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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Corrupção dos Últimos Dias - Lição 9

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A humanidade poderia ter começado bem. Mas começou mal. Com o pecado da desobediência a Deus, em sua origem, o ser humano não soube aproveitar a bondade de Deus ao criá-lo. Feito “imagem’ e “semelhança” de Deus” (Gn 1.29), usou mal o livre-arbítrio, concedido pelo Criador. E, já no princípio, no cenário do Jardim do Éden, lugar maravilhoso, onde não faltava absolutamente nada, o homem preferiu ouvir a voz do Diabo. Além disso, o homem desencaminhou-se, construindo deuses falsos para adorar, desprezando a adoração ao Deus verdadeiro, Criador dos céus, da terra e do homem.
O pecado é a raiz de todos os males e comportamentos inadequados do homem enquanto criatura, perante o seu Criador. E a origem da corrupção que acompanha o homem, desde o seu princípio, passando pela História, em suas diversas fases ou períodos, chegando aos dias presentes, e se prolongará e se projetará no futuro, até o final de todas as coisas, conforme o que nos relata a Palavra de Deus. A humanidade terminará mal. Até que o Deus Criador intervenha, implantando o seu Reino com o objetivo de restaurar o planeta Terra ao seu destino glorioso, previsto pelo Senhor. O juízo do Dilúvio universal foi a reação de Deus à corrupção geral do gênero humano, por volta do ano 600 da vida do patriarca Noé (Gn 7.6,11).1 E Deus derramou seu terrível juízo contra os povos diluvianos, em razão da corrupção generalizada que tomou conta da mente e dos atos daquelas pessoas que habitavam o planeta (Gn 6.5-1). Ao longo dos séculos, em vez de o homem aprender com a experiência e as evidências da criação que Deus existe e é o Soberano Criador e Senhor do Universo, pelo contrário, afastou-se mais de Deus, não apenas em termos de crença, mas de práticas cada vez mais corruptas e abomináveis, em termos de culto, com a adoração a ídolos ou falsos deuses, mas também por meio de práticas consideradas abominações pelo Senhor, como a prática da homossexualidade (Lv 18.20; 20.13 e refs.). Daquela população mundial, de alguns milhões de pessoas, só escaparam oito seres humanos (Gn 7.7; 2 Pe 2.5).2
Depois de séculos, em vez de o homem evoluir, como diz a fábula da Teoria da Evolução, não só tem decaído em sua vida biológica, como tem piorado terrivelmente em termos espirituais e morais. Nunca houve tanta corrupção espiritual e moral, na experiência humana, como nos dias em que vivemos. Certamente, esses dias, do século XXI, são os “tempos trabalhosos” a que se referiu o apóstolo Paulo, em sua Segunda Carta a Timóteo (3.1-9). Ele aludia aos atos de corrupção, imaginados e praticados pelo homem, por sua natureza decaída e destruída pelo pecado. Mas nunca imaginaria que a corrupção, nos fins dos tempos que antecedem a volta de Cristo, seria institucionalizada, reconhecida e aprovada pelos governos e parlamentos, e superaria o descalabro moral dos povos antediluvianos ou à depravação de Sodoma e Gomorra.
No texto em estudo, neste capítulo, Paulo enumera características dos homens corruptos, na época de Timóteo, que eram os “falsos mestres” ou ensinadores, que procuravam incutir na mente dos crentes de Éfeso, heresias de perdição, “doutrinas de demônios” e “vãs contendas”, que só causavam dissensões e divisões no seio da igreja local. Ele conduz os leitores de sua carta, a partir de Timóteo, ao cenário escatológico dos “últimos dias” (2 Tm 3.1), quando homens de índole perniciosa haveriam de levantar-se “enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13). Neste parágrafo da carta, ele nos mostra a corrupção do ser humano, “nos últimos dias”. Foi uma mensagem profética, pois tudo o que ele previu, em termos de corrupção moral, numa visão escatológica, está acontecendo em nossos dias.

I - OS TEMPOS TRABALHOSOS

1. Protagonistas dos Tempos Trabalhosos

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1). Nos parágrafos anteriores, o apóstolo tinha seu foco na exortação a Timóteo, tendo em vista sua pouca experiência diante de situações de desafio, no confronto com os falsos mestres. Neste capítulo, Paulo volta-se para os “falsos mestres” propriamente ditos, revelando e ressaltando suas características gerais e pessoais, que os colocam numa posição altamente negativa e prejudicial à realidade da vida cristã.
Em outras traduções, esses tempos são considerados “tempos difíceis”. Na realidade, o texto faz alusão aos tempos que antecedem a vinda de Cristo. Deus está fora do tempo, ainda que o criou, mas o homem está inserido no tempo e sujeito às limitações temporais. Sempre houve tempos difíceis ou trabalhosos para a igreja cristã. Ela nasceu debaixo da perseguição dos judeus; experimentou a perseguição dos imperadores de Roma, que intentavam eliminar o cristianismo da face da terra; na Idade Média, sofreu a perseguição dos reis, dos imperadores, e da Igreja Católica Romana, que tudo fizeram para silenciar a voz dos protestantes, que confrontavam os desmandos do clero corrupto que se aproveitava da ignorância do povo.
Depois, veio, na História, a perseguição diabólica, por meio do materialismo ateu e anticristão. Os comunistas entenderam (e ainda entendem) que o cristianismo é um empecilho aos seus objetivos declarados ou velados de dominação do mundo. Os comunistas foram derrotados e alijados em seu próprio berço, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Esse regime de tirania e injustiças eliminou muitos cristãos, matando-os nas prisões, na Sibéria, deixando-os morrer de inanição e frio insuportável. Mas o comunismo foi destruído na Europa Oriental. No entanto, o cristianismo continuou e continua em sua marcha vitoriosa em busca do encontro com Cristo, na eternidade.

2. Homens de Má índole

As características dos homens maus, ímpios e inimigos do evangelho, constam de algumas “listas negras”, nas epístolas de Paulo. Logo após esse texto, Paulo adverte os destinatários das cartas pastorais de que Deus já via a tudo e a todos no plano espiritual (1 Tm 4.1).
A lista de más qualidades dos homens ímpios contém 18 itens (2 Tm 3.2-9), cujo comentário seria excessivo, mas para melhor entendimento, as resumimos rapidamente, tais qualificações nada recomendáveis, que, infelizmente, são observadas em muitos lugares, em igrejas cristãs, na vida de pessoas que se dizem cristãs.
1) Amantes de si mesmos. São egoístas ao extremo. Buscam os seus interesses em primeiro lugar, antes de valorizarem os outros e a obra do Senhor. Eles não têm amor, pois o verdadeiro amor “não busca seus interesses” (1 Co 13.5).
2) Avarentos. São amantes do dinheiro, fruto da característica anterior, de seu egoísmo. Hoje, há falsos obreiros, que só pregam por dinheiro, pensando em enriquecer (1 Tm 6.10).
3) Presunçosos. São homens cheios de orgulho, de arrogância, que se julgam superiores aos outros. No ministério, tal característica é motivo de conflitos desnecessários, contrariando Filipenses 2.3.
4) Soberbos. Qualidade semelhante à anterior. Paulo acentua, mostrando que tais homens são orgulhosos (ver 1 Tm 1.7, 6.4); são candidatos à queda espiritual (Pv 16.18).
5) Blasfemos. São os mesmos a que se referiu o apóstolo em 1 Timóteo 6.4,5. Blasfemar é dizer maldição, praga, imprecação. Ou pronunciar coisas que ofendem de modo contundente a santidade de Deus.
Desobedientes a pais e mães. São péssimos exemplos na família, pois não honram seus pais e mães (cf. Êx 20.12); e são candidatos a ter uma vida sem a bênção de Deus, por não considerarem o valor de seus pais.
7) Ingratos. São pessoas egoístas e autossuficientes. Por isso, não cultivam a virtude da gratidão. São ingratos a Deus, aos pais, aos amigos, à igreja, aos pastores. Têm distúrbios emocionais que os impedem de ser humildes e gratos.
8) Profanos. São homens que não respeitam as coisas sagradas (Lv 19.8, 12; Mt 12.5); há obreiros que transformam igrejas em “casas de show”, em danceteria, em palco de luta-livre, em casas de jogo e até em boates.
9) Sem afeto natural. É o mesmo que ser “sem amor” (Rm 1.31); são homens “ignorantes”, grosseiros, estúpidos ou “mal educados”, no trato com o cônjuge, com os filhos, com os pais, com outras pessoas.
10) Irreconciliáveis. Que não são humildes para reconciliarem-se com os outros, em situações de desentendimentos ocasionais; não sabem pedir perdão, e muito menos perdoar. Não são perdoados por Deus (Mt 6.15).
11) Caluniadores. Cometem o crime de calúnia (Crime contra a honra - Art. 128 do Código Penal); nas igrejas, esse crime é ignorado. Raramente se pune um caluniador.
12) Incontinentes. Que não sabem conter-se, sem autocontrole, sem domínio próprio.
13) Cruéis. São pessoas desumanas, impiedosas. Não fazem parte dos que são salvos em Cristo Jesus.
14) Sem amor para com os bons. Quem não ama não é salvo. Está em trevas, perdido. E é considerado homicida em termos espirituais (Ver 1 Jo 2.9,11; 3.15); se tais homens não amam “os bons”, imagine como tratam “os maus” ou “inimigos” (Mt 5.44).
15) Traidores. O termo já diz tudo. São “discípulos” de Judas, que traiu seu Mestre por 30 moedas de prata (Mt 26.15); seu fim foi a perdição (Mt 27.5).
16) Obstinados. Sua obstinação não é no sentido da persistência em fazer o bem, mas em fazer o mal, em persistir no erro, na maldade.
17) Orgulhosos. Semelhante à qualidade número 4.
18) Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Como são egoístas, presunçosos e autossuficientes, só pensam em si. Para eles, os prazeres da carne e do mundo são mais importantes do que amarem a Deus (1 Jo 2.15,16; Rm 8.7,8).
Após discriminar as péssimas qualidades de falsos mestres, no seio da igreja cristã, Paulo alerta a Timóteo que tais homens têm “aparência de piedade”, mas negam “a eficácia dela” e ordena que o discípulo se afaste deles (2 Tm 3.5). Esses maus obreiros aproveitavam-se de “mulheres néscias, carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências”, entrando em suas casas para a prática do pecado, naturalmente (2 Tm 3.6). E conclui que tais homens são comparados aos magos de Faraó, “Janes e Jambres” (2 Tm 3.8), que fizeram suas feitiçarias ou mágicas, resistindo a Moisés (cf. Ex 7.11,12,22; 8.7). Paulo resume suas qualidades desabonadoras do caráter como “sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (2 Tm 3.8), e que não serão bem-sucedidos em seus intentos malignos.

II - CARÁTER, ENGANOS E PERSEGUIÇÕES

1. Paulo, Obreiro Exemplar

“Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência” (2 Tm 3.10). O apóstolo Paulo — outrora perseguidor do evangelho e dos seguidores de Cristo, fariseu respeitado, mas ignorante acerca da verdade e defensor ardoroso da Lei de Moisés — tornou-se um dos maiores exemplos de fé, amor e fidelidade ao cristianismo. Seu caráter era demonstrado por sua conduta exemplar. Na sua segunda carta a Timóteo, ele elogia seu jovem discípulo por sua obediência em seguimento de sete aspectos de sua vida, que bem pode ser um resumo do caráter cristão.
1) Doutrina. Na verdade, o apóstolo usava uma linguagem que Timóteo conhecia bem; Paulo não fundara um movimento religioso, ou houvera codificado nenhum sistema de doutrina. Mas era um seguidor autêntico de Jesus, na proclamação do evangelho e da doutrina de Cristo. Timóteo andava nos caminhos do Senhor, seguindo os ensinamentos que Paulo lhe ministrava.
2) Modo de viver. Uma coisa é pregar, ensinar, transmitir mensagens e ensinamentos; outra coisa é, além de pregar, dar o exemplo aos que recebem o ensino; Paulo discipulara Timóteo e podia dizer: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam” (Fp 3.17; 1 Co 11.1).
3) Intenção. Como poderia Timóteo conhecer a “intenção” de Paulo? Intenção quer dizer “intento, propósito, plano, ideia; vontade, desejo, querer” (Dicionário Houaiss); certamente, a intenção de Paulo era demonstrada por suas práticas, exemplos e testemunho, de um verdadeiro cristão. Seguindo o exemplo de Paulo, seguia o seu pensamento (Fp 4.8).
4) Fé. Paulo era um homem de fé muito elevada. Suportar o que ele suportou, em embates, combates e sofrimentos, só seria possível para um humilde “gigante na fé”; e passava a mensagem do evangelho pela fé genuína (1 Co 2.3; G1 2.20); sua fé não era teórica, apenas mística, mas era uma fé demonstrada na prática (1 Co 2.4).
5) Longanimidade. Ser eloquente não é difícil, se alguém tem o dom natural da oratória; ser bom administrador é para quem tem conhecimentos e capacidade administrativa; há obreiros que possuem esses dotes pessoais; mas ser longânimo é para quem tem esse requisito como fruto do Espírito Santo (G1 5.22).
6) Caridade. Caridade é o amor na prática. Não se manifesta apenas no falar, no dizer, na exposição verbal eloquente; só se materializa ou se demonstra de modo prático, vivencial; Paulo não só falou, ensinou, mas deu exemplo do que é ter caridade; em 1 Coríntios 13, ele devotou um capítulo doutrinário sobre a caridade, que é a manifestação do Amor Ágape, o amor de Deus, na vida de seus servos.
7) Paciência. É sinônimo de “calma, tranquilidade, serenidade”. É um estado de espírito; é também equivalente a “longanimidade”, mas esta é “paciência para suportar os defeitos e as faltas dos outros”; o cultivo dessa qualidade requer tempo e experiências com as situações mais diversas, ou adversas; Timóteo aprendera com Paulo as lições da paciência.

2. Paulo, o Perseguido

A vida cristã de Paulo começou, no caminho de Damasco, quando Jesus o encontrou, numa jornada que seria de perseguição aos cristãos (At 9.5). Naquele encontro dramático, marcante e inesquecível, o fariseu famoso caiu por terra, e, após sua conversão, batismo e acolhimento pelos irmãos de Damasco, sua vida mudou. De perseguidor passou a ser perseguido (At 9.17,23-25). Em várias ocasiões, em seu ministério, esteve em perigo de morte ou em risco de vida (2 Co 11.23).
Se Timóteo não houvesse tido um discipulado seguro e eficaz, poderia ter retornado para sua terra e desistido de ser cristão. Mas seguiu o exemplo do Senhor Jesus, na companhia de seu tutor espiritual. Enquanto isso, os “homens maus e enganadores” não teriam um fim proveitoso, mas colheriam o que plantaram.

III - A BOA FORMAÇÃO CRISTÃ E PERSEVERANÇA NA PALAVRA

1. Permanência na Palavra

Timóteo tivera a oportunidade de ter uma formação familiar e cristã do melhor nível. Sua educação era esmerada. Como já visto, no capítulo 7 deste comentário, Timóteo era filho e neto de servas de Deus, que o educaram nos caminhos do Senhor (1 Tm 1.5). No lado espiritual, doutrinário, ele era oriundo de uma família bem estruturada na fé cristã. Por outro lado, na vida ministerial, era discípulo do apóstolo Paulo. Sua formação familiar era tão marcante, que Paulo, nesta seção da segunda carta, faz referência à sua infância, num lar cristão que valorizava o ensino, no culto doméstico — coisa rara nos dias atuais.

2.  O Valor do Ensino Bíblico

O discipulado cristão deve ser acima de tudo fundamentado na Bíblia, a Palavra de Deus. Nos tempos hodiernos, o ensino da Palavra tem sido negligenciado, em grande parte das igrejas, em muitos lugares no mundo. Não são poucas as igrejas que eliminaram de seu programa a Escola Dominical e alegam suas conveniências, de transporte, distâncias, inseguranças, etc.
A nosso ver, não houve nenhuma vantagem em adotar essa programação, que exclui o ensino sistemático e voltado para cada faixa etária. Pelo contrário. Quando o ensino não é cuidadoso, paciente e dedicado, há grande prejuízo para as novas gerações. Graças a Deus pelas igrejas cristãs que dão valor ao ensino da Palavra, no lar, através do culto doméstico, e na igreja, na ministração do ensino na Escola Dominical e nos cultos de doutrina.
Paulo tira o foco de Timóteo e dos falsos mestres, e se volta para o valor do ensino da Palavra de Deus: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3.16). Mas ele ressalta que tais resultados só são alcançados se a “Escritura”, ou a Palavra ensinada for “divinamente inspirada”. Os objetivos do ensino bíblico divinamente inspirado são:

1) “Ensinar”, ou seja, transmitir ensinos espirituais, com base na Palavra de Deus, que são úteis e necessários para uma boa formação cristã; sem ensino, nenhuma igreja se mantém de pé; é necessário que as pessoas escutem a Palavra do Senhor Jesus e as ponham em prática, para poderem ficar firmes. Do contrário, serão destruídas pelas intempéries espirituais (cf. Mt 7,24-27; 2.25; Tt 2.12).

2) “Para redarguir” ou seja, “retrucar, responder, replicar”, ou argumentar com segurança; e também, como em outras traduções, “para repreender”; o ensino fundamentado na Palavra de Deus capacita o cristão para argumentar com segurança acerca de sua fé (cf. 1 Pe 3.15).

3) “Para corrigir”. O ensino bíblico bem fundamentado é como um prumo, que mostra o que está fora do lugar na construção de uma casa. Na vida cristã, se não houver o cuidado indispensável com as instruções e orientações do Senhor, muita coisa fica “torta” ou em desacordo com a vontade de Deus. O ensino é que conduz o homem à santidade e à santificação (SI 119.105; Rm 15.4; 1 Co 4.17).

4) “Para instruir em justiça”. O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. O salmista disse: “Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” (SI 23.3).

5) A perfeição do homem de Deus”, “para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (3.17). Este é um dos grandes objetivos do ensino da Palavra de Deus: levar o homem à perfeição relativa, no seu relacionamento com Cristo (2.21; Tt 1.16).

CONCLUSÃO

O texto estudado mostra que é plano do adversário da Igreja promover movimentos contrários à sã doutrina, de tal forma que a corrupção moral e espiritual encontre espaço no meio da comunidade cristã. Os “tempos trabalhosos” a que Paulo se referiu seriam acentuados nos últimos tempos que antecedem a volta de Jesus. Em contraposição aos falsos mestres, Paulo exorta Timóteo a permanecer no que aprendeu, tanto no seu lar, sob os cuidados de sua mãe e de sua avó, ambas cristãs, bem como do que absorveu nos ensinos e no exemplo de Paulo, seu “pai na fé”.

 Notas


1 De acordo com o Dicionário Wycliffe, “A rígida opinião cronológica, por outro lado, dataria o Dilúvio em cerca de 2.460 a.C, vários séculos depois das grandes pirâmides do Egito”. (Dicionário Wycliffe, p. 562). A Bíblia registra que o Dilúvio teve início “No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês... e terminou no dia 27 do segundo mês, do ano 601 da vida de Noé (cf. Gn 8.14).


2 “Com base em dados de censos antigos, os estudiosos estimam que a população mundial era de cerca de 1/4 de um bilhão na época de Cristo (1 d.C.). Veja mais em: http://www.allaboutcreation.org/portuguese/livro-de-genesis4. htmttsthash. j 2 IWcHJY.dpuf.”

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Dinâmica da Lição 09: A Corrupção dos Últimos Dias (Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: A Corrupção dos Últimos Dias.
- Pergunte o que é corrupção. Escreva no quadro as definições dadas pelos alunos. Anote, ao final, a definição de um dicionário que você, professor, levará para a classe (um ou mais). Com base nas definições, pergunte: “Será que atualmente a corrupção é vista como há cinco ou dez anos atrás? Por que será que muitas pessoas veem o corrupto como uma pessoa “esperta”? Vocês percebem que atos que antes eram condenados veementemente, hoje já são até aceitos, com a desculpa de que “há quem faça coisa muito pior... deixa pra lá”, ou “ah! Esse político não é honesto, mas, pelo menos faz alguma coisa pela cidade...” . Dê um tempinho para que os alunos possam expor as ideias. Conclua esta parte chamando a atenção da classe para o fato de que, ao estar mais perto o dia da vinda do Senhor, esse tipo de reação vai se tornando cada vez frequente.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Características dos corruptos dos últimos dias”.

Dinâmica: Características dos corruptos dos últimos dias

Objetivo:
Propiciar aos alunos a oportunidade de reconhecer e identificar os seus próprios valores morais e refletir a respeito deles, enfocando a importância do valor moral cristão.
Material didático:
Papel oficio ou A4,
lápis ou caneta.
Cartolinas
Pincel atômico
Atividade didática:
Explique a classe que farão uma atividade onde poderão analisar o nível de corrupção dos últimos dias apresentado por Paulo. Utilize cartolinas para escrever um cartaz com as 18 características de corrupção da maneira de agir e de pensar no cotidiano dos últimos dias descritas pelo apóstolo. Leia com a classe cada uma delas:
- amantes de si mesmos,
- avarentos,
- presunçosos,
- soberbos,
- blasfemos,
- desobedientes a pais e mães,
- ingratos,
- profanos,
- sem afeto natural,
- irreconciliáveis,
- caluniadores,
- incontinentes,
- cruéis,
- sem amor para com os bons,
- traidores,
- obstinados,
- orgulhosos,
- mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
Explicar que agora, irão estabelecer uma escala de valores baseado nessa lista, para poderemos fazer uma reflexão mais detalhada de como agimos, normalmente. Distribua as folhas de papel-ofício entre os participantes e peça para que eles escrevam em ordem numérica de importância as piores características até chegar a menos pior. Em primeiro lugar a pior e assim sucessivamente.
Terminada essa etapa, você deverá agir da seguinte forma:
1- Coletar a escala de valores apontados por cada aluno.
2- Discutir com o grupo as suas escalas de valores morais nas seguintes questões:
- Houve mudanças nos valores de cinco anos atrás para os dias atuais?
- Vocês foram sinceros ao estabelecer os valores, ou pensaram no que os outros ou a igreja acharia mais certo.
- Nossas atitudes são baseadas em quê? Levar ao grupo a perceber que nossas atitudes são calcadas em que acreditamos, em nossos valores. Que podem ser aprendidos ou já nascemos com eles.
- Como estabelecemos nossas escala de valores? O que nos influencia para estabelecermos nossos valores?
- Os valores passados pela mídia podem nos influenciar no sentido de mudar os nossos valores morais?
- Quais os fatores que contribuem para que mudemos nossos valores?
- Que fatores contribuíram para que mudassem de valores.
- O que fazer para mudar nossos valores para melhor?

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 09: A Nova Religiosidade (Jovens)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: A Nova Religiosidade.
- Apresente aos seus alunos a figura de uma igreja e pergunte o que eles entendem que seja uma igreja?
- Ouça cada explicação com bastante atenção e, em seguida, tire todas as dúvidas e exponha para eles todas as informações que você pesquisou sobre esse assunto, não se esquecendo de mostrar o significado e a importância de cada símbolo (Corpo, templo, Noiva e família), conforme o primeiro tópico.
- Pergunte: Quais os objetivos da igreja na terra? É correto vivermos como crentes sem frequentar aos cultos? Por que? Ouça as respostas atentamente e procure acrescentar e reforçar as ideias apresentadas, conforme o segundo tópico da lição.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Para a conclusão da lição sugerimos a dinâmica “Ser Igreja”.
- Encerre sua aula com a leitura do texto: “O sermão silencioso”.

Dinâmica: Ser Igreja

Objetivo:
 Refletir sobre a nossa importância como Igreja.
Material didático:
Algumas bexigas (mais de 4 bexigas).
Atividade didática:
Entregar uma bexiga para cada aluno e pedir que eles fiquem brincando com as bexigas um passando para o outro sem deixá-las cair no chão.
Aos poucos vá retirando cada pessoa do círculo, uma a uma e perceba como aumenta a dificuldade dos últimos para deixar tantas bexigas no ar.
Depois de terminada a dinâmica, incentivar o debate e explicar aos alunos que a igreja é uma assembleia, uma congregação, onde uns precisam do outro. Ela envolve, por definição, uma reunião um grupo. Não é possível haver igreja sem uma assembleia. Se você acha que pode fazer parte da igreja sem participar dos cultos, está pensando em algo diferente do significado da palavra traduzida por “igreja”. Seja fiel na sua participação da sua congregação local.
Leia com eles Hebreus 10:23-25 . Mostre que não é simplesmente o desejo do pastor; é uma ordem de Deus a qual não se pode menosprezar. Pigarrear, gaguejar e dar desculpas. Talvez haja uma igreja sem dinheiro, porque os membros podem se reunir nas casas, em baixo das árvores ou mesmo ao ar livre, mas não pode haver uma igreja sem os membros se reunirem. Estou dizendo isto, não para diminuir o valor do dinheiro, mas para magnificar a frequência à igreja.
Viver em comunidade não é uma proposta apenas para nos sentirmos melhor, mas para enxergarmos no outro que não somos quem gostaríamos de ser. Nessa experiência semanal de frustração o Espírito de Cristo nos transforma em pessoas melhores, mais parecidas com Ele. Ser igreja implica também em viver perto do outro. Sofrer e se alegrar, oferecer ombro amigo e procurar consolo em momentos de aflição e dor. Como igreja que somos, também estamos sujeitos a decepcionar e sermos decepcionados, amar e não ser amado, perdoar e não receber perdão, dar e não receber. Esta é a dinâmica da igreja que caminha ao encontro da estatura da mediada de Cristo. Esta realidade é fato porque fazemos parte da igreja que ainda não chegou ao ápice de sua maturidade, mas está em processo contínuo de crescimento.

Por Escriba Digital


Texto: O sermão silencioso

Um senhor, membro de uma certa igreja, que costumava vir aos cultos com regularidade, repentinamente deixou de o fazer. Algumas semanas depois, o pastor decidiu visitá-lo. Encontrou o homem em casa, sozinho, sentado à lareira. Perguntando a si próprio qual seria o motivo da visita do pastor, convidou-o a entrar e a sentar-se numa cadeira confortável, junto à lareira.
      O pastor sentou-se à  vontade, mas não disse nada. Num silêncio sepulcral, ele apenas contemplava a dança das chamas em torno das brasas incandescentes.  Alguns minutos depois, o pastor levantou-se e, com uma tenaz, retirou cuidadosamente uma brasa que ardia e colocou-a sobre a pedra, ao lado. Depois sentou-se de novo na sua cadeira, sempre silencioso.
     O homem observava tudo aquilo, em quieta contemplação. A chama daquela brasa foi diminuindo gradualmente e, após ainda um brilho momentâneo, apagou-se totalmente. Em pouco tempo ficou fria, sem vida.
     O pastor olhou para o relógio e viu que eram horas de se ir embora. Levantou-se lentamente, pegou naquele carvão frio e morto e colocou-o, de novo, no meio do fogo. Imediatamente voltou a brilhar ao receber a luz e o calor dos outros pedaços de carvão à sua volta.
     Quando o pastor se dirigia à porta, para sair, o homem visitado disse-lhe, com lágrimas nos olhos: "Muito obrigado pela sua visita e especialmente pelo seu excelente sermão. No próximo domingo, voltarei à igreja".

Autor: Desconhecido

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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Dinâmica da Lição 09: O sacrifício do redentor (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: O sacrifício do redentor.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Resultados da Cruz de Cristo”.

Dinâmica: Resultados da Cruz de Cristo

Objetivo:
Compreender os resultados da Crucificação e Morte de Jesus.
Material didático:
Quadro branco ou de giz
Fotos: Feirante, pessoa abraçada, casa e tribunal (ver modelo ao lado).
01 Cartolina branca
Cruz feita de cartolina de cor  (Ex: Vermelha)
Fita adesiva
Atividade didática:
Chegue cedo para preparar sua dinâmica de forma antecipada. Use a parte de trás do quadro para colar a cartolina branca com uma fita adesiva. Cole na cartolina branca a cruz feita com uma cartolina de cor. Depois de colar a cartolina na parte de trás do quando deixe o quadro virado para frente. Inicie a dinâmica escrevendo na parte da frente do quadro: CÉU - O QUE MAIS ALMEJO LÁ? Agora pergunte pausadamente: O que você mais almeja do céu? Como você imagina que seja o céu? O que você gostaria de fazer lá? Faça uma lista no quadro de todos os desejos de seus alunos. Em seguida pergunte: O que e quem nos tornou possível concretizarmos esse sonho? Neste momento vire a parte de trás do quadro e mostre a resposta: Jesus Cristo, através de sua morte na cruz fez com que este sonho, no futuro, se torne uma realidade.  Diga que a morte de Cristo na cruz trouxe-nos não apenas salvação mas outras bênçãos que podem ser desfrutas no presente. Mostre agora a s figuras recortadas do feirante, do tribunal, de pai e filho abraçados e da casa. Em seguida pergunte: Que relação estas figuras tem com este assunto? Ouça as respostas atentamente. Agora vá colando cada uma das figuras ao lado da cruz conforme o modelo apresentado em nosso blog, explicando o seu significado aos alunos. O feirante fala de redenção, pois fomos comprados de volta para Deus. Redimir significa comprar/comprar de volta, ou seja, fazer uma transação comercial de mercado. Na cruz Cristo nos redimiu. O preço pago foi o seu sangue. Quando uma pessoa redime alguém, esta passa a pertencer agora a quem a redimiu. Portanto, na cruz você se tornou propriedade exclusiva de Deus. O tribunal fala de julgamento. Você foi julgado e considerado inocente, justo diante de Deus, o grande juiz. No tribunal, isto funciona através de um advogado que comparece diante do juiz com a finalidade de inocentar o culpado. Jesus é este advogado. Pelo sangue que Ele derramou na cruz fomos justificados diante de Deus. O pai e o filho abraçados nos fala de perdão. O maior exemplo bíblico está na parábola do filho pródigo. Os nossos pecados provocou a ira de Deus nos fazendo inimigos dEle. Na cruz Ele perdoou nossos pecados e nos recebeu de volta como filhos. A casa de família, lugar de reconciliação. Nesta figura Deus é representado como um Pai que traz seus filhos de volta a comunhão e reconciliação. Reconciliação neste caso significa restauração de um relacionamento familiar, renovação de uma amizade entre Pai e filho – o que pressupõe que esta tenha sido rompida. O sangue de Jesus na cruz é que promoveu essa reconciliação.

Palavra de reflexão:
Deus, em Cristo, nos salvou, isto é, nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor. Nada poderia ser mais precioso para nós do que sermos agraciados com a salvação eterna. Para nós foi de graça, mas para Deus custou o preço do sangue de seu Filho na cruz.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!



Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 09: Sociedade e Missão Social (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Sociedade e Missão Social.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Compartilhando meu coração”.

Dinâmica: Compartilhando meu coração

Objetivo:
Levar os alunos a exercitar o amor cristão
Material didático:
Corações desenhados e recortados em papel A4 ou ofício (Cada coração deve ocupar o papel inteiro).
Introdução: O professor inicia a dinâmica falando sobre a importância do amor na igreja e que ele é responsável pelos atos de caridade, ou seja, obras. Muitos irmãos têm espalhado a péssima notícia que o amor parece desacreditado, mas não o verdadeiro amor cristão; esse nunca estará desacreditado, pois ele reflete o genuíno amor de Deus e é o modo da Igreja mostrar que está viva. O assunto do amor é tão extenso quanto a Bíblia e tão profundo quanto o próprio Deus, pois "Deus é amor” (Jo 4.8).
Atividade didática:
Inicie a dinâmica entregando a cada aluno os corações recortados. A seguir, peça que todos amassem bastante a folha. Depois comece a falar que aquela folha lisa simboliza a pessoa que não exercita o amor, a caridade e misericórdia, esses permanecem sem marcas e não marcam a vida de ninguém. Jesus disse a seus discípulos: "Um novo mandamento vos dou: que vos amei uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13.34,35). Diga que o amor não é apenas sentimento mas ação demostrada.
A segunda etapa prossegue com o professor pedindo que escreva no coração uma experiência de amor e misericórdia praticada com um amigo ou desconhecido. Agora cada aluno deve compartilhar o seu coração com outro aluno e o aluno com ele.
Agora faça alguns questionamentos:
-Como Jesus mostrou amor pelas pessoas, e por que motivo ele fazia isso?
-O que significa amar o próximo como a nós mesmos?
-Como é que mostramos que verdadeiramente amamos a Deus?
-Qual é a melhor maneira de mostrar amor ao nosso próximo?
Depois mostre que:
A Generosidade pode ser vista em atos mais simples. Não é necessário dispor simplesmente de um valor material para praticar a generosidade, ela pode estar presente num simples sorriso, no tempo que dedicamos para ouvir o outro, na atenção que damos às pessoas que nos cercam, na prática da educação, na ajuda a um irmão que precisa de mim, etc. São atitudes simples que fazem a diferença.
É importante entendermos que o verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem, e que a vida nos foi dada por Deus para a empregarmos em benefício do nosso próximo. Deus está presente onde às pessoas demonstram amor umas às outras. O amor ao próximo, assim como o amor a Deus, não é apenas um sentimento; envolve ação.

Encerre a dinâmica dividindo a turma em dois grupos: grupo das meninas e grupo dos meninos. Dê aos grupos a tarefa de arrecadar alimentos não perecíveis durante a semana. Ganhará o grupo que arrecadar a maior quantidade de quilos. Você pode idealizar um premio para o grupo vencedor. Os alimentos arrecadados devem ser entregues ao serviço social da igreja.

Por Escriba Digital


Texto Para Reflexão: Um pedaço de coração
Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto. O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração.
De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse: "Porque o coração do jovem é mais belo do que o meu?”.
A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.
O jovem olhou para o coração do velho e disse:
"O senhor deve estar brincando... Compare os nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!"
"Sim! - disse o velho - Olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem, ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas... Um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E então, jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?"
O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho, tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca. Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.

Autor: Desconhecido

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


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Dinâmica da Lição 09: Jesus: A Única Ponte com o Pai (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Jesus: A Única Ponte com o Pai.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Religados a Deus”.

Dinâmica: Religados a Deus

Objetivo: 
Destacar que Jesus é a única forma divina de levar a humanidade a de Deus.
Material didático:
02 garrafas pet com água (para dar mais estabilidade)
Fita adesiva
04 papeis recortados (Um com o nome DEUS, outro com o nome HUMANIDADE, outro com o nome PECADO e outro como nome JESUS CRISTO)
Atividade didática:
Traga a sala de aula duas garrafas pet com água. Cole em uma das garrafas pet o nome DEUS e na outra o nome HUMANIDADE. Inicie a dinâmica colocando as garrafas uma próxima da outra e diga que, ao ser criado, esta era a condição do ser humano diante do Senhor, ou seja, aproximação e comunhão com Deus. Explique que o homem conversava com o seu Criador todo final de tarde. Mas por causa da desobediência, o pecado entrou no mundo desfazendo assim essa comunhão perfeita. Neste momento você deve colocar uma garrafa separada da outra a uma distância de aproximadamente 30 centímetros. Entre as duas garrafas coloque a palavra PECADO e em seguida explique que a partir do pecado essa passou a ser a nova condição da humanidade diante do Eterno, separados, perdeu a comunhão. Algo precisava ser feito para reaproximar a criatura do seu Criador. Todo relacionamento interrompido clama por reconciliação. A Bíblia nos ensina que Deus preparou a Jesus Cristo para que através de seu sacrifício expiatória se tornasse o meio eficaz de nossa reconciliação. Neste momento pegue o papel com o nome JESUS CRISTO e cole as pontas entre uma garrafa e outra (é importante que você deixe que o nome PECADO continue lá embaixo). Explique que apesar do pecado ser uma realidade inegável a fé em Jesus Cristo nos une a Deus. Encerre a Dinâmica lendo com seus alunos Gálatas 3.22 e 2 Corintios 5. 17-19.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

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Dinâmica da Lição 09: Relacionando-se com os estudos (Discipulando 3º Ciclo)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Relacionando-se com os estudos.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Desenhando minha mensagem”.

Dinâmica: Desenhando minha mensagem

Objetivo:
Refletir sobre a importância do estudo para a vida cristã e cotidiana.
Material didático:
Folhas de papel A4 ou ofício
Lápis ou canetas
Atividade didática:
Entregue um papel e uma caneta para cada aluno. Explique o tempo que cada um terá para expressar através de desenho (não podem compartilhar com frases) como estudar para a glória de Deus ou em que o estudo pode contribuir para a vida do cristão. Explique que o importante não é o fato do desenho sair feio ou bonito, mas sim a participação, por isso incentive a participação de todos. Quando todos terminarem, cada um deverá apresentar sua obra de arte a classe e explicar o significado do desenho.
Após a participação dos seus alunos explique que por meio da Educação, garantimos nosso desenvolvimento social, econômico, cultural e espiritual. Sem conhecimento ou acesso a informações, como posso saber que tenho direito à saúde e bem-estar, ao meio ambiente sadio, a condições adequadas de trabalho, a ser tratada com dignidade a me aproximar de Deus etc? Os impactos da Educação são extensos e profundos. Veja o que mais uma Educação faz na vida do cristão e do seu país:
1. Combate à miséria do mundo. Grande parte das pessoas que vivem na miséria não teve acesso aos estudos.
2. Ajudamos no crescimento da economia. Os países com economias bem desenvolvidas têm cidadãos dedicados ao estudo.
3. Promove a Saúde. O cristão que estuda se previne melhor contra as doenças.
4. Diminui a violência. A maioria dos jovens envolvidos com violência em nosso país são aqueles que não dedicaram sua vida ao estudo.
5. Garante o acesso aos seus direitos. Quem estuda conhece seus direitos.
6. Ajuda a proteger o meio ambiente. A educação é fundamental para uma conscientização das pessoas em relação ao mundo em que vivem para que possam ter cada vez mais qualidade de vida sem desrespeitar o meio ambiente, criando assim um novo modelo de comportamento, buscando um equilíbrio entre o homem e o ambiente.
7. Aumenta a sua capacidade intelectual. Quem estuda tem mais informação em sua mente e consequentemente sua capacidade intelectual será mais enriquecida.
8. Fortalece a democracia e a cidadania. Hoje a educação assume cada vez mais um papel crucial na relação entre democracia e cidadania. Todo o mal de que as sociedades presentes padecem fica a dever-se à alienação que os seus cidadãos assimilaram nas últimas décadas quanto à participação na discussão dos assuntos públicos e políticos.
9. Ajuda a compreender o mundo. O exercício de conhecer, do estudar, do investigar a partir de um processo de ensino articulado, contribui para uma aprendizagem significativa do aluno, pois faculta a este saberes e compreensão do mundo que o cerca.
10. Promove um maior conhecimento de Deus. Este conhecimento, esta sabedoria divina vem através da meditação nas Sagradas Escrituras, a Bíblia, pois a Palavra de Deus representa o próprio Deus.

Ao final leia: “...quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” ( 1 Co 10.31).

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Aprovados por Deus em Cristo Jesus – Lição 8

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Dificilmente poderemos encontrar um discipulado tão abrangente e eficaz quanto o que Paulo conseguiu desenvolver na vida de Timóteo. Hoje, em grande parte das igrejas, já se dá mais valor ao discipulado. Sem dúvida, somente através de uma integração de um novo convertido no seio da igreja local, visando à consolidação de sua fé cristã, é que se pode dizer que a missão evangelizadora está sendo bem-sucedida. Os resultados de um discipulado eficaz só podem ser observados na vida dos que permanecem firmes, servindo ao Senhor com alegria e segurança espiritual. Evangelizar é a missão da Igreja. Discipular é tarefa do maior significado na igreja local.

Jesus não mandou apenas evangelizar, ou proclamar as Boas-Novas de Salvação. Mas ordenou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28.19,20 - grifo nosso). O verbo ensinar, nesse texto, tem o sentido de “fazer discípulos de todas as nações”, ou de todas as etnias, especialmente, ou entre os gentios. O ensino doutrinário cristão inclui o rito do batismo em águas, que é a confirmação exterior da conversão de uma pessoa. Por isso, Jesus exortou a que seus discípulos ensinassem as nações a “guardar todas as coisas” que ele havia mandado.
Com essa visão abrangente acerca do discipulado eficaz, Paulo teve esmero no cuidado com a vida espiritual e moral de Timóteo. Ele não se contentava em ver Timóteo apenas como um mensageiro, entregador de suas cartas nas igrejas por ele fundadas. Porém, almejava, e conseguiu, ver no jovem obreiro, um verdadeiro evangelista, um ministro do evangelho (cf. 2 Tm 4.5). No trecho da carta, estudado neste capítulo, vemos que ele faz ligação com a seção anterior, estudada no capítulo antecedente, quando o apóstolo declara sua firmeza, na fé em Cristo, dizendo: “Eu sei em quem tenho crido” (2 Tm 1.12), e exorta seu discípulo a seguir o seu exemplo como obreiro e servo de Deus.

Nesta parte da carta, Paulo, o tutor espiritual de Timóteo, faz uma das mais belas exortações acerca do ministério, dizendo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15). Paulo enviara Timóteo a uma igreja que enfrentava problemas os mais diversos, de ordem espiritual, ética e moral. Ali, em Éfeso, havia falsos mestres e falsos ensinos, que tinham o objetivo de desvirtuar a vida cristã. Os gnósticos eram divididos em dois grupos basicamente. Uns ensinavam que seria necessário o homem afastar-se das aglomerações humanas, para evitar a contaminação do pecado, e que a carne, ou o corpo, não presta para nada. Só o espírito tinha valor. Eram os ascetas. Com essa visão, surgiram os monges, e os seus monastérios.
Outros eram licenciosos e defendiam a ideia de que, se a carne não presta, deve ser destruída pela prática de atos imorais, de prostituição, de homossexualidade, bebedeiras, e de todo o tipo de depravação, abominável aos olhos de Deus. De uma forma ou de outra, os falsos mestres destilavam esses ensinos heréticos, que contaminaram muitos crentes. Por isso, Paulo enfatizava o cuidado que Timóteo deveria ter para ser um obreiro digno, íntegro, aprovado por Deus, diante da igreja e dos não cristãos. No final da seção anterior, Paulo escreveu: “Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofremos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2.10-13).
Para ser aprovado por Deus, o obreiro precisa suportar os sofrimentos, as oposições, os desafios e, acima de tudo, as tentações. Somente com um caráter cristão, íntegro e forjado no relacionamento pessoal com Cristo, é que um ministro do evangelho, em qualquer de suas funções, pode vencer os embates contra a carne, o mundo e o Diabo, que tudo faz para desestabilizar os servos de Deus, especialmente os que detêm posições de liderança nas igrejas locais. Mas Paulo tinha a convicção de que é possível vencer todos os adversários e todas as coisas que se opõem à vida cristã. Ele afirmou de modo categórico e firme: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37).

I - A URGÊNCIA DE SE ACHAR APROVADO POR DEUS

No trecho da carta que antecede a esta seção, Paulo já havia exortado Timóteo quanto à salvação (2 Tm 2.20), quanto à necessidade da perseverança nos caminhos do Senhor, bem como com relação à apostasia de muitos que, atraídos pelos falsos ensinos, afastaram-se da verdade do evangelho de Cristo (2 Tm 2.11-13). Por isso, ele diz a Timóteo para trazer “estas coisas à memória” e para não se envolverem em “contendas de palavras, que nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes” (2 Tm 2.14). Sem dúvida alguma, em Éfeso, os falsos mestres apreciavam provocar discussões entre os crentes, visando suscitar dúvidas quanto à sã doutrina.

1. Contendas que Pervertem

É uma das características marcantes dos hereges ou dos apóstatas julgarem-se “donos da verdade”, de terem descoberto “a última revelação” de Deus, segundo suas pesquisas e ensinos deturpados. Normalmente, esses “mestres” são presunçosos, arrogantes e até agressivos. Valem-se da lógica humana, da retórica e das argumentações aparentemente fundadas na Bíblia para impressionar os crentes incautos, que, via de regra, não gostam de estudar a Palavra de Deus. Muitos sequer leem a Bíblia, e, quando muito, o fazem no momento do culto, em que o dirigente convida para a “leitura oficial”. Depois, fecham o livro sagrado, e só o abrem “na próxima semana, no próximo culto”.
São diversos os tipos de “contendas de palavras”, que eventualmente surgem no meio cristão ou entre evangélicos e pessoas de outras denominações ou igrejas. Os salvos em Cristo não devem estar em busca de discussões com pessoas de outras igrejas. Mas, às vezes, oportunidades surgem inesperadamente, e muitos não sabem o que dizer ante argumentações que questionam a fé, em especial, a fé pentecostal.
Já vi de perto, e até participei, de discussão entre irmãos presbiterianos ou batistas acerca da doutrina da salvação. Os pentecostais, em geral, entendem que a expiação feita por Cristo na cruz do Calvário foi para todas as pessoas que o aceitam como Salvador. Os irmãos batistas e presbiterianos, em geral, entendem que somente “os eleitos” ou os “predestinados” têm esse direito. Os pentecostais usam versículos bíblicos para fundamentar sua posição. Os irmãos “calvinistas” também usam a Bíblia para embasarem seus argumentos. Enquanto a discussão é respeitosa, num exercício de afirmação da fé, ou de busca da verdade, é salutar. Mas há ocasiões, em que o confronto torna-se “contendas de palavras, que nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes”. Entendemos que, na eternidade, encontraremos tanto “arminianos” quanto “calvinistas” que forem fiéis a Cristo, lá, no céu.
Os falsos mestres são mais numerosos hoje do que nunca. E os servos de Deus precisam estar bem preparados para saber argumentar em defesa de sua fé, firmada na sã doutrina. Quando surgirem tais “contendas de palavras”, que pervertem, e não levam a lugar nenhum, a melhor coisa é seguir o conselho de Paulo a Tito: “Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs. Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado” (Tt 3.9-11).

2. O Obreiro Aprovado

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15). São várias as características marcantes de um “obreiro aprovado” por Deus. No texto, Paulo apresenta duas qualificações que são fundamentais e indispensáveis para essa aprovação.

1) “Que não tem de que se envergonhar”

Era um conselho pastoral a Timóteo, e não propriamente à igreja em que ele se encontrava. Era uma exortação à integridade espiritual e moral, diante de Deus, da igreja local e diante dos homens. Referia-se ao testemunho que um obreiro cristão deve demonstrar. Jesus disse que o cristão é “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt 5.13). Ou seja, o crente em Jesus, e especialmente o obreiro, o líder, na obra do Senhor, deve ser referência para o mundo! Em outra carta, Paulo diz que o bispo deve ser “irrepreensível” (1 Tm 3.2), de conduta ilibada, que não apresente exemplo negativo de atitude ou ação que desabone sua conduta. O obreiro fiel, além de não se envergonhar do evangelho de Cristo (Rm 1.16), “não tem de que se envergonhar” em sua conduta, em seu procedimento pessoal; não tem o que esconder ou ocultar por ser desonroso em sua vida.

2) “Maneja bem a palavra da verdade”

O verbo manejar tem o sentido de trabalho prático, de manejo, de operacionalidade. Manejar bem quer dizer saber trabalhar um instrumento com eficiência, capacidade e competência. No caso do manejo da Palavra de Deus, por parte do obreiro, remete-nos àquele servo de Deus que sabe usar a palavra no momento certo, e de forma certa. Ao falar para um doente, moribundo, o pregador, o obreiro, o que visita, precisa ter cuidado. O doente espera uma palavra de conforto, mesmo que esteja à beira da morte.
Se o pregador vai falar para pessoas não evangélicas, precisa ter muito cuidado no manejo da palavra. Evangelizar é lançar a “rede” para pescar “os peixes” do mundo para Cristo. Alguns pregam muito, mas não sabem alcançar o coração dos ouvintes, na unção do Espírito Santo e apenas emitem imprecações duras contra quem os ouve.
Além de exortar Timóteo a ser um obreiro aprovado, Paulo recomendou que ele evitasse os “falatórios profanos”, que produziriam “maior impiedade” (2 Tm 2.16). E cita os nomes de dois falsos mestres, chamados “Himeneu e Fileto”, pois, segundo ele, a palavra desses homens era tão má que haveria de roer “como gangrena” (2 Tm 2.17,18). A gangrena é uma enfermidade que destrói a carne de uma parte do corpo físico. A heresia destrói o “tecido” espiritual da igreja, causando uma espécie de “necrose” espiritual. Além disso, esses falsos mestres, que já tinham sido cristãos, “se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns” (2 Tm 2.19). Essa dupla era terrível. E fizeram escola, pois, em muitas igrejas, nos dias atuais, há muitos discípulos deles.

Há muita gente se dizendo cristã, “discípulo”, “levita” e até pastores e pastoras, totalmente desviados dos caminhos do Senhor. Vimos em uma rede social duas “pastoras” lésbicas dizendo que a Bíblia que elas usam é a mesma usada pelos heterossexuais. Estão pervertendo muitas pessoas, por usarem a Palavra de Deus para justificar o que Deus abomina. São da mesma estirpe de Himeneu e Fileto. Mas Paulo diz a Timóteo: “Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade” (2 Tm 2.19). A condenação desse tipo de “crente” será maior ainda, pois estão usando a Palavra de Deus para justificar seu estilo de vida condenado pelo Senhor.

II - DOIS TIPOS DE VASOS

O apóstolo Paulo, homem de muita erudição, poliglota e profundo conhecedor da cultura de sua pátria e de outros povos, conhecia bem os costumes de seu tempo. Ele fazia uso abundante de metáforas, ou figuras de linguagem, para melhor expressar seu pensamento fértil. Depois de exortar Timóteo a precaver-se ou afastar-se dos falsos ensinadores, Paulo usa a figura dos utensílios que existem numa casa, normalmente, em residência de pessoas ricas ou abastadas. E indica dois tipos de “vasos”. “Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra” (2 Tm 2.20). “Grande casa” era o tipo de residência de homens ricos.

1. Vasos de Honra e Desonra

Paulo se referia ao uso de “vasos de ouro e de prata”, que eram usados pelos donos da “grande casa”, em ocasiões especiais, quando havia convidados de honra, como o texto sugere, diferentes em sua natureza dos vasos “de pau e de barro”, que tinham menos valor. Há intérpretes das Escrituras que diferem em suas explicações sobre esses dois tipos de vaso, e sua aplicação à Igreja do Senhor Jesus, mais particularmente, na igreja local. Quem seriam os vasos “para honra”, ou vasos de honra? Pensamos que é razoável entender que, na “grande casa”, figura da Casa do Senhor, há vasos de honra, que são os crentes fiéis, santos, os quais são usados por Deus para honra e glória do seu nome.
Os vasos “de pau e de barro” têm menos valor que os vasos de metais preciosos, acima referidos. Tanto os vasos mais caros (de ouro e de prata) como os menos valiosos, de pau e de barro, em princípio, têm utilidade numa casa. Mas, ao que tudo indica, Paulo queria advertir a Timóteo da existência dos falsos mestres, comparados a “vasos para desonra”, e os verdadeiros mestres, que seriam vasos “para honra”. Entendemos que a figura pode aplicar-se não só aos líderes, ou mestres no ensino da Palavra. Ela pode ser aplicada aos membros do Corpo de Cristo, ou à Igreja, em sua amplitude. Os crentes fiéis, comprometidos com o Senhor Jesus, são “vasos de honra”, enquanto os vasos “para desonra” são os crentes infiéis, que causam problemas e escândalos na Casa do Senhor.
Há comentaristas que evitam a comparação dessa metáfora com a parábola do trigo e do joio, na qual Jesus explica que o “trigo” são os crentes salvos, verdadeiros, sinceros, os “filhos do reino”, que são colhidos para o celeiro de Deus; e que o “joio” são os falsos crentes, os “filhos do maligno”, que têm aparência de cristãos, mas são falsos, e serão lançados no fogo, no Juízo Final (ver Mt 13.24-30 e Mt 13.36- 43). Porém, a analogia é válida, a nosso ver, pois demonstra a natureza dos que são fiéis e dos que são infiéis na casa de Deus.

2. Desejos Ilícitos da Mocidade

No texto, o apóstolo insere uma advertência para a vida pessoal de Timóteo. Paulo sabia que Timóteo poderia ser alvo dos ataques perniciosos na área das tentações carnais. Ele não estava imune ao assédio do Maligno, por meio dos convites e insinuações perigosas perpetradas pelos agentes do Diabo contra os jovens cristãos. Sendo solteiro, Timóteo certamente era visado por mensageiros e mensageiras do Diabo para a prática do sexo ilícito. “Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22). Gordon Fee não entende dessa forma. Acha que “os desejos da mocidade”, dos quais Timóteo deveria fugir, seriam as “paixões voluntariosas da mocidade, que às vezes ama as novidades, as discussões insensatas e as ‘contendas de palavras’ que com frequência levam a brigas”.1 No nosso entender,
Paulo se refere aos “desejos” ilícitos da mocidade, principalmente na área da sexualidade.
Essa solene exortação de Paulo é de grande valor e oportunidade, nos dias presentes. A juventude cristã está sendo prejudicada de forma muito acentuada no que concerne à pureza de pensamentos e na área do sexo. A filosofia liberalista e o relativismo têm causado grande estrago no meio dos jovens evangélicos. As redes sociais, os sites de relacionamento e de entretenimento oferecem espaço livre para a interação sexual virtual e pornográfica. Muitos jovens (e adultos) têm sido laçados pelas redes da fornicação, adultério e prostituição virtual. Há uns quinze anos, pesquisas indicavam que 50% dos jovens evangélicos praticavam o sexo antes do casamento. Hoje, as pesquisas dão conta de que esse percentual tem aumentado significativamente. A organização Christian Mingle, dos Estados Unidos, constatou que 63% dos solteiros praticam sexo antes do casamento.2 No Brasil, há pesquisas não oficiais que indicam que esse índice alcança 57% dos jovens evangélicos. Talvez seja muito mais.
Mesmo que esses índices possam sofrer ajustes, indicam que grande parte da juventude evangélica não valoriza a virgindade, como indicador de pureza moral. E isso é preocupante, pois, ainda que não haja um versículo bíblico explicitamente dizendo que não se deve fazer sexo antes do casamento, há inúmeras referências bíblicas que indicam que o sexo antes do casamento é fornicação. Paulo mesmo tem escritos nesse sentido. (Ler 1 Tm 1.10; 1 Co 5.1; Ap 21.8) O casamento é uma aliança entre um homem e uma mulher que decidem unir-se pelos laços do matrimônio. E instituição divina, criada por Deus, no princípio de todas as coisas, ao criar o homem. Deus não uniu dois adolescentes, ou dois jovens, mas um casal, com todas as potencialidades mentais e físicas para o relacionamento conjugal, visando formar uma família e perpetuar a espécie humana.

Mais grave ainda é o envolvimento de jovens cristãos, rapazes e moças, com a homossexualidade. Tem aumentado, e muito, o número de homossexuais nas igrejas evangélicas. A falta de ensino sobre o assunto, com fundamento seguro na doutrina bíblica; o relacionamento de jovens com homossexuais; o relativismo social, que considera a prática homossexual algo “normal” e até “desejável”, “a forma mais pura de amor”, no dizer de alguns ativistas; a influência perniciosa das novelas, dos seriados, dos filmes e de outros programas na televisão, constituem poderoso estímulo satânico à prática homossexual. Há igrejas de homossexuais, em que “pastores” e “pastoras” usam a Bíblia para justificar o que Deus abomina. E muitos jovens e adolescentes já caíram nas mãos do Diabo. E por demais necessário o ensino fundamentado na Palavra de Deus sobre a condenação explícita e cristalina contra o homossexualismo. No Antigo Testamento, Deus o denominou “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13); No Novo Testamento, Paulo considera “paixões infames”, ato “contrário à natureza”, “torpezas” (ver Rm 1.24-27).

A união conjugal é de tamanha significância que é comparada à união entre Cristo e a Igreja. E deve ser resultado de um namoro e noivado segundo os padrões espirituais e morais, emanados da Palavra de Deus. O marido deve amar sua esposa, “como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela” (Ef 5.25); a esposa deve ser submissa ao esposo “assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido” (Ef 5.24). Desse modo, não faz sentido um jovem unir-se a uma jovem sem se casarem, pois o namoro e o noivado não se revestem da responsabilidade que um deve ter para com o outro. E um relacionamento que pode ser temporário. Mas o casamento é uma relação séria e com propósitos bem definidos pelo Criador. Assim, a inserção de Paulo desse conselho a Timóteo tem grande valor para os dias atuais, contribuindo para a conscientização de nossos jovens acerca do valor da pureza e da santidade no namoro e no noivado, visando a um casamento aprovado por Deus.

3. Com quem o Jovem Deve Andar

Paulo escreveu a Timóteo: “[...] e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22). De um lado, o jovem obreiro deveria fugir dos desejos ilícitos da mocidade, mas deveria, também, saber com quem acompanhar-se para servir a Deus com pureza e santidade. Ele deveria seguir a “justiça, a fé, a caridade e a paz, com os que, com um coração puro, invocam ao Senhor”. Já na primeira carta, Paulo dera exortação idêntica a Timóteo, acrescida de outros termos de grande valor: “Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6.11). A repetição de tal recomendação reflete o cuidado e a preocupação de Paulo com a integridade espiritual do jovem obreiro. O salmista também tinha essa visão acerca de que companheiros um servo de Deus deve buscar: “Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos” (SI 119.63). Certamente, as amizades ruins, mesmo na igreja local, têm sido motivo de desvio e morte espiritual para muitos crentes, em especial jovens e adolescentes.

III - PERSEVERANÇA NA PALAVRA E TRATO COM DISSENSÕES

1. Rejeitando “Questões Loucas”

Após ensinar sobre o que Timóteo deveria cultivar e obedecer, e também rejeitar, Paulo acrescenta que ele deve rejeitar questionamentos que não produzem nem agregam valor espiritual, moral ou cultural, que valorize o conhecimento e a vida cristã. “E rejeita as questões loucas e sem instrução, sabendo que produzem contendas” (2 Tm
2.23). Eram as questões e proposições levantadas pelos falsos mestres ou hereges, que assediavam os irmãos na igreja de Éfeso. Os hereges, julgando-se “doutores da lei”, não entendiam o que diziam ou afirmavam. Mas produziam enormes contendas, lançando uns contra outros, provocando desunião e intrigas entre os próprios crentes.

2. O Servo do Senhor não Deve Contender

No contexto das epístolas pastorais, via de regra, a expressão “servo do Senhor” é mais aplicada aos ministros da Palavra, ou aos líderes das igrejas, principalmente aos que se dedicam ao ensino. Não raro, nas igrejas, aparecem irmãos, que possuem cursos de Teologia, ou de outras áreas acadêmicas, os quais levantam argumentos pessoais contra doutrinas já consagradas ou estabelecidas ao longo dos anos nas igrejas cristãs. Nada temos contra esses cursos, pois, pela graça de Deus, possuímos alguns deles, que muito têm enriquecido nosso ministério de ensino. Mas referimo-nos a ensinadores presunçosos, que procuram angariar simpatia de grupos de crentes para si, a fim de formarem uma facção dissidente no meio dos irmãos. Quanto confrontados pela liderança local, tornam-se opositores velados ou declarados, e, muitas vezes, conseguem fazer dissensões ou divisões. Tais “doutores” andam na contramão do Salmo 133, que diz que é “bom” e “suave”, “que os irmãos vivam em união”. Discordar de algo que merece reparos é natural, mas provocar dissensão e contenda não é coerente com o amor cristão.
Diante dos fatos que conhecia, Paulo exorta a Timóteo a evitar tais contendas e litígios, envolvendo a doutrina, e as provocações dos contendores que surgem no meio da igreja local: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor” (2 Tm 2.24). Conselho sábio, de um pastor experiente, culto e bem firmado na sã doutrina cristã, a um jovem obreiro, que ainda teria muito o que aprender, ao longo dos anos de seu ministério.
Paulo diz que “não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos”. Há casos, reconhecemos, em que a liderança da igreja comporta-se à altura das situações de litígio, usa de mansidão, de compreensão e bondade, mas os opositores querem mesmo é fazer a divisão, abrir uma igreja, criar um ministério dissidente, e tornarem-se “pastores-presidentes”. Nesse caso, é melhor deixar com Deus, que a tudo julga e a todos avalia com sua reta justiça. O líder cristão nunca deve fazer “o jogo” dos dissidentes. Diz provérbios: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).

3. Instruindo com Mansidão

Completando seu ensino quanto aos que se levantam contra a liderança da igreja, por diversas razões, Paulo diz a Timóteo como deve o líder se comportar. Não precisa contender, atendendo às provocações dos falsos mestres ou dos dissidentes, os quais agem por ação maligna para causar descontentamento, inquietação e desunião no meio dos irmãos: “instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em cuja vontade estão presos” (2 Tm 2.25,26). O obreiro precisa saber administrar esse tipo de conflitos com opositores.

CONCLUSÃO

A liderança cristã é um desafio de grandes proporções. A igreja, mesmo no sentido local, não é uma empresa, que se rege por leis e regras formais, embasadas nos princípios jurídicos. A igreja local precisa de normas, no sentido da administração eclesiástica, mas sua Lei Maior é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Na administração das igrejas, por vezes, surgem conflitos de ordem espiritual, doutrinária ou humana. Daí por que há necessidade de preparo e capacitação de líderes, que saibam não só ministrar o ensino, mas, com o uso adequado dos princípios bíblicos, resolver questões diversas que podem desestabilizar o ministério e a própria liderança. Mas Paulo, em suas cartas a Timóteo, nos dá preciosos ensinamentos sobre como tratar os conflitos nas igrejas.

Notas

1 Gordon D. FEE. Novo comentário bíblico contemporâneo. 1 & 2 Timóteo e Tito, p. 278.
2 Mais da metade dos solteiros cristãos fazem sexo antes do casamento. Disponível em http://noticias.golpelprime.com.br/pesquisas. Acesso em 10 de fevereiro de 2015.


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