. O profeta Daniel situa esta visão das quatro feras, como tendo sido no “primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia”. Isto indica que, Daniel teve a visão no tempo do Império Babilónico, no primeiro ano do reinado Belsazar, isto é, depois dos acontecimentos narrados no capítulo quatro e antes do capítulo cinco deste livro. Ao lermos o livro do profeta Daniel, ficamos admirados da perfeição que existe na simbologia profética nele apresentada: Os reinos deste mundo não são representados por ovelhas, mas por feras bravias. O instinto da fera, seja qual for o animal, é sempre em defesa própria; ela guarda o que tem, custe o que custar e luta para adquirir aquilo que não tem; estão sempre prontas a derramar sangue para resistir a qualquer afronta, porque, realmente, têm o instinto e natureza de fera.
7.2: “Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu combatiam no mar grande”.
"... os quatro ventos do céu...” No livro de Apocalipse 7.1, encontramos uma passagem quase semelhante à do texto em foco, sendo que, ali, os ventos são da terra e não do céu como aqui. Os antigos povos pensavam que a terra fosse quadrada, e, portanto, dotada de quatro pontos cardeais (um em cada canto). Os filósofos gregos (600 a.C.) modificaram esse conceito, pensando ser a terra um disco. Na presente passagem, Daniel fala como se estivesse na praia do mar Mediterrâneo. Ele ali contempla, em sua visão futurística, “os quatro ventos do céu combatendo o mar grande”. O profeta Zacarias (520 a.C.) viu também, em sua visão apocalíptica, algo semelhante ao que neste versículo é presenciado (Zc 6.5). No livro de Apocalipse, isto significa: “os quatro pontos cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste”. Na simbologia profética, o mar, simboliza a humanidade num estado de inquietação e angústia. (Ver SI 18.4,16 e 124.14; Is 8.7). Durante o reinado cruel da Besta, estas águas representam o estado de depressão e confusão pelo qual passarão os habitantes da terra (Lc 21.25 e Ap 17.15). A Besta que tinha sete cabeças e dez chifres “subiu do mar” com autoridade e grande poder (Ap 13.1); isso significa que ela subirá do meio do sistema político-mundial. Em alguns lugares das Escrituras, os quatro ventos simbolizavam também os poderes celestes que põem em movimento e estado de guerra as nações do mundo. (Ver Jr 4.11; 25.32; Hc 1.11).
7.3: “E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros; subiram do mar”.
quatro animais...” O presente versículo encontra sua interpretação no versículo 17 do capítulo em foco. Ele ali é interpretado pelo anjo do Senhor da seguinte maneira: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra”. A história descreve estes quatro reinos como sendo: 1) Império Babilónico (Nabucodonosor, Nabonido e Belsazar). 2) Império Medo-persa (Dario, Ciro, Cambises, Esmerdis, Dario, o Persa, e Xerxes). 3) Império Greco-macedônio (Alexandre Magno e seus sucessores). 4) O Império Romano. Em Apocalipse 13, encontramos a consolidação de todas estas composições em uma só personagem: a Besta que subiu do mar. O apóstolo João, em sua visão profética futurística, descreve a continuação e consumação destes quatro animais emergidos do mar. “1) O leopardo representa o reino greco-macedônio (Dn 7.6), rápido, veloz, e conquistador incansável. O Anticristo terá essas qualidades em grau supremo (Ap 13.2). 2) Os pés do urso representam o Império Medo-persa (Dn 7.5), dando a ideia de força, estabilidade, consolidação. O Anticristo também incorpora esses aspectos em seu poder. 3) A boca de leão representa a monarquia babilónica (Dn 7.4). Subentendendo ruína ameaçadora, rugidos de blasfêmia, perseguição e matança. O Anticristo será possuidor em grau supremo dessas qualidades”. (Ver Ap 13.1 e ss.).
7.4: “o primeiro era como leão, e tinha asas de águia: eu olhei até que lhe foram arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem”.
“O primeiro era como leão”. Todos os estudiosos das profecias de Daniel concordam nesta passagem, com o mesmo simbolismo. O leão é Babilônia, compreendendo seu rei. (Ver Jr 4.7; 49.19; Hc 1.8). Podemos observar que, nas próprias composições que são empregadas para representar este reino, diz-se que seus sucessores cresceriam naquele reino sempre apontando para baixo (Dn 2.39, 40). Três composições nas visões de Daniel, que representam Babilônia e o monarca, formam um simbolismo evidentemente perfeito: 1) A cabeça de ouro. 2) O leão. 3) A águia. A cabeça é a parte mais nobre do corpo humano e, sendo de ouro, é mais evidente. O leão e a águia são dois animais nobres da fauna: o primeiro, como o rei dos animais terrestres, e a águia, como a rainha das aves do céu. Esse simbolismo sempre representou Babilônia, em várias conexões das Escrituras Sagradas. O leão, majestoso, corajoso, representa perfeitamente essa grande cidade. Babilônia, de fato, era representada em seu escudo por um leão com asas de águia. A águia é outro animal majestoso, a rainha das alturas, como o leão o é das planuras. O leão representa a brutalidade, a força e a violência. E fera de mandíbula trituradora. Na simbologia profética das Escrituras Sagradas, é o Império Babilónico “um destruidor de nações” (Jr 4.7). A águia, por sua vez, metaforiza a rapidez e a voracidade. Esse Império é considerado nas Escrituras como “uma nação feroz” que voa como a águia (Dt 28.49-50; Mq 1.6-8).
“E tinha asas de águia”. Na simbologia profética, isso bem pode, como em outras partes das Escrituras, simbolizar Nabonido e Belsazar.
“E foi levantado da terra”. A presente passagem, descreve em resumo, a humilhação, a doença, a exaltação do poderoso monarca Babilónico, o rei Nabucodonosor. No capítulo quatro deste livro, Deus o feriu de licantropia. O doutor Montagu G. Barker, a descreve também como segue: “Licantropia”, uma condição frequentemente mencionada em tempos antigos. Muitas vezes ligada à hidrofobia, em que parecia que as pessoas afetadas imitavam cães e lobos. Nabucodonosor, uma vez ferido por Deus desta doença, foi colocado junto com os animais do campo (Dn 4.33), onde passou “sete tempos”. Sete tempos (“sete anos”). A palavra “iddãnin” não denota especificamente “anos”, mas pode significar “estações”. E a mesma palavra traduzida por “tempo” em 2.8 e “momento” em 3.8, do livro em foco. A sua situação é indefinida, mas, no conceito geral, isso significa mesmo “sete anos” (Dn 7.25; 12.7; Ap 12.14. Um tempo nessas passagens significa um ano).
“E posto em pé como um homem”. O texto em foco descreve, em resumo, o estado normal e o restabelecimento do rei Nabucodonosor, e, com certeza, também o seu restabelecimento no posto e trono, como ele mesmo descreve: “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei... no mesmo tempo me tornou a vir o meu entendimento, e, para a dignidade do meu reino, tornou a vir a minha majestade e o meu resplendor” (cap. 4.34-36).
 “E foi-lhe dado um coração de homem”. O coração deste monarca estava muito endurecido no início do reinado; era realmente “um coração de leão” (Jr 4.7). Ele tornou-se um Faraó. Faraó foi um monarca, também de coração endurecido. Dez vezes lemos que ele endureceu seu coração e dez vezes lemos, também, que Deus o endureceu (Ex 7.13,14, 22; 8.15,19, 32; 9.7, 34, 35; 13.15 - Faraó). (Êx 4.22; 7.3; 9.12; 10.1, 27; 11.10; 14.4, 8, 17 - Deus). Theodoret assim explica o caso: “O sol pelo seu calor torna a cera mole e o barro duro, endurecendo um e amolecendo outro, produzindo, pela mesma ação, resultados contrários. Assim a longanimidade de Deus faz bem a alguém e mal a outros. -Por quê? - Porque alguns apresentam-se amolecidos e outros endurecidos”. O juízo de Deus caiu sobre Faraó quando se exaltou. O juízo de Deus caiu também sobre Nabucodonosor quando se exaltou. Diferença: Faraó se endureceu; Nabucodonosor se humilhou. Teve seu “coração” mudado de “leão” para “coração de homem”. Nabucodonosor morreu, e seus dois sucessores, as asas, foram arrancadas, terminando, assim, aquela dinastia Babilónica (Dn 5.30; 7.4).
7.5: “Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne”.
“...o segundo animal...” No capítulo 2 versículos 32 e 39 do livro em foco, o Império Medo-persa é representado pelo “peito e braços” de prata da estátua “terrível” do sonho do monarca Nabucodonosor. O “peito do colosso, na simbologia profética, representava a unificação dos dois reinos (Média e Pérsia) em um só. Os “braços”, porém, geograficamente falando, são seus dois monarcas: Dario e Ciro, respectivamente. 1. O braço esquerdo representava Dario. 2. O braço direito representava Ciro (Is 45.1). São eles os dois “Tufões de vento do Sul, que tudo assolam...” (Is 21.1). No capítulo 4 de Daniel, esse Império, bem pode ser visto nos “ramos” da árvore que o rei Nabucodonosor viu em sonho.
“... um urso”. O segundo animal presenciado por Daniel, nesta visão é “um urso”. E quase tão temível quanto o leão, o primeiro animal. O urso marrom da Síria pode chegar a 250 kg de peso e tem um apetite voraz. “Embora o urso não seja considerado o rei dos animais, atinge maior estatura e peso, como já ficou demonstrado, do que o leão. Diz-se que sua espécie foi encontrada na Média, país montanhoso, acidentado e frio. Seus quarenta e dois (42) dentes pontiagudos, suas garras aguçadas, sua malícia, o seu enorme peso, a sua coragem e a sua astúcia, fá-lo grandemente terrível. No que diz respeito à sua crueldade, ferocidade e sede de sangue, não tem rival”. Todos esses requisitos possuídos por essa fera, foram realmente incorporados em grau supremo ao Império Medo-persa, e mais ainda. Dele está escrito: “Levanta-te, devora muita carne”.
"... levantou-se de um lado”. O presente versículo põe em foco Dario e Ciro se “levantando do sudeste” da Babilônia; nessa região se encravavam a Média e a Pérsia; os medos predominaram antes dos persas. A frase: “levantou-se de um lado” é interpretada na maneira de haver a fera se levantado de um lado, isto é, no sentido literal, o urso levantou-se sobre duas patas, ficando as duas outras suspensas, como se quisesse andar com os pés. Esses dois reinos, após conquistarem Babilônia, cada um queria andar só. Eis a razão por que Ciro depois vence Dario e reina com grande poder.
“Tendo na boca três costelas...” O presente texto mostra algo admirável no urso faminto, como fora presenciado no majestoso leão do versículo 4. As três costelas em foco, que o urso trazia na sua boca, na simbologia profética significam as três primeiras potências conquistadas pelo Império Medo-persa. São elas: 1) Babilônia. 2) A Lídia, na Ásia Menor. 3) O Egito. Esses três reinos (costelas) fizeram uma coligação pensando suplantar as ameaças do inimigo. Mas não tiveram nenhum êxito nisso, pois a conquista por Dario e Ciro dessas nações já estava vaticinada cerca de 80 anos antes, como está descrito pelo profeta do Senhor: “O Senhor despertou o espírito dos reis da Média; porque o seu intento contra Babilônia é para a destruir. (Jr 51.11, 29). Dario e Ciro fizeram com estas três costelas (nações) o que antes já fora vaticinado. As nações aí mencionadas foram, em suma, as primeiras a caírem nas garras do urso voraz. Ele as subjugou.
"... entre os seus dentes”. O profeta Daniel, observa um detalhe importante na presente visão: as três costelas acima mencionadas, vinham presas “entre” os dentes da fera. Foi realmente o que aconteceu com as três potências aludidas: Babilônia, Lídia, e Egito. Elas foram conquistadas pelos poderosos dentes (exércitos) do urso faminto. Segundo a história natural, um urso da Média, é portador de 42 dentes pontiagudos. Nas conquistas mencionadas foram usados 42 exércitos em revezamento. As Escrituras são proféticas e se combinam em cada detalhe. (Ver Ec 7.27).
“Levanta-te, devora muita carne”. Essa voz que ordena ao “urso” que devore muita carne é a voz de Deus. Refere-se a Ciro, também chamado o “pastor” de Deus (Is 44.28) e seu “ungido”, em Is 45.1. Esses títulos lhe são dados, não por causa do seu caráter, pois ele era ignorante quanto à pessoa de Deus (Is 45.5). Ele não conhecia a Deus, e é chamado “uma ave de rapina” em Is 46.11, mas Deus o predestinou para executar a destruição de Babilônia e a obra de restauração de Israel. No texto de Is 45.1, 2, lemos a seu respeito: “Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, eu soltarei os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas e as portas não se fecharão. Eu irei diante de ti, e endireitarei os caminhos tortos; quebrarei as portas de bronze e despedaçarei os ferrolhos de ferro”. O leitor deve observar que os elementos apresentados nesta profecia existiam de fato em Babilônia. No cap. 8.3-22 deste livro, o poderoso Império Medo-persa ainda continua, porém, já enfraquecido: não é mais representado por um “urso voraz”, mas por um animal doméstico. Não está mais diante do mar (v. 3) mas diante do rio (8.3).
7.6: “Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas: tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio”.
"... eis aqui outro”. No texto em foco, é o Império Greco-macedônio que entra em cena. No capítulo 2, versículos 35 a 39 deste livro, esse Império é representado pelo “ventre e coxas” de cobre da estátua vista pelo monarca Nabucodonosor, em seu majestoso sonho. Como na representação anterior dos dois reis, Dario e Ciro, o mesmo acontece aqui. “O ventre” como é descrito pelo profeta do Senhor, simboliza a unificação dos reinos Grego e Macedônio em um só. As “coxas” falam de duas nações que se uniram, depois, porém se dividiram com o “andar” das coxas. O ventre e as coxas formam uma extensão maior do que a cabeça. Contudo, a cabeça é mais nobre. O Império Babilónico era de fato maior do que todos em riquezas e glórias, mas foi menor em extensão territorial do que o reino de Alexandre Magno. Na simbologia profética, esse Império Greco-macedônio pode ser visto nas “folhas” da árvore do sonho do rei Nabucodonosor (4.21). O profeta Daniel diz, na sua interpretação, que as “folhas eram formosas”. Alexandre, foi de fato o maior em sua geração: foi chamado de Magno (o Grande). Ele foi um vulto muito culto e inteligente, mas, ao mesmo tempo, era violento e traiçoeiro até para com seus generais.
“... um leopardo”. O simbolismo usado na presente passagem se coaduna com a etimologia da palavra que dá nome ao animal do texto em foco. “Leo” (leão) e “pardo” (pantera). E realmente perfeito o que foi o reino de Alexandre Magno: duas naturezas. As duas naturezas interligadas deste Império Greco-macedônio eram vistas em vários aspectos, mas tomemos como exemplo: 1) Os dois povos (gregos e macedônios) eram diferentes em temperamento: os gregos sempre foram diferentes dos macedônios; isto pode ser visto e examinado em Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de Paulo. Esse apóstolo foi enviado por Deus a esses dois povos. (Ver At 16.9 a 40 e 17.15 a 34; 1 Co 16.5, etc.) 2) Sentido geográfico: A Grécia ficava “no sudeste da Europa, ocupando a parte Sul da península dos Balcãs e numerosas ilhas do mar Jónico e do mar Egeu, no Mediterrâneo”. 3) A Macedônia. A região geográfica da antiga Macedônia compreende hoje “a Iugoslávia, o Sul da Bulgária e a Turquia européia”. Vejamos onde se encravam essas três nações: a. Iugoslávia. Sua situação geográfica, Sudeste da Europa. E limitada ao norte pela Áustria e pela Hungria, a leste pela Romênia e Bulgária, ao sul pela Grécia e pela Albânia e a oeste pelo mar Adriático e pela Itália, b. A Bulgária. Sua situação geográfica, sudeste da Europa, na parte oriental da península balcânica. A Bulgária é limitada ao norte pela Romênia, a leste pelo mar Negro, ao sul pela Turquia e a Grécia, e a oeste pela Iugoslávia”, c. A Turquia Européia. E separada da parte asiática pelo estreito de Dardanelos, pelo mar de Mármara e pelo Bósforo. A parte européia é constituída de colinas próprias para a agricultura.
“E tinha quatro asas de ave nas suas costal. O profeta Daniel, em sua visão futurística, observa algo mais no “leopardo” como vira no leão e no urso, respectivamente. Ele notifica que, nas costas do animal, vinham quatro asas. Na simbologia profética e em outras representações simbólicas, asas têm sempre o sentido de insígnia militar. Verdade é que pode trazer também o sentido de rapidez. Um fato notável que deve ser observado no texto em foco é que essas asas estavam postas nas “costas” do animal. Elas representam, sem dúvida, os “quatro generais” de Alexandre que, após sua morte, fundaram quatro realezas. São eles: 1) Ptolomeu. 2) Selêuco. 3) Lísímaco. 4) Cassandro. Esses generais, de fato, estavam por “trás” de Alexandre em tudo que ele fazia. Cada um deles começou por implantar-se na região que lhe fora designada, e não ficaram somente nisso, pois a ambição de glória e de poder, levou-os a lutarem entre si, para novas conquistas.
“Tinha também este animal quatro cabeças”. O profeta do Senhor, Daniel, continua em sua descrição sobre o famoso “leopardo”. Ele observa algo mais naquela fera: ela tinha quatro cabeças. A cabeça, que é de um animal quadrúpede, está diante de si. Na simbologia profética, isso significa as quatro realezas que estavam por vir. Após a morte de Alexandre, seus quatro generais, já mencionados, fundaram quatro realezas dentro da divisão do Império. São elas: 1) Egito (Ptolomeu). 2) Síria (Selêuco). 3) Macedonia (Lisímaco). 4) Ásia Menor (Cassandro).
“E foi-lhe dado domínio”. Esse domínio, do texto em foco, dado a Alexandre, foi, sem dúvida, concedido pelo próprio Deus (Ver Rm 13.1-6). Mas em breve surgiram dissensões entre seus próprios generais, que, ao todo, eram sete (7): Ptolomeu, Selêuco, Lisímaco, Cassandro, Pérdicas, Antípatro e Polispercon. Os três últimos era os primeiros agentes do reino, mas foram afastados do poder. Enquanto que os quatro primeiros dividiram-se em quatro formas ideológicas (4 cabeças) e fundaram as 4 realezas já mencionadas. Cumpriu-se, assim o que está escrito a respeito de Alexandre, em 11.4: “O seu reino será quebrado, e repartido para os quatro ventos do céu, mas não para a sua posteridade”. O domínio que foi dado, ele não soube aproveitar, e, assim, foi-lhe tirado, mas não para seus filhos, isto é, para a sua posteridade.
7.7: “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez pontas”.
"... eis aqui o quarto animal. O presente versículo coloca em cena o quarto Império Mundial. E o Império Romano. Esse poderoso Império, desde sua fundação, tem como capital a cidade de Roma. E cidade das mais antigas da península itálica, está edificada sobre “sete colinas” que João, o apóstolo do amor, chama de “sete montes” (Ap 17.9). Nos dias do Império, essas sete colinas eram chamadas: Aventino, Palatino, Célio, Esquilino, Vidimal, Quirinal e o Capitólio. A cidade ficava à margem esquerda do rio Tibre, a 24 quilômetros da desembocadura desse rio no mar Tirreno, na costa ocidental da península itálica. O seu fundador foi um habitante do Lácio (donde vem a palavra latino), chamado Rômulo, que, junto com seu irmão Rêmulo, foi amamentado pela loba do Capitólio. (Lenda). No capítulo 2.33, deste livro, esse Império é representado pelas “pernas de ferro” do majestoso colosso visto pelo monarca Nabucodonosor, em seu sonho escatológico. Não é contemplado com os dois Impérios (Medo-persa e o Greco-macedônio) anteriores, que eram unificados pelo “peito e ventre” da imagem; mas segue um paralelismo até sua consumação. Na simbologia profética, esse paralelismo é representado pelas pernas da estátua. (Ver notas expositivas sobre isso em 2.33). No campo simbólico, esse Império pode ter também sua representação nos “frutos” da árvore do sonho do rei Nabucodonosor (Dn 4.14). A maneira como os romanos conquistaram o Império Greco-macedônio todos conhecem. Os romanos conquistaram o Ocidente e voltaram depois suas vistas para o Oriente. Apoderaram-se da Grécia, Síria, Palestina e outros países. Tornaram-se senhores do mundo. Quando Matatias começou a lutar pela independência de seu país, os romanos eram fracos; agora, porém, eram os dominadores do mundo. O anjo deixou bem claro para Daniel quem seria o quarto animal, quando disse: “O quarto animal será o quarto reino na terra” (v. 23). Todos os estudiosos das profecias de Daniel sabem a quem esta passagem se refere. E ao Império Romano, o quarto reino mundial. Esta fera terrível não há nada a que ela se compare. A descrição salienta apenas o caráter destruidor da fera, como segue:
“Terrível...” O Império Romano foi, de fato, “terrível” em todos os seus aspectos; Jesus Cristo, o nosso Senhor, foi morto sob a força brutal deste terrível poder. Os próprios judeus sofreram muito sob esse sistema de governo desumano. O Velho Testamento deixa a Palestina como uma satrapia persa. Abrimos o Novo Testamento e ali encontramos a dominação romana no apogeu da sua força.
"... espantoso”. O texto em foco, se consolida em uma profecia de alcance muito vasto. A própria história secular diz que este Império deixou atrás de si um rastro de sangue. Ele era espantoso até mesmo para seus próprios governantes; ali havia muita traição e maldade. Só em falar na palavra “romano” todo o mundo tremia. (Ver Jo 19.12, 13; At 16.37-39).
"... muito forte”. Essa expressão e outras correlatas se coadunam muito bem com a natureza desse império, que é o ferro visto nas pernas do majestoso colosso do sonho do rei, conforme Dn 2. Esse Império desenvolveu os três emblemas consolidados nas composições anteriores: O domínio do leão, a força do urso e a rapidez do leopardo; por essa razão, tornou-se “terrível, e espantoso, e muito forte”.
"... tinha dentes grandes de ferro”. O animal tinha a mesma natureza das pernas e pés da estátua descrita em Daniel 2.33, 41. Isto é, composto de ferro e barro. O Império Romano tinha o mais poderoso arsenal militar em sua época. Seus dentes (exércitos) pontiagudos, eram adversários velozes como cavaleiros, fortes como leões, venenosos como serpentes, e lançavam elementos que cegavam e queimavam com poder mortal. É descrito, portanto, que eles eram forças mortais poderosas, maliciosas, e incansáveis. Eram, em suma, como diz a profecia divina: verdadeiros dentes grandes de ferro.
“Ele devorava...” O presente texto, fala do que fez de fato o Império Romano. Ele conquistou, em pouco tempo, o mundo civilizado; subjugou todos os reinos, dominou todos os povos, tornando-se, assim, o senhor do mundo. Ele fez mesmo, como diz o texto em foco: devorou toda a terra. Essa foi a interpretação dada pelo próprio ser angelical, no versículo 23, do presente capítulo: “O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra...”
"... fazia em pedaços”. A primeira coisa que fazia o Império Romano após conquistar uma nação, era dividir suas terras em regiões, tetrarquias, províncias e distritos. Roma, depois de conquistar o mundo, dividiu-o em regiões chamadas “províncias”. A divisão dos romanos era semelhante às satrapias dos persas. A Judéia foi anexada à Síria, e ambas, com outros pequenos países, constituíram uma província romana. Nos dias de Jesus como pessoa humana, encontramos o território da Palestina dividido em 4 ou 5 regiões, como por exemplo: Galiléia, Samaria, Judéia, Peréia e Decápolis. Os próprios judeus foram despedaçados por esses dentes (exércitos) de ferro, e, ainda hoje (1986 d.C.) encontram-se judeus em todas as partes do mundo. (Ver Mt 21.44).
“E pisava aos pés o que sobejava”. O texto em foco salienta o que já ficou demonstrado no capítulo 2.33 da estátua terrível que tinha os seus pés de ferro. O Império Romano só tinha dois objetivos consigo em suas grandes conquistas: matar e reduzir à escravidão. As Sagradas Escrituras falam com intensidade sobre esses “pés” em várias partes (Ver Dn 2.33, 34, 41,42; 7.7,19, 23; 8.10,13). Outras expressões com o mesmo sentido são vistas no Novo Testa-136
mento (Ver Lc 21.24, “pisada”, “pisarão”; Ap 11.2 “pisarão”; Ap 13.2, observe a expressão “seus pés”). As Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe! Até o “mapa geográfico” do país sede deste Império é a “figura de um pé” (mapa da península Itálica)!
“Era diferente de todos os animais”. Na interpretação feita pelo anjo a Daniel, ele lembra isso ao profeta do Senhor, dizendo: “o quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos. Realmente é o que diz a profecia de Daniel; o Império Romano, durante sua existência, de 754 a.C. a 455 d.C. (1209 anos), foi diferente de todos os reinos que já existiram no mundo. Ele era, no campo profético, o emblema expressivo do reinado cruel do Anticristo, a Besta que subiu do mar (Ver Ap 13.1 e ss.).
“E tinha dez pontas”. O animal espantoso do texto em foco tinha dez pontas como tinham dez dedos os pés da estátua do capítulo 2. Isso já tivemos a oportunidade de ver em outras notas expositivas sobre este livro, isto é, as dez pontas vistas em alinhamento na cabeça da fera simbolizam dez reis que “se levantarão” no tempo do fim. Eles não existiram nos dias do Império. Observe bem a frase: “se levantarão”. João, o vidente de Patmos, descreve a mesma coisa em Ap 13.1. O fato de estarem em alinhamento como em alinhamento estavam os dez dedos da estátua do cap. 2, quer dizer que esses reis escatológicos governarão ao mesmo tempo (Ap 17.12). Alguns deles (três) receberão poder apenas por “uma hora” mas depois cairão (Ap 17.12).
7.8: “Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; e eis que nesta ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente”.
“Estando eu considerando...” A presente passagem nos dá a entender que existia um espaço de tempo para que essas pontas se mobilizassem. Os intérpretes históricos procuram encaixar essas profecias dentro da história secular. Segundo eles, nesta identificação ocorre um fato a comprovar sua exatidão perfeita, quando diz: “. diante da qual [do pequeno chifre] três das pontas primeiras foram arrancadas”. Com efeito, em prol da ascensão do “papado” foram extirpadas três nações representadas pelas dez pontas. Essas três nações, alojadas por sinal na península Itálica, são os povos Hérulos, Ostrogodos e Lombardos. Para nós, essa maneira de interpretar o texto é muito lógica, mas não se coaduna com a tese principal. Os intérpretes contemporâneos são de opinião que o Mercado Comum Europeu é o princípio de formação desta grande profecia. Para os intérpretes futuristas (o que nós aceitamos), a ponta pequena que subiu por último, é o Anticristo que, após estar tudo pronto aparecerá no cenário mundial. Ele fará uma aliança com dez monarcas escatológicos, porém com sua ascensão, três destes reis serão afastados, e apenas sete lhe apoiarão. (Ver Dn 7.8, 20, 24; Ap 17.12, 16 e ss.).
7.9: “Eu continuei olhando até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou: o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a limpa lã: o seu trono chamas de fogo, e as rodas dele fogo ardente”.
O presente versículo, e os que seguem, encontram paralelos nos de Ap 1.13 a 16, onde cena similar está em foco. Ali o Senhor Jesus é o filho do “Ancião de dias”, e por essa razão tem a mesma natureza do Pai. E aquele que morreu com trinta e três (33) anos de idade. Depois de levar os nossos pecados na cruz e suportar uma eternidade de dores; tem cabelos brancos como a neve. Entre o povo de Deus, a “coroa de honra são as cãs” (Pv 16.31). Certamente a alvura dos cabelos na pessoa de Cristo provém, em parte, da intensidade de glória celestial, e em parte da sua sabedoria e, sobretudo, da sua idoneidade moral. No “ancião” do texto em foco, a brancura dos cabelos não significa velhice, antes sugere a eternidade, indicando também pureza e divindade.
7.10: “ Um rio de fogo manava e saía de diante dele: milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele: assentou-se o juízo, e abriram-se os livros”.
“... milhões de milhões” (de anjos). O presente versículo tem seu paralelo em Ap 5.11, onde lemos que “milhões 138
de milhões e milhares de milhares” de anjos estavam ao redor do trono de Deus. Os anjos são mencionados em toda a extensão das Escrituras Sagradas, onde são vistos por mais de 273 vezes, e, no caso do texto em foco, encontramos “milhões de milhões e milhares de milhares”. A angelologia do Antigo Testamento afirma que os anjos são tão numerosos, que o seu número é incalculável para a habilidade humana. O doutor Bancroft, citando Gabelein diz que “em Hb 12.22 os anjos são indicados como uma inumerável companhia, literalmente, miríades. De acordo com Lc
2.13,      multidões de anjos apareceram na noite do nascimento de Cristo; claramente foram vistos cruzando o céu da Palestina, clamando de alegria em vista do início da nova criação, como tinham feito no princípio da primitiva criação. Quão vasto é o número deles! somente o sabe aquele cujo nome é Jeová-Sabaote, o Senhor dos Exércitos”.
7.11: “Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que provinha da ponta: estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo”.
"... o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado...” O presente versículo tem seu cumprimento literal em Ap 19.20, onde lemos: “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre”, O Anticristo e o seu falso profeta serão lançados vivos no ardente lago de fogo, no juízo, pois mereceram. O fato de que os dois serão lançados “vivos” no lago de fogo significa, para alguns eruditos, que não poderão ser homens ordinários, e, sim, seres demoníacos, que se apresentarão como homens. Mas a verdade é que serão homens, embora possuídos por Satanás. O texto em foco diz que o corpo da terrível fera será queimado. A besta e o falso profeta, serão os dois agentes diretos do dragão, preparados como “filhos da perdição”. Eles inaugurarão o ardente lago de fogo. Isso se coaduna realmente com sua natureza: ela (a Besta) saiu do abismo (Ap 11.7) e irá à perdição (Ap 17.8), seu destino final.
7.12: “E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes dada prolongação de vida até certo espaço de tempo”.
“Foi-lhes tirado o domínio”. O texto em foco prediz a ruína dos três primeiros impérios mundiais: Babilónico, Medo-persa e o Greco-macedônio. Mas a palavra divina dizia, ao mesmo tempo, que eles continuariam a existir, mas sem o poder de governar. A sua continuação de existência deve relacionar-se com a vinda do tempo determinado por Deus. As grandes dinastias do mundo tiveram seus períodos áureos na história, mas depois declinaram; alguns destes exemplos podemos deduzi-los, tanto das profecias como da própria história. O Egito dos Faraós, a Grande Babilônia dos caldeus e a Roma dos Césares, foram, em verdade, verdadeiros impérios de ferro que subjugaram, mataram, destruíram e reduziram nações inteiras à escravidão. Mas, com o passar do tempo, Deus, pouco a pouco, foi-lhes tirando o domínio; hoje os impérios babilónicos, Medo-persa, Greco-macedônio e Romano, não mais existem, e os países situados nos seus antigos territórios não têm projeção mundial como potências.
7.13: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem: e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele”.
"... um como o Filho do homem”. Filho do homem é um título que frequentemente é aplicado à pessoa de Cristo (Mt 16.13). Cerca de 79 vezes esta expressão ocorre nos Evangelhos, e 22 destas somente em Apocalipse. Daniel (cerca de 607 a.C.), na presente visão, faz esta referência específica sobre o “Filho do homem”. Em Ezequiel, o profeta do cativeiro, a expressão “filho do homem”, é empregada por Deus, quando fala com o profeta, cerca de 91 vezes. Em Ap 14.14, há um quadro sobre o “Filho do homem”. Jesus é o “Filho do homem”, porque, de um modo especial, é Ele o representante da humanidade perante a pessoa do Pai. Ele é declarado “Filho de Davi segundo a carne” (Rm 1.3). Ele se tornou o “Filho do homem” para que nós, humanos, nos tornássemos filhos de Deus” (Jo 1.12). 140
7.14: “E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem: o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único que não será destruído”.
"... foi-lhe dado o domínio”. O presente versículo coloca em foco o Milênio de Cristo, o Ungido do Senhor. Isso acontecerá diante do toque da sétima trombeta escatológica de Apocalipse 11.15. Esse toque de trombeta assinala o tempo em que “O mistério” de Deus deve ser cumprido, “no Céu e na Terra”. Na Bíblia temos uma série de mistérios, mas o que está em foco, fala do “mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos [o Milênio], tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Ver Ef 1.9 a 10). O domínio e reino do presente texto, para que todos os povos, nações e línguas o servissem, é o estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra, que começará com o reino milenar de Cristo (Ap 20.1-6). O reino de Deus e de Cristo é um só. Em Ef 5.5, encontramos menção do “reino de Cristo e de Deus”.
7.15: “Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me espantavam”.
“O meu espírito foi abatido dentro do corpo”. O presente versículo põe em foco a constituição tríplice do homem, isto é, corpo, alma e espírito, O próprio Jesus Cristo, quando se humanizou, tomando forma humana, constituiu-se da mesma forma que nós: corpo, alma e espírito. Vejamos a seguir a tríplice constituição de Jesus: 1) O seu corpo (Mt 26.12). 2) Sua alma (Mt 26.38). 3) O espírito de Cristo (Lc 23.36). O homem também, à semelhança de Cristo, toma essa forma: O corpo do homem (“soma”, em grego). A alma do homem. O espírito do homem (1 Co 9.27; 1Ts 5.23; At 20.10). O espírito é o órgão de comunhão com Deus; a alma é a sede da personalidade; e o corpo, o tabernáculo da morada de ambos. No texto em foco, se diz que Daniel sentiu-se abatido no espírito dentro do seu próprio corpo, isso nos faz entender que, o espírito representa a natureza suprema do homem regendo. A qualidade do seu caráter e do seu ser como um todo.
7.16: “Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas”.
O presente texto nos mostra a grande humildade do profeta Daniel; ele não fez sua própria interpretação baseado em fatos anteriores, mas apelou para um ser superior, que lhe desse a interpretação de tudo aquilo. A humildade é, sem dúvida, uma das características da vida espiritual do cristão, mediante a qual ele se torna parecido com aquele que disse: "... aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”. (Mt 11.29). Quem é humilde nunca se estriba em seu próprio entendimento, mas teme ao Senhor. Daniel buscou entender aquela visão, mas não a pôde entender de uma maneira satisfatória. Buscou então o auxílio de um ser angelical. Daniel foi um servo exaltado na terra e no céu, porque soube sempre se humilhar: "... humilhai-vos pois debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”, é o conselho divino (1 Pe 5.6).
7.17: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra”.
“São quatro reis”. A grande visão dada a Daniel se adapta perfeitamente com a interpretação verdadeira. Aqueles grandes impérios eram de fato discernidos quanto ao seu verdadeiro caráter de bestas ferozes. Em linhas gerais, esses grandes animais são discernidos pelo tempo e pela história, como segue: 1) O leão (tipificando o Império da Babilônia). O versículo 4 do capítulo em foco, determina essa interpretação: Numa simbologia perfeita, o monarca caldeu é ali representado. Tem também respaldo bíblico em outras partes das Escrituras Sagradas (Jr 4.7; 49.19; Hc 1.8; ver Ez 17.3). 2) O urso simbolizava o Império Medo-persa. Já tivemos a oportunidade de explicar, em outras notas, porque esta fera se “levantou de um lado”. As três costelas na sua boca representam as três primeiras potências conquistadas por Ciro (Babilônia, Lídia, na A-sia Menor, e Egito). 3) O leopardo representa o Império Greco-Macedônio. As 4 asas, significam seus 4 generais; as 4 cabeças, as quatro realezas fundadas por estes generais depois da morte de Alexandre. 4) A fera terrível representa o Império Romano.
7.18: “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre, e de eternidade em eternidade”.
Este versículo e outros correlatos do livro de Daniel, apontam em sentido profético, para o Milênio de Cristo. Nessa época, todos “os reinos do mundo virão a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15), e os santos recebê-lo-ão como algo que lhes será confiado pelo “Filho do homem”, e o possuirão para sempre. O presente capítulo apresenta o “Filho do homem” como uma figura central na posse do Reino. Há uma outra possível interpretação para este capítulo, no que diz respeito ao “Filho do homem”. Os advogados da posição esboçada acima identificam a figura celestial semelhante a “um filho do homem” com o povo de Israel, “os santos do Altíssimo”. Em apoio a essa interpretação, apelam para 7.18 e 27, onde nos é dito que o reino será entregue aos santos. Essa interpretação é muito lógica, mas não coaduna com o argumento principal.
7.19: “Então tive desejo de conhecera verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível; cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de metal; que devorava, fazia em pedaços e pisava a pés o que sobrava”.
“Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal’. O grande interesse de Daniel, na presente visão, não se prendia tanto ao futuro dos santos, pois esse ele sabia que estava controlado e já estabelecido pelo próprio Deus, mas está concentrado no “terrível” animal, cujo governo deveria perdurar por um pouco, mas precederia aquele que, apesar de ser tão glorioso, ainda se encontrava distante (comp. Mc 1.15). “Além da explicação dada pelo anjo a Daniel, os dentes dessa fera, cujo simbolismo se encontra já comentado no versículo 7 deste capítulo, correspondem a um dos elementos da estátua”.
“... as suas unhas de metal. Na visão presenciada por Daniel, logo a princípio, quando descreve o caráter destruidor da fera (v. 7) não se mencionam as “unhas” do animal espantoso, mas elas agora, aparecem na interpretação dada pelo ser celestial. Isso esclarece o que ficou demonstrado. O Império Romano não só usava seus “dentes”, isto é, seus exércitos destruidores, mas também, após conquistar todo o mundo civilizado, se ser via das pequenas “unhas” (pequenas tribos), nas fronteiras do Império, que trabalhavam na defesa contra possíveis tribos invasoras.
7.20: “E também das dez pontas que tinha na cabeça, e da outra que subia, de diante da qual caíram três, daquela ponta, digo, que tinha olhos, e uma boca que falava grandiosamente, e cujo parecer era mais firme do que os das suas companheiras”.
"... tinha olhos”. Isso também nos é dito na descrição do animal do versículo 8 deste capítulo. O Anticristo, como já ficou demonstrado, possuirá, no campo cultural, um notável saber (Ver 7.8, 20; Ap 13.5); ele será um elemento altamente inteligente, por isso será um grande orador e, sem dúvida, um filósofo notável (comp. 7.23 e 11.34), e um político habilidoso (Ap 13.4), tudo isso, e mais ainda, são características que farão dele um super-homem de Satanás; ele será possuído por forças invisíveis do mal, pois nos é dito, em Ap 13.2, que o dragão “lhe deu o seu poder, e o seu trono, e grande poderio”. Todas essas habilidades possuídas pelo homem do pecado, são verdadeiros “olhos da inteligência”.
“... uma boca que falava grandiosamente”. A presente expressão encontra seu paralelo em Ap 13.5, onde lemos: “E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por 42 meses”. Isso é dito porque, conforme já vimos, esse homem, apesar de possuir naturalmente grande inteligência e autoridade, não poderá ser explicado somente sobre bases humanas. Por isso seis vezes (o número de homem) é dito que esse poder “lhe foi dado” (Ap 13.2, 5, 14, 15).
7.21: “Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra contra os santos, e os vencia”.
O presente versículo tem seu contexto em Ap 13.7, onde lemos: “E foi-lhe permitido fazer guerra contra os santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação”. O texto em si, tem também sua base histórica na pessoa de Antíoco Epifânio, monarca seleuco que feriu e maltratou o povo de Israel (Ver Ap 11.7, onde são usadas palavras similares acerca das duas testemunhas escatológicas). Historicamente, conforme o apóstolo João encarava a questão, o Anticristo toma o lugar do “pequeno chifre”. Profeticamente falando, o Anticristo será a culminação desse poder satânico vindo do exterior. Quando o Anticristo surgir no grande cenário mundial o mundo inteiro sofrerá perseguições atrozes. Os santos serão vencidos, não no sentido espiritual, pois, nesse sentido, são “mais do que vencedores”, mas serão vencidos no sentido físico. Alguns deles morrerão à míngua, por falta de alimentos, medicamentos, etc. (comp. Ap 13.17).
7.22: “Até que veio o ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino”.
O presente versículo, além de outros elementos escatológicos, expressa o resultado final da guerra que a “pequena ponta” fará contra o povo de Deus. Mas isso acontecerá por um tempo determinado: "... e deu-lhe poder para continuar por 42 meses”. São apenas três anos e meio, depois esse poder terminará, e justiça será feita por Deus a favor do seu povo, que, em eterna segurança, possuirá o reino eterno de Deus e de Cristo. Daniel diz que os santos sofreriam até que o “ancião de dias” viesse ao seu encontro. Essa vinda do “Ancião de dias” cronologicamente falando, terá lugar com o que Paulo descreve em 2 Ts 1.7 e 8: “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus, desde o céu com os anjos do seu poder; como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo”. Essas palavras de Paulo, são aplicáveis a esse tempo do fim.
7.23: “Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços”.
“O quarto animal será o quarto reino na terra”. O presente texto descreve, com muita precisão, o que fez o Império Romano no apogeu da sua glória. Ele reduziu todos os povos à escravidão; devorou toda a terra. Os romanos conquistaram primeiro o Ocidente e voltaram depois suas vistas para o Oriente. Apoderaram-se primeiro da Grécia, Síria, Palestina, incluindo a “terra formosa” (a terra de Israel) e outras nações circunvizinhas. Tornaram-se senhores do mundo, isso já estava predito: "... o quarto reino... devorará toda a terra”. Quando Matatias começou a lutar pela independência de seu país, os romanos eram fracos em poderio político; agora, porém, eram os dominadores do mundo. Este Império fez, de fato, tudo quanto estava predito a seu respeito. Semelhantemente, num futuro próximo, o Anticristo, fará tudo, e mais ainda, do que ele (o Império Romano) realizou durante sua existência. (Ver o comentário ao versículo 7 deste capítulo, pois aqui repetimos algo, para fixar).
7.24: E, quanto ás dez pontas daquele mesmo reino, se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis”.
O presente versículo e outros correlatos mostram a ascendência e desenvolvimento, e consumação do Império Romano. Mas, a profecia diz que daquele mesmo reino, no futuro, “se levantarão dez reis”. Isso significa que durante o período sombrio da Grande Tribulação, se levantarão dez reis dentro dos limites do antigo Império Romano. São eles as dez pontas que João contemplou na cabeça da Besta que subiu do mar (Ap 13.1). Em Ap 17.12, o anjo celestial faz a interpretação para João daqueles chifres, dizendo: "... os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam ó reino, mas receberão o poder como reis, por uma hora, juntamente com a besta”. Esses dez monarcas escatológicos serão dez agentes de Satanás, que, auxiliados por ele, ajudarão o Anticristo em sua política sombria pela conquista do mundo. (Comp. Ap 17.13).
7.25: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos, e a lei; e eles serão entregues na sua mão por um tempo, e tempos, e metade dum tempo”.
"... um tempo, e tempos, e metade dum tempo”. O texto em foco, tem seu paralelo em Dn 12.7 e 14. O famoso comentador G. H. Pember diz que o sentido é: “um ano, dois anos, e metade de um ano”. Então, porque se diz “tempo, e tempos, e metade de um tempo, em vez de três tempos e meio? Parece que não é sem razão, pois, segundo o modo judaico de calcular, três anos juntos precisariam o acréscimo de um mês. De maneira que o período seria 1.290 dias em vez de 1.260, mas referindo-se a um dos anos, separadamente, evita-se este resultado. Isto é confirmado em Ap 11.2, 3 (diz Geo Lang) quando a cidade de Jerusalém será pisada pelos gentios pelo espaço de tempo de 42 meses.
7.26: “Mas o juízo estabelecer-se-á, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim”.
O Apóstolo Paulo fala a seu filho Timóteo, na segunda carta, cap. 4.1 o que segue: “Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda [parousia] e no seu reino [Milênio]...” O texto em foco diz, de fato, o que acontecerá na vinda de Cristo com poder e grande glória. A Besta e seus agentes serão julgados naquele grande dia da ira de Deus e do Cordeiro. (Ver 2 Ts 2.8 e Ap 19.20). O supremo juízo de Deus desfará todo e qualquer império do mal; o reino será estabelecido para que os santos do Altíssimo reinem e o Senhor Jesus Cristo reine sobre eles. Esses acontecimentos terão lugar sete anos após o arrebatamento da igreja, aqui na terra. Todo o domínio das trevas será aniquilado ante a face do Senhor em glória, e todo o domínio e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo.
7.27: “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo: o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão”.
O presente versículo terá sua consumação em Ap 11.15, onde lemos: “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. Ali haverá, após a grande vitória de Cristo no vale do Armagedom, o estabelecimento do reino milenar, então o domínio, e a majestade dos reinos do mundo serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. Em Ap 10.7, é previsto este grande acontecimento, e em 11.15, a sua consumação. Este grande “segredo de Deus” mencionado na passagem anterior, é, sem dúvida, o estabelecimento do reino de Deus na terra, que começara com o reino milenar de Cristo, como pode ser depreendido do texto em foco, de Daniel. O reino de Deus e de Cristo é um só. Em Ef 5.5, encontramos menção do “reino de Deus e de Cristo”.
7.28: “Aqui findou a visão. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me espantavam, e mudou-se em mim o meu semblante; mas guardei estas coisas no meu coração”.
“Aqui findou a visão”. Daniel, o profeta daquela corte Babilónica, estava familiarizado com visões e sonhos misteriosos. E a expressão vista no presente texto: “Aqui findou a visão” não quer dizer que esta “fonte” de inspiração terminou, mas sim, a visão que terminou é a do capitulo 7 (sete) por ele presenciada numa “visão da noite”. Pois, a partir do capítulo 8, haveria mais visões até o capítulo 12, mas cada uma separadamente e completa em si mesma.
“Mas guardei estas coisas no meu coração”. A grande humildade de Daniel nos faz lembrar a humildade de Maria, a mãe de nosso Senhor (Lc 2.51). Maria não ficou totalmente sem compreender, mas continuava a entesourar todas essas coisas em seu coração, arquivando todos os acontecimentos que circundavam a vida de seu Filho e refletindo a respeito deles; e assim, sem dúvida, gradualmente foi obtendo um conhecimento mais profundo sobre o que significaria a vida de Jesus, no tocante à sua identidade especial. As visões de José quase que perturbavam seu velho pai, mas Jacó “guardava todas aquelas visões” esperando no tempo determinado a sua realização (Gn 37.11). Podemos ver também em Paulo, o grande apóstolo, outro exemplo de humildade e prudência: ele teve uma visão celestial e só 14 anos depois passou a relatá-la (2 Co 12.1 e ss.; G12.1 e ss.). Isso, para nós, é uma verdadeira advertência divina, pois alguns têm feito errar a alguém (e a eles mesmos) baseados em profecias meramente humanas.

Autor: Severino Pedro da Silva


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