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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lição 4 - A Providência Divina na Fidelidade Humana

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A Soberania de Deus se revela na sua capacidade de prover todas as coisas que não podemos por nós mesmos. Dn 3.

Este capítulo percebe-se a obsessão do rei Nabucodonosor pelo poder quando ele se engrandece e se endeusa perante os súditos do seu império. Supõe-se que a história desse capítulo ocorreu quase ao final do seu reinado (Jr 32.1; 52.29).
O capítulo três é mais uma prova de que vale a pena ser fiel a Deus até mesmo quando somos desafiados em nossa fé. Percebe-se que Nabucodonosor já havia se esquecido da manifestação do poder de Deus na revelação dos seus sonhos, mas ele parecia embriagado pelo poder e pelo fulgor de sua própria glória. A presunção chegou ao ápice da paciência de Deus e ele não se contentou em ser apenas “a cabeça de ouro” da grande estátua do seu sonho no capítulo dois. Ele perde o bom senso e constrói uma estátua toda de ouro de mais de 27 metros de altura aproximadamente, e ordena que os representantes das nações, súditos seus, se ajoelhassem e adorassem à sua estátua que representava ele mesmo. Tornou-se um déspota que exigia dos seus súditos um servilismo irracional. No meio da multidão dos súditos estavam os três jovens hebreus fiéis ao Deus de Israel, o qual não transigiram de modo algum.

I - A TENTATIVA PARA INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL
“O rei Nabucodonosorfez uma estátua de ouro” (3.1). Na verdade, o Império Babilónico foi o primeiro grande império mundial a construir uma grande estátua que deveria ser adorada por todos os súditos do império (Dn 3). Era interessante notar que em nenhum momento se identifica a estátua com algum deus babilónico. A omissão de algum nome para essa estátua sugere que o rei fez uma estátua que fosse identificada com ele mesmo que assumia uma postura de deidade. Era comum naqueles tempos dos assírios e babilónicos que os seus reis construíssem suas próprias imagens nas entradas dos palácios e diante das imagens dos deuses para que ficassem protegidos de males e fossem felizes em seus reinados. Porém, aquela imagem de 27 metros de altura fora construída para ser adorada pelos súditos em obediência ao edito soberano de Nabucodonosor. Em ocasiões especiais como a que o rei propiciou, quando as homenagens aos reis aconteciam diante dos deuses, Nabucodonosor exigia obediência cega dos seus súditos de todos os territórios do império fortalecendo seu domínio. De todas as nações presentes com seus exilados estavam lá os judeus que serviam ao Deus vivo de Israel. Mas o rei testava seu poder de dominação requerendo dos exilados que renegassem suas crenças e substituíssem seus deuses pelos deuses da Babilônia. Na história contada por Daniel, estavam lá os seus três amigos. Não há uma explicação plausível para a ausência de Daniel naquele evento. O que importa, de fato, é que os três hebreus deram uma lição de fé no seu Deus.
A obsessão do rei
A obsessão pelo poder faz a pessoa perder o bom senso. O rei Nabucodonosor estava dopado pela ideia de ser o maior e perdeu a autocrítica embriagado pelo próprio poder e cego pelo fulgor de sua própria glória. Ele não se contentou em ser apenas a cabeça de ouro da estátua do seu sonho. No capítulo dois havia uma estátua no seu sonho e no capítulo três ele constrói literalmente uma estátua para si. Essa presunção vislumbra profeticamente outra estátua (imagem) que será erguida pelo último império mundial gentílico profetizado como o reino do Anticristo e será no “tempo do Fim” (Ap 13.14,15).
Outra lição que aprendemos neste capítulo é a diferença entre a estátua do capítulo 2 e a do capítulo 3. A estátua do capítulo 2 era simbólica que surgiu no sonho do rei Nabucodonosor e a estátua do capítulo 3 era literal, construída pelos homens. A estátua do capítulo 3 tinha a forma de um obelisco e tinha um desenho um tanto grotesco que revelava a intenção vaidosa de Nabucodonosor de impor-se pela idolatria do homem e sua autodeificação aos olhos dos súditos.
“o campo de Dura, na província de Babilônia” (3.1). O nome Dura vem do acadiano, de onde vem o aramaico. O seu significado é “lugar cercado”, e entende-se que se tratava de um lugar fechado e cercado, que ficava numa planície pertencente à Babilônia.
A inauguração da estátua de ouro
Um rei embriagado por sua própria glória (3.1-5). Nabucodonosor foi seduzido por seu ego presunçoso que se via superior a tudo e todos. Ele estava embriagado por sua própria glória temporal e passageira, por isso seu coração se engrandeceu e ele desejou ser adorado como deus. Não lhe bastou a revelação de que o único Deus verdadeiro triunfaria na história conforme está expresso no capítulo dois. Ele preferiu exaltar a si mesmo e para tal instituiu o culto a si e a adoração, também, dos seus deuses. O objetivo era escravizar as consciências e obrigá-las a servirem aos seus deuses.
A ameaça da fornalha ardente (3.6). Era a punição mais terrível que alguém poderia sofrer: ser queimado vivo numa fornalha grandemente aquecida. Era um modo de forçar a que todos os seus súditos, principalmente, os príncipes que viviam no palácio, a obedecerem o edito real e adorarem a imagem que o rei construiu. Todos deveriam, ao som dos instrumentos musicais, se prostrar e adorar a imagem de ouro do rei (Dn 3.5). Aos súditos que eram idólatras e serviam a deuses pagãos, mais um não faria muita diferença. Mas para os servos do Deus Altíssimo que é adorado em espírito e em verdade era uma questão de fé e ousadia. O decreto do rei era inevitável e quem o desobedecesse sofreria a punição na fornalha ardente. Segundo o profeta Jeremias, o rei Zedequias de Judá foi queimado no fogo na Babilônia (Jr 29.22).
A tentativa de criar uma religião totalitária (3.7). Ele queria uma religião que fosse capaz de garantir a devoção e a lealdade dos súditos pela força imposta por seus decretos. Na verdade, ele queria conquistar as pessoas, não pelo coração, mas pela subserviência moral e física. Os súditos do reino dobrariam os seus joelhos por medo, não por devoção. Nos tempos modernos nos deparamos com religiões que causam terror e medo. A imposição de Nabucodonosor era, de fato, uma inquisição instituída para obrigar as pessoas a se submeterem às exigências do império.
Nabucodonosor teve duas motivações principais para construir a grande estátua. A primeira motivação era exibir perante os povos do mundo representados naquele evento a sua soberba e vanglória. O texto diz literalmente que “ele fez uma estátua de ouro” (3.1). As dimensões e a magnitude da estátua eram impressionantes. Imaginem uma estátua de 27 metros de altura e 6 metros de largura aproximadamente. A soberba do Rei o tornou altamente arrogante e insolente, sem limites. A Bíblia diz que “a soberba precede a ruína” (Pv 16.18).
A segunda motivação de Nabucodonosor era o anelo de ser adorado como deus pelos seus súditos, por isso Ele deu ordens de que todos os oficiais do reino se reunissem naquele evento no campo de Dura (Dn 3.1) para adorarem à sua estátua. Sua intenção prenunciava o espírito do Anticristo que levantará a imagem da Besta para ser adorada no tempo do Fim (Mt 4.8-10; Ap 13.14-17). A intenção do Rei era impor a religião diabólica de sua imagem para dominar o mundo, não só no campo material e político, mas espiritualmente.
A acusação dos caldeus contra os judeus (3.8-12). Os três hebreus estavam lá na grande praça por força da ordem do rei. Todos os ilustres homens do império, os chefes de governos, os sátrapas, os governadores das províncias, os sábios, os sacerdotes dos vários cultos pagãos, todos estavam lá. A ordem era que quando a música fosse tocada todos deveriam ajoelhar-se e adorar a estátua do rei. Quem não obedecesse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Os três jovens hebreus preferiam morrer queimados naquela fornalha do que negar a fé no Deus de Israel. Os três jovens hebreus, Ananias, Misael e Azarias quando foram para a Babilônia não tinham mais que 18 a 20 anos de idade. Nesta experiência do capítulo três, eles estavam na faixa dos 40 anos de idade, mas não sucumbiram nem fizeram concessões que comprometessem a sua fé em Deus. Eles não esmoreceram moral ou espiritualmente ante a ameaça de Nabucodonosor e a discriminação dos outros príncipes do Palácio. Diante da ameaça da fornalha ardente eles estavam seguros do cuidado de Deus, como falou o profeta Isaías: “Quando passares pelas águas, estarei contigo e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti." (Is 43.2).
Três acusações graves contra os judeus (3.12).
A primeira acusação: “não fizeram caso de Ti”(v. 12). Esta expressão é o mesmo que dizer: eles não te respeitaram como rei. Os seus acusadores passaram a ideia de que os jovens, quando não se ajoelharam nem adoraram a estátua do rei, voluntária e maliciosamente, decidiram desafiar publicamente a autoridade do rei.
A segunda acusação: “a teus deuses não servem” (v. 12). Estavam afirmando ao rei que os jovens hebreus não prestavam culto aos deuses da Babilônia, uma vez que havia um politeísmo babilónico exacerbado com muitos deuses e deusas. Os jovens hebreus mantiveram a fé recebida de seus pais em Jerusalém. Eles não serviriam a outros deuses, senão a Jeová, o Deus de Israel.
A terceira acusação: “não servem, nem a estátua de ouro que levantaste, adoram” (v. 12). Os caldeus entendiam que a atitude dos jovens hebreus era de total rebelião e contra as demais religiões representadas pelas nações exiladas na Babilônia.
A lição que aprendemos com esses jovens hebreus é que eles conheciam a Deus e sabiam que Ele tinha poder para interferir naquela situação e livrá-los da morte.

II- A FIDELIDADE A DEUS ANTE À FORNALHA ARDENTE (3.13-21)
A punição foi inevitável. A ordem do rei não podia voltar atrás. Os inimigos dos três jovens hebreus não deram tréguas aos judeus. Depois de acusados e denunciados tiveram que enfrentar e submeter-se à punição do rei. Os seus algozes foram os mesmos que haviam sido poupados anteriormente da pena de morte no episódio do sonho do rei no capítulo 2 e não tiveram a menor consideração com seus pares dentro do Palácio. O rei, tão logo foi informado da desobediência dos jovens hebreus, ficou enfurecido e os chamou diante de si. Foram interrogados e, mais uma vez ameaçados com a punição da fornalha ardente, mas os servos do Deus Altíssimo mantiveram sua fidelidade à fé judaica. Eles não se intimidaram diante das ameaças porque sabiam que Deus poderia intervir naquela situação, e estavam prontos a serem queimados vivos sem trair a sua fé.
A resposta corajosa dos jovens hebreus (Dn 3.16-18)
“agora, se estais prontos” (3.15). Eles estavam prontos, não para obedecer a imposição do rei quanto à sua fé. Eles estavam prontos, sim, para manter a sua fé no Deus que podia mudar toda aquela situação. Aqueles jovens entendiam que fidelidade é algo inegociável. A fidelidade desses jovens era mais que uma qualidade de caráter, era uma confiança inabalável em Deus que haveria de intervir naquela situação. A resposta resultava do conhecimento prévio que tinham do mandamento divino: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Ex 20.3-5). Deus busca homens e mulheres que tenham a fibra de manter a fidelidade a Ele mesmo quando ameaçados.
“Não necessitamos de te responder sobre este negócio” (3.16). A confiança em Deus e a certeza de que Deus faria alguma coisa lhes deu a convicção de que valia a pena enfrentar a fornalha pelo nome de Jeová.
Reação à intimidação (Dn 3.16-18)
“Eis que o nosso Deus, a quem servimos; é que nos pode livrar” (3.17). Esta declaração dos três judeus tinha a convicção da intervenção de Deus naquela situação. O rei ficou enfurecido e intimidado, além dos jovens terem sido desafiados na sua fé com a ousadia do Rei em dizer-lhes: “Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (Dn 3.15), eles não tiveram dúvidas de que valia a pena permanecerem fiéis a Deus. Então, sem temor e com grande fé responderam ao Rei: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3.17,18). Esta resposta dos jovens hebreus se confrontada com o cristianismo de muitos crentes hoje nos deixa preocupados. Quão facilmente cedemos; negamos nossa fé; fugimos do caminho da provação, mas Deus conta com crentes fiéis que sejam capazes de responder às ameaças satânicas de que não as tememos.
“E, se não” (3.18). Duas palavras pequenas foram capazes de mostrar a todo o Império da Babilônia que aqueles jovens tinham um Deus diferente que lhes dava a certeza de que ninguém pode confrontar Jeová. Eles sabiam que nada os demoveria de sua fé e eles não a negariam, mesmo que fossem queimados vivos naquela fornalha. Na vida cristã, estas duas palavrinhas “se não” estão fazendo na confissão de fé de tantos crentes. Satanás, nosso arqui-inimigo, quer que nos rendamos às ameaças e armadilhas preparadas para sufocar a nossa fé (1 Pe 5.8).
“não serviremos a teus deuses” (3.18). Os três jovens foram ousados. Não transigiram, nem cederam às ameaças. Eles não trocaram o seu Deus pelos deuses de Nabucodonosor. A ira do rei manifestou-se com exagero ao ordenar que se aquecesse muito mais a fornalha. Eles não foram livrados da fornalha porque Deus os esperava dentro daquela fornalha ardente. A fornalha tem o poder da intimidação, que pode nos levar à desistência de nossos valores espirituais. A verdade é que nem sempre podemos evitar a fornalha das angústias, das decepções pessoais, das enfermidades físicas. Aqueles jovens hebreus não se deixaram intimidar, mas foram ousados em não transigir, nem ceder às ameaças.
Eles enfrentaram a fornalha ardente sem temor (3.19-22)
Os judeus foram lançados na fornalha. Diz o texto que tudo que dizia respeito a eles em termos materiais, suas roupas e chapéus foram atados juntamente com eles e lançados na fornalha ardente. Os homens que os lançaram caíram mortos pela chama do fogo e todos inimigos do lado de fora imaginavam que os judeus seriam reduzidos a cinza dentro da fornalha.
“O aspecto do quarto homem é semelhante ao filho dos deuses" (3.23-25). Foram lançados três judeus, mas um quarto homem os esperava dentro da fornalha. O poder do quarto homem visto pelo rei dentro da fornalha os tornou incólumes e nenhum fio de cabelo se queimou. Esse quarto homem não era outro senão o próprio Deus entre eles que os tornou aptos a superarem a força do fogo destruidor. E uma perfeita identificação com a Pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Não era um anjo enviado de Deus. Ele era, teofanicamente, o próprio Deus. É interessante que Ele não apagou o fogo, nem tirou os três hebreus da fornalha. Ele os capacitou a estarem e passarem pelo meio do fogo sem serem destruídos. Tudo isso porque aqueles hebreus confiaram na providência divina que tem o poder de intervir, a tempo e fora de tempo, para nos livrar da destruição. Às vezes, a vontade permissiva de Deus nos ensina que Deus pode permitir que soframos tribulações, angústias e dissabores como o fogo da fornalha, mas Ele nos livra no tempo próprio. Sua presença imanente é capaz de impedir que as chamas das tribulações nos destruam.
O poder providencial de Deus os tornou incólumes no meio da fornalha (3.26-28). O impacto ante à visão que o rei teve ao olhar para dentro da fornalha deixou o rei perplexo e todos os que estavam com ele. Os jovens hebreus estavam vivos e tranquilos andando no meio da fornalha. Deus honrou aqueles judeus. O rei e seus príncipes tiveram que reconhecer o poder do Deus de Israel. A providência divina não só os protegeu da força do fogo, mas os manteve vivos para testemunharem da grandeza desse Deus. O rei reconhecia que o Deus dos judeus era poderoso, mas não o aceitava como seu Deus. Para o rei, era mais um entre outros deuses, mas na mente e no coração dos jovens hebreus, Ele era o Único Deus sobre todos os demais. O apóstolo Paulo nos dá uma lição preciosa de fé e disposição para servir a Deus, quando diz: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos, quer morramos, somos do Senhor” (Rm 14.8).
Uma doxologia do rei ao Deus de Israel (3.29,30). Ainda que Nabucodonosor não tenha desistido dos seus deuses, reconheceu a religião judaica em seu império, especialmente, para os exilados judeus. Ele fez um decreto reconhecendo a grandeza do Deus dos judeus e admitiu que nenhum outro deus poderia fazer o que Ele fez ao livrar os judeus dentro da fornalha ardente.
Restaurados e promovidos dentro do império (3.30). Os três jovens foram restaurados às suas posições palacianas e investidos de autoridade da parte do rei. Segundo o Comentário de Charles Pfeiffer, da Editora Batista Regular: “A vitória da fé tinha cinco objetivos: (1) Foram soltos de suas amarras (v. 25); (2) Foram protegidos do mal (v. 27); (3) Foram confortados na provação (vv. 24,25,28); (4) Seu Deus foi glorificado (v. 29); (5) Como servos de Deus foram recompensados (v. 30).

CONCLUSÃO

A grande lição que aprendemos com esses três jovens é que “eles confiaram suas vidas a Deus e não se preocuparam com as consequências do fogo da fornalha”.

Autor; Elienai Cabral
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Como otimizar o ensino na EBD

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Nós, professores muitas vezes negligenciamos a didática acreditando que qualquer aula está muito bom e que basta passar o conteúdo; isso é uma completa ilusão, pois a nossa aula precisa ser a melhor possível, porque estamos fazendo-a para Deus e assim precisamos nos esforçar para colocarmos em prática alguns elementos didáticos na nossa prática docente para que o processo ensino-aprendizagem seja mais dinâmico e eficiente. O que se pretende é que nosso aluno de EBD cresça em todos os sentidos, como está na bíblia, na graça e no entendimento, seja apto para pregar, ensinar e defender a fé que professamos. Por tudo isso sugerimos que os irmãos leiam, reflitam e o mais importante coloquem em prática o que se segue:

Jamais faça uma aula de improviso
Sempre se planeje antes, ore, pesquise, estude o tema, debata com alguém, tire suas dúvidas. isso vai valorizar intensamente sua aula, o aluno sempre percebe quando o professor não se preparou, quando ele está inseguro, e assim o professor mata o aluno, pois tira o estímulo do mesmo e é por isso que muitas vezes o aluno deixa de frequentar a EBD, pois ele vem e só escuta besteiras.
É preciso se fazer uma aula com profundidade, com conteúdo. Eu aconselho você pesquisar em enciclopédias, manuais bíblicos, Bíblias de estudos, comentários bíblicos, dicionários bíblicos, revistas teológicas ou cristãs de boa qualidade.
Se possível faça um curso teológico o mais rápido possível para ter um repertório global teológico mais consistente. Sabemos que a revista da RED usada em muitas igrejas já vem com algum subsídio, mas não é o suficiente para o professor; a revista não deve ser uma fonte exclusiva da sua aula; ela deve funcionar como um roteiro, o enriquecimento da sua aula é uma tarefa essencial e só você pode fazer isso, é uma questão de compromisso, interesse e força de vontade de fazer o melhor possível para Deus e respeitar os seus alunos.

Objetivos
Lembre-se que escola dominical é uma escola e não um culto de adoração, louvor ou oração, portanto nunca fuja do assunto em pauta, nada de contar testemunhos, cantar, orar, contar anedotas, contar casos, entrar por assuntos paralelos, pois este não é o momento adequado. Cumpra sempre o que está proposto nos objetivos daquela aula, porque se não tudo perde o sentido, é uma pura perda de tempo e revela um total descaso do professor com a proposta da Escola Bíblica. Geralmente quem faz isso é o professor preguiçoso que não se preparou, que está ali de improviso. Isso é lamentável, mas acontece muito; portanto, vigie.

Aula participativa
Deixe o aluno participar ativamente da aula, abrindo espaço para ele questionar, tirar suas dúvidas, expor suas opiniões; isso tornará suas aulas mais dinâmicas, participativas, porém evite as polêmicas desnecessárias. Se por acaso um ou outro aluno tentar polemizar e não se não conseguir o consenso, peça para tratar particularmente com ele em outra oportunidade, mas dê sequência à aula, agora cuidado nunca deixe seu aluno sem resposta, nunca deixe seu aluno na incerteza. Se no momento você não souber da resposta, a melhor saída é ser honesto, diga que no momento não sabe, mas que vai pesquisar e na próxima aula trará a resposta, mas não esqueça você assumiu o compromisso, então realmente traga a resposta na aula seguinte sob pena de cair no descrédito da turma.


Por Severino Salviano de Oliveira Júnior
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Dinâmica da Lição 04: A Providência Divina na Fidelidade Humana (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “A Providência Divina na Fidelidade Humana.”
- Leve seu aluno a conhecer o sonho perturbador de Nabucodonosor.
- Analise a atitude sábia de Daniel perante o rei.
- Faça com que seu aluno compreenda a interpretação do sonho de Nabucodonosor.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica logo abaixo:
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Deus é fiel e soberano. Os jovens hebreus que foram levados para a Babilônia tinham convicção dessa verdade; por isso, se recusaram a se prostrar diante de uma estátua  maléfica de ouro. A estátua que Nabucodonosor mandou construir era símbolo do seu império e da sua arrogância. Aprendemos com o capítulo 3 de Daniel que muitas vezes nossa fé é provada, mas se permanecermos fiéis, Deus nos livra, como fez com os jovens hebreus.
Objetivo:
Conscientizá-los da soberania e providência de Deus para com aqueles que são fiéis.
Material:
Folha de papel pardo com o quadro (ver imagem abaixo) e caneta.
Procedimento:

Divida a turma em dois grupos. Entregue a cada grupo uma folha de papel pardo e caneta com o quadro abaixo (sem as respostas). Explique que assim como os amigos de Daniel foram provados na fornalha, nós, servos do Senhor, também temos a nossa fé provada em muitas ocasiões. Todavia, Deus é fiel e nos livra do mal. As provações têm o objetivo de fortalecer a nossa fé e revelar a grandeza do Deus a quem servimos. Os amigos de Daniel deram um testemunho vivo da soberania e providência do Todo-Poderoso. Em seguida, peça  que, em grupo, os alunos completem o quadro dizendo as fornalhas" que enfrentamos em nossa vida e as promessas de livramento que encontramos na Palavra de Deus. Explique que a nossa fé nas promessas divinas, nos dá coragem para resistir e não se dobrar diante daquilo que quer nos tirar da presença de Deus. Depois que todos concluírem, reúna os alunos formando um só grupo. Leia os quadros que os alunos completaram. Explique que muitas são as "fornalhas" que enfrentamos, mas para cada uma delas Deus tem um livramento. Ele é fiel.


Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 15. Nº 60
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Dinâmica da Lição 04: A Bíblia e a ciência (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “A Bíblia e a ciência.”
- Leve seu aluno a conhecer o sonho perturbador de Nabucodonosor.
- Analise a atitude sábia de Daniel perante o rei.
- Faça com que seu aluno compreenda a interpretação do sonho de Nabucodonosor.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “Quebra-cabeças”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Quebra-cabeças
Objetivo:

Mostrar o valor da Bíblia Sagrada em relação a falsa ciência
Material:
Um cartaz com seis frases sobre a Bíblia, e as mesmas frases digitadas em folhas de papel A4.
Procedimento:
Confeccione um cartaz com seis frases sobre a Bíblia (conforme o modelo sugerido logo abaixo). Digite seis frases (seguido o mesmo modelo sugerido logo abaixo) em folha de papel A4 usando a fonte 20. Em seguida recorte essas frases em vários pedaços e coloque em seis envelopes (uma frase para cada envelope). É importante que você deixe dois pedaços de cada frase de fora para misturá-lo em outro envelope, ou seja, cada envelope terá duas palavras que deveria fazer parte do outro envelope. Portanto, ao recortar as frases em pedaços, dois destes devem ser misturados e colocados em um outro envelope afim de que o aluno descubra qual é a sua frase e onde está o complemento dela. Você irá transformar as frases em uma espécie de quebra-cabeça. Chegue cedo e coloque o cartaz em um local visível. Dependendo do número de alunos você pode entregar os envelopes lacrados individualmente a cada um ou a duplas ou ainda em grupos de três pessoas. Diga-lhes que guarde o envelope prestando bastante atenção a aula, pois o sucesso da tarefa dependerá disso (esta será uma forma de ganhar-lhes a atenção). Ministre a aula por vinte minutos (não ultrapasse a isso para não prejudicar a dinâmica). Em seguida mande que os alunos abram os envelopes e monte o quebra-cabeça. Mande que eles montem as frases de acordo com o que está escrito no cartaz. Explique que partes das frases podem está no envelope do amigo da sala. Após as frases montadas, cada frase será apresentada e discutida entre os participantes. A discussão precisa estar voltada ao que diz cada frase. Encerre a Dinâmica mostrando o valor da Bíblia em relação a toda e qualquer ciência.
Frases Sugeridas para a dinâmica:
a) A verdadeira ciência não contradiz a Bíblia, antes comprova-a.
b) A Bíblia é a história de um povo que encontrou Deus e como Deus conduziu o seu povo.
c) A Bíblia é uma espécie de Biblioteca. Contém 66 livros diferentes e unidos.
d) A Bíblia é perfeita, Ela é a imutável Palavra de Deus.
e) A Bíblia faz referências a assuntos de interesse da arqueologia e de outras ciências.

f) As referências bíblicas sempre se harmonizam com a ciência.

Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 04: Confronto histórico (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “Confronto histórico.”
- Leve seu aluno a entender que combatemos constantemente as obras das trevas, porém que nosso maior inimigo é nossa própria natureza; conscientizar-se da necessidade do fruto do Espírito para vencermos no dia a dia.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica Cabo de Guerra”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


Dinâmica: Cabo de Guerra
Objetivo:
Refletir sobre a necessidade da ação do Espírito para podermos vencer os desejos pecaminosos.
Material:
Uma corda, palavras digitadas: OBRAS DA CARNE, FRUTO DO ESPÍRITO, VOCÊ.
Procedimento:
- Explique para os alunos sobre uma brincadeira por nome “cabo de guerra”, que consiste em duas equipes segurar uma corda, cada uma numa extremidade oposta, vencendo aquela que puxar a outra até que ultrapasse a marca traçada no chão, equivalendo a metade da corda.
- Em seguida, faça uma simulação dessa brincadeira, com algumas modificações:
·         Escolham dois alunos para puxar a corda, um de cada lado.
·         Coloquem de um lado da corda a palavra “OBRAS DA CARNE” e do outro lado “FRUTO DO ESPÍRITO”.
·         No meio da corda, coloquem a palavra “VOCÊ”.
- Marquem a metade da corda, com um traço no chão ou utilizem um objeto para esta demarcação.
- Falem apontando para o cabo de guerra: Obras da carne são as realizações dos desejos mundanos, sendo especialmente associados aos desejos do corpo, aos apetites proibidos, o que usualmente envolve alguma perversão do impulso sexual. Satisfazer esses desejos que quer dizer levar ao fim, terminar, consumar (peçam para que o aluno que está a corda onde está a palavra OBRAS DA CARNE puxe a corda até ultrapassar a metade marcada no chão, demonstrando a ultrapassagem do limite).. O crente sofrerá tentações, é certo, mas poderá impedir que o pecado obtenha sua vitória. Se o cristão andar no Espírito as obras pecaminosas não se manifestarão e nem se completarão no crente. Ele sempre encontrará forças para derrotar e frustrar a tentação, não chegando a ceder à mesma, praticando atos pecaminosos. Para obtermos a vitória devemos estar em contato com o Espírito do Deus vivo, sendo esse o único meio de obter a santidade nessa luta. E devemos ainda lançar mão de vários outros meios como o: "Estudo das Escrituras a fim de termos uma mente pura, a oração e a meditação, mas tais coisas desacompanhadas do poder pessoal do Espírito Santo, nunca conseguirão propiciar-nos a vitória sobre o pecado".
- Depois, reflitam com os alunos que quem anda no Espírito, não necessita satisfazer a concupiscência da carne. Age como um cidadão dos céus e investe no céu, não necessitando da lei (5.16). Carne e espírito são dois extremos existentes em nós e satisfazer a carne significa egoísmo, satisfazer o espírito é altruísmo (5.17). Guiar-se pelo Espírito é desfrutar da plena liberdade, é esquecer-se que há lei (5.18). É o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente quando ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus ( agora o aluno que estiver segurando a corda onde está a palavra CONSUMO, deverá puxar a corda até a marca do meio). O Espírito Santo é quem faz essas coisas na vida do cristão. É por isso que o apóstolo diz que: “contra essas coisas não há lei (v.23). “...pelos frutos sois conhecidos” (Mateus 7.16).- Para concluir, releia Gl 5. 16-26.


Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 04: A igreja organizada (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:

1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “A igreja organizada.”
- Leve seus alunos a entender as diversas funções eclesiásticas e a reconhecer que cada membro recebeu de Deus dons e talentos para servir a igreja de Cristo..
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “Minha função no corpo”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Minha função no corpo


Objetivo:
Conscientizar os alunos de que todos nós temos uma função no corpo de Cristo
Material:
Gravuras dos membros do corpo humano.
Procedimento:
Leve para a sala de aula, gravuras dos membros do corpo humano. Divida a classe em grupos e distribua as gravuras.
Depois peça aos alunos para falarem acerca daquele membro, sua importância e utilidade para o bom funcionamento do corpo humano. Comente que cada parte do corpo é importante e tem uma função a desempenhar, mas também contribui para a operação do corpo inteiro. O corpo precisa das diversas funções dos membros para sobreviver (1 Co 12.15-19). Um membro serve ao outro e todos trabalham em harmonia para o benefício e edificação do corpo. Assim é com o corpo de Cristo, no qual cada membro recebeu algum dom espiritual. Nesse corpo, o emprego de cada dom é projetado para servir não àquele membro individual, mas sim à Igreja toda.


Adaptado por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 04: Conhecendo a Igreja (Discipulado 1 – Novos Convertidos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1- Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2- Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4 – Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefonema ou rede sociais.
5- É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: Conhecendo a igreja.
- Apresente aos seus alunos a figura de uma igreja e pergunte o que eles entendem que seja uma igreja?
- Ouça cada explicação com bastante atenção e, em seguida, tire todas as dúvidas e exponha para eles todas as informações que você pesquisou sobre esse assunto, não se esquecendo de mostrar o significado e a importância de cada símbolo (Corpo, templo, Noiva e família), conforme o primeiro tópico.
- Para o segundo tópico sugerimos a dinâmica “Ser Igreja”.
- Pergunte: Quais os objetivos da igreja na terra? É correto vivermos como crentes sem frequentar aos cultos? Por que? Ouça as respostas atentamente e procure acrescentar e reforçar as ideias apresentadas, conforme o segundo tópico da lição.
- Para refletir a respeitos dos dois temas do terceiro tópico (batismo em águas e a ceia do Senhor) sugerimos que você pergunte aos seus alunos por que precisamos ser batizadas em águas e participarmos da ceia do Senhor? Ouça as respostas atentamente e procure acrescentar mais informações sobre cada uma delas.
- Encerre sua aula com a leitura do texto: “O sermão silencioso”.
Desejamos que esta aula traga grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Ser Igreja
Objetivo: Refletir sobre a nossa importância como Igreja.
Material: Algumas bexigas (mais de 4 bexigas).
Procedimento: Entregar uma bexiga para cada aluno e pedir que eles fiquem brincando com as bexigas um passando para o outro sem deixá-las cair no chão.
Aos poucos vá retirando cada pessoa do círculo, uma a uma e perceba como aumenta a dificuldade dos últimos para deixar tantas bexigas no ar.
Depois de terminada a dinâmica, incentivar o debate e explicar aos alunos que a igreja é uma assembléia, uma congregação. Ela envolve, por definição, uma reunião um grupo. Não é possível haver igreja sem uma assembléia. Se você acha que pode fazer parte da igreja sem participar dos cultos, está pensando em algo diferente do significado da palavra traduzida por “igreja”.Seja fiel na sua participação da sua congregação local.
Leia com eles Hebreus 10:23-25 . Mostre que não é simplesmente o desejo do pastor; é uma ordem de Deus a qual não se pode menosprezar. Pigarrear, gaguejar e dar desculpas. Talvez haja uma igreja sem dinheiro, porque os membros podem se reunir nas casas, em baixo das árvores ou mesmo ao ar livre, mas não pode haver uma igreja sem os membros se reunirem. Estou dizendo isto, não para diminuir o valor do dinheiro, mas para magnificar a freqüência à igreja.

Por Escriba Digital

Texto: O sermão silencioso
Um senhor, membro de uma certa igreja, que costumava vir aos cultos com regularidade, repentinamente deixou de o fazer. Algumas semanas depois, o pastor decidiu visitá-lo. Encontrou o homem em casa, sozinho, sentado à lareira. Perguntando a si próprio qual seria o motivo da visita do pastor, convidou-o a entrar e a sentar-se numa cadeira confortável, junto à lareira.
      O pastor sentou-se à  vontade, mas não disse nada. Num silêncio sepulcral, ele apenas contemplava a dança das chamas em torno das brasas incandescentes.  Alguns minutos depois, o pastor levantou-se e, com uma tenaz, retirou cuidadosamente uma brasa que ardia e colocou-a sobre a pedra, ao lado. Depois sentou-se de novo na sua cadeira, sempre silencioso.
     O homem observava tudo aquilo, em quieta contemplação. A chama daquela brasa foi diminuindo gradualmente e, após ainda um brilho momentâneo, apagou-se totalmente. Em pouco tempo ficou fria, sem vida.
     O pastor olhou para o relógio e viu que eram horas de se ir embora. Levantou-se lentamente, pegou naquele carvão frio e morto e colocou-o, de novo, no meio do fogo. Imediatamente voltou a brilhar ao receber a luz e o calor dos outros pedaços de carvão à sua volta.
     Quando o pastor se dirigia à porta, para sair, o homem visitado disse-lhe, com lágrimas nos olhos: "Muito obrigado pela sua visita e especialmente pelo seu excelente sermão. No próximo domingo, voltarei à igreja".

Autor: Desconhecido
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Dinâmica da Lição 04: O Discípulo e a Impureza (Discipulado 2 – Novos Convertidos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1- Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2- Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4 – Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefonema ou rede sociais.
5- É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: O Discípulo e a Impureza.
- Mostre aos seus alunos como a impureza prejudica o cristão a viver uma vida de santidade.
- Conscientize sua classe da importância de termos olhos puros, desejos puros e atitudes puras.
- Para esta aula apresentamos como sugestão as dinâmicas “O peso do pecado” ou “O prisioneiro”.
- Finalize sua aula fazendo com que os alunos mentalizem a grande importância de permanecer puro diante de Deus.

Desejamos que esta aula traga grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: O Peso do Pecado
Objetivo:

Demonstrar os efeitos do pecado e a liberdade que Jesus nos dá através do perdão.
Material:
01 objeto pesado ou uma fruta grande (melancia ou jaca).
Procedimento:
- Falem sobre o pecado e suas consequências, do fardo que o homem carrega quando peca.
- Escolham um aluno e solicitem que fique em pé na frente da turma.
- Entreguem o objeto ou a fruta para este aluno e continuem falando sobre o pecado e suas consequências.
- Depois de um certo tempo, perguntem para o aluno: Está incomodado? Está pesado?
Certamente o aluno responderá que está incomodado com o peso que está segurando.
- Falem que há uma solução para isto. Então leiam João 1.29: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, enfatizando a palavra TIRA e nesse momento retirem o objeto ou a fruta das mãos do aluno e coloquem sobre uma mesa ou cadeira.
- Perguntem para o aluno: Como está se sentindo agora?
Falem que só Jesus pode nos perdoar, livrando-nos do fardo do pecado.
- Leiam ainda Mateus 11.28 a 30.
- Concluam, afirmando que Jesus nos concede o perdão, mas o pecador deve reconhecer que pecou, confessar suas culpas através da oração e abandonar o pecado.
Ideia original desconhecida.
Esta versão da dinâmica por Sulamita Macedo - Atitude de Aprendiz


Dinâmica: O prisioneiro
Objetivo:
Apresentar a dimensão do pecado e as suas consequências.  Argumentar que o perdão divino é a melhor solução para consertar o relacionamento rompido com Deus.
Material:
Cartolina preta, tesoura e régua para que confeccionem uma prisão.
Procedimento:
Confeccione uma grade de papel cartolina, primeiramente cortando as tiras pretas com a medida de 2cm cada uma. Em seguida, comece a montar a grade com os espaços todos da mesma medida. Quando estiver pronta, escolha um aluno, coloque-o diante da classe e ponha a grade em sua frente. Ele representará o prisioneiro que foi sentenciado por causa de algum pecado cometido e, portanto, sua alma perdeu a liberdade.

Por Débora Freire
Adaptada por Escriba Digital
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

domingo, 12 de outubro de 2014

Lição 3 - O Deus que Intervém na História

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Deus intervém na história para que os seus servos não sejam humilhados e para a glorificação do seu nome.
O capítulo dois do livro de Daniel se constitui da revelação do plano divino para com o povo judeu e os povos gentios, para os quais Deus revela a sua soberania sobre os governos mundiais e o estabelecimento do reino messiânico. Deus intervém na história para fazer valer seus desígnios na vida da humanidade. Neste capítulo, a Babilônia aparece como dona do mundo e Nabucodonosor é o grande rei. Aproximadamente em 604 a.C., num período em que a Babilônia atingiu o seu apogeu, quando, de repente, a tranquilidade de Nabucodonosor foi ameaçada por um sonho perturbador que o deixou sem dormir. Por providência divina, o rei esqueceu o sonho para que os desígnios divinos fossem revelados ao profeta visionário Daniel. Na primeira parte do capítulo 2 temos a intervenção divina para salvar Daniel e seus amigos. A ordem do texto ajudará a entender como Deus trabalha nas circunstâncias adversas.
I - O SONHO PERTURBADOR DE NABUCODONOSOR (2.1-15)
O tempo do sonho (v.1)
“E no segundo ano do reinado de Nabucodonosor” (2.1). Daniel volta aos primeiros anos de sua vida no Palácio da Babilônia entre os anos 603 e 602 a.C., e relata a experiência que teve com Nabucodonosor quando o mesmo teve um sonho. O texto apresenta um aparente conflito de datas quando fala do “segundo ano do reinado de Nabucodonosor”, porque no primeiro capítulo nos deparamos com os três anos de treinamento de Daniel e seus companheiros. Segundo os historiadores, tanto os judeus quanto os babilônios contavam as frações de um ano como um ano inteiro, por isso, a vigência do terceiro ano, obedecia a cronologia do calendário da Babilônia. Os estudiosos procuram aclarar essa cronologia em que explicam o seguinte: No ano 605 a 604 a.C., Nabucodonosor torna-se rei. Era seu primeiro ano de reinado, quando Daniel e seus companheiros tiveram o seu primeiro treinamento palaciano. Em 604-603 a.C., no segundo ano de Nabucodonosor, foi quando o mesmo teve o sonho e ficou perturbado pela lembrança e os detalhes do mesmo. Já era o terceiro ano de treinamento de Daniel e seus companheiros, quando deveriam se apresentar diante do rei.
“Nabucodonosor teve sonhos” (2.1). Entre os muitos modos de Deus falar e revelar a sua vontade aos homens estão os sonhos. É uma via especial pela qual Deus revela sua vontade. Segundo o Dicionário Aurélio, “sonho pode ser “sequência de fenômenos psíquicos com imagens, atos, figuras e ideias que, involuntariamente ocorrem durante sono de uma pessoa”. Pode ser a sequência de pensamentos, de ideias vagas, mais ou menos agradáveis, mais ou menos incoerentes, às quais o espírito se entrega em estado de vigília. Naturalmente, temos que entender que nem todo sonho é alguma revelação. Sabe-se, também, que os sonhos podem advir de imagens que o subconsciente absorve durante o dia e que se manifestam durante o sono. Às vezes, incompreensíveis e fantasiosos e, outras vezes, com sequência de imagens que se formam na mente e expressam a preocupação que está na mente da pessoa. No campo espiritual, Deus se utiliza desses recursos da natureza humana para falar aos seus servos. Não existe uma regra que favoreça a ideia de que Deus tenha que falar por meios de sonhos e visões. E apenas um modo pelo qual Deus se revela, tanto a crentes como a não crentes. Nabucodonosor era um rei pagão que servia a outros deuses, mas o Deus de Daniel usou uma via indireta de revelar a esse rei o seu próprio futuro e o das nações do mundo.
“e o seu espírito se perturbou, e passou-lhe o sono” (2.1). Não foi a primeira vez que Deus falou a pessoas que não lhe serviam nem o reconheciam como Deus. Nos tempos de Faraó do Egito, quando a família de Israel ainda se formava, para ser o grande povo, posteriormente, Jeová deu sonhos a Faraó. José, como escravo no Egito, e vendido por seus irmãos, foi o homem que Deus escolheu para aparecer diante de Faraó e revelar-lhe os detalhes do seu sonho (Gn 41). O sonho de Faraó tinha a ver com o seu próprio reino no Egito. Porém, a Nabucodonosor, rei da Babilônia, Deus revelou em sonho a política mundial a partir do seu próprio império. Naturalmente, o seu sonho era fruto de sua preocupação com o futuro do seu império. Ele se perturbou em espírito porque precisava entender do que se tratava aquele sonho. Deus intervém de modo espetacular para honrar os seus servos que viviam naquele palácio e Daniel foi lembrado como alguém que sabia interpretar sonhos.
A habilidade dos sábios do palácio é desafiada
“o rei mandou chamar” (2.2). O rei desafiou a habilidade desse grupo de sábios, magos, adivinhos e encantadores dentro do palácio para que revelassem o seu sonho e dessem a interpretação. Nabucodonosor ficou agitado pelo sonho, mas o esqueceu. Entretanto, o rei sabia que o sonho era importante e que trazia uma simbologia relacionada com o seu reino e o seu futuro. Naqueles tempos os reis tinham a pretensão de serem privilegiados com sonhos divinamente inspirados (1 Rs 3.5-14; Gn 20.3). Porém, quando não podiam interpretá-los, convocava os sacerdotes caldeus que serviam na corte para que adivinhassem e interpretassem os sonhos (1.4).
"magos, os astrólogos, os encantadores e os caldeus” (2.2). O Império Babilónico tinha uma mescla de culturas e religiões. Essa casta de “magos, astrólogos, encantadores e caldeus (sábios)” serviam no palácio para prescreverem, adivinharem, promoverem encantamentos e os caldeus eram próprios da Babilônia. Os magos possuíam conhecimentos nas ciências ocultas; os astrólogos procuravam ler os corpos celestes para predizerem eventos futuros; os encantadores realizavam exorcismos e invocavam os espíritos malignos e dos mortos; 05 caldeus pertenciam a uma casta de sacerdotes dentro do Palácio que lidavam com mistérios e códigos próprios para adivinharem e interpretarem sonhos. Neste contexto, Daniel e seus companheiros ainda não faziam parte oficialmente dos que se apresentavam diante do Rei, porque estavam no período do treinamento imposto pelo Rei. Porém, a ira de Nabucodonosor se acendeu de tal modo que não escaparia ninguém que estivesse dentro do palácio sem sofrer a pena do rei.
O fracasso da sabedoria pagã (2.3-13)
“E os caldeus disseram ao rei em aramaico” (2.4). É interessante destacar que o aramaico era a língua dos caldeus que se originou na Mesopotâmia e se estendeu até o Ocidente. Como o aramaico era a língua oficial do império, Daniel, conhecedor da língua, não só falava o aramaico, mas a partir de Daniel 2.4 até ao final do capítulo 7 do seu livro, Daniel escreveu somente em aramaico, que era a língua popular imposta pela Babilônia. Posteriormente, o povo judeu adotou o aramaico como língua do dia a dia judaico até a chegada do domínio grego. A língua grega foi adotada pelo povo judeu, mesmo que não tivessem abandonado o hebraico tradicional do povo judeu.
A dificuldade dos caldeus e seus magos para trazerem à tona 0 sonho do rei (2.4). Nabucodonosor suspeita que os seus magos e encantadores se aproveitavam da situação para quererem usar de engano com vãs palavras e os ameaça com pena de morte (2.13). Essa casta de sábios, magos e encantadores era mantida pelo palácio para prestarem serviços especiais ao Rei. Porém, diante do desafio, eles foram incapazes e inoperantes para revelarem o sonho do rei. Por isso, o rei deu o decreto segundo o qual deviam ser mortos todos os sábios do palácio, uma vez que não podiam resolver o problema do rei.
O conflitivo diálogo do Rei com os sábios e magos do palácio (2.5- 9). Nenhum homem das castas sacerdotais e dos sábios conseguiu descobrir o sonho do rei. A tensão palaciana provocou a ira do rei que esperava daqueles homens respostas que eles não podiam dar. Nenhum deles pode trazer à lembrança o sonho do rei. O rei ameaçou com a pena de morte para aqueles sábios e magos que viviam à custa do palácio e não podiam resolver o problema do rei. Estava entre os sábios do palácio, Daniel e seus companheiros, ainda não oficialmente apresentados diante do rei, acabaram por correr o risco de morte com os outros sábios do palácio.
O desespero dos caldeus e sábios do palácio (2.10,11). Os caldeus e todos os sábios do palácio, desesperados ante a ameaça de Nabucodonosor, apenas disseram ao rei: “Não há ninguém sobre a terra que possa declarar a palavra ao rei” (2.10). No versículo 11 está escrito assim: “Porque o assunto que o rei requer é difícil; e ninguém há que o possa declarar diante do rei”. Ora, esses sábios e magos do palácio não só confessavam sua incapacidade de revelar o sonho, mas admitiam que, apesar de suas pretensões de comunicação com os espíritos, reconheciam que havia algo mais poderoso que eles referem-se a “deuses cuja morada não é com a carne” (v. 11). Todos os demais sábios do palácio eram politeístas. Somente Daniel e seus amigos eram monoteístas. Quando Daniel teve a oportunidade de se apresentar diante do Rei, disse-lhe: “Há um Deus no céu, o qual revela os mistérios” (2.28).
II - A INTERVENÇÃO DIVINA NO MOMENTO CERTO (2.14-18)
Deus não pode errar. A contagem do tempo de Deus não falha. No exato momento em que se precisa da sua ação, Ele age. A sua Palavra diz: “Operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13). Havia um propósito divino para o exílio dos seus servos e Deus não deixaria se escarnecer perante o mundo pagão.
A atitude de Daniel que adiou a sentença de morte dos sábios da Babilônia
Daniel “falou avisada e prudentemente com Arioque, o capitão da guarda do rei” (2.14). Quando o chefe da Guarda do rei recebeu ordens para matar a todos os sábios da Babilônia, inclusive a Daniel e seus companheiros, Deu entrou em ação interferindo naquele episódio. Ele deu inteligência a Daniel para falar com Arioque e pedir-lhe tempo para a execução ordenada pelo rei. Arioque deu a entender que não poderia adiar o mandado do rei (2.15). Daniel pediu que Arioque pedisse ao rei para ser ouvido e foi-lhe concedida a audiência com o Rei. Daniel achou graça diante de Arioque porque Deus amenizou seu coração para que a soberana vontade de Deus prevalecesse naquele situação. Foi-lhe concedida a oportunidade de se apresentar diante do Rei e ele, com respeito ao Rei e com palavras prudentes se identificou e pediu tempo ao rei para trazer, posteriormente, a revelação do sonho.
Daniel pede tempo ao Rei para trazer a revelação (2.16). Daniel foi ousado com a iniciativa de entrar na presença do rei e pedir-lhe tempo a fim de poder trazer-lhe a revelação do sonho. Sua ousadia não era essencialmente dele, porque Daniel tinha algo muito mais forte que era a sua fé no seu Deus, o Deus de Israel. Daniel conhecia o seu Deus e havia entendido que nada há que não possa ser revelado por Ele. Daniel convidou seus amigos para orarem ao Senhor com eficiência, até porque suas vidas estavam sob a mesma pena emitida pelo rei contra todos os sábios do palácio. Ele não agiu isoladamente, mas procurou seus amigos Ananias, Misael e Azarias para orarem a Deus e obterem a resposta divina. Ele sabia que o mistério do sonho do rei só poderia ser revelado através da oração. Ele sabia que a oração é o canal mais eficaz de obter respostas de Deus às nossas necessidades (2.17,18). Os sonhos são um dos modos de Deus falar com o homem e revelar sua vontade.
A revelação dos mistérios de Deus pela oração (2.18,19)
“Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite” (2.19). No versículo 18 está escrito que “Daniel foi para a sua casa” que era o lugar da sua intimidade com Deus, onde ninguém mais o perturbaria. Foi na sua casa que ele pediu ao Pai que revelasse aquele mistério a fim de salvar a sua própria vida e a dos seus amigos hebreus, bem como dos demais sábios do palácio. Sua intimidade com Deus lhe propiciou a graça divina para receber a revelação do sonho do rei em visão de noite. Uma prova indiscutível de que Deus se utiliza desses meios para revelar a sua glória aos seus servos.
Daniel oferece a Deus sua ação de Graças pela revelação (2.20-23)
Daniel exalta a Deus reconhecendo que Ele tem todo o poder e sabedoria acima do poder de Nabucodonosor e de todos os sábios e poderosos do mundo. Só Ele poderia revelar, por sua onisciência, as coisas obscuras ao homem comum. A resposta veio a Daniel em sonho pelo qual ele bendisse ao Senhor (w. 19,20). Como Criador do universo, a terra estava sob o seu controle e providência, porque só Ele tem o poder de mudar o tempo e as estações do ano (v. 21;At 1.7).
Daniel teve a revelação e imediatamente foi procurar o homem responsável por cumprir a ordem do rei. Contou-lhe o que Deus lhe revelara e pediu que o mais depressa possível o introduzisse à presença do rei para contar-lhe a revelação do sonho real. A semelhança do que Deus revelou a José no Egito (Gn 41), Daniel foi agraciado por Deus pela revelação.
Daniel revela ao rei que o sonho tinha um caráter profético e escatológico (2.26-29)
“Podes tu jazer-me saber o sonho que tive e a sua interpretação?” (2.26). O rei Nabucodonosor está ainda incrédulo de que aquele jovem ousado pudesse trazer a revelação do seu sonho. Ele não conhecia o poder do Deus de Daniel. Deus não se deixaria zombar por um rei pagão, adorador de deuses fictícios existentes na Babilônia. Daniel não se engrandece nem ostenta qualquer virtude própria capaz de revelar segredos. Daniel foi objetivo e demonstrou sua audácia diante do rei, não se apressando em dar a revelação do sonho antes de dizer ao rei que ele não era mais sábio que os demais, destacando o fato de que a revelação devia-se unicamente ao seu Deus, ao Deus de Israel, cujo propósito era o de tornar conhecidos os seus planos ao rei da Babilônia.
 “Há um Deus no céu, o qual revela os mistérios” (2.27). Daniel fez questão de dizer ao rei que o mistério do seu sonho “nem sábios, nem astrólogos, nem adivinhos o podem declarar ao rei” (v. 27), mas fez questão de ressaltar que “há um Deus no céu o qual revela os mistérios” (v. 28). O sonho do rei dizia respeito ao próprio reino da Babilônia, mas continha uma visão futura dos próximos reinos que haveriam de suceder ao reino da Babilônia. Daniel usou a expressão “fim dos dias” (v.28) que é escatológica e não significa simplesmente a sucessão dos impérios representados no texto. Segundo a escatologia judaica do Antigo Testamento “o fim dos dias” pode significar todo o espaço de tempo desde o começo do cumprimento da profecia até a inauguração do reino messiânico na terra.
A preocupação do Rei com o seu reino no futuro (2.29)
No sonho do rei, ainda que ele tenha tido dificuldades para entender o seu significado, estava revelado o porquê do sonho, ou seja, causa ou o motivo do sonho que dizia respeito à preocupação do rei quanto ao seu futuro e o futuro do seu reino. Na verdade, Deus usou um ímpio para algo especial acerca do futuro do povo de Israel e das nações do mundo. O esquecimento do rei acerca do seu sonho e a inquietação acerca do mesmo por não ter se lembrado tinha o dedo de Deus para revelar a sua glória através do seu servo Daniel.
“a mim me foi revelado esse mistério” (2.30). Não havia presunção ou vaidade no coração de Daniel quando atribui a si a revelação do mistério, mas era uma demonstração da sua humildade e reconhecimento pela soberania do seu Deus. Daniel professa solenemente que não há nenhum mérito seu na revelação do mistério, mas a glória pertence ao Deus que revelou a ele, por sua imensurável graça e poder.
III - DANIEL CONTA O SONHO E DÁ A SUA INTERPRETAÇÃO
(2.31-45) A correta descrição do sonho (2.31 -35)
O sonho de Nabucodonosor tinha uma estrutura de uma mensagem profética. Os estudiosos veem o capítulo 2 apenas numa perspectiva histórica, porque os quatro impérios pagãos que a visão anunciava já passaram. Porém, a visão tinha também um sentido escatológico, porque estabelece ao final o reino universal de Cristo. É algo que Deus tem preparado para o futuro. A visão contém quatro divisões principais.
A imagem da grande estátua (2.31 -33)
A estátua que Nabucodonosor viu tinha uma cabeça de ouro (v.32); o peito e os braços eram de prata (v.32); o ventre e as coxas da estátua eram de cobre (v.32); as pernas eram de ferro (v.33) e os pés da estátua continham ferro e barro (v.33). No versículo 34 temos “uma pedra que foi cortada, sem mãos”, a qual feriu a estátua nos pés destruindo-a completamente. Naqueles tempos, o misticismo e a utilização de figuras de representação faziam parte das crendices existentes na cultura pagã. Na mente de Nabucodonosor havia essa cultura e Deus aproveita para revelar realidades presentes e futuras daquele império através de sonhos. Todavia o rei esqueceu o sonho mas sabia que havia sonhado algo importante que tinha algum significado para si mesmo e para o seu império.
A interpretação dos elementos materiais da grande estátua (2.34-45)
Em primeiro lugar, “a cabeça de ouro” (w.32,36-38) representava o próprio Rei Nabucodonosor, o rei mais poderoso da terra na época. Sua palavra era lei e governou por 41 anos e transformou a Babilônia no maior império do mundo. Obteve grandes conquistas e alargou suas fronteiras e domínio tomando posse das riquezas das nações conquistadas, inclusive dos reinos de Judá e de Israel. Em segundo lugar, “o peito e os braços de prata” (vv.32,39) simbolizavam o império que sucedeu a Nabucodonosor, o Império Medo-persa. Os dois braços ligados pelo peito simbolizam a união dos medos e dos persas. Nesse tempo prevaleceu muito mais as leis instituídas que a autoridade dos reis desses povos. Em terceiro lugar, Daniel fala do “ventre e os quadris” da estátua (vv.32,39) que eram de cobre e representavam o terceiro reino que sucedeu ao medo-persa,
o Império Grego. Foi Alexandre Magno, o grande rei e general, que dominou o mundo inteiro até desintegrar-se com a sua morte. Em quarto lugar, aparece as “pernas de ferro” (v.33,40-43) que representavam o último império dessa visão, o Império Romano. Esta interpretação baseia-se na visão política de um rei pagão. Em quinto lugar, "os pés de ferro e barro” indicavam a fragilidade dessa grande estátua. A mistura de ferro e barro não dá liga, nem sustenta aquele império que viria, o Romano. Ainda que não seja citado o Império Romano, o contexto histórico e profético denuncia que se tratava desse império. As pernas de ferro indicavam a dureza do poder militar que tornou Roma muito forte, mas diluiu-se moralmente demonstrando a fragilidade do barro. Os elementos constitutivos da estátua são materiais porque indicam esta visão política para a compreensão de Nabucodonosor.
A intervenção divina com “a pedra cortada, sem ajuda de mãos” (2.45)
Os reinos descritos de cima para baixo representados na grande estátua revelam a progressiva decadência dos reinos desse mundo, pois começam no ouro e terminam no barro. Esta “pedra” representa o reino que virá que é o Reino messiânico de Cristo intervindo no poder dos reinos do mundo. Ele é a pedra cortada que virá para desfazer no último tempo o poder mundial do Anticristo (Dn 2.45; SI 118.22; Zc 12.3). O sentido da pedra cortada vinda do monte indica figuradamente a vinda de Cristo que esmiuçará
o domínio configurado dos 10 dedos dos pés da estátua, formando um grande montão (Dn 2.44,45).
CONCLUSÃO

Essa revelação provou ao rei Nabucodonosor que o Deus dos quatro jovens hebreus era o único Deus que podia intervir na história das nações diante de todo o império (Dn 2.46-49).
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