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domingo, 21 de setembro de 2014

Lição 13 - A atualidade dos últimos conselhos de Tiago

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Chegamos à parte final dos conselhos de Tiago. Seu estilo direto e prático nos obriga a meditar sobre a forma como temos nos conduzido na esfera cristã, tanto dentro da igreja quanto fora dela. Neste capítulo, Tiago deixa seus últimos conselhos para a Igreja, encerrando assim um ciclo de pequenos sermões práticos.

I.  O VALOR DA PACIÊNCIA E A PROIBIÇÃO DE SE FAZER JURAMENTOS

A paciência e seu valor

Tiago começa esta seção de sua carta recomendando a paciência aos crentes. Ele diz que essa paciência deve durar até a vinda do Senhor. Exercer essa paciência deveria ser um grande desafio para aqueles crentes, e não é menos desafiador para nós. Vinte e um séculos se passaram desde que o Senhor Jesus prometeu retornar para buscar os seus, e a Igreja do Senhor tem tido de conviver com um mundo que muda a forma de pensar sempre para pior, e que diariamente descobre novas formas de transgredir os mandamentos divinos.
Devemos ser pacientes diante de todos esses fatores? Sim, mas lembre-se de que o foco da recomendação à paciência é no tocante à vinda do Senhor. Isso implica uma renovação diária da nossa confiança nas promessas de Jesus. E a orientação de Tiago à paciência não inclui a conivência com o pecado e com este mundo decaído.
A paciência tem sua recompensa. O exemplo desta é apresentado na comparação que Tiago faz sobre o lavrador e o fruto da terra. Da mesma forma que o trabalho do lavrador é árduo, deve ser árduo também o nosso esforço em nos lembrar de que a Vinda de nosso Senhor Jesus não tardará.
Tiago destaca ainda nessa comparação um terceiro elemento: a chuva temporã e a serôdia. E qual seria a importância desses fenômenos naturais para o agricultor? Elas representam a ajuda divina para o trabalho humano.
Martin Vincent comenta que
A chuva temporã caía em outubro, novembro e dezembro, e prolongava-se até janeiro e fevereiro. Estas chuvas não vêm repentinamente, mas gradualmente, de modo que o agricultor pode semear seu trigo ou sua cevada. As chuvas vêm principalmente do oeste ou sudoeste (Lc 12.54), duram dois ou três dias a cada vez, e caem principalmente à noite... A chuva serôdia, que é muito menos intensa, cai em março e abril. A chuva na ocasião da colheita era considerada um milagre.

Tolerância de uns para com os outros

Ainda dentro de uma visão muito prática, Tiago recomenda que não nos queixemos uns contra os outros, para que não sejamos condenados. A expressão queixar-se, citada logo depois da recomendação à paciência, deve nos levar a crer que o hábito de queixar-se pode ser uma consequência da impaciência. Pessoas impacientes tendem a ser queixosas, e esquecem-se com facilidade de que Deus tem seu próprio tempo para realizar seus feitos.
E possível entender também que o queixar-se uns contra os outros demonstra o ato de as pessoas falarem mal uns dos outros. Além da impaciência que induz às queixas, deveria haver pessoas cristãs que em suas queixas apontavam os pontos negativos de outras pessoas. Isso por si é um ato digno de condenação da parte de Deus. Criamos muitas expectativas em relação a outras pessoas, esquecendo-nos de que todos somos limitados e propensos a falhas. Se como cristão aponto os erros de outras pessoas de forma intencional ou acidental, certamente serei julgado por Deus por causa desse ato.
Aqui entra a questão da tolerância. Não devemos aqui incentivar a tolerância para com o pecado — isso não está em questão no texto, e sim dos irmãos uns para com os outros. Lembremo-nos ainda de que esses crentes estavam tendo sua fé provada por meio de diversas tribulações. Mesmo nesses momentos, não podiam ser descuidados com suas palavras, nem demonstrar ressentimentos ou frustrações contra seus irmãos.
Ainda sobre o quesito paciência nos sofrimentos, Tiago apresenta alguns exemplos de aflição e paciência: os profetas que falaram em nome do Senhor e Jó, o patriarca. Tiago não cita os nomes dos profetas, mas sabe que seus leitores estão familiarizados de tal forma com a história de Israel. Esses leitores vão se lembrar dos exemplos daqueles que foram enviados por Deus para fazer com que o povo de Israel andasse de acordo com a vontade divina.
Os profetas eram pessoas que pagaram um alto preço para manifestar a vontade de Deus de forma inconfundível. Não raro, Deus ordenava a esses homens que fizessem coisas muito diferentes para dar ênfase à sua mensagem.
E o que dizer de Jó? Ele era o homem mais rico do Oriente. Tinha 10 filhos, boa saúde, e era temente a Deus. Quando trata de Jó, Tiago destaca o fim que Deus deu a ele, e como foi misericordioso e piedoso. Mas ele destaca também a paciência de Jó ante a suas tribulações. Como sabemos, Jó era um homem rico, e perdeu todos os seus bens. Tinha uma grande família, e perdeu todos os seus filhos. Tinha uma boa saúde, e ficou doente de tal forma que sua aparência assustava. Mesmo sendo um homem íntegro, foi acusado de ter pecado contra Deus. Passou o tempo de sua tribulação sem respostas sobre o motivo pelo qual passava por aquilo, e teve de aturar amigos que interpretaram errado os acontecimentos de sua vida. Passar por tudo isso exige paciência, e muita. Não há registros de que ele tenha pecado contra Deus em todas essas coisas. Mesmo na pior das situações, envergonhou Satanás e seus propósitos malignos de demonstrar que o homem só pode ser fiel quando tem dinheiro ou quando tem boa saúde. Jó venceu, e Deus também.
Aqui cabe uma palavra. Deus não retirou o que Jó tinha: família, riquezas e saúde. Mesmo assim, o Criador retribuiu em dobro o que o patriarca possuía e havia perdido. Curioso é notar que Jó não pediu nada de volta em dobro. Sua postura foi dizer “Deus deu, e Deus tirou”. Ele não fez exigências como se Deus tivesse obrigação de dar de volta o que tinha antes, como algumas músicas em nossos dias ensinam. E não há respaldo bíblico para tal prática, de pedir em dobro o que perdemos, como se fosse obrigação divina o reembolso de nossos bens.

Acerca dos juramentos

Quem nunca ouviu a expressão “juro por Deus”? Geralmente as pessoas costumam usar juramentos para dar crédito ao que estão falando. É como se um juramento fosse a garantia de que o discurso tem validade, que é confiável. Na prática, esse hábito não é bom, pois a Bíblia nos adverte a que tenhamos um discurso mais exato em nossa vida, e essa exatidão está vinculada à forma como vivemos. Se minha vida exala exatidão em agir conforme a vontade de Deus, certamente minhas palavras acompanharão a minha vida.
Não precisamos jurar por Deus nem por ninguém para que sejamos levados a sério. Jurar por Deus é considerado uma forma de usar o nome do Senhor em vão, quando isso é usado de forma leviana. Falar de forma desonesta usando o nome do Senhor não garante a bênção dEle em nossas vidas.
Havia permissão na lei de Moisés para se fazer juramentos? Sim. “O Senhor, teu Deus, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome jurareis.” (Dt 6.13). E Jeremias 12.16 fala: “E será que, se diligentemente aprenderem os caminhos do meu povo, jurando pelo meu nome: Vive o Senhor, como ensinaram o meu povo a jurar por Baal, então edificar-se-ão no meio do meu povo”. Na prática, fazer juramentos em nome dos deuses era comum para os homens antigos, e mesmo o povo de Israel poderia jurar em nome do Senhor. Entretanto, essa prática não poderia substituir uma vida de integridade e a vontade de cumprir os votos prometidos. Um israelita poderia usar o nome do Senhor em um juramento, mas apenas se temesse a Deus e o ser estendido a outros que aprendessem os caminhos do Senhor e o servissem. Portanto, quem temia ao Senhor e o servia com integridade poderia usar o nome do Senhor para jurar e cumprir o juramento depois.
A preocupação de Tiago não passa por essa questão, e sim com a desonestidade de algumas pessoas na congregação que aproveitavam o nome do Senhor para convencer outras. Por isso, é bom que em vez de usarmos juramentos, que tenhamos atitudes que garantam nossas palavras.

II.A UNÇÃO DE ENFERMOS E COMO DEUS OUVIU A ELIAS

Oração e cânticos

À medida que vai terminando sua carta, Tiago continua dando conselhos práticos aos leitores. Ele já recomendou paciência na tribulação, e agora apresenta um tratamento contra a aflição: a oração. Está alguém aflito? Ore. Nada melhor que pedir paciência a Deus eni oração. Essa oração pode ser também pelo fim do sofrimento, pois ninguém, em sã consciência, gosta de passar períodos contínuos de sofrimento.
Precisamos entender que não somos imunes ao sofrimento, em qualquer de suas esferas, mas nem por isso estamos impedidos de pedir que Deus nos alivie do sofrimento. Jesus rogou ao Pai que se possível, retirasse dEle o cálice do sofrimento, e Paulo rogou ao Senhor que tirasse dele o espinho na carne. Faz parte da nossa natureza a busca pelo alívio do sofrimento, e isso em si não é errado. Entretanto, podemos entender que é errado passar pelo sofrimento murmurando e queixando-se de tudo e de todos. Tiago recomenda que oremos, portanto, quando estivermos em aflição. Assim, além de buscarmos conforto em Deus, evitamos pecar com a murmuração.
Como já sabemos, a vida do servo de Deus não é apenas de sofrimentos. Temos refrigério e muitos momentos de alegrias e vitórias concedidas por Deus, e devemos demonstrar nossa gratidão e alegria entoando louvores ao Senhor. Essa é uma forma de adoração a Deus que chama a atenção das pessoas à nossa volta. Adoramos a Deus com nossas atitudes, nossas orações e contribuições, mas também por meio de nossos louvores. Tiago repreende de forma enérgica a murmuração, mas incentiva a adoração e os cânticos.

Oração da fé

Ainda abordando a questão da oração, surge o tema da oração pelos enfermos. Havia certamente pessoas na congregação que adoeciam por diversos motivos, fossem eles genéticos, advindos de hábitos prejudiciais à saúde ou outros fatores.
Desde a queda, o ser humano convive com doenças que se não matam em pouco tempo, debilitam ou tiram a capacidade de as pessoas trabalharem ou terem vida social.
A Bíblia relata diversos casos de doenças. A lepra era uma das mais conhecidas nos tempos bíblicos. Além de afastar a pessoa de sua família e amigos, ia apodrecendo os membros do corpo do doente. Fluxos de sangue também eram conhecidos, a ponto de a Lei de Moisés alertar sobre a forma como uma pessoa deveria ser tratada nesse tipo de situação. Uma pessoa com fluxo de sangue se tornava anêmica, fraca e debilitada, além de carregar em si um pesado estigma social. É evidente que havia formas de curas nos tempos antigos, mas nem todas as doenças eram conhecidas e igualmente tratadas para que o enfermo fosse curado.
A oração da fé isenta o doente de buscar auxílio médico? De forma alguma. Buscar auxílio médico não deve ser interpretado como sinal de incredulidade. Tomemos por exemplo o caso de Jesus e os dez leprosos de Lucas 17. Jesus estava indo para Jerusalém e passou entre Samaria e Galileia. Entrando em uma aldeia, encontrou-se com dez leprosos que imploraram a cura do Senhor, e Ele os mandou apresentarem-se ao sacerdote. Por que isso? Primeiro, porque o sacerdote era quem declarava a pessoa leprosa, mas ele igualmente declarava a pessoa curada. E o curado deveria agradecer a Deus com uma oferta trazida por sua cura.
Não estamos isentos de buscar ajuda médica, no mínimo para descobrir que tipo de mal está nos acometendo e que tipo de tratamento nos pode ser ministrado. Mas não podemos nos esquecer de que servimos a um Deus que tem poder sobre todas as doenças, e que nos pode curar.
A oração da fé deve ser ministrada pelos presbíteros da igreja, que deveriam ungir o enfermo com azeite em nome do Senhor. O poder da cura estava em o nome do Senhor Jesus Cristo. Os presbíteros não realizavam a cura, mas deveriam orar ao Deus que tem o poder de curar.

Oração e perdão dos pecados

O verso 15 de Tiago 7 traz mais uma característica desse caso específico de oração pela cura: o perdão dos pecados. E possível haver conexão entre um pecado e uma doença, mas da mesma forma essa conexão pode não existir. Por isso, Tiago não diz “está doente porque cometeu pecado”, mas diz “... se houver cometido pecados..Tiago não vincula doenças a pecados, mas entende que esse vínculo pode existir.
Se este é o caso em tela, ou seja, se uma pessoa peca e fica doente, podemos entender que a busca pelos presbíteros da igreja — para que orem pelo enfermo — pressupõe um arrependimento do pecado cometido e a busca pela restauração física e espiritual. Sabemos que esses casos devem ser tratados de forma individual, pois Tiago não criou essa regra. De qualquer forma, por meio da oração, os pecados serão perdoados. O bem-estar físico e o espiritual são bênçãos de Deus para seus filhos, e Ele age de forma completa em todos os sentidos.
O que não pode faltar em qualquer desses dois casos é a fé. Se uma pessoa está doente por causa de um pecado, ou se está doente por outros fatores, ela deve buscar ajuda do alto com fé. Esse elemento é indispensável tanto para o doente quanto para os presbíteros que hão de orar. E a oração da fé, não a unção com azeite, que salvará o enfermo. A unção tem o sentido terapêutico e não pode ser dispensada, mas é a fé que trará a vida ao doente. Nossa oração, portanto, não pode ser apenas para receber a cura divina, mas também para que a nossa comunhão com Deus seja restaurada e nossos pecados, perdoados.

III.A IMPORTÂNCA DA CONVERSÃO DE UM IRMÃO

A confissão e a oração

O assunto oração continua sendo a tônica da parte final da Carta de Tiago. Ele já recomendou orar nos momentos de aflição, e para os doentes, que recebam a oração da fé feita pelos presbíteros da igreja. Agora Tiago trata da confissão feita por irmãos.
Confessar as culpas uns aos outros é uma prática que deveria ser mais comum em nosso meio. Isso não ocorre tanto porque, não raro, o confessante partilha detalhes de sua vida com pessoas que nem sempre possuem a maturidade necessária para ouvir e reter o que ouviram. E constrangedor quando uma pessoa se sente culpada de alguma falta e partilha o fato com alguém que logo depois de ouvir, passa a conversa adiante, expondo ao desprezo e ao escárnio, o confessante.
Tiago diz que devemos confessar as culpas uns aos outros. Ninguém está isento de pecar, nem mesmo na igreja ou no ministério. A confissão recíproca coloca confessor e ouvinte no mesmo polo, de forma que ambos se verão como pessoas que não poderão se orgulhar de seus feitos, e que precisarão orar uns pelos outros, como diz Tiago. Quem confessa e quem ouve deve orar um pelo outro, para que ambos sejam curados e restaurados.
A prática da confissão recíproca pode aliviar os sentimentos de culpa, desde que a confissão seja acompanhada da oração. Confissão sem oração em seguida, pode se tornar motivo de piadas, expondo o culpado a uma situação futura constrangedora. E quem ouve deve estar ciente de que não basta orar pelo confessor, mas que também não pode ele, o ouvinte, se tornar um canal de divulgação de pecados alheios. Isso pode esvaziar a intenção da confissão, pois se uma pessoa na congregação peca e busca ajuda em confissão e oração, ela espera que sua história se encerre ali mesmo. Portanto, usemos de sabedoria nessas horas.
Há casos em que a repercussão de um pecado pode trazer dificuldades à congregação. Nesses casos, é preciso que hajamos com sabedoria para não deixar de aplicar uma correção que sirva de exemplo a todos, mas que também possa recuperar o crente que pecou, de forma que ele não se afaste dos caminhos do Senhor.
Tiago trata também da oração de Elias, mas ele a utiliza como um exemplo para o fim do verso 16: “...a oração de um justo pode muito em seus efeitos”. Quando o apóstolo trata de Elias e sua oração, ele ainda está discorrendo o assunto da confissão recíproca dos pecados e da oração para que o confessor seja sarado.
Elias, suas limitações e sua oração são apresentadas a seguir. Elias é um dos profetas mais conhecidos do Antigo Testamento, e seu testemunho é impressionante. Vindo de uma localidade chamada Tisbi, de difícil localização nos mapas de geografia bíblica, Elias confrontou o rei Acabe por causa de seus pecados e deixou claro que não choveria em Israel por três anos e meio, conforme sua oração. Depois orou novamente, e Deus mandou chuva sobre Israel, ao ponto de a terra produzir novamente seus frutos. Mas como Tiago começa tratando de Elias? “Elias era um homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando pediu que não chovesse...”. O que Tiago quer realmente nos ensinar com isso? Que a nossa oração faz diferença, a oração de um justo pode muito em seus efeitos, e Deus espera que oremos a Ele.
Podemos não ter o ministério profético como Elias tinha. Podemos não ter um destaque na história bíblica, e ser tentados de todas as formas a ceder ao pecado, mas quando nos inclinamos diante do altar do Senhor, Ele nos ouve e vem em nosso Socorro. Não há como negar que a realidade à nossa volta pode ser modificada por meio da oração.

O irmão desviado

Tiago completa seu ensino olhando agora para as pessoas que um dia estiveram em nossas congregações e se desviaram da verdade. Ele não aborda o motivo pelo qual uma pessoa se desviou. Ele não entra no debate de ter sido justo ou não o motivo pelo qual a pessoa não congrega mais. Ele apenas diz: “... se alguém o converter. São dizeres complexos, pois implicam que uma pessoa pode ter comunhão com os santos e um dia, ainda assim, se afastar. Esse texto pode ser de difícil entendimento para os que entendem que se uma pessoa estava na igreja e se desviou, na verdade ela nunca foi salva.
Pensemos nas implicações desse texto. Tiago diz que “... se algum dentre vós se tem desviado da verdade...”, e isso dá claramente o entendimento de que uma pessoa que aceitou a Jesus pode um dia se desviar dos caminhos do Senhor. Discussões à parte, Tiago oferece uma grande solução, mais do que um grande problema: quem converte do erro um pecador salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados.
Essa é uma mensagem que nos manda ser mais zelosos no cuidado para com os outros, seja fortalecendo os fracos em nossas congregações, seja evangelizando para apresentar Jesus aos que não o conhecem. Quem se desvia dos caminhos do Senhor pode receber o mesmo perdão que é oferecido àquele que nunca teve o conhecimento de Jesus Cristo.

Alexandre Coelho

Bibliografia utilizada neste capítulo

Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. CPAD
Vincent — Estudo no Vocabulário Grego do Novo Testamento. CPAD
Mathew Henry — Comentário Bíblico do Novo Testamento — Atos a Apocalipse. CPAD
Comentário Bíblico Beacon — Volume 10. CPAD
Comentário Bíblico pentecostal do Novo Testamento —Volume 2. CPAD
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. CPAD Teologia do Novo Testamento. Roy B Zuck. CPAD Dicionário Vine. CPAD
158
A ATUALIDADE DOS ÚLTIMOS CONSELHOS DE TlAGO
Dicionário Bíblico Wycliffe. CPAD.
O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Russel Norman Champlin. Milenium.
Uma Introdução aos Escritos do Novo Testamento. Erick Mauerhofer, Editora Vida.
Estudos no Cristianismo não Paulino. F F Bruce. Shedd Publicações.
Homens com uma Mensagem. John Stott. Cultura Cristã
Introdução ao Novo Testamento. D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris. Vida Nova.
O Novo Testamento, sua Origem e Análise. Merril C. Tenney. Vida Nova.
Panorama do Novo Testamento. Robert H. Gundry. Vida Nova.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Lição 12 - Os pecados de omissão e opressão

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Como destacamos no capítulo 10 deste livro, o apóstolo Tiago chama a atenção de seus leitores, mais especificamente na abertura do capítulo 4, para as consequências trágicas da omissão dos homens mais abastados em cuidar “dos órfãos e das viúvas” (Tg 1.27) assim como dos membros indigentes da sua comunidade (Tg 2.15,16). Tal atitude, frisa o apóstolo, estava levando a mortes desnecessárias entre os mais necessitados, de maneira que Tiago sugere que esses homens ricos que pecavam por omissão, que pecavam por não atenderem aos mais carentes, eram, indiretamente, assassinos (Tg 4.3; 5.6). Sim, porque os interesses egoístas dessas pessoas — e que ficará ainda mais evidenciado no caso da diminuição do salário devido aos trabalhadores pobres (Tg 5.4) — estavam levando necessitados à morte. Ao lutarem apenas pelos seus próprios deleites, eles estavam, na prática, mesmo que indiretamente, combatendo contra seus irmãos necessitados, porque sua omissão custava a vida destes. Tratava-se, portanto, de uma omissão criminosa.

Lembremos que a Epístola de Tiago foi escrita, muito provavelmente, durante a grande fome que abateu a Judeia por volta do ano 46 d.C. A data mais provável para a composição da Carta de Tiago é entre 45 e 49 d.C., isto é, exatamente um período que abrange a época dessa grande fome. Logo, quando Tiago viu que a morte de alguns irmãos poderia ser poupada se não fosse a omissão dos mais ricos — ainda mais que os ricos empregadores, motivados apenas por cobiça e egoísmo, estavam em falta no pagamento dos salários dos seus trabalhadores, salário este que, se honrado, supriria minimamente as necessidades destes —, o apóstolo foi tomado de uma ira santa e escreveu as palavras contundentes que abrem o capítulo 5 de sua carta, sobre as quais meditaremos a seguir.

O pecado da omissão

O capítulo 4 da Epístola de Tiago termina com uma frase que bem poderia abrir o capítulo 5, mas o francês Robert D’Eti-énne (1503-1559), responsável pela divisão do Novo Testamento em versículos, não atentou para isso, preferindo colocar a referida frase ao final do texto sobre a falibilidade dos projetos humanos (Tg4.13-16). Diz Tiago ao final desta passagem: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4.17). Não que essa frase não possa ter alguma relação com o tema da falibilidade dos projetos humanos, mas ele está mais relacionado com o tema que vem a seguir.
Antes, porém, de adentrarmos no tema dos versículos 1 a 6 do capítulo 5, é preciso destacar algumas lições que estão implícitas no enunciado do apóstolo sobre o pecado de omissão.
A primeira é que, diferentemente do que normalmente as pessoas imaginam, os pecados de omissão serão julgados por Deus tanto quanto os demais pecados cometidos. Como afirma Matthew Henry, “aquele que não faz o bem que ele sabe que deve fazer e aquele que faz o mal que ele sabe que não deve fazer serão condenados”.
Em segundo lugar, a partir do contexto desse enunciado do apóstolo Tiago, entendemos que ele está afirmando aqui também que “pecados de omissão podem facilmente se tornar pecados de comissão”. Ou seja, além de ser um mal em si mesmo, o pecado de omitir-se deliberadamente ainda pode ser praticado de forma a colaborar conscientemente para outros males, de maneira que ele é, nesses casos, também um pecado de comissão.

O pecado da opressão

Curiosamente, ao iniciar no capítulo 5 sua contundente condenação aos ricos opressores, Tiago usa as mesmas palavras do versículo 9 do capítulo 4, quando ele estava falando aos seus leitores sobre a necessidade de se separarem do mundo e se submeterem à vontade de Deus, e que isso inclui indispensavelmente uma atitude de arrependimento sincero: “Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza”. Essa atitude é sintetizada na expressão “Humilhai-vos perante o Senhor” (Tg 4.10a). No capítulo 5, ele conclama os ricos opressores a essa mesma atitude, isto é, a essa humilhação diante de Deus, ressaltando que o juízo de Deus é certo se não se arrependerem: “Eia, pois, agora vós ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir” (Tg 5.1).
A contraposição à humildade é a soberba, que aparece aqui encarnada na vida desses ricos opressores. Como salienta o teólogo Lawrence Richards ao comentar essa passagem da Epístola de Tiago, “aqueles que confiam nas riquezas e menosprezam os direitos dos outros para acumulá-las são a antítese das pessoas humildes que Deus deseja que os crentes se tornem. Estes homens ricos personificam o sistema do mundo, que Tiago afirma ser hostil a Deus. Eles valorizam as coisas materiais, que não têm valor duradouro, e desdenham os seres humanos, que Deus afirma que têm valor supremo. A sua vida na terra, que é uma vida de ‘delícias e deleites’, serve apenas para prepará-los para o ‘dia de matança’ [Tg 5.5], o juízo divino”. Sua vida de prazeres e luxo estava sendo para eles como o período de engorda do gado para logo depois ser abatido (Tg 5.5).
Como afirmamos no capítulo 4, a Bíblia nos ensina que as riquezas em si não são pecado, mas apenas o amor às riquezas, o apegar-se a elas, a avareza, a cobiça, o egoísmo e a soberba. As Escrituras ensinam que o cristão que “possui riquezas e bens não deve julgar-se rico em si, e sim administrador dos bens de Deus (Lc 12.31-48)”, e deve ser “generoso, pronto a ajudar o carente, e rico em boas obras (Ef 4.28; 1 Tm 6.17-19)”. Além do mais, uma vez que Tiago conclama os ricos opressores a prantearem e chorarem, isso significa dizer, à luz do uso dessas mesmas expressões no capítulo 4 (v. 9), que ele “espera que reconheçam sua dependência de Deus e se arrependam de seus pecados”; e “se assim o fizerem, então o ‘abatimento’ (Tg 1.10) provocado por sua ‘miséria’ os levará a se humilharem perante o Senhor, e Ele os exaltará (Tg 4.10; cf. Tg 1.9)”.

A deterioração das riquezas

No capítulo 5, Tiago mais uma vez chama a atenção para a transitoriedade e a deterioração natural das riquezas (Tg 5.2,3). Ele já havia feito essa alusão no capítulo 1, usando como analogia a beleza passageira da flor (w. 10,11).
Um aspecto importante das palavras de Tiago nos versículos 2 e 3 é que, ao afirmar que as riquezas daqueles ricos opressores estavam apodrecidas, com vestes comidas de traça e ouro e prata enferrujados, o apóstolo estava destacando também que os bens daqueles homens haviam perdido o seu propósito. “O fato de as vestes representarem o alimento das traças, o dinheiro guardado se tornar manchado e o ouro e a prata enferrujarem, não sendo utilizados por seus donos quando poderiam ter sido destinados aos pobres, indica que foram afastados da função a qual Deus lhes destinou. Se os ricos aceitarem a vontade de Deus como a sua própria, então usarão suas posses para suprir as necessidades dos semelhantes (Tg 2.15,16) em vez de viver em luxurias e deleites
(Tg 5.5; cf.Tg4.3r.6

O não pagamento dos salários devidos

O principal pecado desses ricos opressores era, segundo a denúncia clara do apóstolo Tiago, o não pagamento dos salários devidos. Tiago afirma que os trabalhadores que ceifavam nas terras desses ricos, na hora de serem pagos pelos seus trabalhos, em vez de receberem o salário combinado, tinham o seu pagamento distorcido, reduzido, diminuído (Tg 5.4). E mais: além de cometerem o pecado de não pagarem o salário devido, esses ricos estavam cometendo indiretamente assassinato, conforme a denúncia contundente de Tiago, que afirma que o não pagamento desses ricos aos pobres trabalhadores lançara estes em uma situação de miséria e morte. Diz o apóstolo: “Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu (Tg 5.6). Como resultado desta atitude, Deus resistirá a esses ricos criminosos (Tg 4.6); seu juízo virá sobre eles (Tg 5.1).
Eis o centro da denúncia de Tiago no capítulo 5: a prática desses ricos maus de “acumular fortuna pessoal deixando de pagar seus empregados (v.4) é a base da acusação específica de Tiago quando menciona ‘matar o justo’ (v.6), porque tirar o pão de um semelhante é cometer assassinato; privar um empregado do salário é derramar seu sangue”.7 Sem o seu salário, esses pobres trabalhadores, que dependiam exclusivamente desses salários para sobreviver, não poderiam viver por muito tempo — definhariam até a morte.

O significado do termo “justo” do versículo 6

Um ponto importante a ser frisado aqui é o uso que Tiago faz do termo “justo” no versículo 6, quando afirma “Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu”. A ideia clara do uso desse termo nessa passagem para se referir a esses pobres trabalhadores oprimidos é que o apóstolo quer destacar a seus leitores o fato de que eles não eram homens maus sofrendo alguma represália dos seus chefes ricos pela sua maldade. Não. Eles eram homens inocentes.
Tiago não está aqui atribuindo alguma bondade inata aos pobres pelo simples fato de serem pobres. Ele estava, sim, preocupado em enfatizar o fato de que aqueles homens não mereciam o que seus empregadores estavam fazendo com eles. Ele estava dizendo que aqueles pobres empregados haviam trabalhado honestamente, ceifando as terras de seus senhores, mas receberam em troca um salário aquém do combinado e de suas necessidades, quando os seus empregadores tinham condições de pagar o salário prometido, que garantia a subsistência daqueles pobres homens.
Portanto, o referido versículo não pode ser usado como argumento para sustentar a Teologia da Libertação, que ensina o equívoco de que os pobres são justos diante de Deus pelo simples fato de serem pobres, o que não encontra base alguma nas Sagradas Escrituras. Como afirma uma antiga e precisa regra básica de hermenêutica bíblica, texto sem olhar o contexto é pretexto.

“Paguem-lhe o seu salário”

Desde o Antigo Testamento, ainda na Lei de Moisés, encontramos a proibição divina de o empregador oprimir o empregado. Ela se encontra em Deuteronômio 24.14, mesma passagem que assevera que o trabalhador tinha direito ao salário devido e este não poderia ser de forma alguma atrasado. Afirma expressamente o próprio Deus, conforme registrado por Moisés: “No seu dia, lhe darás o seu salário, e o sol se não porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua alma se atém a isso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado”. Na Nova Versão Internacional, a mesma passagem é assim vertida para o português: “Paguem-lhe o seu salário diariamente, antes do pôr do sol, pois ele é necessitado e depende disso. Se não, ele poderá clamar ao Senhor contra você, e você será culpado de pecado”.8
Ao desrespeitarem esse mandamento divino, esses ricos opressores estavam acumulando culpa sobre as suas cabeças, preparando-se para o juízo divino. Seu enriquecimento era fraudulento, o que já era frisado no capítulo 2 da Epístola de Tiago, quando o apóstolo afirma: “Mas vós desonrastes o pobre. Porventura, não vos oprimem os ricos e não vos arrastam aos tribunais?” (Tg 2.6). Isto é, os ricos opressores chegaram às raias dos tribunais, devido a seu crime, mas saíram vencedores. Essa é a razão pela qual Tiago afirma no capítulo 5, versículo 6, que o inocente pobre “não vos resistiu”, isto é, não resistiram aos ricos, mas foram condenados.
Como frisa o teólogo A. E Harper, essa expressão “não vos resistiu” refere-se, provavelmente, ao fato de que “o pobre não tinha uma defesa legal adequada”, de maneira que, “nos tribunais, os ricos influentes têm condenado e devastado’ [condenado e matado] o pobre que não tem condições de pagar o salário de um advogado ou o suborno para o juiz”. Conclui Harper: “O desamparo da vítima somente aumenta a culpa do opressor. Quando o desejo por riqueza se torna tão intenso ao ponto de tirar a vida de outra pessoa, a ganância tornou-se assassina”.9

Deus ouve o clamor dos que sofrem injustiças

Por fim, um dos ensinos importantes desse texto que abre o capítulo 5 de Tiago é que Deus está atento ao clamor dos que sofrem injustiças na terra. Deus não está alheio às injustiças que acontecem e, conforme assevera o apóstolo, aqueles que praticam maldades contra inocentes, que oprimem os outros, que promovem injustiças, receberão a sua paga inexoravelmente (Tg 5.1), ou ainda aqui na terra ou na eternidade se não se arrependerem.
Outra coisa que aprendemos é que, assim como Tiago se colocou como uma voz contra esses opressores, uma voz em favor daqueles inocentes oprimidos, o cristão deve também erguer sua voz contra as injustiças nesse mundo e a favor das vítimas inocentes.
E se você está sofrendo alguma injustiça na sua vida, lembre-se: Deus não está blindado em um canto do Universo, surdo e cego, sem atentar para a sua causa. Não! Ele simpatiza com a sua causa. Ele não suporta a injustiça, e Ele sabe muito bem tudo o que você está passando. O Senhor dos Exércitos — isto é, aquEle que peleja por nós — está ouvindo o seu clamor (Tg 5.4b).

Bibliografia utilizada neste capítulo

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (editores). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995·
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento — Atos a Apocalipse — Edição Completa. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

RICHARDS, Lawrence O., Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.


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Lição 12: Os Pecados de Omissão e de Opressão

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TEXTO ÁUREO
“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4.1 7).

VERDADE PRÁTICA
Os pecados de omissão e opressão são tão repulsivos diante de Deus quanto às demais transgressões.

HINOS SUGERIDOS: 5, 50, 155

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tiago 4.17; 5.1-6

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
INTRODUÇÃO
Palavras-chave
Pecado de comissão: Fazer aquilo que a Bíblia diz que não devemos fazer; prática do mal.
O autor da lição inicia seu estudo mostrando que não podemos refugiar-se na desculpa de que não tenha feito nada de absolutamente errado; como a Escritura deixa bem claro, os pecados de omissão são tão reais e graves como os de comissão.
O do capítulo cinco parece que Tiago não critica os ricos simplesmente por serem ricos. Aqui há a suposição de que este acumulou sua fortuna desonestamente e gastou consigo só. Riqueza pode ser bênção ou pode ser uma grande maldição. Depende de como ela é adquirida e administrada.
Alguém disse que há quatro classes de pessoas em termos de posses:
1. Aquelas que são ricas em coisas materiais e pobres nas coisas de Deus.
2. Aquelas que são pobres neste mundo e ricas para com Deus.
3. Aquelas que são pobres neste mundo e no próximo.
4. Aquelas que têm uma quantidade considerável de bens materiais e por saberem como aplicar, também são ricas no mundo vindouro. Mas essas pessoas não são numerosas.
Em Tiago 5:1-6, o Espírito Santo parece enfatizar duas verdades importantes: 1) O texto mostra que há falta de importância em bens materiais. Ao contrário da crença popular, o dinheiro não compra felicidade; 2) Mostra a depravação da alma que coloca toda a sua confiança nos bens materiais, ao invés de confiar apenas em Deus. No mundo materialista em que vivemos, é um alerta correto.

I- O PECADO DE OMISSÃO (Tg 4.17)
1. A realidade do pecado. As Escrituras declaram, a observação descobre e a experiência humana comprova que o pecado é um fato inconteste. O pecado é um vírus, que atingiu toda a raça humana. É uma chaga universal. E um tormento coletivo. Somente Jesus pode libertar o homem de seus funestos efeitos. O pecado é uma realidade que leva o homem a prática do mal e como consequência gera a opressão, a luta, a guerra, o sofrimento e por fim a morte.
Negar a existência do pecado é negar por extensão a veracidade da Escritura. Ela, no seu escopo geral, afirma do princípio ao fim que o pecado existe. O pecado é qualquer transgressão contra a vontade revelada de Deus. Para quem tem olhos para ver, o pecado está manifesto por toda parte. Realmente deve estar com visão enfraquecida quem não vê as operações arruinantes, maléficas, torcidas, brutais e bestiais do pecado, no mundo em geral e na vida humana.  E além disso, após pecar contra Deus o homem tomou-se sensível ao pecado. Quando o homem peca por qualquer razão ou motivo, ele sente o remorso da consciência, devido ao mal praticado e, em alguns casos, sofre as consequências da ação praticada contra Deus ou contra a sociedade. O homem é dotado de uma consciência sensível. O animal não possui esta consciência com sensibilidade de culpa. O homem quando comete um crime (peca), sua tendência é fugir do local e ocultar qualquer prova de seu delito. O animal não. Ele comete um ato errado, mas permanece no local como se nada tivesse acontecido (1 Rs 13.24,28). A besta não tem traço algum de consciência de Deus; não tem, portanto, natureza religiosa. Para ela não há sensibilidade do pecado nem o peso da consciência. Quando o homem peca, através de sua consciência, ele sente em sua alma ou em seu sistema psicossomático o peso do pecado (Nm 32.23). Se o pecado não fosse uma realidade jamais isso seria possível de acontecer. Também presenciamos a realidade de morte, que entrou no mundo por causa do pecado. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm 5.12).
2. O pecado de comissão (Gn 3.17-19). Que é o pecado? Pecado é transgredir a lei de Deus. A Bíblia diz em 1 João 3.4 “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei (NVI).” A Bíblia diz em 1 João 5.17 “Toda a iniquidade é pecado.”
O que é a lei de Deus? São os ensinos de Sua Palavra registrados na Bíblia, a fim de nos levar a uma vida sem pecado.
O pecado de comissão começa dentro de nós. A Bíblia diz em Marcos 7.20-23 “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”.
O pecado de comissão é um ato, palavra ou desejo contrário à lei eterna. Isto significa que o pecado de comissão é um ato humano, já que requer o concurso da liberdade, e se expressa em atos externos, palavras ou atos internos. Além do mais, este ato humano é mau, isto é, opõe-se à lei eterna de Deus, que é a primeira e suprema regra moral, fundamento das demais. De modo mais geral, pode-se dizer que o pecado é qualquer ato humano oposto à norma moral, isto é, à reta razão iluminada pela fé. Trata-se, portanto, de uma tomada de posição negativa com respeito a Deus e, em contraste, um amor desordenado a nós mesmos. Esse foi o grande motivo da queda de nossos primeiros pais.
Antes de sermos salvos não sentíamos o prejuízo desse pecado. Tudo o que sentíamos era o pequeno remorso dos muitos pecados. Mesmo depois que nos tornamos cristãos, o que nos entristecia eram os nossos muitos pecados, não o pecado em si. Apesar de salvos agora, ainda podemos cair no pecado de comissão como mentir ou perder a calma, ter ciúmes e ser orgulhosos, ou sermos inadvertidamente relaxados com os pertences alheios. Portanto, esses pecados individuais nos aborrecem. Que devemos fazer? Chegar diante de Deus e pedir perdão por esses itens um a um. Podemos dizer: “Ó Deus, eu agi mal hoje. Pequei novamente. Por favor, perdoe-me” e Ele a pronto a nos perdoar.
3. O pecado de omissão (Tg 4.17). As Escrituras Sagradas revelam em alguns textos o pecado de omissão:
1) Lucas 10.30-37:  Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o Levita pecaram não fazendo o que eles sabiam ser bom e direito.  Eles pecaram não amando o próximo deles.
2) Mateus 25.24-30:  O homem que recebeu um talento do seu Senhor sabia de sua responsabilidade. Entretanto, escolheu enterrar o talento, em vez de trabalhar. Assim, ele pecou contra o seu Senhor e foi castigado por isso.
3) Mateus 25.41-46:  Jesus adverte muitos serão lançados no fogo eterno porque não fizeram o que era correto com seus irmãos.
Isto nos leva a uma reflexão a respeito daquilo que fazemos e deixamos de fazer, pois a partir do instante que chegamos a essa conclusão, muitas das coisas que não estamos fazendo e a respeito das quais achávamos estar tomando a atitude correta, está nos levando  a ser tão pecadores quanto as pessoas que cometem seu erros, pois conhecimento implica em responsabilidade. As pessoas conhecem a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedecem. Nosso pecado torna-se mais grave, mais hipócrita e mais danoso do que o pecado de um incrédulo ou ateu.  Mais grave porque pecamos contra um maior conhecimento. Mais hipócrita porque declaramos que cremos, mas desobedecemos. Mais danoso porque os nossos pecados são mestres do pecado dos outros. O apóstolo Pedro diz: “Porque melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2Pe 2.21).
Por que as pessoas que conhecem a vontade de Deus, deliberadamente a desobedecem? Em primeiro lugar, por orgulho. O homem gosta de considerar-se o dono do seu próprio destino, o capitão da sua própria alma. Em segundo lugar, pela ignorância da natureza da vontade de Deus. Muitas pessoas têm medo da vontade de Deus. Pensam que Deus vai fazê-las miseráveis e infelizes. Mas a infelicidade reina onde o homem está fora da vontade de Deus. O lugar mais seguro para uma pessoa estar é no centro da vontade de Deus.
O que acontece àqueles que deliberadamente desobedecem a vontade de Deus? Eles são disciplinados por Deus até se submeterem (Hb 12.5-11). Eles perdem recompensas espirituais (lCo 9.24-27). Finalmente, eles sofrerão consequências sérias na vinda do Senhor (Cl 3.22-25).

II- O PECADO DE ADQUIRIR BENS À CUSTA DA EXPLORAÇÃO ALHEIA (Tg 5.1-3)
1. O julgamento divino sobre os comerciantes ricos (v.1). Num linguajar mais claro o que Tiago diz é: Se vocês soubessem o que estão fazendo—diz aos ricos — vocês chorariam e uivariam de terror por causa do juízo que vem agora sobre vocês com a chegada do Dia do Senhor. O vívido deste quadro é reforçado pelo uso que Tiago faz do verbo ololuzein, traduzido como uivar. Ololuzein é uma palavra onomatopéica, leva seu significado em seu próprio som, mas significa ainda mais que uivar: é dar alaridos, é ulular. No Antigo Testamento frequentemente aparece para descrever o terrível pânico daqueles sobre quem caio juízo de Deus (Isaías 13:6; 14:31;1 15:3; 16:7; 23:1,14; 65:14; Amós 8:3). Bem poderíamos dizer que este vocábulo descreve aqueles que estão passando pelas torturas da condenação.
“Chorai e pranteai”. Os leitores da epístola são exortados a purificar-se do pecado (“aflijam-se, pranteiem e lamentem” [4.9]) e a arrepender-se. Tiago não dá aos ricos nenhuma esperança de arrependimento, mas diz a eles que “chorem e pranteiem”. O termo chorar, na verdade, significa “gemer”. Ele descreve o som de uma pessoa que está sofrendo grande dor ou tristeza. Qual é, então, a diferença entre chorar de arrependimento e chorar sem arrependimento? João Calvino observa: “O arrependimento tem, de fato, o seu choro, mas este é misto de consolação, não se transforma em gemido”. A vida de luxo dos ricos está prestes a tomar-se uma vida repleta de miséria que inclui sofrimento, a “dor causada por doenças físicas”
2. O mal que virá (v.2). Tiago começa agora a expor as desventuras a que se referiu no verso anterior. A primeira delas é que as riquezas que os ímpios acumularam zelosamente ao longo da vida estão sendo destruídas (5.2,3). É nesse sentido que Tiago declara: vossas riquezas estão apodrecidas. As riquezas dos ímpios, ajuntadas e entesouradas cuidadosamente, preservadas e protegidas zelosamente, na verdade, do ponto de vista da eternidade e do ponto de vista de Deus, estão apodrecidas, rotas, corroídas. Ou seja, não têm valor algum, pois “as riquezas de nada aproveitam no dia da ira” (Pv 11.4;  Pv 10.2). O que dará o homem em troca de sua alma?
Tiago especifica dois tipos de riqueza comuns em seus dias. O primeiro eram as roupas: as vossas roupagens [estão] comidas de traça. Roupas finas eram consideradas como parte das riquezas que uma pessoa tinha. O rico, no Antigo Oriente, era descrito geralmente como alguém que se vestia de forma esplendorosa, com roupas caras, como o rico da história de Lázaro, que “se vestia de púrpura e linho finíssimo” (Lc 16.19). O próprio Tiago, ao descrever a entrada de um rico na Igreja, se refere a ele como alguém com “anéis de ouro nos dedos, em trajos de luxo” (2.2). A realidade, porém, quanto àquelas roupas esplêndidas, é que, aos olhos de Deus, e da perspectiva do juízo, eram como roupas comidas pela traça, praga comum naqueles dias. “Eram roupas caras que vieram como herança de família, mas comidas pela traça. Um quadro muito vívido” (A. T. Robertson). Roupas roídas pela traça são usadas na Escritura como figura do castigo divino sobre a arrogância e a opulência dos ímpios (Ver SI 39.11; Is  50.9; 51.8; Os 5.12). Sobre esses ricos sobreveio aquilo que disse o Senhor: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mt 6.19). O segundo tipo de riqueza eram o ouro e a prata, que Tiago menciona no verso seguinte.
3. A corrosão das riquezas e o juízo divino (v.3). Tiago admoesta os ricos, pois estes permitiram que sua riqueza se corrompesse. O verbo, na verdade, significa “decompor-se” e parece aplicar-se a suprimentos de comida. Deus criou a natureza de maneira tal que cada estação de colheita trouxesse um novo suprimento de comida para homens e animais. Os suprimentos, portanto, não deveriam ser acumulados (Lc 12.16-20), pois estavam sujeitos a estragar-se. O que Deus oferece por meio da natureza deve ser usado para o sustento diário de suas criaturas (Mt 6.19). Com uma distribuição adequada desses suprimentos ninguém deveria passar fome, pois a terra abundante de Deus produz alimento suficiente para todos. Os ricos guardam suas vestes caras e, com o tempo, veem que foram destruídas pelas larvas que as devoraram. Um inseto noturno insignificante deposita ovos que se abrem nos trajes de luxo. Esses trajes ficam arruinados e perdem seu valor (Jó 13.28; Is 51.8). “O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram”. É claro que metais preciosos não enferrujam. Portanto, é preciso que expliquemos o verbo enferrujar de modo figurativo, e não literal. O acúmulo de prata e ouro com o simples fim de tê-los não serve para nenhum propósito importante. De certa forma, esses metais são tão inúteis quanto se estivessem enferrujados. Tiago fala da ferrugem para indicar como as posses terrenas não têm valor. Num outro sentido, a corrosão dos metais tem uma conotação negativa. Num tribunal, por exemplo, isso pode ser usado como evidência contra o rico, ou seja, alguém pode acusar o rico de não ser um administrador digno de suas riquezas. Ao invés de ajudar o pobre e ir ao encontro de suas necessidades, essas pessoas ricas acumulam suas riquezas, usando-as para os próprios prazeres egoístas ou não usando para propósito algum. Tiago é um tanto descritivo nas denúncias que faz contra os ricos. Ele diz que “[a ferrugem] comerá como fogo a vossa carne”. O fogo é uma força devastadora; a temperaturas suficientemente altas, ele consome tudo o que estiver no seu caminho. Tiago faz uma alusão ao julgamento de Deus que está para vir sobre eles (ver Dt 24.4; Is 10.16,17; 30.27; Ez 15.7; Am 5.6). Desse julgamento, eles não podem escapar. Em outras palavras, apesar de um dia todos terem que se apresentar diante do trono de julgamento, a ira de Deus pode cair sobre o pecador ainda em vida, de modo que seu corpo físico seja destruído. O rei Herodes, gloriando-se de seu próprio poder e riquezas, experimentou o julgamento imediato de Deus quando “um anjo do Senhor o feriu” (At 12.23 ARA).

III- O ESCASSO SALÁRIO DOS TRABALHADORES “CLAMA” A DEUS (Tg 5.4-6)
1. O clamor do salário dos trabalhadores (v.4). O rico egoísta obteve sua riqueza mediante a injustiça. A Bíblia sempre insiste em que o trabalhador é digno de seu salário (Lucas 10:7; 1 Timóteo 5:18). Na Palestina o trabalhador vivia sempre à beira da própria inanição. Seu salário era muito exíguo e, portanto, resultava-lhe impossível economizar algo. Por isso que se o salário lhe era retido, ainda que fosse um só dia, tanto ele como sua família não poderiam comer, e isto dito literalmente. É  por isso que as sensíveis leis da Escritura várias vezes insistem no pago imediato do salário aos operários contratados. “Não oprimirás o jornaleiro pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que estão, na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe darás o seu jornal, e o sol se não porá sobre isso: porquanto pobre é, e sua alma se atém a isso: para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado.” (Dt 24.14,15). “a paga do jornaleiro não ficará contigo até à manhã.” (Lv 19.13). “Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo” (Pv 3.27-28 ARA). “Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário” (Jr 22.13 ARA). Os que “defraudam o salário do jornaleiro” estão sob a condenação de Deus (Ml 3. 5 ARA).  A lei da Bíblia é nada menos que o contrato do jornaleiro. A preocupação social da Bíblia se expressa por igual nos preceitos da Lei, nas palavras dos profetas e no pensamento dos sábios. Diz-se que o clamor dos trabalhadores defraudados chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos, e estes exércitos são as hostes do céu, as estrelas e as potências celestiais. O ensino consequente da Bíblia nos assegura que o Senhor do universo, que mantém as estrelas em sua mão e que ordena aos anjos, preocupa-se com os direitos do trabalhador.
2. A regalia dos ricos que não temem a Deus cessará (v. 5). Apesar da fome e da miséria que campeiam ao seu redor, o rico avarento, não temente a Deus,  deliciosamente vive sobre a terra, a engordar o seu coração com a gordura dos prazeres terrenos. Para ele não importa a existência de pessoas as quais falta o mínimo para sua subsistência. Se ele possui o bastante e de sobra, não importa quem não possui nada. Ou seja, além de roubar dos pobres, os ricos são condenados também por viverem regaladamente . Eles vivem em extravagante conforto, com o dinheiro que eles roubaram dos pobres famintos. Os ricos viviam além das fronteiras do conforto, eles viviam no território dos vícios, onde nunca negavam a si mesmos qualquer prazer. Em segundo lugar, os ricos estavam cada vez mais opulentos controlando as coortes (5.6a). A regra de ouro do mundo é que aqueles que têm o ouro é que fazem as regras. Os ricos se fortalecem porque compram as sentenças, subornam os tribunais e assim oprimem ainda mais os pobres que não podem oferecer resistência. Tiago chama a vítima de “o justo”. Os ricos roubam-lhe os bens, negam-lhe os direitos, abafam-lhe a voz. Os ricos compram os tribunais, torcem as leis, violam a justiça, oprimem os fracos e fecham-lhes a porta da esperança.
3. O pobre não resiste à opressão do rico (v.6). Como entender o termo “matastes o justo”? Podemos interpretá-lo literalmente ou figurativamente. Aqueles ricos que talvez tenham arrastado os pobres aos tribunais agora são culpados de homicídio. Direta ou indiretamente eles mataram um ser humano que era incapaz de se defender.
Também podemos entender a palavra metaforicamente. Um homem rico que deixa de pagar o salário de um trabalhador, por exemplo, está privando-o de seu ganha-pão e, assim, indiretamente, comete um ato de homicídio. No século segundo antes de Cristo, Josué bem Sira disse: “oferecer em sacrifício o produto da injustiça é uma oferta defeituosa, e os dons dos que violam a Lei não poderão ser bem aceitos”.
Ao considerarmos os dois verbos, condenar e assassinar, em conjunto, podemos compreender que o texto afirma que os ricos tinham ido ao tribunal e usado sua riqueza para subverter a justiça. Estavam determinados a livrar-se do pobre, mesmo que este fosse reto e não tivesse feito oposição aos ricos. Com a lei do seu lado, haviam cometido homicídio. Os detalhes exatos de tempo, lugar e circunstâncias não são revelados por Tiago. Ele está interessado apenas no fato de que os ricos mataram homens inocentes.
Os ricos se fortalecem porque compram as sentenças, subornam os tribunais e assim oprimem ainda mais os pobres que não podem oferecer resistência. Tiago chama a vítima de “o justo”. Os ricos roubam-lhe os bens, negam-lhe os direitos, abafam-lhe a voz. Os ricos compram os tribunais, torcem as leis, violam a justiça, oprimem os fracos e fecham-lhes a porta da esperança. Os pobres não tinham como resistir os ricos. Eles controlavam as próprias cortes. Eles só podiam apelar para Deus, o justo juiz.

CONCLUSÃO
A procura de uma vida luxuosa, egoísta e despreocupada com as necessidades dos outros é condenada por Deus e aponta o seu aborrecimento. Deus já tinha condenado a fraude e consequentemente a retenção dos salários. Agora temos a condenação de pecados específicos fruto de uma opressão econômica e fraudulenta.
Lendo esta passagem, pode ser que você diga: “Ainda bem que eu não sou rico, isto não é comigo!” Será que não? Como podemos classificar quem são os ricos aqui? Talvez você não tenha tanto dinheiro quanto gostaria de ter. Ou talvez não seja tão rico quanto o Silvio Santos... Mas pense que assim como existem homens muito mais ricos do que ele, existem também muito mais pobres que você. Dependendo da perspectiva, você é rico sim, então esta palavra é para você. Não há nada de errado em ser rico, e não é contra isso que esta passagem trata, mas há uma linha tênue quando se trata de finanças, pois elas revelam muito sobre o nosso coração: nossa atitude com finanças rege nosso coração, ou seja, nossa atitude com o dinheiro tem poder de desqualificar nossa fé em Deus.

Bibliografia:
·         Barclay, William. Comentário do Novo testamento - Tradução: Carlos Biagini;
·         Da Silva Severino Pedro - A Doutrina do Pecado. CPAD
·         De Oliveira, Raimundo. Lições Bíblicas Maturidade Cristã. 1º Trimestre de 1989. CPAD;
·         Henry , Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. Vol.2. CPAD
·         Lopes, Hernandes Dias. Tiago: Transformando provas em triunfo. Hagnos;
·         Nicodemus, Augustus. Interpretando a Carta de Tiago. Editora Cultura Cristã;
·         Seckler, Lou. Aprenda a Viver – Lições do Livro de Tiago. Ed. Ixtlan;

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Criatividade na EBD

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Todos nós recebemos um dom natural de Deus, que é a criatividade. Em geral, a tolhemos, por temermos sermos considerados ridículos, ou não querermos correr riscos e fracassar no uso de novas experiências.
Desprezar este dom, e não utilizá-lo, é um grande desperdício, especialmente no ensino bíblico.
Mas como despertar a criatividade, e usá-la em proveito e benefício dos alunos na EBD?

1. Comece explorando suas próprias habilidades, ideias e experiências para se comunicar com seus alunos.
2. Relacione-se com eles de modo pessoal, sensível e proveitoso.
3. Adapte os recursos da EBD às necessidades, interesses e faixa etária dos seus alunos.
4. Relacione o tema que está ensinando à vida e experiência prática de fé.
5. Seja flexível: se for o caso, saia do plano de sua lição para sanar dúvidas dos alunos. Uma dúvida pode trazer inúmeras oportunidades de explorar temas importantes!
6. Improvise, procure não focar excessivamente seu ensino nos materiais disponíveis. Não seja dependente destes recursos!
7. Converse informalmente com os alunos, após ou antes das aulas, para compreender melhor suas necessidades, pensamentos, características. Trace um plano para, a partir das experiências deles, ensiná-los de modo mais eficaz e criativo.
8. Leia! O livro mais criativo do mundo é a Bíblia. Explore-a com sede de conhecimento, questionando, pesquisando e anotando suas observações e considerações: como? Onde? Por quê? Quem? De que forma? Quais os personagens envolvidos? Como se aplica esta passagem para mim e meus alunos?
9. Interaja com outros professores ou pessoas que tiveram experiências no ministério de ensino. Sempre há o que aprender!

Para despertar criatividade em seus alunos, e interesse pelas lições, seguem algumas recomendações:

- Estabeleça um ambiente de confiança, interesse e aceitação. Não seja o "sabe-tudo", deixe espaço para eles!
- Dê oportunidades para seus alunos se expressarem. Pior que sair do tema da aula, é não ter motivação para prosseguir.
- Ofereça variedade de materiais, métodos ou recursos. Não fique na mesmice!
- Ouça os comentários, mesmo que incompletos ou incorretos, e conduza-os de forma proveitosa, assimilando e resumindo sua essência e, quando o caso, reconduzindo o pensamento para a assertiva bíblica.
- Convide-os a escrever sobre suas experiências, expressando o que pensam, sentem e creem.
- Demonstre estar aberto a assuntos diferentes - isto pode indicar novas necessidades e oportunidades de ensino valioso.
- Incentive-os a perguntarem, explorarem e admirarem o texto bíblico.


Autor: Júlio César Zanluca 
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Dinâmica da Lição 12: Os Pecados de Omissão e de Opressão (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “Os Pecados de Omissão e de Opressão.”
- Conscientize seu aluno dos perigos do pecado de omissão.
- Mostre que adquirir bens à custa da exploração alheia é pecado.
- Faça-os saber que Deus ouve o clamor dos trabalhadores injustiçados.
- Explique que a riqueza torna-se perigosa quando não está sob o controle de Deus .
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “Injustiça” junto com o texto bíblico da “Parábola do Rico Insensato”.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Como introduzir a lição:
Prepare um painel e monte-o para que seus alunos tenham acesso a ele, à medida que chegarem na sala para o estudo. Cole fotos, manchetes de revistas ou jornais e pesquisas da internet, relacionadas com o assunto, como: foto ou manchete que expresse um sinal de avareza e egoísmo, crimes praticados por pessoas que querem tomar posse mais rapidamente de uma herança; pessoas que dão o golpe do seguro para lançar mão do dinheiro; pessoas que são ricas, contratam trabalhadores com propostas mirabolantes no entanto engana-os fazendo-os viverem como escravos, etc. Bem, neste sentido a internet e os jornais estão cheios de notícias que poderão bem ilustrar este tema.

Parábola do rico insensato (Lc 12.16-21).
Leia a parábola com os alunos.

O porquê da parábola:
Jesus queria comentar sobre a atitude dos ricos, eles são geralmente cheios de desígnios sobre esta vida, mas em geral não meditam na eternidade até que os seus bens e suas vidas lhes sejam arrancados.
Princípio moral:
O melhor investimento do homem é quando este emprega os seus bens para socorrer o necessitado. Agir de forma humanitária ainda é a melhor opção de vida, pois seu gesto abençoa os homens e agrada a Deus. Atualmente, a filantropia começa a despertar uma ressonância, de modo que muitos ricos têm se dedicado à caridade e isso tem contribuído para o surgimento de um sentimento de solidariedade humana. Esse sentimento representa hoje a grande aspiração do pobre, mas na parábola o homem rico não foi solidário com o pobre e necessitado.
Princípio espiritual:
A parábola traça o perfil de um homem ganancioso que tinha sua riqueza para si mesmo. Guardou tanto que não tinha mais lugar para colocar sua riqueza, precisou aumentar os armazéns para esconder tudo o que possuía. Ele preocupou-se tanto com o dinheiro, que se esqueceu de providenciar um lugar seguro para guardar a sua verdadeira riqueza — a alma.
Discussão em grupo
- Como tem sido o seu investimento para a vida após a morte?
- Jesus encontrou um jovem que não quis compartilhar com outros parte de suas riquezas, só se preocupava em ajuntar e construir novos celeiros.
- Você seria capaz de usar os seus bens para ajudar o necessitado?

Dinâmica - Injustiça
Objetivo:
Levar o grupo a expressar opinião sobre aqueles que pertencem às classes sociais mais favorecidas e aqueles que pertencem às menos favorecidas.
Material:
Fotos de pessoas ricas e seus bens, e de pessoas pobres e suas necessidades.
Procedimento:
Convide seus alunos a escolher e pegar no painel uma foto ou manchete que lhe chamou a atenção. Sentados, inicia-se um debate, cada um justificando suas escolhas.
Aplicação prática:
- Em que essa dinâmica me fez pensar?
- O que me fez sentir?
Reflexão:
O rico insensato vive constantemente semeando o ouro, conhece bem o metal em que tem fé. Ele anda sem saber para onde vai, caminha tateando como folha seca levada ao sabor dos ventos. Ele não conhece o gemido do pobre, nem se detém para socorrer o aflito. Suas mãos estão ocupadas com as pepitas douradas e com o brilho do diamante. Constrói palácios para os herdeiros e esquece-se de construir uma simples morada para os dias gelados.

Fonte: Dinâmicas Criativas Para o Ensino Bíblico e blog Eu Vou Para Escola Dominical
Autora: Débora Ferreira da Costa

Adaptação da dinâmica: Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 12: O caminho para o Céu (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “O caminho para o Céu.”
- Conscientize os alunos de que a posse do Reino de Deus se dá mediante nossa disposição de andar pelo caminho apertado que nos leva a porta estreita.
- Mostre aos alunos que para tomar posse do Reino de Deus é necessário assumir e viver os princípios ensinados por Cristo.
- Demonstre biblicamente que o caminho para o céu passa pela obediência irrestrita à vontade de Deus..
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “Os dois caminhos”.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: “Os dois caminhos”
Objetivo:
 Refletir sobre a conduta cristã ou escolhas, principalmente para distinguir o certo do errado.

Material:
Canetas ou lápis, folhas de papel ofício, cola ou fita adesiva, um mural, uma faixa para o mural com a frase “Os dois caminhos”.
Procedimento:
Quando todos os adolescentes já tiverem acomodados no local da aula de estudo. Distribua uma
caneta, tesoura e duas folhas de papel ofício para cada um. (Se o grupo for bem grande, divida em dois ou três grupos para juntos realizaram a atividade).
Peça-os para colocarem os pés sobre o papel e contorná-los com a caneta. Depois que estiver pronto, solicite que cada um deles corte o papel de acordo com o contorno dos pés. Oriente-os a escreverem um procedimento correto no desenho do pé direito, retirado dos textos bíblicos estudados no estudo bíblico que você ministrou, enquanto no contorno do pé esquerdo, escreverem um ato contrário à Palavra de Deus.
Depois que todos tiverem concluído a tarefa, peça que cada um deles se levante e leia os dois procedimentos escritos. Na medida em que cada um terminar a leitura, ordene que vá até o mural da sala e cole os desenhos com o contorno dos pés, no local indicado, o pé direito em um lado e o esquerdo no outro.
Então, será formado um caminho com dois tipos de pegadas: a esquerda (condutas erradas) e a direita (condutas corretas).

Momento de Reflexão:
Reflita com eles qual deve ser a atitude do cristão, agradar a Deus acima de tudo e termos a Palavra de Deus como luz para nosso caminho, escolhendo seguir aquilo que é correto à luz da Bíblia.
Referências bíblicas para reflexão: Dn 1:4-8; Mt 10:37,38; Êx 20:12; 2 Tm 3:15-17; Sl 119:9; Cl 1:10; 2:6,7; Mt 5:22,44; 2 Tm 3:14; Tg 4:17; Rm 12:17,21; Rm 12:2.

Fonte: ministério com adolescentes e blog Eu Vou Para Escola Dominical

Adaptação da dinâmica: Escriba Digital



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Dinâmica da Lição 12: Você é Importante para sua Família! (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “Você é Importante para sua Família.”
- Conscientize seu aluno dos perigos do pecado de omissão.
- Mostre que adquirir bens à custa da exploração alheia é pecado.
- Faça-os saber que Deus ouve o clamor dos trabalhadores injustiçados.
- Explique que a riqueza torna-se perigosa quando não está sob o controle de Deus .
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “falta uma letra”. Use como reflexão o texto “Todos são importantes”.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Falta uma letra
Objetivo:


Fazer com que os alunos percebam a importância que tem para a sua família.
Material:
Letras recortadas do alfabeto em duas cores.
Procedimento:
- Divida a classe em dois grupos. Distribua para cada grupo o alfabeto incompleto faltando uma letra (não avise que está incompleto). Lance um desafio para ver qual grupo monta o alfabeto mais rápido. Acompanhe o trabalho deles. Logo, eles vão falar que está faltando uma letra.
- Em seguida, questione:
A letra que está faltando é importante para o alfabeto?
Por que apenas uma letra faz falta?
-Agora diga: Assim como uma letra é importante para que o alfabeto seja completo assim também é a sua família em relação a você, sem você a sua família não estaria completa. É como se cada letra fosse um membro de sua família e a letra que falta fosse você.
- Em seguida entregue a letra que faltava a cada grupo e mande que eles agora formem o alfabeto completo. Diga-lhes: Veja como o alfabeto fica perfeito com essa letra. Essa letra é você.
- Mostre-lhe a importância que eles tem na família, e diga-lhe que eles jamais devem se sentir rejeitado ou desprezados por sua família
- Depois, trabalhem com os alunos a importância do acolhimento familiar e de se sentir querido e amado. Reflitam com eles também sobre o sentimento de rejeição e desprezo que alguns alunos podem está sentindo.

Alguns conselhos para aqueles que se sentem rejeitados:
·         Não leve a rejeição para o lado pessoal.
·         Encare a rejeição de maneira diferente.
·         Não deixe que esse sentimento controle sua vida nem o seu futuro.
·         Use a rejeição para crescer.
·         Lembre-se de que você pode dizer "não" para esse sentimento, e seguir em frente.
·         A chave é deixar o sentimento negativo de lado e acreditar no seu valor e na sua capacidade de atrair para sua vida aquilo que lhe fará feliz.
·          
Por Escriba Digital

Texto Para Reflexão: Todos são importantes
                     Conta-se que um certo sábio, nas suas caminhadas pelo mundo, chegou a uma pequena cidade, onde precisava de descansar e dormir. Não tendo onde ficar, dirigiu-se à primeira igreja que avistou. Dentro do templo, um grupo de pessoas discutia sobre qual era a melhor maneira de agradar a Deus.
                      - Eu vou ajudá-los - disse o sábio - mas terão de me prometer que usarão o que eu vos der para glorificar ao Senhor.
                      Obtido o compromisso, o sábio distribuiu os dons. - um seria pianista, outro flautista, outro violinista, outro trompetista, outros cantores e até um outro seria marcador de compasso.
                      Todos se esforçaram e já tinham preparado um lindo concerto, que seria apresentado numa ocasião especial. Todos estavam felizes pelo dom recebido, até ao dia em que alguém alvitrou que o trabalho de marcador de compasso não era tão importante, nem tão bonito como os demais. Não tinha presença, não brilhava. Passavam bem sem ele, chegou-se a dizer.
                       A pessoa que tinha recebido esse dom ficou muito triste, desmotivado e deixou de participar nos trabalhos de ensaio.
                       Em breve ninguém sabia o tempo de entrar, nem de se calar. Havia tempos a mais, tempos a menos, cantos fora do compasso, estridências e silêncios fora do lugar. Ninguém se entendia. Nada dava certo.
                        Sem o marcador de compasso nada feito. Nunca saberemos quando iniciar ou terminar a nossa parte. Nunca saberemos quando tocar "baixinho" ou sonante. Estaremos sempre sem "norte".
                         Foram buscar o humilde marcador de compasso. Integraram-no no grupo e logo tudo deu certinho. Deus, lá do céu, olhou para baixo e sorriu satisfeito.
                         Todos são importantes na grande orquestra de Deus. Não há pequenos, todos são grandes. (I Coríntios 3:9).

(Adaptado de conto de JOAN SPARKS

in "Histórias para o Coração"



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