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domingo, 24 de agosto de 2014

A verdadeira sabedoria se manifesta na prática - Lição 9

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Tiago aborda em sua carta diversos assuntos, e entre eles, a sabedoria tem um espaço de destaque. Desta vez, o apóstolo qualifica as características da sabedoria, além da maneira como devemos demonstrá-la.

I.   A CONDUTA DEMONSTRA QUE TIPO DE SABEDORIA TEMOS 

A sabedoria não se mostra apenas com discursos

Um cristão desejoso de crescer na vida cristã certamente privilegia a palavra falada e escrita. Lemos a Bíblia e ouvimos as pregações em nossas igrejas, e cremos que os discursos são elementos de comunicação que atingem sua finalidade: convencer pessoas e motivá-las a que tenham atitudes que agradem a Deus.
Entretanto, devemos nos lembrar de que a sabedoria não é demonstrada apenas em nossos discursos, mas também em nossas atitudes. Palavras, como diz a sabedoria popular, o vento leva. Entretanto, atitudes falam mais alto do que nossas próprias palavras, e ficam marcadas em nossas vidas.

A Carta de Tiago é um conjunto de sermões que tratam de modo muito prático a forma como um servo de Deus deve viver, e isso inclui agir com sabedoria em todos os momentos. Na vida cristã não vale a máxima Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. Na visão do apóstolo, mais que palavras sendo apresentadas de forma correta e com sentido, valem as atitudes corretas. Essas sim, tem mais sentido do que palavras vazias e sem exemplo de vida.

Discursos, por mais elaborados que sejam, tornam-se inócuos se desprovidos de atitudes que os espelhem. Se uma organização anuncia como parte de seus valores o respeito por seus clientes, e na prática trata de forma desleixada essas mesmas pessoas, cairá no descrédito e ainda poderá ter dificuldades judiciais por danos causados, gerando um comprometimento sério à sua imagem. Da mesma forma ocorre com um discurso cristão que acaba sendo visto como vazio por estar distante da prática. Deus espera ver em nós atitudes condizentes com o que ensinamos e pregamos, para que a mensagem do evangelho seja não apenas um conjunto de palavras bem apresentadas, mas acima de tudo, o poder de Deus manifesto em nossas vidas, moldando-nos de acordo com a sua vontade e mostrando ao mundo a diferença que Deus faz.

Inveja e Facção

Inveja e facção são dois sentimentos que andam muito próximos de nós. Tida como um dos sete pecados capitais, a inveja é caracterizada pelo desgosto que uma pessoa tem em relação a outra pessoa e contra o que essa outra pessoa possui. Diferente da arrogância, que faz com que o arrogante veja outras pessoas como se ele estivesse em uma posição superior, o invejoso vê a si próprio como uma pessoa que está em posição inferior. Ele imagina que a pessoa alvo de seu sentimento não é digna de ter o que tem, e se imagina como merecedora daqueles talentos, dons ou bens que a pessoa tem.
A facção é o desejo de divisão. É aquele sentimento que não se contenta em presenciar a unidade de um grupo. Pessoas unidas tendem a ser mais exitosas em seus intentos, mas grupos divididos não costumam ter força suficiente para alcançar desafios. Por isso o sentimento faccioso é tão importante para Satanás. Ele sabe que quando há unidade na igreja local, as pessoas oram mais umas pelas outras, são mais misericordiosas, ajudam-se e buscam sempre a solução de possíveis conflitos, de forma que a igreja fica fortalecida. Mas se uma igreja é dominada pelo espírito faccioso, não poderá crescer, mesmo que seja rica em dons e manifestações espirituais.

II.   O MAL PREVALECE ONDE HÁ INVEJA E SENTIMENTO FACCIOSO

A maldade do coração humano

Uma das questões mais difíceis com que temos de lidar é a capacidade de o coração humano ser mal. Há muitos gestos de bondade, generosidade e altruísmo ao longo da história em todas as culturas, mas há muito mais registros da capacidade má do homem agindo tanto em grupo quanto individualmente.
A maldade humana se desenvolve na mais tenra idade, e não são poucos os atos maldosos cometidos por crianças e adolescentes. Gênesis 8.21 fala: “E o SENHOR cheirou o suave cheiro e disse o SENHOR em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como fiz”. É importante que saibamos desse detalhe para que invistamos na apresentação do evangelho também para as crianças, a fim de que ainda pequenas tenham a oportunidade de conhecer a Jesus Cristo e receberem a salvação.

A maldade do coração humano é vista não apenas entre as pessoas que não conheciam ao Senhor, mas igualmente entre o povo de Israel. Jeremias, usado por Deus, reclamou com os habitantes de Jerusalém sobre suas atitudes: “Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva; até quando permanecerão no meio de ti os teus maus pensamentos?” (Jr 4.14). Até entre o povo de Deus houve manifestação de maldades e de pensamentos ruins. Jeremias ainda reitera a capacidade má que o coração humano possui: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Mas o mesmo Jeremias, depois de advertir da existência da perversidade do coração humano, declara também o resultado dela: “Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações” (Jr 17.10).

Inveja e facção geram desordem


Já identificamos a inveja e a facção como dois sentimentos ruins. Então pensemos no mal que essas duas podem fazer em nossas vidas e até na igreja.
A igreja de Corinto é um exemplo clássico de comunidade que foi atingida pela desordem, fruto de facções. Nessa igreja, conforme vemos no texto sagrado, encontravam-se cristãos que haviam recebido dons espirituais. Infelizmente, há cristãos que rotulam a igreja de Corinto como uma igreja pentecostal: cheia de dons espirituais e problemática, como se ser pentecostal e crer na contemporaneidade dos dons fosse uma porta de entrada para uma bagunça generalizada. Na verdade, não eram os dons que traziam problemas para a igreja de Corinto, pois eles foram dados por Deus. O problema no caso era o espírito faccioso que havia naquela congregação.

Os dons de Deus não trazem confusão, e ainda que algumas reações humanas aos dons espirituais possam ser novidade e até questionáveis, elas não esvaziam a intenção de Deus: edificar o corpo de Cristo e promover o crescimento dos crentes. Corinto não tinha uma igreja com graves problemas por causa dos dons espirituais, mas porque aqueles crentes viviam em uma cultura que ia na mão oposta à lei de Deus, e esses mesmos crentes precisavam aprender que era necessário melhorar em muitos aspectos. A igreja, por desconhecer a forma correta de utilização dos dons, passou por diversos problemas, até que fosse orientada pelo apóstolo Paulo não apenas em relação ao uso correto dos dons, mas igualmente quanto à prática da comunhão.

Mas voltemos ao centro do assunto: o problema não estava nos dons espirituais, pois eles foram dados por Deus para a edificação da igreja. O problema estava no partidarismo daquela congregação. Aqueles crentes eram muito divididos. Uns eram de Paulo, outros de Apoio, outros de Pedro e outros, de Jesus. Como pode uma igreja ser sadia se seus membros competem entre si, e trabalham em prol de grupos internos? O problema não eram os dons espirituais, e sim a desunião do grupo.

E o que dizer da inveja? De acordo com Tiago, ela colabora com a perturbação e toda obra perversa. Pessoas dominadas pela inveja não conseguem contribuir nem com sua própria vida nem com as pessoas que a cercam. A inveja faz a pessoa perder o foco em si mesma e em Deus, além de fazer com que ela se concentre em outras pessoas, como se elas tivessem tudo e o invejoso, nada. Os talentos e bens dos outros são o alvo dos invejosos, que buscam ter justamente aquilo que outras pessoas têm. Não raro, pessoas dominadas pela inveja não desejam apenas ter o que o outro tem, mas se possível, desejam ver aquela pessoa sem aquilo que tem.

Quer dizer, não basta para o invejoso ter alguma coisa; ele precisa ver o outro sem nada. Isso mostra que a inveja é um dos sentimentos mais negativos do ser humano. Se o orgulho faz com que as pessoas olhem os outros como se eles estivessem abaixo, a inveja faz com que o invejoso esteja numa posição acima. O invejoso deseja tudo o que o seu alvo tem, desde a aparência, relacionamentos, estudos, bens, sucesso.
Inveja não é olhar para as pessoas como uma fonte de inspiração com o objetivo de ser como elas. Inveja é desejar ter o que o outro tem, mas desejar também que o outro não tenha nada. Pessoas invejosas não conseguem ser agradecidas, pois estão em busca do que ainda não possuem e não conseguem agradecer a Deus por aquilo que já conquistaram e receberam. Elas só enxergam o que ainda lhes falta.
Não há possibilidade de crescimento espiritual para pessoas cheias de inveja e facciosas, a menos que elas renunciem esses sentimentos e sejam cheias do Espírito Santo, a fim de que sejam controladas por Ele.

Obras perversas


Tiago trata em sua Carta sobre boas obras, mas ele também fala sobre obras perversas. Enquanto as boas obras são um fruto da sabedoria divina e demonstração da nossa fé em Cristo, as obras perversas são uma extensão da malignidade humana. Tiago recomenda que se esses sentimentos já estão no coração do leitor ou ouvinte da carta, que ele não se glorie nem se dê à mentira. Pode haver pessoas que se consideram corretas com essas coisas, mas aos olhos de Deus, precisam agir de forma a renunciar tudo isso e abandonar tais práticas, e não ocultá-las.

III. AS QUALIDADES DA VERDADEIRA SABEDORIA


A sabedoria tem características específicas, e pela forma como estão descritas, entendemos que são demonstradas na prática do dia a dia. Lembremo-nos de que Deus é a fonte dessa sabedoria, e, portanto, suas características estão estampadas na Palavra de Deus.
Ela é moderada. Moderação é sinônimo de equilíbrio. Nesse sentido, nossas atitudes precisam ser da mesma forma conduzidas pela imparcialidade e capacidade de manter-nos isentos. Deus não é parcial, e espera que sua sabedoria manifesta em nós siga esse mesmo modelo. Isso requer um grande trabalho de nossa parte, pois nossa tendência sempre é pender para algum “lado da balança” na tomada de decisões ou ações. Ser imparcial, ser moderado, é, sem dúvida, sinônimo de racionalidade.

Ela é cheia de misericórdia. O homem sábio tende a ser misericordioso. Ele sabe que Deus é misericordioso com nossas falhas e está pronto a oferecer seu perdão, Deus nos mostra a importância da misericórdia em diversas passagens bíblicas.
Por ocasião do pecado do rei Davi, este “reconheceu que se Deus o tratasse apenas com justiça, e não com misericórdia, ele seria destruído pela ira de Deus. Frequentemente queremos que Deus nos mostre sua misericórdia e, às outras pessoas, justiça. Na sua bondade, Deus nos perdoa, em vez de nos dar o que merecemos”. Deus é misericordioso, e espera que aqueles que receberam sua sabedoria sejam misericordiosos também.

Ela é cheia de bons frutos. A sabedoria é vista não apenas em uma única característica, mas em várias. Os frutos são o produto final de uma semente que foi plantada, germinou e cresceu, e que depois se multiplicou em várias outras sementes. Os frutos não aparecem de um dia para o outro; precisam de tempo para crescer, e quando amadurecidos, podem dar continuidade à vida.
Ela é sem parcialidade. De acordo com o grande pregador clássico Matthew Henry, “A palavra original, adiakritos, significa sem suspeição, ou livre de julgamento, não fazendo conjecturas ou diferenças indevidas na nossa conduta maiores a uma pessoa do que a outra.” A pessoa parcial é aquela que trata ou julga outras pessoas com definições pré-constituídas, ou seja, não vai se deixar ser conduzida pelo bom senso. A parcialidade mostra que somos capazes de julgar e agir de acordo com nossas preferências, e não de acordo com os fatos.

Ela é sem hipocrisia. A falsidade ou o fingimento não acham lugar dentro do coração da pessoa sábia, pois tal pessoa sabe que a hipocrisia pode atrapalhar nosso relacionamento com Deus e com o próximo. Jesus foi tão enfático em seus ensinamentos no tocante à falsidade que recomendou que quando seus seguidores trouxessem suas ofertas ao altar e se lembrassem de que tinham desavenças com outro irmão, que deixassem sua oferta diante do altar, voltassem e se reconciliassem com seus desafetos, para depois, sim, apresentar ao altar a oferta. Já foi dito que a hipocrisia é a arte de exigir dos outros aquilo que não praticamos. Ela é tão danosa que pode nos levar a ofertar pelos motivos errados, apenas para demonstrar o quanto estamos aparentemente bem com Deus.

Jesus encarou em seu ministério terreno pessoas que se diziam religiosas, mas que em suas práticas demonstravam sua hipocrisia.
Jesus expôs repetidas vezes as atitudes hipócritas dos que conheciam as Escrituras mas não obedeciam a elas. Não se importavam em ser santos, mas apenas em parecer santos, para receber a admiração e o louvor do povo. Hoje, como os fariseus, muitas pessoas que conhecem a Bíblia não permitem que ela modifique suas vidas.
Esse é o padrão de Deus na demonstração de sua sabedoria. Que assim possamos ser, para realmente fazer um diferencial no Reino de Deus neste mundo.

                                              Alexandre Coelho


                                            Bibliografia

Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. CPAD
Vincent — Estudo no Vocabulário Grego do Novo Testamento. CPAD
Mathew Henry — Comentário Bíblico do Novo Testamento. Atos a Apocalipse. CPAD
Comentário Bíblico Beacon — Volume 10. CPAD
Comentário Bíblico pentecostal do Novo Testamento — Volume 2. CPAD
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. CPAD Teologia do Novo Testamento. Roy B Zuck. CPAD Dicionário Vine. CPAD Dicionário Bíblico Wycliffe. CPAD.
O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Russel Norman Champlin. Milenium.
Uma Introdução aos Escritos do Novo Testamento. Erick Mauerhofer, Editora Vida.
Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 399
Estudos no Cristianismo não Paulino. F F Bruce. Shedd Publicações.
Homens com uma Mensagem. John Stott. Cultura Cristã
Introdução ao Novo Testamento. D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris. Vida Nova.
O Novo Testamento, sua Origem e Análise. Merril C. Tenney. Vida Nova.

Panorama do Novo Testamento. Robert H. Gundry. Vida Nova.


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Lição 9: A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática

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TEXTO ÁUREO

"Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria"  (Tg 3.13).

VERDADE PRÁTICA
A verdadeira sabedoria não se manifesta na vida do crente através do discurso, mas das obras.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tiago 3.13-18

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Palavras Chave
Sabedoria do Alto: Nesta lição, é está conectada com viver em obediência no dia a dia. É viver no mundo de Deus pelas regras de Deus.

Tiago se refere à sabedoria em duas passagens: 1:5,onde incentiva as pessoas a buscarem a sabedoria para agirem de modo correto quando estão  sendo provadas. Da mesma forma como no AT, nesta passagem sabedoria refere-se aos propósitos e caminhos de Deus e, como consequência, a maturidade espiritual como resultado de quem a possui; e 3:13-18, onde Tiago compara a sabedoria terrena, não-espiritual e demoníaca com a sabedoria que vem do céu. Como no AT, aqui a sabedoria está ligada com o comportamento. O autor irá mostrar que pessoas com a sabedoria errada são egoístas e se envolvem em muitas discussões e brigas. Mas aquelas que possuem sabedoria divina são humildes e estão ansiosas para fazer o bem. Você aprenderá nesta lição que o verdadeiro sábio é conhecido por suas obras, ações e não pelo seu grau de intelectualidade.

I. - A CONDUTA PESSOAL DEMONSTRA SE A NOSSA SABEDORIA É DIVINA OU DEMONÍACA (Tg 3.13-15)
1. Sabedoria não se mostra com discurso (v. 13). Esta passagem começa com uma pergunta: "Quem é sábio e entendido entre vós". A palavra “sábio” (em grego “filósofos”) não se refere ao conhecimento acadêmico, mas a alguém com discernimento moral e habilidades para lidar com as dificuldades da vida diária. A posse da verdadeira sabedoria requerida por Deus, é cheia de boas obras e não apenas por palavras ou por mostrar seus graus universitários.
O conhecimento e a sabedoria não são a mesma coisa. O conhecimento é a coleta de dados e a sabedoria é usar dados de forma inteligente, com discernimento. Sabedoria é a capacidade de utilizar os dados de forma responsável. Uma pessoa que passa sua vida buscando o conhecimento, ou aquele que conhece a fundo um campo científico, pode não ter nada de sabedoria, enquanto que um pobre camponês que mal sabe ler pode ser sábio. O Sábio descobriu a verdade sobre o mundo de hoje e a ordem da vida humana. Tem à vista e nunca se esquece do reino eterno de Deus, que é o resultado. Sabe que, para ele e para todos os homens, a vontade de Deus é suprema. Tem, portanto, o poder e o hábito de formar um julgamento justo sobre riqueza e pobreza, alegria e tristeza, bem-estar e dor, honra e desgraça, e todos os incidentes da experiência humana. Tem uma visão clara das leis que regem a conduta e princípios, que formam o caráter humano. Pois para Tiago, devemos olhar para a conduta de uma pessoa para saber se ela é sábia. A sabedoria que Ele tinha em mente não era aquela que era resultado do que é pensado ou falado, mas o que é feito. A sabedoria que afeta apenas a mente e não afeta o nosso comportamento não é a sabedoria que vem do alto.
2. Inveja e a facção (v.14).  Tiago destaca duas características da pessoa que tem uma sabedoria terrena, animal e diabólica: 1º Amarga inveja (v. 14). Quanto desse fruto nocivo é encontrado em nossas igrejas. A inveja do progresso material de um irmão ou do seu crescimento espiritual ou posicionai dentro da igreja, por exemplo. A inveja por parte de alguns daqueles que exercem cargos de liderança na igreja tem perturbado bastante o desenvolvimento da obra de Deus. Na vida do rei Saul encontramos a manifestação devastadora do ciúme e da inveja. Para Saul era inconcebível que as mulheres em Jerusalém cantassem: “Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares. Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares: ha verdade, que lhe falta, senão só o reino? (1 Sm 18.7,8) O que Saul não sabia era que ele mesmo, e não Davi, seria a vítima da sua atitude de inveja e ciúmes. O que começou com uma aparente “inocente” atitude de ciúme, desdobrou-se em raiva e consequente tentativa de assassinato, e com tudo isso, o temor: “E temia Saul a Davi, porque o Senhor era com ele e se tinha retirado de Saul” (1 Sm 18,12). 2º Sentimento faccioso (v.14) O espírito de facção no seio da comunidade cristã é de inspiração diabólica. O Espírito de Deus nada tem a ver com as divisões e partidarismos eventualmente surgidos na. Igreja de Jesus Cristo |Para muitos í crentes, hoje, a glória é pertencer a esta ou àquela igreja, a este ou àquele ministério, enquanto que para eles os demais crentes são cristãos de segunda categoria, isto é um desserviço ao reino de Deus e uma forma de rompimento dos sagrados laços do amor fraternal.
Esta tendência de criar facções e partidos dentro da Igreja de Jesus Cristo não é tão recente como alguns possam imaginar. Já nos primórdios da Igreja havia aqueles que estufavam o peito e arrogantemente diziam: “Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo...” (1 Co 3.4). A esses o apóstolo Paulo censurou veementemente: “Ainda sois carnais. Pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?... Porventura não sois carnais?”(1 Co 3,3,4).
3. Sabedoria do alto e sabedoria diabólica (v.15). Há uma "sabedoria do mundo" (1 Co 1:20, 21). Não se deve confundir conhecimento do mundo com sabedoria do mundo. Por certo, este mundo possui muito conhecimento, e somos todos beneficiados por ele, mas há pouca sabedoria. O ser humano é capaz de desvendar os segredos do universo, mas não sabe o que fazer com eles. Quase tudo o que descobre ou cria volta-se contra ele. Mais de um século atrás, Henry David Thoreau advertiu que possuíamos "meios perfeitos para alcançar fins imperfeitos".
O mundo, por sua sabedoria, não conhece a Deus, e sua sabedoria rejeita o próprio evangelho de Deus. "Porque, a palavra da cruz é loucura para os que perecem" (1 Co 1:18). Uma vez que o mundo afastou-se de Deus, perdeu a sabedoria. Todo aumento do conhecimento humano serve apenas para amplificar os problemas. "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência" (Pv 9:10). "Não há temor de Deus diante de seus olhos" (Rm 3:18).
Mas tal "sabedoria terrena" também é demoníaca". Começando em Gênesis 3, quando Satanás conseguiu enganar Eva, e se estendendo por toda a Bíblia, vemos uma "sabedoria de Satanás" operando em oposição à sabedoria de Deus. Satanás convenceu Eva de que ela seria como Deus. Disse-lhe que a árvore a tornaria sábia. Desde esse acontecimento, as pessoas continuam acreditando nas mentiras de Satanás e tentando tornar-se os próprios deuses (Rm 1.18-25). Satanás é astuto; é a antiga serpente! Tem uma sabedoria que desorienta e confunde o que não conhece a sabedoria de Deus.

II. ONDE PREVALECEM A INVEJA E SENTIMENTO FACCIOSO, PREVALECE TAMBÉM O MAL (Tg 3.16)
1. A maldade do coração humano. Onde o coração dos indivíduos é errado, também será achada uma variedade de pecados sem fim. Dito em outras palavras: nada bom pode jamais crescer numa atmosfera em que os homens estão em oposição uns aos outros. Um grupo, uma Igreja, qualquer associação de pessoas onde há inveja e contenda é um solo árido e estéril, no qual as sementes da justiça nunca podem crescer, e do qual não pode vir recompensa alguma.
Embora ainda crendo numa mudança, somos levados a compreender que quando a fé se extingue, é Deus que morre, tornando-se doravante inútil para muitos cristãos. E nessa inutilidade muitos que se dizem crentes permitem-se as mais detestáveis maldades do coração. Simplesmente porque se deixaram minar pelo mal e perderam o elo com tudo o que significava fé verdadeira. Sei perfeitamente que ninguém pode sondar o coração de ninguém, e o único que o pode fazê-lo parece ter morrido nesses corações. Essa talvez seja a única explicação para toda essa maldade hodierna vivida por muitos que se dizem cristãos.
2. A inveja e a facção instauram a desordem. Uma coisa leva inevitavelmente à outra numa sequência de e efeito. Se há inveja, então há confusão. O que é inveja? Eis uma explicação: “Inveja é o desgostar-se com ressentimento e ódio da boa fortuna ou bênção de outra pessoa”. Tiago chama a inveja de “amarga” (3.14). A inveja destrói a confiança mútua, desintegra a unidade e é de criação demoníaca. Como Tiago indica, a inveja transforma-se em facção. A expressão facção “demonstra algo de conotação negativa associada à palavra anarquia”. Além disso, o sentimento faccioso, ou ambição egoísta, invariavelmente leva a toda espécie de coisas ruins, porque seus motivos egoístas se sobrepõem e eliminam o amor a Deus e ao próximo. A ambição em si é uma força benéfica, que busca promover o bem-estar dos outros. Quando torna-se egoísta, a ambição leva à prática de coisas ruins. Ao observar a inveja e as brigas entre os coríntios, Paulo os admoesta por serem carnais (1 Co 3.3). Os crentes, pelo contrário, devem ser companheiros de tudo que é espiritual.
As dissensões eclesiásticas sempre foram caracterizadas por pessoas dominadas com espírito faccioso, e quanto mais homens carnais são exaltados e transformados em heróis, ou se apresentam a outros como tais, maior é o desastre.
3. Obras perversas. No grego, o adjetivo é phaulos, que significa vil, depravado, indigno, ruim. O autor sagrado não enumera as coisas que ele tinha em mente, porque, provavelmente,  deixa isso em aberto, para ser preenchido pela imaginação dos seus leitores. Podemos pensar em imoralidades, desonestidade, furtos dos fundos da igreja, desrespeito à autoridade, filhos desobedientes. O que tiver de entortar, será entortado, porquanto a base espiritual da igreja já foi destruída. Em suma, cada uma das “obras da carne” (ver Gl 5.19-22) será praticada. O estado da igreja local inteira tomar-se-á vil, contrário totalmente às exigências morais do evangelho. Onde sentimentos como inveja e facção existem, e especialmente quando existem no coração daqueles que almejam ser mestres, aí há perturbação e toda obra perversa. Aquilo que é um sentimento interior produz atitudes exteriores. “perturbação” vem da mesma palavra que Tiago usou para descrever a pessoa “inconstante” (1.8) e a língua como um mal “incontido” (3.8). A ideia geral é de um estado de desordem, que expressa bem a situação em que ficam as igrejas quando predominam líderes e cristãos cujo coração está cheio de inveja amargurada e sentimento faccioso (3.14).Um exemplo é Babel, onde o Senhor “confundiu a linguagem de toda a terra”, evento seguido pela dispersão daqueles que antes eram um único povo (Gn  11.9). Além disso, tais sentimentos causam “toda a obra perversa” (“toda espécie de males”, NVI). Essa expressão genérica de Tiago engloba tudo aquilo que é vil, perverso, maléfico para a vida das comunidades cristãs. Veja a lista das obras da carne em Gálatas 5.20. As obras de Caim são chamadas de “más” e tiveram origem na inveja amargurada que nutriu contra seu irmão Abel (1 Jo 3.12).
III. AS QUALIDADES DA VERDADEIRA SABEDORIA (Tg 3.17,18)
É significativo o contraste entre a sabedoria do mundo e a "verdade que vem do alto" (1:17). Tiago elabora em sua explicação, proporcionando aos leitores uma visão gráfica das oportunidades que os irmãos tinham em suas mãos como homens livres.
Há oito palavras que descrevem a sabedoria que vem de Deus e que todos anseiam. Ao estudar estas palavras, você deve se perguntar se isso já está presente em sua vida. Concentre-se em maneiras que você pode aprender a produzir essas características, no futuro. Dessa forma, você se moverá em direção à sabedoria. Na verdade, quando você perceber a bênção que isso pode lhe dar, vai querer adotar.
1. A verdadeira sabedoria é pura. A pureza se constitui num dos aspectos da perfeição divina e de tudo quanto se relaciona a ela (1 Jo 3.3; Mt  5.8). Não é suficiente apenas limpar a parte externa do copo, ou seja, removendo apenas os serviços mais visíveis, e deixar o interior sujo (com pecados secretos). Isso é o que fizeram os fariseus com a sua religião (Mt 23.25-26). Você precisa de uma transformação total que só o Senhor pode conceber.
O termo grego empregado no texto de Tiago é agné, geralmente está associado com purificação cerimonial. A purificação cerimonial era uma exigência do culto no judaísmo para agradar a Deus. Uma pessoa impura não podia participar dele. Até aqueles que eram designados para conduzir os vasos do Senhor tinham que ser puros (Is 52.11).
O cristão precisa se esforçar para manter um grau de pureza constante. João escreve literalmente: Que o sangue de Cristo "nos purifica de todo pecado" (1 Jo 1.7 o verbo é limpo em tempo contínuo). Enquanto o cristão "andar na luz" da verdade e servir a Deus com sinceridade, o sangue de Cristo continuará a purificá-lo de todo o pecado que pode o manchar.
2. A verdadeira sabedoria é pacífica. O termo grego usado é eiréne e traz o sentido de um estado de ordem de segurança e isenção de ódios. Assim como a sabedoria ajuda a ter uma boa comunhão com Deus, através do sangue purificador de Jesus Cristo, também se manifesta em estabelecer a correta relação com outros seres humanos. Onde quer que a sabedoria do mundo crie conflitos, a sabedoria divina traz paz, porque a pessoa desenvolve um coração amoroso e pacífico, que contribui para uma comunhão harmoniosa, sem que haja ações judiciais, nem participação em controvérsias desnecessárias.
3. A verdadeira sabedoria é tratável. O termo sugere gentileza, uma forma de cavalheirismo com as pessoas. Isso significa também que devemos ser respeitosos com os sentimentos dos outros. Os portadores desta sabedoria são considerados moderados e cheios do Espírito de Deus. Não insistem na obtenção de seus direitos, mas estão atentos ao seu parceiro, com uma tendência para o perdão. Não é meticuloso com a letra da lei. Evita a dor e ferir os sentimentos de alguém. A raiz da palavra (amigo) é o amor, a essência de nosso Senhor, porque Deus é amor. A violência verbal e os ataques de alguns cristãos mostram que nada aprenderam do Cristo manso e humilde de coração (Mt 11.29).
4. A verdadeira sabedoria é moderada. A sabedoria divina é moderada, fácil de dialogar e concisa. Não é rígida e pode persuadir. Está pronta para ouvir e se comprometer. Se esse tipo de sabedoria estivesse disponível em abundância no nosso tempo, um grande número de problemas familiares, pessoais e sociais seria facilmente resolvido. Quando as crianças escutam seus pais, quando as minorias têm certeza de que são a maioria, quando os jovens estão confiantes de que o maior reconhecimento é da sua presença, e quando as instituições de segurança marginais não são ignoradas, então há esperança de criar bons relacionamentos.
5. A verdadeira sabedoria é cheia de misericórdia. Tenha compaixão por aqueles que estão em apuros. Se você está sofrendo justa ou injustamente, imite o exemplo do filho de Deus, que sentiu a dor dos outros. Ainda seguindo o exemplo divino, aja segundo a sua misericórdia e compaixão. Quanto mais justa uma pessoa for, mais misericordiosa ela será. E quanto mais pecaminosa uma pessoa for, mais dura ela será.
6. A verdadeira sabedoria está cheia de bons frutos. A compaixão de um cristão vai além de uma mera emoção e atua fazendo boas obras. Uma coisa é ver alguém em necessidade e dizer algumas palavras, balançar a cabeça e dizer a outra pessoa como você se sentiu mal ao ver o sofrimento de alguém. Outra coisa, é ver alguém em necessidade e sacrificar o seu tempo, dinheiro e esforço físico para ajudá-lo.
Como o Bom Samaritano demonstrou misericórdia para com os feridos na estrada de Jerusalém a Jericó? (Lc 10.37). Como podemos mostrar a nossa misericórdia para com as pessoas que estão lutando? Num domingo, eu estava no caminho para a igreja para pregar e cantar louvores a Deus, quando percebi que uma família conhecida não era capaz de ir à igreja. Virei-me para ajudá-los a ir para o culto. A Sabedoria divina nos permite substituir as boas intenções em boas ações.
7. A verdadeira sabedoria é sem parcialidade. Esta é uma sabedoria inerentemente, estável e mostra uma forma condizente com a ação. A sabedoria que vem do alto nos capacita a ter uma visão firme, confiança total em Deus e em sua Palavra. É importante para nós ter uma mente aberta sobre coisas que ainda não estão totalmente analisadas. Além disso, estaremos prontos para contribuir com a nossa opinião em harmonia com qualquer outra verdade que possamos aprender, mas temos de reconhecer o fato de que os fundamentos da fé não são escuros e difíceis, pelo contrário, são fáceis de aprender. O discípulo fiel do Senhor confirma suas convicções. A hesitação, que é uma disposição mutável, não é útil para o crescimento cristão, para o serviço na vinha do Senhor. Nem é originada da sabedoria divina.
8. A verdadeira sabedoria não possui hipocrisia. Esta é uma sabedoria honesta. Não finja ser o que não é. Não coloque máscara para esconder motivos desonestos. Haja, sem a utilização de armadilhas ou truques psicológicos para ensinar a verdade. Não utiliza o engano para obter seus próprios fins. Não é uma sabedoria hábil em disfarçar e ocultar seus verdadeiros propósitos e motivos. A sabedoria cristã é honesta; nunca pretende ser o que não é; nunca faz uma comédia para obter seus fins.
Finalmente, Tiago diz algo que toda Igreja, todo agrupamento e toda irmandade cristã deveria lembrar e ter escrito em seu coração: "O fruto de justiça se semeia em paz para aqueles que fazem a paz". Esta é uma expressão extremamente concisa. Comecemos lembrando que paz (Gr. eirene) significa relação correta entre homem e homem, significa um estado no qual os homens se acham numa ininterrupta amizade e camaradagem entre si.
Nada de bom pode jamais crescer numa atmosfera em que os homens estão em oposição uns aos outros. Um grupo, uma Igreja, qualquer associação de pessoas onde há amargura e contenda é um solo árido e estéril,no qual as sementes da justiça nunca podem crescer, e do qual não pode vir recompensa alguma. O indivíduo que perturba as relações pessoais, que é responsável por contendas e rancores se excluiu a si mesmo da recompensa que Deus outorga aos que vivem conforme a sua vontade. Sem corretas relações entre homem e homem a justiça não pode existir, e todo esforço humano em prol da justiça resulta inútil e estéril.

CONCLUSÃO
Pelas características gerais descritas e os aspectos particulares da sabedoria, podemos concluir que a verdadeira sabedoria é antes de tudo um conceito prático, é um conhecimento que não nasce da especulação, mas da experiência. Geralmente, os idosos a possuem porque já passaram pelo curso da existência, por isso podem oferecer bons conselhos. Desta forma a ministração da justiça no antigo Israel era feita por um grupo de anciãos, pessoas experientes que ocasionalmente se transformavam em juízes e julgavam em lugar público, à porta de entrada da cidade (Rt 4:1-2). A sabedoria em sua essência é o respeito ao Senhor e o levar Deus a sério, obedecê-lo aqui na terra, pois do contrário teremos de nos defrontar com Ele no dia do juízo (Hb 4:13; 11:6).

Bibliografia:
·         Barclay, William. Comentário do Novo testamento - Tradução: Carlos Biagini;
·         Bui , Reinaldo. Devocional em Tiago – Apostila;
·         De Oliveira, Raimundo. Lições Bíblicas Maturidade Cristã. 1º Trimestre de 1989. CPAD;
·         Kistemaker, Simon J.. Comentário do Novo Testamento - Tiago e Epistolas de João Cultura Cristã;
·         Nicodemus, Augustus. Interpretando a Carta de Tiago. Editora Cultura Cristã;
·         Revista de Adulto – Tiago a Fé em Ação – Editora Cristã Evangélica;
·         Seckler, Lou. Aprenda A Viver - Lições Do Livro De Tiago;
·         Wiersbe, Warren W.. Comentário Bíblico expositivo – Novo Testamento. Vol.2.  Geográfica Editora.

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O Papel da Comunicação no Processo Educativo

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Introdução
Que faz um professor quando ensina? Naturalmente ele se comunica com a classe. Sua intenção primordial é fazer com que seus alunos entendam perfeitamente sua mensagem, isto é, o conteúdo do ensino. Em suma, o ensino é um processo de comunicação em que o professor, através de vários procedimentos e informações, orienta e dinamiza a aprendizagem.
A maioria das funções do ensino é cumprida exatamente pelo comportamento verbal do professor. São os padrões ou formas de comunicação empregadas por ele que vão, em grande parte, determinar os níveis de realização e o resultado final do processo de ensino-aprendizagem.
A retenção de conteúdos e, de forma mais ampla, todos os processos de formação do aluno dependem da boa comunicação do professor em sala de aula.

1. Definição de comunicação.
1.1. O que não é comunicação.
- Não é monólogo;
- Não é massacrar o ouvinte com um vasto conteúdo de informações;
- Não é preocupar-se apenas com o conteúdo da mensagem, deixando de priorizar o aluno;
- Não é preocupar-se com um e desprezar o grupo;
- Não é valorizar apenas um único método de ensino.
1.2. O que é Comunicação.
É um processo dinâmico que torna comuns sentimentos, vivências e conhecimentos adquiridos, promovendo entendimento entre indivíduos.
Não consiste apenas na emissão e recepção de mensagens deliberadas, mas na construção conjunta de novos saberes e significados.

Inicialmente, ela exige três elementos:


2. Tipos de comunicação
A comunicação pode ser dividida em dois tipos: verbal e não-verbal.
2.1. Comunicação Verbal (Mt 5.1-12).
É tudo aquilo que falamos. É a forma de alguém se expressar através da voz.
Inicialmente, a comunicação verbal é uma cópia do que se ouve.
Por meio da voz comunicamos os mais variados sentimentos, como: melancolia, medo, raiva, alegria, entusiasmo, angústia, etc.
A falha na comunicação verbal pode gerar mal entendidos, heresias, discussões e problemas dos mais variados. O poder que a voz exerce na comunicação é muito grande, tanto que seremos julgados pelo que falamos (Mt 12.36,37).
O professor deve procurar se esforçar para saber fazer um bom uso da comunicação verbal, pois um assunto importante perde muito de seu brilho quando é dito de forma ruim, no entanto, um assunto simples ganha muito brilho quando bem colocado.
2.2- Comunicação não-verbal (Mt 22.17-21)
É toda e qualquer forma de se comunicar que não é feita através da fala. Este tipo de comunicação é marcado por algumas vezes um indivíduo guardar uma boa ou má impressão de alguém que possa ter conhecido.
Exemplos: vestes, sorriso, figuras, toque, olhar, gestos, atitudes etc.
Nalguns casos esses sinais não verbais complementam e reforçam o que é dito pelas palavras: por exemplo, quando dizemos ‘não’ e simultaneamente abanamos a cabeça. Noutros casos os sinais não verbais contrariam o que é dito pelas palavras: por exemplo, quando uma pessoa diz a outra ‘amo-te’ mas não a consegue fitar nos olhos e desvia repetidamente o olhar. Um dos aspectos mais relevantes da comunicação não verbal é a expressão de emoções através de expressões faciais”.

3. Comunicação e o processo de significação
A mensagem é o objeto e a finalidade da comunicação humana. Mas para que ela possa ser compreendida deve sempre harmonizar-se com o repertório de signos que cada aluno possui. Com base nestes pontos, veremos agora todo processo da comunicação, afim de se compreender como a mensagem pode produzir o efeito desejado pelo professor.
3.1. Percepção.
É quando o aluno percebe os signos (tudo aquilo que tem algum significado) que compõem a mensagem.
3.2. Decodificação.
É quando o aluno compara os signos percebidos com o seu repertório (conjunto de tudo aquilo que ele aprendeu durante a vida) e decifra sua equivalência. Isso só pode ocorrer quando os signos que ele percebe estão em acordo com o seu repertório de significados.
3.3. Interpretação.
É quando o aluno pergunta a si qual o significado que ele deve atribuir à mensagem recebida. Este significado é sempre particular, pessoal e exclusivo a cada indivíduo (At 2.12).
3.4. Resposta.
É o retorno da mensagem que alimenta a comunicação, também conhecido como feedback (At 2.37-41).
Tipos de Respostas:
O professor que presta atenção nas reações ou respostas do aluno encontra nelas a forma de reajustar suas mensagens.
- O aluno pode se fechar a mensagem e a ignorar;
- O aluno pode aceitar a mensagem, mas modificar a informação, pois a entendeu de forma diferente;
- O aluno pode aceitar parcialmente a mensagem;
- O aluno o aluno pode ser contra a mensagem;             
- O aluno pode aceitar toda mensagem incorporando-a a sua vida.

4. Barreiras à comunicação
Existem alguns obstáculos (ruídos) que atrapalham a boa comunicação. Vejamos:
4.1. Barreiras Físicas.
- Salas muito próximas;
- Professor muito distante da classe e falando alto ou baixo demais;
- Professor que não utiliza meios visuais, fundamentais na comunicação.
4.2. Barreiras Fisiológicas.
- Alunos com cegueiras ou que não enxergam bem;
- Alunos com surdez ou que não ouvem bem;
4.3. Barreiras Culturais.
- Alunos com padrões culturais diferentes.
- Professor que utiliza conceitos e termos que a classe não entende;
- Professor com ideias mal formuladas;
- Professor que fala muito rápido;
- Professor que não gosta de ler;
- Professor que não se prepara para a ministração da aula;
- professor que desconhece o tema da lição;
- Professor que articula mal as palavras;
4.4. Barreiras Sociais.
- Alunos com tradições e costumes diferentes;
- Alunos com normas diferentes;
- Alunos com padrões sociais diferentes.
- Alunos que nunca estudaram estudando junto de alunos com ensino superior.
4.5. Barreiras Psicológicas.
- Professor que não demonstra amor aos alunos;
- Professor que não desenvolve a empatia em sala de aula;
- professor que apresenta muitas ideias;
- Alunos que não conseguem prestar atenção ao professor;
- Alunos que possuem seus próprios conceitos;
- Alunos que não gostam do professor;
- Alunos que acreditam que entenderam o assunto da lição, por isso não pedem esclarecimento;
- Alunos que não têm desejo de aprender.

5. Como melhorar a comunicação
5.1. Crie o hábito de ler sempre;
5.2. Tenha mensagem clara e objetiva;
5.3. Organize sua mensagem de forma lógica;
5.4. Vise mais o aluno que a matéria;
5.5. Utilize diferentes linguagens;
5.6. Repita as ideias importantes;
5.7. Desenvolva a empatia;
5.8. Demonstre amor aos seus alunos;
5.9. Seja flexível;
5.10. Dê aos alunos a oportunidade de digerir a informação;
5.11. Conheça cada aluno, suas vivências e capacidades;
5.12. Reconheça suas limitações em não saber sobre tudo;
5.13. Administre bem o seu tempo de aula.

Conclusão

Diante do exposto, a emissão, transmissão e recepção do conteúdo didático são componentes da rede de comunicação entre professores e alunos. É necessário enfatizar que da excelência da comunicação dependem não só a aprendizagem, mas também a admiração mútua, a cooperação e a criatividade em sala de aula.

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Dinâmica da Lição 09: A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e
desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática.”
- Conscientize seus alunos de que a nossa conduta pessoal demonstra se a nossa sabedoria é humilde ou demoníaca - Mostre a importância de rejeitarmos a possibilidade de nos utilizarmos da língua de modo ambíguo.
- Mostre que onde prevalecem a inveja e sentimento faccioso, prevalece também o mal.
- Analise as qualidades da verdadeira sabedoria.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “Sabedoria falsa e sabedoria verdadeira”
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Sabedoria falsa e sabedoria verdadeira

Objetivo:
Levar os alunos a prática da verdadeira sabedoria

Materiais:
1 cartolina branca, folhas de papel A4, pincel marcador, figura de mente humana ou de cabeça (Pode ser desenhada também), fita adesiva.
Procedimento:
Em casa, escreva na parte superior da cartolina as palavras: Sabedoria Falsa. Cole na cartolina a figura da mente humana ou de uma cabeça (Pode ser desenhada também) e escreva ao redor dela as seguintes palavras: orgulho, inveja, facção, mentira, perversidade, ciúme, perturbação. Mostre para eles, de acordo com a cartolina, como funciona a falsa sabedoria (Leia a Palavra de reflexão). Recorte a folha de papel em tiras e escreva as palavras: puro, pacífico, moderado, tratável, cheio de misericórdia, imparcial, sem hipocrisia e Sabedoria verdadeira (É importante que você faça esse procedimento em casa). Distribua as tiras com os nomes para os alunos. Em seguida peça para que cada aluno, a começar do aluno que tem a tira com o nome Sabedoria verdadeira, use a fita adesiva para colar suas tiras por cima dos nomes que representam a falsa sabedoria. Traga uma palavra de reflexão sobre a verdadeira sabedoria (Temos mais um exemplo logo abaixo).
IMPORTANTE: A Palavra sabedoria verdadeira deve ser recortada em um tamanho que dê para cobrir a palavra sabedoria falsa.

Palavra de Reflexão

Sabedoria falsa
O problema maior e mais complicado é que falsa sabedoria é traidora, perversa, decaída e pecaminosa, contrária à essência e ao desejo de Deus... Ela também é egoísta, pois só pensa em promover você mesmo, egocêntrica e individualista, pois o eu está sempre em primeiro lugar, mesquinha e destrutiva, pois em vez de alegrar-se com o triunfo do outro, alegra-se com seu fracasso. Ela também é capaz de trazer grandes feridas e dissensões entre os irmãos da igreja e nas famílias. Em suma: ela é pecadora, e vendidos sob a escravidão do pecado

Sabedoria Verdadeira

Aqueles que têm em si mesmos a sabedoria verdadeira que foi neles enxertada, não são apenas amantes da paz, mas também pacificadores. São atenciosos com os seus semelhantes e não procuram apenas satisfazer sua ambição egoísta. São submissos à vontade de Deus ao invés de serem atraídos e engodados pela sua própria concupiscência. Seus atos são misericordiosos, são imparciais e sinceros e não como aqueles que demonstram favoritismo. O resultado de viver de acordo com a sabedoria que vem do alto é uma safra de virtudes. Um cristão não é apenas um mensageiro, é uma testemunha e um testemunho vivo do seu Mestre.

Por Escriba Diigital
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Dinâmica da Lição 09: O Problema da Ansiedade (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc).
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “O Problema da Ansiedade.”
- Introduza o estudo com os seguintes questionamentos: Você consegue agir com tranquilidade nos momentos de pressão? Você teve alguma experiência com Deus, no que se diz respeito à ansiedade? Nunca esqueça que você deve ouvir cada resposta com bastante atenção.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “A Ansiedade”
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: A ansiedade
Objetivo:
Identificar os pontos que geram ansiedade.
Material:
Bexigas coloridas, alfinetes de cabeça, papel para escrever e lápis.
Procedimento:
Cada aluno deve escrever em pequenos pedaços de papel aquilo que leva alguém a viver uma vida ansiosa. Entregue para cada aluno um balão de ar e peça para que eles soprem. Depois de cheio eles devem colocar os pequenos papeis dentro do balão. Peça para que todos comecem a passar os balões de mão em mão, enquanto cantam um hino calmo. Quando você der o sinal, todos os balões devem ser estourados imediatamente. Cada pessoa pegará o papel conforme a oportunidade que lhe é dada, lendo as causas da ansiedade escritas nos papéis. Você deve orientá-los, com a participação de todos, meios de exterminar com esse gigante assustador.

Para acessar o texto bíblico e palavra de reflexão desta dinâmica clique AQUI


Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 09: Obrigações iguais com regras diferentes (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “Obrigações iguais com regras diferentes.”
- Ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a entender que dentro de uma família para se viver bem há regras, que todos nós temos de cumprir com nossos afazeres, somente assim haverá harmonia, quando todos viverem para manter o bem estar uns dos outros.
 Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica: “Responsabilidade, cada um tem a sua” em seguida leia a história de reflexão “Uma História de Responsabilidades”

É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


Dinâmica: Responsabilidade, cada um tem a sua.
Objetivo:
Mostrar aos adolescentes que, assim como os pais, os filhos também têm responsabilidades a cumprir.
Materiais:
3 cartolinas, pincel marcador.
Procedimento:
Na primeira cartolina você irá escrever a frase: Responsabilidade do Pai. Na segunda escreva: Responsabilidade da Mãe. Na terceira escreva: Responsabilidade dos filhos. Apresente a primeira cartolina e mande que cada aluno participe escrevendo algo que se caracterize como responsabilidade do pai. Peça para que todos os alunos participem, um a um. Depois da participação de todos pergunte se eles te mais alguma coisa a acrescentar. Repita o procedimento na segunda e na terceira cartolina. Depois do preenchimento das cartolinas é hora de fazer uma reflexão sobre o que eles escreveram. É importante que você se detenha a maior parte do tempo disponível na responsabilidade dos adolescentes como filhos, uma vez que a lição tem como alvo alcança-los, mostrando que assim como os pais tem responsabilidades eles, apesar de jovens, também já devem assumir as suas. Reflita com eles em que eles poderão melhorar.
Utilizando o quadro ou cartolina, façam uma tabela constando as responsabilidades do pai, da mãe e dos filhos, a partir das afirmações dos alunos daquilo que vivenciam na família.

História Para Reflexão: Uma História de Responsabilidades

Era uma vez um grupo de pessoas que se chamavam:
Ninguém; Alguém; Qualquer um; Cada um e Toda a gente.

Havia uma tarefa muito importante a realizar e...
Toda a gente tinha a certeza que Alguém a faria,
Qualquer um poderia fazê-la,
Mas Ninguém tomou conta dela.
Alguém ficou furioso, porque se tratava de uma tarefa que cabia a Toda a gente.
Cada um pensou que Qualquer um poderia fazê-la,
Mas Ninguém pensou que Toda a gente se esqueceria de a fazer.
O resultado é que Cada um acusou Alguém,
Dado que Ninguém fez o que Qualquer um poderia ter feito.

Para um melhor entendimento da historia escrava-a em duas folhas de papel 40 gramas e conserve as cores.

Texto Para Reflexão: Responsabilidade cristã um dever
A juventude não impede um bom relacionamento com a família nem a comunhão espiritual com Deus, seja um exemplo: O que todo cristão genuíno deve ser. Um modelo de conduta, postura e comportamento no lar, na igreja e diante da sociedade. Se eu quero ser respeitado e valorizado, o que preciso é ser um exemplo. É ser alguém que expressa confiança e responsabilidade. Alguém que todo o tempo precisa ser chamado à atenção porque está conversando na hora errada, porque a roupa está em locais inadequado, porque não fez o que deveria ser feito jamais será respeitado(a). O que é certo para o mundo pode não ser certo para a Bíblia;
Você não nasce responsável. Assume as responsabilidades. Responsabilidade anda junto com compromisso. Compromisso é uma coisa das quais muitos adolescentes geralmente fogem. Querem relacionamentos afetivos sem compromisso, colegas sem compromisso, família sem compromisso, igreja sem compromisso, com a ideia de que o compromisso tira a liberdade. Na verdade quando fugimos de compromissos estamos, na verdade, chamando de “liberdade” o que na verdade deveria ser chamado de Irresponsabilidade. Pense nisso, seja a cada dia uma pessoa responsável, mas para isso você precisa aprender a cada dia assumir as suas responsabilidades.

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Dinâmica da Lição 09: Verdadeiros Sempre (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “Verdadeiros Sempre.”
- Conscientize seus alunos de que a nossa conduta pessoal demonstra se a nossa sabedoria é humilde ou demoníaca - Mostre a importância de rejeitarmos a possibilidade de nos utilizarmos da língua de modo ambíguo.
- Conscientize seus alunos de que a mentira não é só um ato, mas uma tendência;
- Mostre que Deus estabeleceu normas de conduta para que sejam obedecidas.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “Sabedoria falsa e sabedoria verdadeira”

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Descobrindo a verdade e a mentira
Objetivo:
Conscientizar os alunos da importância de sermos verdadeiros
Material:
Cartolinas guache de duas cores (1 verde e 1 vermelha), pincel marcador
Procedimento:
Distribua, para cada participante, um cartão verde escrito "VERDADE" e um cartão vermelho escrito "MENTIRA". Peça para alguns alunos falar algo sobre ele, devendo ser duas verdades e uma mentira. (ex: fiz duas amizades hoje no facebook, minha mãe me prometeu um notebook, não gosto de abacate). Em seguida, quem achar que é verdade deverá levantar o cartão verde e quem achar que é mentira deverá levantar o cartão vermelho. Peça para que eles procurem ser bastante convincentes. Para o aluno finalizar, ele deve dizer se é verdade ou mentira e dar uma breve explicação.

Texto Para Reflexão: Mentira não é coisa de cristão
Quem nunca mentiu? Desde que nascemos temos a tendência a mentir e enganar as pessoas ao nosso redor para obter algum benefício. A mentira está presente na mais diversa situação. Da criança que mente visando obter dinheiro pra comprar doces ao empresário que mente para vender seu produto. E muitos são sustentados por ela. Não são poucas as Organizações e empresas que são erguidas e sustentadas com propagandas mentirosas, os relacionamentos amorosos e de amizade totalmente falsos, a religiosidade hipócrita e a inversão de valores. Em nossa sociedade muitos são os que estão vivendo no engano.
Os cristãos, entretanto, devem viver na verdade, pois Deus condena a mentira de forma muito vigorosa. É importante também você meditar em quais as consequências produzidas pela mentira ainda que nenhum ser humano saiba. Em Provérbios (12: 17, NTLH) diz: “Quando a verdade é dita, a justiça é feita; mas a mentira produz a injustiça” Essa sempre será a consequência terrena da mentira. Ainda que ninguém a descubra, ela sempre será um ato de injustiça pra quem está sendo enganado.

A pessoa que vive mentindo pode até enganar os outros como aconteceu aqui hoje, e muitas vezes enganar a si mesma, mas assim como é curta nossa vida nesta terra, por mais longevidade que tenhamos, assim também é com a mentira. Um dia todo mentiroso terá que comparecer diante de Deus, que é a Verdade incontestável e terá de prestar conta dos seus atos. Mentir, enganar e fraudar são as principais características de Satanás. Essas más qualidades não podem haver nos filhos de Deus. Por isso seja sempre verdadeiro.


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