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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lição 4 - A Providência Divina na Fidelidade Humana

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A Soberania de Deus se revela na sua capacidade de prover todas as coisas que não podemos por nós mesmos. Dn 3.

Este capítulo percebe-se a obsessão do rei Nabucodonosor pelo poder quando ele se engrandece e se endeusa perante os súditos do seu império. Supõe-se que a história desse capítulo ocorreu quase ao final do seu reinado (Jr 32.1; 52.29).
O capítulo três é mais uma prova de que vale a pena ser fiel a Deus até mesmo quando somos desafiados em nossa fé. Percebe-se que Nabucodonosor já havia se esquecido da manifestação do poder de Deus na revelação dos seus sonhos, mas ele parecia embriagado pelo poder e pelo fulgor de sua própria glória. A presunção chegou ao ápice da paciência de Deus e ele não se contentou em ser apenas “a cabeça de ouro” da grande estátua do seu sonho no capítulo dois. Ele perde o bom senso e constrói uma estátua toda de ouro de mais de 27 metros de altura aproximadamente, e ordena que os representantes das nações, súditos seus, se ajoelhassem e adorassem à sua estátua que representava ele mesmo. Tornou-se um déspota que exigia dos seus súditos um servilismo irracional. No meio da multidão dos súditos estavam os três jovens hebreus fiéis ao Deus de Israel, o qual não transigiram de modo algum.

I - A TENTATIVA PARA INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL
“O rei Nabucodonosorfez uma estátua de ouro” (3.1). Na verdade, o Império Babilónico foi o primeiro grande império mundial a construir uma grande estátua que deveria ser adorada por todos os súditos do império (Dn 3). Era interessante notar que em nenhum momento se identifica a estátua com algum deus babilónico. A omissão de algum nome para essa estátua sugere que o rei fez uma estátua que fosse identificada com ele mesmo que assumia uma postura de deidade. Era comum naqueles tempos dos assírios e babilónicos que os seus reis construíssem suas próprias imagens nas entradas dos palácios e diante das imagens dos deuses para que ficassem protegidos de males e fossem felizes em seus reinados. Porém, aquela imagem de 27 metros de altura fora construída para ser adorada pelos súditos em obediência ao edito soberano de Nabucodonosor. Em ocasiões especiais como a que o rei propiciou, quando as homenagens aos reis aconteciam diante dos deuses, Nabucodonosor exigia obediência cega dos seus súditos de todos os territórios do império fortalecendo seu domínio. De todas as nações presentes com seus exilados estavam lá os judeus que serviam ao Deus vivo de Israel. Mas o rei testava seu poder de dominação requerendo dos exilados que renegassem suas crenças e substituíssem seus deuses pelos deuses da Babilônia. Na história contada por Daniel, estavam lá os seus três amigos. Não há uma explicação plausível para a ausência de Daniel naquele evento. O que importa, de fato, é que os três hebreus deram uma lição de fé no seu Deus.
A obsessão do rei
A obsessão pelo poder faz a pessoa perder o bom senso. O rei Nabucodonosor estava dopado pela ideia de ser o maior e perdeu a autocrítica embriagado pelo próprio poder e cego pelo fulgor de sua própria glória. Ele não se contentou em ser apenas a cabeça de ouro da estátua do seu sonho. No capítulo dois havia uma estátua no seu sonho e no capítulo três ele constrói literalmente uma estátua para si. Essa presunção vislumbra profeticamente outra estátua (imagem) que será erguida pelo último império mundial gentílico profetizado como o reino do Anticristo e será no “tempo do Fim” (Ap 13.14,15).
Outra lição que aprendemos neste capítulo é a diferença entre a estátua do capítulo 2 e a do capítulo 3. A estátua do capítulo 2 era simbólica que surgiu no sonho do rei Nabucodonosor e a estátua do capítulo 3 era literal, construída pelos homens. A estátua do capítulo 3 tinha a forma de um obelisco e tinha um desenho um tanto grotesco que revelava a intenção vaidosa de Nabucodonosor de impor-se pela idolatria do homem e sua autodeificação aos olhos dos súditos.
“o campo de Dura, na província de Babilônia” (3.1). O nome Dura vem do acadiano, de onde vem o aramaico. O seu significado é “lugar cercado”, e entende-se que se tratava de um lugar fechado e cercado, que ficava numa planície pertencente à Babilônia.
A inauguração da estátua de ouro
Um rei embriagado por sua própria glória (3.1-5). Nabucodonosor foi seduzido por seu ego presunçoso que se via superior a tudo e todos. Ele estava embriagado por sua própria glória temporal e passageira, por isso seu coração se engrandeceu e ele desejou ser adorado como deus. Não lhe bastou a revelação de que o único Deus verdadeiro triunfaria na história conforme está expresso no capítulo dois. Ele preferiu exaltar a si mesmo e para tal instituiu o culto a si e a adoração, também, dos seus deuses. O objetivo era escravizar as consciências e obrigá-las a servirem aos seus deuses.
A ameaça da fornalha ardente (3.6). Era a punição mais terrível que alguém poderia sofrer: ser queimado vivo numa fornalha grandemente aquecida. Era um modo de forçar a que todos os seus súditos, principalmente, os príncipes que viviam no palácio, a obedecerem o edito real e adorarem a imagem que o rei construiu. Todos deveriam, ao som dos instrumentos musicais, se prostrar e adorar a imagem de ouro do rei (Dn 3.5). Aos súditos que eram idólatras e serviam a deuses pagãos, mais um não faria muita diferença. Mas para os servos do Deus Altíssimo que é adorado em espírito e em verdade era uma questão de fé e ousadia. O decreto do rei era inevitável e quem o desobedecesse sofreria a punição na fornalha ardente. Segundo o profeta Jeremias, o rei Zedequias de Judá foi queimado no fogo na Babilônia (Jr 29.22).
A tentativa de criar uma religião totalitária (3.7). Ele queria uma religião que fosse capaz de garantir a devoção e a lealdade dos súditos pela força imposta por seus decretos. Na verdade, ele queria conquistar as pessoas, não pelo coração, mas pela subserviência moral e física. Os súditos do reino dobrariam os seus joelhos por medo, não por devoção. Nos tempos modernos nos deparamos com religiões que causam terror e medo. A imposição de Nabucodonosor era, de fato, uma inquisição instituída para obrigar as pessoas a se submeterem às exigências do império.
Nabucodonosor teve duas motivações principais para construir a grande estátua. A primeira motivação era exibir perante os povos do mundo representados naquele evento a sua soberba e vanglória. O texto diz literalmente que “ele fez uma estátua de ouro” (3.1). As dimensões e a magnitude da estátua eram impressionantes. Imaginem uma estátua de 27 metros de altura e 6 metros de largura aproximadamente. A soberba do Rei o tornou altamente arrogante e insolente, sem limites. A Bíblia diz que “a soberba precede a ruína” (Pv 16.18).
A segunda motivação de Nabucodonosor era o anelo de ser adorado como deus pelos seus súditos, por isso Ele deu ordens de que todos os oficiais do reino se reunissem naquele evento no campo de Dura (Dn 3.1) para adorarem à sua estátua. Sua intenção prenunciava o espírito do Anticristo que levantará a imagem da Besta para ser adorada no tempo do Fim (Mt 4.8-10; Ap 13.14-17). A intenção do Rei era impor a religião diabólica de sua imagem para dominar o mundo, não só no campo material e político, mas espiritualmente.
A acusação dos caldeus contra os judeus (3.8-12). Os três hebreus estavam lá na grande praça por força da ordem do rei. Todos os ilustres homens do império, os chefes de governos, os sátrapas, os governadores das províncias, os sábios, os sacerdotes dos vários cultos pagãos, todos estavam lá. A ordem era que quando a música fosse tocada todos deveriam ajoelhar-se e adorar a estátua do rei. Quem não obedecesse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Os três jovens hebreus preferiam morrer queimados naquela fornalha do que negar a fé no Deus de Israel. Os três jovens hebreus, Ananias, Misael e Azarias quando foram para a Babilônia não tinham mais que 18 a 20 anos de idade. Nesta experiência do capítulo três, eles estavam na faixa dos 40 anos de idade, mas não sucumbiram nem fizeram concessões que comprometessem a sua fé em Deus. Eles não esmoreceram moral ou espiritualmente ante a ameaça de Nabucodonosor e a discriminação dos outros príncipes do Palácio. Diante da ameaça da fornalha ardente eles estavam seguros do cuidado de Deus, como falou o profeta Isaías: “Quando passares pelas águas, estarei contigo e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti." (Is 43.2).
Três acusações graves contra os judeus (3.12).
A primeira acusação: “não fizeram caso de Ti”(v. 12). Esta expressão é o mesmo que dizer: eles não te respeitaram como rei. Os seus acusadores passaram a ideia de que os jovens, quando não se ajoelharam nem adoraram a estátua do rei, voluntária e maliciosamente, decidiram desafiar publicamente a autoridade do rei.
A segunda acusação: “a teus deuses não servem” (v. 12). Estavam afirmando ao rei que os jovens hebreus não prestavam culto aos deuses da Babilônia, uma vez que havia um politeísmo babilónico exacerbado com muitos deuses e deusas. Os jovens hebreus mantiveram a fé recebida de seus pais em Jerusalém. Eles não serviriam a outros deuses, senão a Jeová, o Deus de Israel.
A terceira acusação: “não servem, nem a estátua de ouro que levantaste, adoram” (v. 12). Os caldeus entendiam que a atitude dos jovens hebreus era de total rebelião e contra as demais religiões representadas pelas nações exiladas na Babilônia.
A lição que aprendemos com esses jovens hebreus é que eles conheciam a Deus e sabiam que Ele tinha poder para interferir naquela situação e livrá-los da morte.

II- A FIDELIDADE A DEUS ANTE À FORNALHA ARDENTE (3.13-21)
A punição foi inevitável. A ordem do rei não podia voltar atrás. Os inimigos dos três jovens hebreus não deram tréguas aos judeus. Depois de acusados e denunciados tiveram que enfrentar e submeter-se à punição do rei. Os seus algozes foram os mesmos que haviam sido poupados anteriormente da pena de morte no episódio do sonho do rei no capítulo 2 e não tiveram a menor consideração com seus pares dentro do Palácio. O rei, tão logo foi informado da desobediência dos jovens hebreus, ficou enfurecido e os chamou diante de si. Foram interrogados e, mais uma vez ameaçados com a punição da fornalha ardente, mas os servos do Deus Altíssimo mantiveram sua fidelidade à fé judaica. Eles não se intimidaram diante das ameaças porque sabiam que Deus poderia intervir naquela situação, e estavam prontos a serem queimados vivos sem trair a sua fé.
A resposta corajosa dos jovens hebreus (Dn 3.16-18)
“agora, se estais prontos” (3.15). Eles estavam prontos, não para obedecer a imposição do rei quanto à sua fé. Eles estavam prontos, sim, para manter a sua fé no Deus que podia mudar toda aquela situação. Aqueles jovens entendiam que fidelidade é algo inegociável. A fidelidade desses jovens era mais que uma qualidade de caráter, era uma confiança inabalável em Deus que haveria de intervir naquela situação. A resposta resultava do conhecimento prévio que tinham do mandamento divino: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Ex 20.3-5). Deus busca homens e mulheres que tenham a fibra de manter a fidelidade a Ele mesmo quando ameaçados.
“Não necessitamos de te responder sobre este negócio” (3.16). A confiança em Deus e a certeza de que Deus faria alguma coisa lhes deu a convicção de que valia a pena enfrentar a fornalha pelo nome de Jeová.
Reação à intimidação (Dn 3.16-18)
“Eis que o nosso Deus, a quem servimos; é que nos pode livrar” (3.17). Esta declaração dos três judeus tinha a convicção da intervenção de Deus naquela situação. O rei ficou enfurecido e intimidado, além dos jovens terem sido desafiados na sua fé com a ousadia do Rei em dizer-lhes: “Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (Dn 3.15), eles não tiveram dúvidas de que valia a pena permanecerem fiéis a Deus. Então, sem temor e com grande fé responderam ao Rei: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3.17,18). Esta resposta dos jovens hebreus se confrontada com o cristianismo de muitos crentes hoje nos deixa preocupados. Quão facilmente cedemos; negamos nossa fé; fugimos do caminho da provação, mas Deus conta com crentes fiéis que sejam capazes de responder às ameaças satânicas de que não as tememos.
“E, se não” (3.18). Duas palavras pequenas foram capazes de mostrar a todo o Império da Babilônia que aqueles jovens tinham um Deus diferente que lhes dava a certeza de que ninguém pode confrontar Jeová. Eles sabiam que nada os demoveria de sua fé e eles não a negariam, mesmo que fossem queimados vivos naquela fornalha. Na vida cristã, estas duas palavrinhas “se não” estão fazendo na confissão de fé de tantos crentes. Satanás, nosso arqui-inimigo, quer que nos rendamos às ameaças e armadilhas preparadas para sufocar a nossa fé (1 Pe 5.8).
“não serviremos a teus deuses” (3.18). Os três jovens foram ousados. Não transigiram, nem cederam às ameaças. Eles não trocaram o seu Deus pelos deuses de Nabucodonosor. A ira do rei manifestou-se com exagero ao ordenar que se aquecesse muito mais a fornalha. Eles não foram livrados da fornalha porque Deus os esperava dentro daquela fornalha ardente. A fornalha tem o poder da intimidação, que pode nos levar à desistência de nossos valores espirituais. A verdade é que nem sempre podemos evitar a fornalha das angústias, das decepções pessoais, das enfermidades físicas. Aqueles jovens hebreus não se deixaram intimidar, mas foram ousados em não transigir, nem ceder às ameaças.
Eles enfrentaram a fornalha ardente sem temor (3.19-22)
Os judeus foram lançados na fornalha. Diz o texto que tudo que dizia respeito a eles em termos materiais, suas roupas e chapéus foram atados juntamente com eles e lançados na fornalha ardente. Os homens que os lançaram caíram mortos pela chama do fogo e todos inimigos do lado de fora imaginavam que os judeus seriam reduzidos a cinza dentro da fornalha.
“O aspecto do quarto homem é semelhante ao filho dos deuses" (3.23-25). Foram lançados três judeus, mas um quarto homem os esperava dentro da fornalha. O poder do quarto homem visto pelo rei dentro da fornalha os tornou incólumes e nenhum fio de cabelo se queimou. Esse quarto homem não era outro senão o próprio Deus entre eles que os tornou aptos a superarem a força do fogo destruidor. E uma perfeita identificação com a Pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Não era um anjo enviado de Deus. Ele era, teofanicamente, o próprio Deus. É interessante que Ele não apagou o fogo, nem tirou os três hebreus da fornalha. Ele os capacitou a estarem e passarem pelo meio do fogo sem serem destruídos. Tudo isso porque aqueles hebreus confiaram na providência divina que tem o poder de intervir, a tempo e fora de tempo, para nos livrar da destruição. Às vezes, a vontade permissiva de Deus nos ensina que Deus pode permitir que soframos tribulações, angústias e dissabores como o fogo da fornalha, mas Ele nos livra no tempo próprio. Sua presença imanente é capaz de impedir que as chamas das tribulações nos destruam.
O poder providencial de Deus os tornou incólumes no meio da fornalha (3.26-28). O impacto ante à visão que o rei teve ao olhar para dentro da fornalha deixou o rei perplexo e todos os que estavam com ele. Os jovens hebreus estavam vivos e tranquilos andando no meio da fornalha. Deus honrou aqueles judeus. O rei e seus príncipes tiveram que reconhecer o poder do Deus de Israel. A providência divina não só os protegeu da força do fogo, mas os manteve vivos para testemunharem da grandeza desse Deus. O rei reconhecia que o Deus dos judeus era poderoso, mas não o aceitava como seu Deus. Para o rei, era mais um entre outros deuses, mas na mente e no coração dos jovens hebreus, Ele era o Único Deus sobre todos os demais. O apóstolo Paulo nos dá uma lição preciosa de fé e disposição para servir a Deus, quando diz: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos, quer morramos, somos do Senhor” (Rm 14.8).
Uma doxologia do rei ao Deus de Israel (3.29,30). Ainda que Nabucodonosor não tenha desistido dos seus deuses, reconheceu a religião judaica em seu império, especialmente, para os exilados judeus. Ele fez um decreto reconhecendo a grandeza do Deus dos judeus e admitiu que nenhum outro deus poderia fazer o que Ele fez ao livrar os judeus dentro da fornalha ardente.
Restaurados e promovidos dentro do império (3.30). Os três jovens foram restaurados às suas posições palacianas e investidos de autoridade da parte do rei. Segundo o Comentário de Charles Pfeiffer, da Editora Batista Regular: “A vitória da fé tinha cinco objetivos: (1) Foram soltos de suas amarras (v. 25); (2) Foram protegidos do mal (v. 27); (3) Foram confortados na provação (vv. 24,25,28); (4) Seu Deus foi glorificado (v. 29); (5) Como servos de Deus foram recompensados (v. 30).

CONCLUSÃO

A grande lição que aprendemos com esses três jovens é que “eles confiaram suas vidas a Deus e não se preocuparam com as consequências do fogo da fornalha”.

Autor; Elienai Cabral
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Lição 04: A Providência Divina na Fidelidade Humana

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3.1: “O Rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, a altura da qual era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados: levantou-a no campo de DURA, na província de Babilônia”.
"... uma estátua de ouro...” Alguns comentadores de renome têm pensado que a estátua do presente texto fosse uma “imagem do deus Merodaque, o padroeiro da cidade de Babilônia; ou do deus Nebo, do qual derivava o nome do rei. Outros porém são de opinião que a estátua ali erigida era do próprio monarca Nabucodonosor. (Ver Jz 8.27; 2 Sm 18.18). Entre os antigos conquistadores era natural que, após uma grande conquista, o conquistador fizesse uma estátua de sua própria pessoa, gravando nela o seu nome e o nome de seu deus. Segundo Heródoto, a “estátua de Sesostris, do Egito, tinha na largura do peito, de ombro a ombro, uma inscrição com os caracteres sagrados do Egito, onde se lia: ‘Com meus próprios ombros conquistei esta terra”’. E, segundo Cícero, havia “uma bela estátua de Apoio, em cuja coxa estava o nome de Miro, em minúsculas letras de prata”. Pode, de fato, ser imaginado que a estátua erigida ali, fosse a do próprio rei, contendo, na altura do peito, o nome de seu deus (Comp. com Ap 13.15). Quanto ao testemunho da Arqueologia, Operte, que fez escavações nas ruínas de Babilônia, em 1854, achou o pedestal de uma colossal estátua que pode ter sido um resto da gigante imagem de ouro de Nabucodonosor.
"... no campo de DURA...” A palavra persa que dá origem a esse nome significa: lugar rodeado por muros. E uma abreviação de um nome mais longo, composto com Duru, tal como Duru-sha-Karrabi, um subúrbio de Babilônia. Ali, pois, foi levantada uma estátua que media 30 metros por 3, aproximadamente. O côvado babilónico, segundo o “Dic. Davis”, media 0,56 a 0,58 centímetros, o que daria, em números redondos, aproximadamente, transformando côvados em metros, 34,00 a 35,00 m de altura por 3,40 de largura, ou seja, 60 x 6 côvados.
3.2: “E o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos e presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado”.
"... tinha levantado”. O original pode verter as palavras da seguinte forma: “O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro. E levantou-a”. Estas palavras formam um refrão que percorre a primeira metade do capítulo (versículos 1 a 18). O grande ídolo de Nabucodonosor era uma imagem nova e nacional. E, evidentemente, o objetivo do monarca era consolidar todas as nacionalidades do mundo em uma só nação. A nação babilónica. “Para alcançar tal coisa, era essencial que o governo fosse supremo em tudo, tanto no sentido religioso como no civil. A Roma pagã, séculos depois, fez o mesmo, perseguindo os crentes, não somente porque faziam cultos a Cristo, mas porque não adoravam a César, o imperador, como um ser divino...” Nota-se nas palavras, repetidas vezes, que o rei ajuntou “os sátrapas, os prefeitos, e presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores... para que viessem à consagração”. Isso era, sem dúvida, uma forma para dar prestígio à inauguração da nova religião, ajuntando, assim, as autoridades de todas as províncias do seu vasto reino.
3.3: “Então se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos e presidentes, os juizes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estava em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado”.
O leitor deve observar a repetição exata da lista de oficiais de grandes patentes, bem como dos instrumentos musicais, pode estar refletindo um estilo de retórica semítica; isso, podemos observar no próprio Pentateuco, era uma forma hebraica; enquanto a forma grega era abreviada. A lista de autoridades segue o estilo grego daqueles dias. Sátrapas, é uma transliteração da palavra grega que, por sua vez, representa um original medo. A palavra significa “protetor” e era usada no Império Persa para o governador de uma província. As demais patentes são palavras de vasto sentido no mundo ocidental e principalmente no oriental. Quase que as funções da lista restante, são traduzidas por magistrados, como se todos fossem juízes. Mas é evidente que os governantes daqueles dias eram considerados juízes, conselheiros, etc.
3.4: “E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gente de todas as línguas”.
"... o arauto...” Em toda a extensão da Bíblia, apenas aqui, há referência especificada a esta palavra. Verdade é, que em o Novo Testamento o vocábulo grego “kêryx” se traduz como “pregador” em 1 Tm 2.7 e 2 Tm 1.11 e 2 Pe 2.5.    No idioma aramaico, o verbo “kãrôz” se traduz por “o que clama”, derivado, provavelmente, não como se tem pensado, do termo grego “kêryx”, mas do persa antigo “khraus”, que quer dizer: “o que clama”. Aqui, no presente texto, o vocábulo é aplicado ao locutor (em termos modernos) encarregado da divulgação feita por expressa ordem do rei, para a consagração da estátua. Diz-se que ele “apregoava em alta voz”. A forma causativa da raiz verbal, “krz”, é encontrada em Daniel 5.29, onde lemos: "... e proclamassem a respeito dele...”. Nos dias hodiernos se traduz, na versão portuguesa, o vocábulo grego .kêryx como “pregoeiro”, mensageiro, etc. Seja como for, o arauto era um homem revestido de grande autoridade, na proclamação daquela corte.
3.5: “Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, vos prostrareis, e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado”.
"... buzina...” Essa palavra tem um sentido lato nas Escrituras Sagradas, sendo, porém, no grego clássico, traduzida também por trombeta. Como trombeta, há menção frequente desse instrumento, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Tratava-se de um instrumento feito de um chifre longo com uma extremidade virada: era dessa forma a trombeta nacional dos israelitas. Era usada em ocasiões militares e religiosas. Paulo fala que o arrebatamento da Igreja, será precedido pela trombeta de Deus (1 Ts 4.16).
"... pífaro...” Essa é a tradução dada por nossa versão do termo aramaico “mashrôqitâ”. Ocorre apenas no presente versículo e naqueles que se seguem. Deriva-se da raiz “shãraq”, uma palavra onomatopéica que significa “assobiar” ou “chiar”. O som deste instrumento é acompanhado por um som sibilante. E razoável, embora improvável, que o instrumento acima mencionado pertencia a uma classe de flauta.
"... harpa...” Originalmente, esse instrumento tinha um formato triangular, com sete cordas. Mais tarde, o número de cordas foi aumentado para onze (11) e Josefo menciona em seus escritos harpas contendo dez cordas, as quais eram tangidas com um “plectum” ou pequena peça de marfim. A harpa é instrumento já mencionado em Gn 4.21. Também nos salmos há alusão a esse instrumento em várias conexões (SI 33.2; 98.5; 147.7).
"... sambuca...” Sobre esse instrumento há várias opiniões: 1) “Um instrumento de sopro, usado na Idade Média, consistindo de um longo tubo de bronze, com uma chave móvel para mudar o som das notas da música, à semelhança de um trombone. 2) O instrumento mencionado em Dn 3.5, pertence a uma classe muito diversa: é instrumento de cordas, que em aramaico se denomina “sabbe-kã”. 3) A “sabbekã” é usualmente identificada com o grego “sambykê” sendo esse o vocábulo usado para traduzi-lo no texto em foco, e na Septuaginta. Tem sido descrita como uma pequena harpa triangular. Seja como for, era um instrumento de cordas, e não de sopro, que, segundo Estrabão, era de origem bárbara.
"... saltério...” Esta palavra se deriva do vocábulo grego “psaltêrion”, que denota um instrumento tocado com os dedos, e não com um plectro. O verbo grego “psaltõ” significa tocar vigorosamente. Para nós, essa palavra “saltério” se traduzia também por “viola”. O saltério era bem conhecido do povo de Israel. (Ver 1 Sm 10.5; SI 33.2 e ss.) O saltério, como já ficou demonstrado acima, era um instrumento de dez cordas, sempre citado em conexão com o louvor.
"... gaita de foles...” Essa é a tradução de nossa versão da palavra aramaica “sumpônyã”, que é geralmente considerada como uma palavra emprestada do grego. Em toda a extensão da Bíblia ocorre apenas no presente capítulo. Todavia, parece que tal tradução é bem adequada, pois trata-se, realmente, de alguma espécie de instrumento de sopro. “A tradução italiana moderna é ‘sanpogna’, uma espécie de gaita de foles em uso corrente naquele país”.
3.6: “E qualquer que se não prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro do forno de fogo ardente”.
“E qualquer que não se prostrar...” O presente versículo nos mostra a crueldade existente naquela corte. A punição para qualquer um que fosse insensato (segundo o rei) seria a sua morte iminente no lago de fogo ardente, que, sem dúvida, ficava ali perto do grande cortejo religioso. O presente texto e outros - correlatos nos dão a entender que a fornalha de fogo seria fechada por uma porta, pois a pessoa tinha de ser lançada ali no seu interior; isso também, segundo a tecnologia, era um meio natural de aumentar o calor forçando a entrada de ar e eliminando o oxigênio. E difícil vislumbrar qual teria sido a aparência daquela fornalha na velha Babilônia, a não ser o que pode ser depreendido dos textos em foco, pois a despeito de escavações, raramente dispomos de maquetes ou desenhos com dimensões apropriadas.
3.7: “Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, e de toda a sorte de música, prostraram-se todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado”.
"... prostraram-se todos os povos...” O original traz literalmente, “assim que começaram a ouvir, começaram a prostrar-se”. Houve uma resposta total e imediata. O rei havia atingido seu objetivo e a unidade que buscava. Devemos observar como são repetidas na narrativa, as expressões: “o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, etc”. (Ver os vv. 5, 7, 10,15). “Nesse culto religioso de Nabucodonosor não havia coisa alguma para a alma. Consistia apenas de coisas para agradar os olhos e ouvidos. Era apenas um culto de formalismo com cerimônias atraentes perante a imagem grande em tamanho, mas tudo tão-somente para despertar as emoções do povo. Tudo era muito oco e vazio. Não havia coisa alguma de sacrifício, de sangue, de perdão de pecados, do Espírito Santo, nem do novo nascimento com poder de livrar o pecador de seus pecados. Tudo era fantasia”.
3.8: “Ora, no mesmo instante, se achegaram alguns homens caldeus, e acusaram os judeus”.
"... acusaram os judeus”. O original diz claramente, “acusaram maliciosamente”. (ARA, “acusaram”), se traduz também pela pitoresca expressão “comer os pedaços de carne arrancados do corpo de alguém”, daí “difamar”. O Missionário O. Boyer comenta o que segue: “Podemos imaginar a enorme multidão espalhada na planície de Dura, diante da gigantesca estátua de ouro. Ao soar a música das buzinas, dos pífaros, das harpas, das sambucas, dos saltérios, das gaitas de foles e de toda a qualidade de instrumentos, todas as pessoas ali presentes a não ser os três hebreus, cujos vultos, em pé na planície, se salientavam contra a luz do céu, se prostraram! Por certo ao povo de Deus não faltavam inimigos; consta que no mesmo instante... acusaram os judeus ao rei. O acusador de nossos irmãos não dorme um instante, como também não para de acusar, mas Deus também não para um só instante de defender seus fiéis”. (Ver Jó 1.8; 2.3; Lc 22.31, 32, etc.).
3.9: “E falaram, e disseram ao rei Nabucodonosor: O rei, vive eternamente”.
 “...Ó rei, vive eternamente”.  A presente expressão tem em seu fundo o foco de bajulação. No campo espiritual é a velha hipocrisia que tantos males tem causado aos filhos de Deus. Nos dias atuais, a hipocrisia é muito frequente no seio da cristandade. Paulo falou dela, como um sinal dos últimos dias (1 Tm 4.2). Gradualmente, essa palavra foi assumindo um sentido negativo, dando a entender uma pessoa pretensiosa, alguém que dizia algo e queria dizer outra coisa. A hipocrisia pode e tem trazido “cauterização” na mente do homem. Isto é, a palavra denota uma pessoa que já se tinha tornado insensível, e, por essa razão, para alcançar aquilo que deseja, não usa mais a fé, mas a hipocrisia disfarçada. Os sábios do monarca Nabucodonosor já tinham atingido tudo isso em grau máximo.
3.10: “Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo o homem que ouvisse o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a sorte de música, se prostraria e adoraria a estátua de ouro”.
O versículo em foco, faz novamente referência à “banda musical” daquela solenidade pagã. Naquela festa que tanto aborrecia a alma de Deus, já se podia detectar sinais do espírito do Anticristo, o homem do pecado. (Ver 2 Ts 2.3). Observemos os números apresentados na imagem, e banda musical no culto pagão do rei Nabucodonosor: 1) A estátua tinha de altura sessenta côvados. 2) Tinha de largura seis côvados. 3) A banda de música compunha-se de seis instrumentos: buzina, pífaro, harpa, sambuca, saltério e gaita de foles. E curioso observarmos aí o número seiscentos e sessenta e seis (666). O Anticristo terá esse número talvez na testa e não na mão, e, semelhantemente, seus súditos o terão também. (Ver Ap 13.16-18). Devemos ter em mente que as Escrituras são de natureza profética e se combinam entre si em cada detalhe. (Ver Ec 3.13).
3.11: “E, qualquer que se não prostrasse e adorasse, seria lançado dentro do forno de fogo ardente”.
“... se não prostrasse e adorasse...”  As presentes expressões ocorrem repetidas vezes neste capítulo. Isso nos mostra a natureza religiosa do homem, em qualquer tempo ou lugar. A palavra que deu origem ao vocábulo homem, é muito bem acentuada com sua natureza, pois de acordo com o grego, a palavra homem é “anthropos”, em seu sentido lato significa aquele que olha para cima. Esse pensamento se coaduna com o restante das Escrituras, pois onde quer que se encontre o homem, ele está voltado sempre para a adoração de uma coisa. O coração humano, por sua própria natureza, busca a Deus, ainda que de forma imperfeita. (Ver At 17.27). O Doutor Scofield, comenta: “É impossível aniquilar o sentimento religioso da pessoa humana; esse sentimento nela é imortal”. Nabucodonosor já conhecia, nesse tempo, o Deus verdadeiro, mas não lhe deu a glória a Ele merecida, por isso lhe sobreviriam outros castigos. (Ver cap. 4).
3.12: “Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abdenego: estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro, que levantaste, adoraram”.
O presente versículo mostra os acusadores em plena atividade, prestando um serviço à pessoa de Satanás, o acusador de nossos irmãos, "... o qual diante de nosso Deus os acusava de dia e de noite” (Ap 12.10). Eles bem sabiam das circunstâncias em que estes judeus haviam sido designados para os cargos, e estavam ressentidos pelo fato de ter o rei promovido estrangeiros para estarem acima deles. Agora, porém, segundo eles, estava ali a oportunidade de obter o favor do rei, revelando-lhes a traição daqueles jovens inocentes. Eles esqueceram que Deus “se curva para ver o que está nos céus e na terra. Que do pó [do próprio cativeiro] levanta o pequeno, e do monturo ergue o necessitado, para o fazer assentar com os príncipes...” (SI 113.6-8). Sadraque, Mesaque e Abdenego, foram promovidos ali, exclusivamente pela misericórdia de Deus (Dn 2.49).
3.13: “Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abdenego. E trouxeram a estes homens perante o rei.
"... com ira e furor...” O presente texto e outros que se seguem neste capítulo, mostram o rompimento da ira humana. Os homens da Antiga Aliança já notavam que o nariz da pessoa irada se dilata e suas narinas tremem. Também para eles a expressão “seu nariz se inflamou” significa “encolerizou-se” e o substantivo “nariz”, ou “narinas”, é mais corrente para a designação da cólera. Comparemos, para nosso uso, os dois exemplos seguintes, um aplicado ao homem, e outro a Deus: 1) “Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?” (Gn 30.2). 2) “Então se acendeu a ira do Senhor contra Moisés, e disse: Não é Arão o levita, teu irmão? Eu sei que ele falará muito bem...” (Ex 4.14). Um estado de ira na pessoa humana, pode antecipar o pecado (SI 4.4; Ef 26). Nabucodonosor não observou nada destas coisas!
3.14: “Falou Nabucodonosor e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abdenego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?”
"... É de propósito...” A presente pergunta do rei mostra que ele tinha tomado o ato daqueles judeus como um verdadeiro desprezo ao seu edito real, porém, a atitude dos jovens servos de Deus tem o seu alto valor, porque parte de um estado de firmeza em/ou sobre alguma coisa. Paralelos disso podemos ver em: 1) At 11.23, onde lemos: “O qual [Barnabé], quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou todos a que permanecessem no Senhor com propósito do coração”. Barnabé vira a graça de Deus ali, e se regozijou com ela; mas sabia, conforme o sabem todos os verdadeiros mestres, que, para se continuar em toda a boa obra, é necessário também haver um “propósito no coração”. 2) Esse é o propósito de Deus na salvação do homem, conforme está declarado em Ef 1.11, onde lemos: “Nele [Cristo], digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que fez todas as coisas...” No texto em foco, de fato, havia um “propósito” dos três jovens para não adorarem aquela imagem, mas adorarem só ao Senhor seu Deus (Ex 20.3 e ss).
3.15: “Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da guitarra, da harpa, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se a não adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro do forno de fogo ardente: e quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?”
“... da guitarra...” O leitor deve observar que a palavra “sambuca”, sobre a qual já tivemos oportunidade de escrever em notas expositivas do versículo 5, ponto 4, é agora, nessa nova lista feita pelo rei, substituída pela palavra “guitarra”. Outro ponto importante a ser analisado no versículo em foco é que a justiça babilónica, mesmo desprovida do temor divino, não condenou os três homens tão-somente com base no “dizem que” e, por isso, a despeito da sua furiosa ira, Nabucodonosor lhes deu uma oportunidade de retrocederem. O fator possível, nesta observação, era que o grande monarca babilónico não perdesse a compostura diante de tão magnificente assembleia de delegados internacionais ali presentes; mas, como um monarca daquele, não podia ser desmoralizado, ele desafia os próprios poderes do mundo superior, dizendo: “e quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?”
3.16: “Responderam Sadraque, Mesaque e Abdenego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio”.
“Não necessitamos de te responder sobre este negócio”. O presente versículo mostra os três jovens hebreus diante do poderoso monarca; eles, tecnicamente, são culpados diante daquela corte, e nada há que os três possam dizer em sua defesa. Eles responderam ao rei dizendo: “Não necessitamos de te responder”. Há uma interpretação feita com base no original aramaico, que diz: “Nós não te responderemos! Deus te responderá! Ele pode, tanto nos livrar como nos entregar nas tuas mãos, depende dele”. O verdadeiro cristão não faz sua defesa prévia, mas deixa tudo por conta do Senhor que disse: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor”. E evidente, portanto, que Deus recompensará, tanto o ofendido como o ofensor: o primeiro com sua bênção; o segundo com seu castigo.
3.17. “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar: ele nos livrará do forno de fogo ardente, e da tua mão, ó rei”.
"... o nosso Deus, a quem nós servimos...” O presente texto, declara claramente a posição dos três jovens hebreus, quanto à ordem do rei. Eles apelam tanto para “providência” como para “o poder de Deus”. Seja como for, Deus livra como quer! Se Deus usasse a providência no presente caso, os moços não teriam ido para dentro do forno de fogo ardente, porém, é evidente que o monarca não teria reconhecido a soberania do Criador. (Ver v 29). Assim, Deus permitiu que seus servos fossem parar ali; não os livrou do forno, mas os livrou no forno. Deus permitiu que José, mesmo inocente, fosse parar na prisão, vítima de uma calúnia da mulher de Potifar, capitão da guarda de Faraó (Gn cap. 40), mas dali Deus o exaltou, fazendo-o assentar-se no trono, ao lado de Faraó. Deus é sempre o mesmo, tanto no passado como no presente. Ele não muda. O apóstolo Paulo entendeu isso, quando disse: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Rm 8.28).
3.18: “E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste”.
"... não serviremos a teus deuses...” Os jovens judeus, como já ficou demonstrado em outro capítulo deste livro, mesmo numa terra de cativeiro, permaneceram fiéis à lei do seu Deus, que dizia: “Não terás outros deuses diante de mim (Ex 20.3). E perfeitamente compreensível que Deus, disposto a ser o único Deus suficiente e o recurso sobrenatural do seu povo proíba um apelo a quaisquer outros poderes sobrenaturais. Por isso, entendemos que o espiritismo é proibido a quem crê num Deus vivo. No conceito divino, é impossível a criatura humana fazer uma representação superior à sua própria ideia, e por isso é-lhe impossível apresentar dignidade à divindade, pois Deus há de ser infinitamente superior ao nosso mais sublime pensamento. Nabucodonosor não compreendia esse princípio emanado do supremo Deus, mas aqueles hebreus sim, o conheciam muito bem.
3.19: “então Nabucodonosor se encheu de furor, e se mudou o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abdenego. Falou, e ordenou que o forno se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecei’’.
"... se mudou o aspecto do seu semblante...” Se os psicólogos modernos vivessem naqueles dias, bem podiam descrever a “ira” do rei da seguinte forma: “Reações negativas como estas (de Nabucodonosor), podem causar muito sofrimento”. Strecker e Appel compilaram uma lista de palavras que são usadas para descrever raiva como esta desse rei: “Quando se percebe numa pessoa a presença da raiva, dizemos que ela está furiosa, amargurada, frustrada, irritada, amolada, aborrecida, esquentada, enraivecida, inflamada, indignada, exasperada, ofendida, molestada, antagônica, afobada, doente, atravessada, feroz, selvagem, manhosa, hostil, mortal, perigosa, ofensiva. Além disso, uma vez que a raiva representa energia e compele os indivíduos a fazerem alguma coisa para magoar ou destruir, existe uma série de verbos que expressam ações motivadas pela raiva: odiar, ferir, prejudicar, aniquilar, desdenhar, desprezar, menosprezar, detestar, abominar, demolir, repugnar, ridicularizar, implicar, provocar, caçoar, humilhar, espicaçar, envergonhar, criticar, cortar, contrariar, desterrar, banir, brigar, surrar, subjugar, derrotar, competir, embrutecer, maltratar, oprimir, intimidar, esmagar, imprensar”. Todas estas e outras emoções foram consolidadas em Nabucodonosor, em grau supremo!
3.20: “E ordenou aos homens mais fortes, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abdenego, para os lançarem no forno de fogo ardente”.
O presente versículo marca o final do diálogo entre o rei e os jovens indefesos. O monarca estava transtornado. Ele não podia imaginar que alguém lhe falasse com tal ousadia e coragem. Furioso, como acima já demonstramos, tanto pela desobediência como pela ousadia, mandou que aquecesse o forno “sete vezes mais”. Diante de tal ordem vinda do rei, os aquecedores entraram em ação, aquecendo a velha fornalha criminosa! “O grande calor seria fornecido por carvão, e se estima que a temperatura chegaria por volta de 900 a 1.000 graus. A sugestão de que a fornalha tivesse sido um tanque de gás ou de óleo em chamas, tais como podem ser vistos hoje no Oriente Médio, em Kirkuk, não se coaduna com a tese principal do texto em foco” [(66) KB, p. 1121, qrs.] Humanamente falando, não havia ali solução para os três jovens inocentes, a não ser da parte daquele que disse: “Quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43.2).
3.21: “Então aqueles homens foram atados com as suas capas, seus calções, e seus chapéus, e seus vestidos, e foram lançados dentro do forno de fogo ardente”.
"... seus chapéus...” O versículo em foco fala dos apetrechos usados pelos ministros daquela corte: capas, calções, vestidos e chapéus. Porém, no presente texto, tomamos como base a palavra “chapéus” em razão de ser, em toda a extensão da Bíblia a única ocorrência deste gênero. A palavra “chapéu” como a temos em nossos dias, teve sua raiz no aramaico, exclusivamente (Dn 3.21), isto é, “karbelã”. Entre os próprios arameus essa palavra era bastante rara. A palavra mais usada era outra, que chega mais perto do sentido, como “túnica, calção e barrete”. Os setenta procuraram dar o melhor sentido possível como segue: “capa, calção, vestido e chapéu”. Seja como for, todas aquelas peças faziam parte da ornamentação da farda dos ministros.
3.22: “E, porque a palavra do rei apertava, e o forno estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que levantaram a Sadraque, Mesaque e Abdene-go”.
“... A chama do fogo matou aqueles homens...” O presente versículo tem seu paralelo em Pv 26.27, onde lemos: “O que faz uma COVA nela cairá; e o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará” (Ec 10.8). O livro de Ester, uma jovem cativa que se tornou rainha, registra também um acontecimento similar. Hamã, grande inimigo dos judeus, pediu ao rei, e obteve dele a ordem para matar todos os judeus. Mas Deus interveio e tudo foi modificado: Hamã morreu na forca que ele mesmo tinha levantado (Et 7.9-10). Assim, a justiça tem sido estabelecida, a iniquidade castigada, a bondade recompensada e a coragem coroada. Na corte persa, agora, a rainha é judia e o primeiro ministro um judeu. Tudo isso nos faz lembrar de José e Moisés na corte faraônica. E Daniel e seus companheiros na corte babilônica. Os próprios inimigos dos três jovens hebreus, foram colhidos pelas labaredas selvagens do forno de fogo ardente, enquanto que os moços nada sofreram. Seja como for no campo espiritual, “a justiça livra da morte” (Pv
11.4).
3.23: “E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Ab-denego, caíram atados dentro do forno de fogo ardente”.
"... caíram atados...” Os três servos de Deus, finalmente caíram dentro do forno ardente! Os inimigos do rei, segundo os olhos cegos, eram aqueles pobres inocentes, enquanto seus amigos seriam aqueles cujas vidas eram reprovadas pelos poderes do mundo superior. O rei Herodes, sendo repreendido por João, não se arrependeu de suas maldades, mas acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num cárcere. Herodes mandou que atassem a João e em seguida o encerrassem na prisão. João Batista já tinha terminado sua “carreira (At 13.25) e Deus permitiu que seu servo fosse morto. (Ver Mt 14.1-12). Mas, Sadraque, Mesaque e Abdenego ainda tinham algo a realizar e, por isso, eram imortais até o dia da morte natural. O verdadeiro crente tem em si mesmo esta confiança: enquanto ele tiver um serviço a fazer na terra, será imortal e só morrerá no dia em que Deus quiser!”
3.24: “Então o rei Nabucodonosor se espantou e se levantou depressa: falou, e disse aos seus capitães: - Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo?Responderam e disseram ao rei: - E verdade, ó rei”.
A salvação dentro do conceito bíblico pode ser analisada em vários aspectos, mas apenas focalizaremos um dos muitos elementos que fazem parte dos matizes da redenção: é a salvação do ponto de vista humano. A salvação, neste ponto de vista, é primeiramente libertação material e concreta: diz respeito à vida do homem ou do povo nas múltiplas peripécias em que corre perigo. Ser salvo equivale a sair ileso de uma situação perigosa em que alguém se arriscava a um fracasso, a uma derrota ou à morte. O israelita sobre o campo de batalha (Dt 20.4), ou o fiel atacado pela doença ou pela angústia (SI 6.5; 69.2, etc), ambos voltam-se para o Senhor em procura de libertação, que é a ajuda no sentido material (quando visto por este prisma), como um amigo que cuida do seu enfermo, como um batalhão que socorre outro atacado por forças superiores, etc. No presente texto, podemos ver o monarca babilónico espantado, ao contemplar a grande salvação de Deus efetuada na vida daqueles jovens.
3.25: “Respondeu, e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, e nada há de lesão neles; e o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses”.
"... o aspecto do quarto [homem]”. O presente texto põe em foco o Filho de Deus. Jesus é o quarto homem em vários aspectos e, como tal, Ele é o grande Vencedor. Cristo é o vencedor por vários motivos; consideremos os seguintes pontos: 1) Cristo venceu através do equilíbrio de seu caráter; 2) através do seu ofício real; 3) através de sua descendência real como filho de Davi, segundo a carne (Rm 1.3); 4) através de seu poder inerente, na qualidade de Leão da Tribo de Judá; 5) através da sua missão terrena, que foi completada, incluindo a expiação, a sua ressurreição e a sua glorificação. Essa grande vitória de Cristo é abrangente e universal, e pode consolar a todos os corações. No presente versículo, porém, Cristo como o quarto personagem, venceu pelo seu supremo poder pessoal, emanado daquele que é o próprio “poder”, Deus, o Pai. (Ver Mt 26.64).
3.26: “Então se chegou Nabucodonosor à porta do forno de fogo ardente; falou, e disse: Sadraque, Mesaque e Ab-denego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abdenego saíram do meio do fogo”.
"... servos do Deus Altíssimo, saí e vinde!...” Os termos “servidor”, ou “servo”, em hebraico, são “ebed” e “abad”; conotam trabalho e submissão. No campo religioso é que toma este termo sentido mais rico: “servo” é quem está sujeito a Deus e trabalha no seu serviço. O serviço de Deus contém, antes de mais nada, uma magnificação cultual e litúrgica que até hoje em dia vigora entre nós: o serviço de Deus para nós também se relaciona com o culto divino. No Antigo Testamento, essa palavra tomou um sentido mais individual e pode designar uma determinada pessoa: Abraão (Gn 26.24), Moisés (Êx 14.31), Davi (2 Sm 3.18).
Deus também chamou Nabucodonosor de “meu servo” (Jr 25.9; 27.6). Cristo, nosso Senhor, é também chamado de “servo do Senhor” em várias partes das Escrituras. Os três jovens hebreus são considerados “servos” porque demonstraram diante do mundo pagão sua verdadeira fé e lealdade a Deus.
3.27: “E ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, e os presidentes, e os capitães do rei, contemplando estes homens, e viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos: nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles”.
“... nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado...” Não é em vão que diz a Escritura: “E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados” (Mt 10.30), e “não perecerá um único cabelo da vossa cabeça” (Lc 21.18). O leitor deve observar uma particularidade nesta narrativa: é que só foram queimadas na fornalha ardente as “cordas”, porque estas eram do rei. Jesus, em seu imortal ensino, indica que um cabelo da cabeça de um homem tem um valor maior que um passarinho. Os passarinhos eram usados em números quase infinito nos sacrifícios, e com a moeda menor em valor podia-se comprar dois, ou cinco por duas dessas moedas. (Ver Lc 12.6). Confrontando o texto de Mateus 10.30 com Lc 12.6, observamos que, comprando dois por uma moeda e cinco por duas, um “pássaro” seria, praticamente, sem valor. Porém, é evidente que o cuidado de Deus recai também sobre esses pássaros. Jesus mostra, assim, que o homem tem mais valor do que os pássaros e por esta razão deve descansar apoiado no cuidado do Pai. Deus velou pelos cabelos dos três jovens hebreus, também velará pelos nossos!
3.28: “Falou Nabucodonosor, e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abdenego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus”.
“... que enviou o seu anjo...” O escritor da epístola aos Hebreus, define sua angelologia da seguinte forma: “ Não são porventura todos [os anjos] eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14). A palavra “anjo” em si mesma não define o nome desse ser superior, mas, sim, a ideia de “mensageiro” ou “ofício”. Em hebraico (“marãkh”) - lê-se malaque -, no grego da Septuaginta “angellos”; os termos denotam um mensageiro de Deus, familiarizado com Ele face a face, e por isso pertencentes a uma ordem de seres superiores ao homem. (Ver SI 8, etc.). Assim, o termo “anjo” se tornou familiarizado entre o povo da aliança para designar um espírito que leva uma mensagem. Eles são vistos em toda a história da Bíblia Sagrada com esse objetivo. Algumas das suas atividades no Céu e sobre a terra, no passado, são registradas em ambos os Testamentos, sempre como mensageiros, “enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”. No texto em foco, o monarca babilónico julga ter visto “um anjo”, embora sua declaração no versículo anterior diga ter visto algo semelhante “a um filho dos deuses” (ARA). (O original diz: Filho de Deus, mas como a palavra saiu de lábios pagãos, os escritores clássicos acharam por bem traduzir por: filho dos deuses). Assim sendo, o personagem visto pelo rei, mesmo sendo chamado de “anjo”, foi o próprio Jesus Cristo em suas manifestações pré-encarnação.
3.29: “Por mim pois é feito um decreto pelo qual todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abdenego, seja despedaçado e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este”.
“Por mim pois é feito um decreto...” Diante do grandioso milagre operado por Deus, o monarca babilónico firma em seu coração um propósito pelo qual a soberania do verdadeiro Deus fosse reconhecida e aceita por todos os povos sob seu governo. Nabucodonosor reconhece isso e declara: “porquanto não há outro Deus que possa livrar como este”. A declaração feita por Nabucodonosor é confirmada tanto pelos séculos como pela história universal: não há Deus igual ao nosso Deus! Deus livra porque tem em si mesmo “todo o poder”. O supremo poder de Deus, declarado nas Escrituras, mostra que Ele não trabalha ou age através de seus músculos, mas pelo supremo poder da sua palavra. Nesse atributo natural de Deus, está também incluída a sua imutabilidade, e por ela se entende que ele nunca muda; em sua natureza, nos seus conselhos e nos seus atributos, Ele é sempre o mesmo. Nabucodonosor reconhece tudo isso e decreta a Deus o temor que lhe é devido.
3.30: “Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abdenego, na província de Babilônia”.

O presente versículo mostra como a fidelidade daqueles jovens cativos foi coroada. Há uma tradução (B. J. que diz: “o rei os constituiu em novas dignidades”. Para aqueles que têm fé em Deus e seguem avante, seus atos de justiça são sempre recompensados. Deus honra aos que o honram, porém os que o desprezam serão envilecidos. (1 Sm 2.30). Há muitos exemplos de servos de Deus que gozaram de prosperidade em sua vida, como José, no Egito, que foi um “varão próspero” (Gn 39.2). Deus também fez prosperar a Labão, por amor a Jacó (Gn 30.27). O verdadeiro crente será também alcançado pela bênção de Deus em sua vida, pois há uma promessa que diz: “De tudo quanto fizer prosperará...” (SI 1.3). Daniel foi, deveras, um homem abençoado naquela corte, mesmo tendo ali chegado como um pobre cativo (2.48; 6.28). Ele foi um profeta cujos temas são de alcance muito vasto; Sadraque, Mesaque e Abdenego, prosperaram também, de igual modo; assim, podemos chegar à seguinte conclusão: Deus continua abençoando seus servos em qualquer tempo e lugar (Mt 19.29).

Autor: Severino Pedro da Silva
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Como otimizar o ensino na EBD

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Nós, professores muitas vezes negligenciamos a didática acreditando que qualquer aula está muito bom e que basta passar o conteúdo; isso é uma completa ilusão, pois a nossa aula precisa ser a melhor possível, porque estamos fazendo-a para Deus e assim precisamos nos esforçar para colocarmos em prática alguns elementos didáticos na nossa prática docente para que o processo ensino-aprendizagem seja mais dinâmico e eficiente. O que se pretende é que nosso aluno de EBD cresça em todos os sentidos, como está na bíblia, na graça e no entendimento, seja apto para pregar, ensinar e defender a fé que professamos. Por tudo isso sugerimos que os irmãos leiam, reflitam e o mais importante coloquem em prática o que se segue:

Jamais faça uma aula de improviso
Sempre se planeje antes, ore, pesquise, estude o tema, debata com alguém, tire suas dúvidas. isso vai valorizar intensamente sua aula, o aluno sempre percebe quando o professor não se preparou, quando ele está inseguro, e assim o professor mata o aluno, pois tira o estímulo do mesmo e é por isso que muitas vezes o aluno deixa de frequentar a EBD, pois ele vem e só escuta besteiras.
É preciso se fazer uma aula com profundidade, com conteúdo. Eu aconselho você pesquisar em enciclopédias, manuais bíblicos, Bíblias de estudos, comentários bíblicos, dicionários bíblicos, revistas teológicas ou cristãs de boa qualidade.
Se possível faça um curso teológico o mais rápido possível para ter um repertório global teológico mais consistente. Sabemos que a revista da RED usada em muitas igrejas já vem com algum subsídio, mas não é o suficiente para o professor; a revista não deve ser uma fonte exclusiva da sua aula; ela deve funcionar como um roteiro, o enriquecimento da sua aula é uma tarefa essencial e só você pode fazer isso, é uma questão de compromisso, interesse e força de vontade de fazer o melhor possível para Deus e respeitar os seus alunos.

Objetivos
Lembre-se que escola dominical é uma escola e não um culto de adoração, louvor ou oração, portanto nunca fuja do assunto em pauta, nada de contar testemunhos, cantar, orar, contar anedotas, contar casos, entrar por assuntos paralelos, pois este não é o momento adequado. Cumpra sempre o que está proposto nos objetivos daquela aula, porque se não tudo perde o sentido, é uma pura perda de tempo e revela um total descaso do professor com a proposta da Escola Bíblica. Geralmente quem faz isso é o professor preguiçoso que não se preparou, que está ali de improviso. Isso é lamentável, mas acontece muito; portanto, vigie.

Aula participativa
Deixe o aluno participar ativamente da aula, abrindo espaço para ele questionar, tirar suas dúvidas, expor suas opiniões; isso tornará suas aulas mais dinâmicas, participativas, porém evite as polêmicas desnecessárias. Se por acaso um ou outro aluno tentar polemizar e não se não conseguir o consenso, peça para tratar particularmente com ele em outra oportunidade, mas dê sequência à aula, agora cuidado nunca deixe seu aluno sem resposta, nunca deixe seu aluno na incerteza. Se no momento você não souber da resposta, a melhor saída é ser honesto, diga que no momento não sabe, mas que vai pesquisar e na próxima aula trará a resposta, mas não esqueça você assumiu o compromisso, então realmente traga a resposta na aula seguinte sob pena de cair no descrédito da turma.


Por Severino Salviano de Oliveira Júnior
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Dinâmica da Lição 04: A Providência Divina na Fidelidade Humana (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “A Providência Divina na Fidelidade Humana.”
- Leve seu aluno a conhecer o sonho perturbador de Nabucodonosor.
- Analise a atitude sábia de Daniel perante o rei.
- Faça com que seu aluno compreenda a interpretação do sonho de Nabucodonosor.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica logo abaixo:
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Deus é fiel e soberano. Os jovens hebreus que foram levados para a Babilônia tinham convicção dessa verdade; por isso, se recusaram a se prostrar diante de uma estátua  maléfica de ouro. A estátua que Nabucodonosor mandou construir era símbolo do seu império e da sua arrogância. Aprendemos com o capítulo 3 de Daniel que muitas vezes nossa fé é provada, mas se permanecermos fiéis, Deus nos livra, como fez com os jovens hebreus.
Objetivo:
Conscientizá-los da soberania e providência de Deus para com aqueles que são fiéis.
Material:
Folha de papel pardo com o quadro (ver imagem abaixo) e caneta.
Procedimento:

Divida a turma em dois grupos. Entregue a cada grupo uma folha de papel pardo e caneta com o quadro abaixo (sem as respostas). Explique que assim como os amigos de Daniel foram provados na fornalha, nós, servos do Senhor, também temos a nossa fé provada em muitas ocasiões. Todavia, Deus é fiel e nos livra do mal. As provações têm o objetivo de fortalecer a nossa fé e revelar a grandeza do Deus a quem servimos. Os amigos de Daniel deram um testemunho vivo da soberania e providência do Todo-Poderoso. Em seguida, peça  que, em grupo, os alunos completem o quadro dizendo as fornalhas" que enfrentamos em nossa vida e as promessas de livramento que encontramos na Palavra de Deus. Explique que a nossa fé nas promessas divinas, nos dá coragem para resistir e não se dobrar diante daquilo que quer nos tirar da presença de Deus. Depois que todos concluírem, reúna os alunos formando um só grupo. Leia os quadros que os alunos completaram. Explique que muitas são as "fornalhas" que enfrentamos, mas para cada uma delas Deus tem um livramento. Ele é fiel.


Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 15. Nº 60
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Dinâmica da Lição 04: A Bíblia e a ciência (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “A Bíblia e a ciência.”
- Leve seu aluno a conhecer o sonho perturbador de Nabucodonosor.
- Analise a atitude sábia de Daniel perante o rei.
- Faça com que seu aluno compreenda a interpretação do sonho de Nabucodonosor.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “Quebra-cabeças”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Quebra-cabeças
Objetivo:

Mostrar o valor da Bíblia Sagrada em relação a falsa ciência
Material:
Um cartaz com seis frases sobre a Bíblia, e as mesmas frases digitadas em folhas de papel A4.
Procedimento:
Confeccione um cartaz com seis frases sobre a Bíblia (conforme o modelo sugerido logo abaixo). Digite seis frases (seguido o mesmo modelo sugerido logo abaixo) em folha de papel A4 usando a fonte 20. Em seguida recorte essas frases em vários pedaços e coloque em seis envelopes (uma frase para cada envelope). É importante que você deixe dois pedaços de cada frase de fora para misturá-lo em outro envelope, ou seja, cada envelope terá duas palavras que deveria fazer parte do outro envelope. Portanto, ao recortar as frases em pedaços, dois destes devem ser misturados e colocados em um outro envelope afim de que o aluno descubra qual é a sua frase e onde está o complemento dela. Você irá transformar as frases em uma espécie de quebra-cabeça. Chegue cedo e coloque o cartaz em um local visível. Dependendo do número de alunos você pode entregar os envelopes lacrados individualmente a cada um ou a duplas ou ainda em grupos de três pessoas. Diga-lhes que guarde o envelope prestando bastante atenção a aula, pois o sucesso da tarefa dependerá disso (esta será uma forma de ganhar-lhes a atenção). Ministre a aula por vinte minutos (não ultrapasse a isso para não prejudicar a dinâmica). Em seguida mande que os alunos abram os envelopes e monte o quebra-cabeça. Mande que eles montem as frases de acordo com o que está escrito no cartaz. Explique que partes das frases podem está no envelope do amigo da sala. Após as frases montadas, cada frase será apresentada e discutida entre os participantes. A discussão precisa estar voltada ao que diz cada frase. Encerre a Dinâmica mostrando o valor da Bíblia em relação a toda e qualquer ciência.
Frases Sugeridas para a dinâmica:
a) A verdadeira ciência não contradiz a Bíblia, antes comprova-a.
b) A Bíblia é a história de um povo que encontrou Deus e como Deus conduziu o seu povo.
c) A Bíblia é uma espécie de Biblioteca. Contém 66 livros diferentes e unidos.
d) A Bíblia é perfeita, Ela é a imutável Palavra de Deus.
e) A Bíblia faz referências a assuntos de interesse da arqueologia e de outras ciências.

f) As referências bíblicas sempre se harmonizam com a ciência.

Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 04: Confronto histórico (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “Confronto histórico.”
- Leve seu aluno a entender que combatemos constantemente as obras das trevas, porém que nosso maior inimigo é nossa própria natureza; conscientizar-se da necessidade do fruto do Espírito para vencermos no dia a dia.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica Cabo de Guerra”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


Dinâmica: Cabo de Guerra
Objetivo:
Refletir sobre a necessidade da ação do Espírito para podermos vencer os desejos pecaminosos.
Material:
Uma corda, palavras digitadas: OBRAS DA CARNE, FRUTO DO ESPÍRITO, VOCÊ.
Procedimento:
- Explique para os alunos sobre uma brincadeira por nome “cabo de guerra”, que consiste em duas equipes segurar uma corda, cada uma numa extremidade oposta, vencendo aquela que puxar a outra até que ultrapasse a marca traçada no chão, equivalendo a metade da corda.
- Em seguida, faça uma simulação dessa brincadeira, com algumas modificações:
·         Escolham dois alunos para puxar a corda, um de cada lado.
·         Coloquem de um lado da corda a palavra “OBRAS DA CARNE” e do outro lado “FRUTO DO ESPÍRITO”.
·         No meio da corda, coloquem a palavra “VOCÊ”.
- Marquem a metade da corda, com um traço no chão ou utilizem um objeto para esta demarcação.
- Falem apontando para o cabo de guerra: Obras da carne são as realizações dos desejos mundanos, sendo especialmente associados aos desejos do corpo, aos apetites proibidos, o que usualmente envolve alguma perversão do impulso sexual. Satisfazer esses desejos que quer dizer levar ao fim, terminar, consumar (peçam para que o aluno que está a corda onde está a palavra OBRAS DA CARNE puxe a corda até ultrapassar a metade marcada no chão, demonstrando a ultrapassagem do limite).. O crente sofrerá tentações, é certo, mas poderá impedir que o pecado obtenha sua vitória. Se o cristão andar no Espírito as obras pecaminosas não se manifestarão e nem se completarão no crente. Ele sempre encontrará forças para derrotar e frustrar a tentação, não chegando a ceder à mesma, praticando atos pecaminosos. Para obtermos a vitória devemos estar em contato com o Espírito do Deus vivo, sendo esse o único meio de obter a santidade nessa luta. E devemos ainda lançar mão de vários outros meios como o: "Estudo das Escrituras a fim de termos uma mente pura, a oração e a meditação, mas tais coisas desacompanhadas do poder pessoal do Espírito Santo, nunca conseguirão propiciar-nos a vitória sobre o pecado".
- Depois, reflitam com os alunos que quem anda no Espírito, não necessita satisfazer a concupiscência da carne. Age como um cidadão dos céus e investe no céu, não necessitando da lei (5.16). Carne e espírito são dois extremos existentes em nós e satisfazer a carne significa egoísmo, satisfazer o espírito é altruísmo (5.17). Guiar-se pelo Espírito é desfrutar da plena liberdade, é esquecer-se que há lei (5.18). É o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente quando ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus ( agora o aluno que estiver segurando a corda onde está a palavra CONSUMO, deverá puxar a corda até a marca do meio). O Espírito Santo é quem faz essas coisas na vida do cristão. É por isso que o apóstolo diz que: “contra essas coisas não há lei (v.23). “...pelos frutos sois conhecidos” (Mateus 7.16).- Para concluir, releia Gl 5. 16-26.


Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 04: A igreja organizada (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:

1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 04: “A igreja organizada.”
- Leve seus alunos a entender as diversas funções eclesiásticas e a reconhecer que cada membro recebeu de Deus dons e talentos para servir a igreja de Cristo..
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “Minha função no corpo”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Minha função no corpo


Objetivo:
Conscientizar os alunos de que todos nós temos uma função no corpo de Cristo
Material:
Gravuras dos membros do corpo humano.
Procedimento:
Leve para a sala de aula, gravuras dos membros do corpo humano. Divida a classe em grupos e distribua as gravuras.
Depois peça aos alunos para falarem acerca daquele membro, sua importância e utilidade para o bom funcionamento do corpo humano. Comente que cada parte do corpo é importante e tem uma função a desempenhar, mas também contribui para a operação do corpo inteiro. O corpo precisa das diversas funções dos membros para sobreviver (1 Co 12.15-19). Um membro serve ao outro e todos trabalham em harmonia para o benefício e edificação do corpo. Assim é com o corpo de Cristo, no qual cada membro recebeu algum dom espiritual. Nesse corpo, o emprego de cada dom é projetado para servir não àquele membro individual, mas sim à Igreja toda.


Adaptado por Escriba Digital
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