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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O perigo da busca pela auto realização humana - Lição 10

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Ao falar, no final do capítulo 3, sobre a sabedoria que vem do Alto, o apóstolo contrasta-a com a falsa sabedoria, a sabedoria terrena, que se baseia na “amarga inveja” e no “sentimento faccioso” (Tg 3.14,16). Prosseguindo, então, nesse raciocínio, Tiago começa o capítulo 4 falando sobre a origem das disputas e dos conflitos entre as pessoas, e dos males do orgulho humano. E o apóstolo já vai direto ao assunto no primeiro verso do capítulo, ao encetá-lo com a pergunta: “Donde vêm as guerras e pelejas entre vós?” (v.la).
Ora, não poucas vezes, somos tentados a culpar as pessoas ou a situação à nossa volta pelos conflitos, mas Tiago é claro quanto à real origem das disputas e conflitos: ele afirma que tudo começa dentro de nós (v.lb). Sendo assim, urge atentarmos para a repreensão do apóstolo, até porque ela nos apresenta alguns passos que devemos tomar para evitar que nos tornemos fontes de conflitos, como veremos a seguir.

Em primeiro lugar, sempre analise as suas reais motivações

A primeira reflexão para a qual a repreensão de Tiago nos leva diz respeito à necessidade de analisarmos as nossas reais motivações. O versículo 3 é enfático quanto a esse ponto. Ali, Tiago afirma que, em vez de forçarmos para conseguir as coisas que desejamos, devemos pedi-las confiantemente a Deus (v.2b); só que, em seguida, ele acrescenta que nem adianta pedirmos a Deus o que desejamos quando o que pedimos a Ele é com base em péssimas motivações: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (v.3). Ou na versão da Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH): “E, quando pedem, não recebem porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres” (Tg 4.2,3 — grifos meus).
Ou seja, o que o apóstolo Tiago está afirmando aqui é que o verdadeiro cristão não é fonte de conflitos porque ele harmoniza os seus desejos com a santidade de Deus; ele harmoniza as suas motivações com o que é santo. Em outras palavras, não basta que nossos alvos sejam bons; nossas motivações também têm que ser boas. Elas devem refletir a nossa comunhão com Deus, que é santo.
O apóstolo Paulo, escrevendo em sua Primeira Epístola aos Coríntios sobre o uso correto dos dons espirituais, trata do tema do amor e, quando o faz, apresenta o amor como aquilo que caracteriza uma motivação santa. Isto é, nenhuma motivação é correta se não se baseia no amor cristão (1 Co 13.1-7).
Outro parâmetro para avaliação das nossas motivações, além do amor e da santidade, é a busca da glória de Deus. A Bíblia diz que, em tudo o que fazemos, devemos buscar a glória de Deus acima de tudo (1 Co 10.31).

Em segundo lugar, considere os meios utilizados

Em segundo lugar, a repreensão de Tiago nos aponta para a necessidade de não apenas refletirmos sobre nossas motivações, mas também sobre os meios que utilizamos para chegar aos fins que almejamos. Ou seja, não basta também que os alvos que desejamos alcançar sejam corretos, e nem que as motivações que nos levam a buscá-los também sejam corretas; é preciso ainda atentar para que os meios usados para atingir esses alvos sejam igualmente corretos.
Não há problema em desejarmos realizar coisas ou mesmo buscarmos uma realização pessoal, contanto que o tipo de realização que procuramos não seja pecaminosa em si mesma e que também as nossas motivações e os meios pelos quais objetivamos alcançar essas realizações também não sejam pecaminosos, mas completamente sadios.
Um fato impactante sobre esse ponto na Epístola de Tiago é que a repreensão do apóstolo chama a atenção para métodos extremamente terríveis que estavam sendo usados em sua época. Essa constatação fica bem clara quando acompanhamos o raciocínio que ele desenvolve no versículo 2 como aparece em algumas outras versões em português, que procuram ser ainda mais precisas na tradução do texto original grego. Vejamos, por exemplo, o versículo 2 na NTLH: “Vocês querem muitas coisas; mas, como não podem tê-las, estão prontos até para matar a fim de consegui-las. Vocês as desejam ardentemente; mas, como não conseguem possuí-las, brigam e lutam” (Tg 4.2 — grifos meus). O Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento traz ainda a seguinte tradução especial para a referida passagem: “Você deseja, mas não tem; então você mata. Você tem inveja, mas é incapaz de conseguir, então você guerreia e peleja”.
Como vemos, o texto bíblico no original dá a ideia de pessoas que estão tão cegas pelos seus desejos que já se encontram totalmente fora de controle, ao ponto de haver entre elas gente que estava disposta até a matar para conseguir o que desejava! Essa é uma interpretação mais correta, que mostra de forma chocante até que ponto pode chegar uma pessoa possuída e dominada por um desejo.
Há, porém, uma outra interpretação dada a essa passagem, como lembra o Comentário Bíblico Pentecostal: “Existe entre os comentaristas uma acentuada tendência para interpretar a exortação de Tiago ‘combateis e guerreais’ (Tg 4.2) como uma simples figura de retórica e não uma verdadeira acusação de assassinato. De acordo com esses estudiosos, Tiago está acompanhando a precedência de Jesus quando se referiu ao ódio como assassinato (Mt 5.21,22)”.2 Entretanto, como sublinha a referida obra, parece muito mais provável que Tiago está aqui aludindo à “omissão de cuidar ‘dos órfãos e das viúvas’ (Tg 1.27), assim como de outros membros indigentes da comunidade (Tg 2.15,16)”, como a causa “de mortes desnecessárias”. Logo, “o desejo pecaminoso de ‘gastar em vossos deleites’ (Tg 4.3)” é também “uma espécie de assassinato”.
Ademais, devemos nos perguntar se nossa interpretação pró--retórica e pró-espiritualização dessa ideia de morte nesta passagem bíblica, não se dá porque nos choca imaginar que alguns ditos cristãos dos dias de Tiago estavam levando irmãos em Cristo mais necessitados — e pobres de forma geral — à morte devido a seus interesses egoístas, que lhes fazia omitirem-se de ajudar essas pessoas. Ao lutarem apenas pelos seus próprios deleites, estavam, na prática, mesmo que indiretamente, combatendo e guerreando contra seus irmãos necessitados, levando-os, dessa forma, à morte.

Resistindo à cultura humana pecaminosa

A partir do versículo 4, Tiago entrelaça a busca pecaminosa com o sistema que domina a maior parte da humanidade, e que é chamado na Bíblia de “mundo”. O apóstolo chama de “adúlteros e adúlteras” todos os crentes que, em vez de se afastarem da cultura humana pecaminosa, em vez de se distanciarem do sistema pecaminoso fomentado pelo Diabo, se unem a ele. Ou seja, o relacionamento do cristão com esse sistema é traição a Deus, é traição ao nosso relacionamento e compromisso com Ele, é adultério espiritual.
O meio-irmão de Jesus é enfático: “A amizade do mundo é inimizade contra Deus” e “Qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4). Esse ensino é frisado também pelos apóstolos Paulo e João em 2 Coríntios 6.1418 e 1 João 2.15-17.
Nessa passagem, um aspecto muito importante ressaltado por Tiago sobre o nosso relacionamento com Deus é que o “Espírito, que em nós habita, tem ciúmes” (v. 5). A construção do versículo 5 no original grego não é muito clara, podendo esse texto significar que o espírito humano tem a tendência natural “de opor-se a Deus e ao próximo”,4 o que estaria implícito na expressão traduzida como “ciúmes”; ou então que o Espírito Santo tem ciúmes de nós, isto é, zelo intenso por nós. A maioria esmagadora dos comentaristas bíblicos, à luz do que afirmam o final do versículo 4 e o início do versículo 6, prefere a segunda interpretação para o versículo 5, que é também a interpretação aceita por mim: Tiago quer dizer aqui que o Espírito Santo de Deus tem ciúmes de nós. O Consolador, aquEle que intercede por nós e em nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26,27) e se entristece frente aos nossos pecados (Ef 4.30), o nosso Ajudador, que nos guia na caminhada espiritual e no relacionamento com o Pai celestial através de Cristo (Rm 8.5-11), tem um forte, intenso e amoroso zelo por nós.

Sim, Deus tem ciúmes dos seus filhos!

Parece estranha a ideia de que Deus tem ciúmes, mas é exatamente disso que Tiago está falando no versículo 5. E a expressão “...diz a Escritura...” não quer dizer que as palavras que vêm a seguir — “O Espírito que em nós habita tem ciúmes” — se trata de uma citação fiel, ao pé da letra, de algum texto do Antigo Testamento. O que Tiago diz é que essa é uma das mensagens das Sagradas Escrituras no Antigo Testamento: o Espírito do Senhor tem ciúmes de seus filhos.
Há inúmeras passagens do Antigo Testamento que revelam isso, especialmente aquelas que dizem respeito ao relacionamento entre Deus e o povo de Israel. Em seu clássico O Conhecimento de Deus, o teólogo britânico James I. Packer dedica um capítulo inteiro para relembrar algumas dessas fortes passagens do texto sagrado com o objetivo de refletir sobre esse aspecto divino pouco abordado hoje em dia — o ciúme de Deus. Escreve Packer:
“Quando Deus tirou Israel do Egito, levando o povo para o Sinai e dando-lhes sua lei e aliança, seu ciúme foi um dos primeiros fatos a respeito de Si mesmo que lhes ensinou. A sanção do segundo mandamento, pronunciado em voz audível para Moisés nas ‘tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus’ (Ex 31.18) era este: ‘Porque Eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso” (Ex 20.5). Mais tarde, Deus falou a Moisés de modo mais direto: ‘O nome do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é Ele’ (Ex 34.14). [...] De fato, a Bíblia fala bastante sobre o ciúme de Deus. Há diversas referências no Pentateuco (Nm 25.11; Dt 4.24; 6.15; 29.20; 32.16,21), nos livros históricos (Js 24.19; 1 Rs 14.22), nos Profetas (Ez 8.3-5,16; 38 e 42; 23.25; 36.5; 38.19; 39.25; J1 2.18; Na 1.2; Sf 1.18; 3.8; Zc 1.14; 8.2) e nos Salmos (78.58; 79.5). Ele [seu zelo] é constantemente apresentado como um motivo para [Deus] agir, seja em ira ou misericórdia: ‘Terei zelo pelo meu santo nome’ (Ez 39.25); ‘Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e Sião’ (Zc 1.14); ‘O Senhor é um Deus zeloso e vingador’ (Na 1.2)”.
O apóstolo Paulo também fala sobre o ciúme de Deus, ao lançar sobre os orgulhosos cristãos de Corinto a seguinte pergunta: “Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que Ele?” (1 Co 10.22). Nessa passagem, Paulo está afirmando aos crentes coríntios que havia uma impossibilidade moral de se beber “o cálice do Senhor” e beber “o cálice dos demônios” (1 Co 10.21).
Como ressalta Donald Metz, “o cálice dos demônios representava o apogeu dos banquetes dos pagãos nos quais eram feitas três saudações em honra aos deuses.
Um crente não podia tomar parte em tal rito pagão sem ofender a sua consciência. Qualquer tentativa de ter comunhão com Deus e, ao mesmo tempo, de participar deliberadamente de práticas idólatras provocará a irritação do Senhor (1 Co 10.22; Dt 32.21)”.6
Lembrando ainda que, nessa mesma Epístola, alguns capítulos antes, Paulo já falara do ciúme divino aos crentes em Corinto, evocando justamente o fato de que, desde o dia em que aceitaram Cristo como Senhor e Salvador, o Espírito Santo passou a habitá-los (1 Co 6.19,20), mesmo fato frisado por Tiago (Tg 4.5). E o apóstolo aos gentios ainda revisitaria esse assunto na sua Segunda Epístola aos Coríntios (2 Co 6.14-18).

Submetendo-se a Deus

Nos versículos 6 a 10, o apóstolo Tiago exorta seus leitores a fugirem das paixões pecaminosas se submetendo a Deus. Ele começa nos lembrando que o Espírito de Deus, que em nós habita e tem zelo santo por nós, nos admoesta para que obtenhamos “maior graça” (v.6). Para isso, basta que, seguindo sua admoestação, sujeitemo-nos a Deus, isto é à sua vontade, que é “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2).
Assevera Tiago que os orgulhosos, os soberbos, os egoístas, são resistidos por Deus, que “dá graça”, isto é, a “maior graça”, apenas aos humildes (Tg 4.6b). Na sequência, Tiago relaciona o sujeitar-se a Deus com o resistir ao Diabo (v.7), o que significa que o Diabo procura de todas as formas atrapalhar para que não nos sujeitemos à vontade de Deus. Porém, se resistirmos às suas sugestões, afirma o apóstolo, ele fugirá de nós. Ou seja, a melhor forma de mantermos o Diabo afastado de nós é nos sujeitarmos à vontade de Deus.
Em seguida, o apóstolo explica em detalhes como se dá essa submissão a Deus, no que ela consiste.

Em primeiro lugar, diz ele que é preciso se aproximar de Deus, isto é, buscá-lo sinceramente: “Chegai-vos a Deus” (v.8a). A consequência disso é que Deus se chegará a nós (v. 8b) — ou seja, teremos comunhão com Ele e seremos abençoados pela sua presença em nossas vidas. “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jr 29.13).

Em segundo lugar, é preciso se arrepender dos pecados e mudar de atitude: “Limpai as mãos, pecadores” (v.8c). Ter as mãos limpas fala de chegar-se a Deus com a consciência limpa devido ao arrependimento sincero. Paulo fala de levantar as mãos em oração diante do Senhor “sem ira nem contenda” (1 Tm 2.8), purificado.

Em terceiro lugar, é preciso dar fim ao “duplo ânimo” (v.8d), isto é, ao hesitar entre Deus e o mundo, ao coxear entre a vontade de Deus e as paixões pecaminosas.

Em quarto lugar, “purificai o coração” (v.8e), que significa aqui ter um coração sincero, sem falsidade, sem maldade. Só os puros de coração verão a Deus (Mt 5.8), isto é, só os sinceros de coração poderão ter um relacionamento real com Deus.
Ao final, Tiago reforça a necessidade de arrependimento sincero, de quebrantamento verdadeiro perante Deus: “Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza” (v.9). Tudo isso que acabamos de ver é o que significa biblicamente sujeitar-se a Deus, submeter-se a Ele, ou, como acrescenta Tiago ainda, humilhar-se diante do Senhor. O resultado dessa atitude é claro: “Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltara (v. 10 grifo meu).

Conclusão

Em suma, Tiago nos ensina nessa bela passagem de sua epístola que não há vitória sobre as paixões pecaminosas e nem exaltação espiritual na vida do cristão sem humilhação diante de Deus, sem submissão total à sua vontade, que se dá através desses quatro passos acima elencados a partir de seu próprio texto. E mais: vivendo assim, não teremos, inclusive, conflitos entre nós, porque nossas motivações, desejos e formas de agir estarão completamente harmonizados com a perfeita vontade do Senhor.

Silas Daniel

Bibliografia utilizada neste capítulo
ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (editores). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

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Lição 10: O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana

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TEXTO ÁUREO
"Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.10).

VERDADE PRÁTICA
A realização humana, à parte de Deus, é impossível de acontecer, pois a criatura não pode viver longe do Criador.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tiago 4.1-10

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Autorrealização: Desenvolvimento pleno das nossas habilidades a ponto de nos sentirmos realizado como pessoa.

A grande potencialidade da mente humana deve fazer com que ele não se conforme nem se acomode com a vida que leva, levando-o a compreender que existe sempre a possibilidade de crescimento interior, aperfeiçoamento e realizações pessoais, profissionais ou ministeriais. Definitivamente, o ser humano não é um produto existirá sempre a possibilidade de crescimento. Quem não gostaria de se destacar na atividade que executa? De ter o devido reconhecimento. Uma citação de seu nome em público, um elogio, uma aparição, mesmo que momentânea? Isso irá adular seu ego e alimentar sua auto-estima. Na vida profissional ou ministerial, essa pessoa esforça-se para ser a melhor em sua especialidade. Isso chama atenção do público para si e reforça sua auto-estima. O problema nessa fase é a facilidade que o sucesso pessoal tem em inchar o ego. A pessoa pode tornar-se um ególatra. Isso a impede de ir para frente em seu desenvolvimento espiritual, pois Deus e os irmãos começam a ficar de lado, e ele em seu objetivo cego passa a valorizar mais a coisas do que a pessoas. O fato é que quem não estiver preparado para resolver essas questões existenciais e espirituais entrará num estado de queda, e com o passar do tempo sua vida de cristão estará em um profundo colapso. Por isso se faz necessário o estudo desta lição.

I. A ORIGEM DOS CONFLITOS E DAS DISCÓRDIAS (Tg 4.1-3)
1. Que sentimentos são esses?(v.1). Tiago inicia esse ponto com uma pergunta: De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? O objetivo dele é levá-los a refletir sobre a origem dos conflitos que aconteciam entre os que aspiravam ser mestres. Muito embora a expressão “que há” não esteja no original, é requerida pela construção da frase e aponta para a realidade dos conflitos. Tiago havia tomado conhecimento de tais conflitos e desejava ajudar seus leitores a cessá-los. Mas, para isso, era necessário identificar a sua origem. Nosso autor menciona “guerras” e “contendas”. O termo guerras significa literalmente “conflito armado” (cf. Mt 24.6). Não devemos pensar, contudo, que a situação havia chegado a esse ponto naquelas igrejas. O termo é usado aqui como um estado geral de hostilidade e antagonismo entre pessoas. O outro termo é contendas, que literalmente significa uma “luta corpo a corpo” ou mesmo uma “peleja com armas”. Mais uma vez, não pensemos que a situação havia degenerado a tal ponto; contudo, havia combate de palavras entre eles. Eles se opunham uns aos outros como se estivessem lutando uns contra os outros. Os termos fortes do questionamento de Tiago despertam as igrejas para a seriedade da atitude de hostilidade que havia eles. A unidade da igreja deveria ser o fator que mais deveríamos valorizar. Deus abençoa uma igreja unida. A maioria das igrejas têm um enorme potencial, mas nunca alcançam o que Deus deseja, porque os seus membros gastam o seu tempo a lutarem uns com os outros. Toda a energia que possuem está centrada no seu interior. A Bíblia fala mais sobre a unidade da igreja do que sobre o céu ou o inferno. Isto demonstra a importância deste assunto. As igrejas são formadas por pessoas e não há pessoas perfeitas. Por isso as pessoas entram em conflitos umas com as outras. Como pastores, precisamos de aprender a lidar com estas situações. Especificamente, somos chamados a fazer seis coisas quando a desunião ameaça a nossa igreja. A Bíblia ensina que à medida que a igreja cresce, Satanás fará todo o possível para trazer divisão. Até mesmo pessoas dóceis, crentes fervorosos, podem ser ferramentas nas mãos de Satanás para prejudicarem o corpo de Cristo. O Salmo 133.1 diz: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” Certamente, os irmãos deveriam viver unidos, em harmonia, mas muitas vezes eles vivem em guerra. Por isso é preciso que vigiemos.
Também enguemos um muro de intolerâncias e de divergências que do campo teológico (pensamento) ergueu-se para dentro de nós e isso estabeleceu um embate pessoal (comportamento) de tradicionais contra pentecostais; de evangelicalismo contra fundamentalismo, de calvinismo contra arminianismo e etc. É preciso estarmos unidos.
Não me refiro a convergência interpretativa das denominações cristãs do Brasil em aspectos gerais da teologia; mas o que a igreja não pode se conformar é com posicionamentos divisionistas que tanto mal fazem à unidade do povo de Deus neste século de incredulidades. Não serão apenas conselhos, alianças cristãs, acordos cooperativos entre representantes maiores das denominações que resolverão o problema. Será necessário levar essa mensagem de união fraterna para dentro de nossas igrejas. Precisamos da demonstração deste amor que une, de compreensão que nutre e de santidade que revela quem é o povo Deus; carecemos levar essa mensagem de agregação para as nossas ministrações a fim de conscientizarmos os nossos ouvintes a perceberem a necessidade desta ignorada realidade bíblica, necessitamos de viver a essência dos sentimentos evangélicos de irmão para irmão, tais como: compreensão e fraternidade. Precisamos alçar nossa visão e atuação para além de nossa comunidade fechada e mostrarmos a esse mundo cão o que é o verdadeiro amor cristão. Quebremos essas placas mentalizadas e fixadas no coração; destruamos essas barreiras de orgulho religioso afirmadas em nosso comportamento; destruamos a barreiras dos paradigmas interpretativos que nos fizeram isolacionistas; humilhemo-nos diante de Deus e ouçamos a voz do Espírito Santo para estes últimos dias – é tempo de união em torno da vontade de Deus para sua igreja militante.

2. A origem dos males (Tg 4.2). Tiago escolhe dois termos para descrever os conflitos e discussões que prevalecem na comunidade. “Guerras” (Gr. polemon, conflitos) seriam rixas que se travam pelos interesses pessoais. “Combates” (Gr. machai) significa batalhas e inimizades que separam as pessoas. A pergunta, “De onde vem?”, tem sua resposta na frase “das paixões” (Gr. ek ton hedonon, dos prazeres procurados com intenso desejo). “Guerreiam” (Gr. strateuomenon) criam e manejam a guerra quando os desejos pelo prazer de alguns entram em conflito com os desejos dos outros. Contendas entre maridos e mulheres, entre pais e filhos e entre irmãos na igreja sempre se levantam porque os indivíduos estão procurando alguma vantagem, algum prazer que corrompe ou prejudica.
Ele afirma que "Combates e guerras" se evidenciam entre eles; e, se o zelo cobiçoso não é refreado, o perigo de violência real torna-se concreto. Então, com uma perspicácia penetrante, Tiago fornece-nos uma poderosa análise do conflito humano. Argumentos verbais, violência particular ou conflito nacional — a causa de tudo isto pode ser encontrada no desejo frustrado de querermos mais do que temos, de cobiçarmos aquilo que é dos outros, seja os cargos das pessoas ou suas posses.
3. O porquê de não recebermos bênçãos (Tg 1.3). Se as orações de uma pessoa são simplesmente para pedir coisas que satisfaçam seus desejos carnais, então essas orações são essencialmente carnais e egoístas e, portanto, não é possível que Deus as responda favoravelmente porque essa resposta não seria outra coisa senão prover o homem de meios para pecar. O verdadeiro propósito da oração quer dizer a Deus: "Seja feita tua vontade"; mas a oração do homem que está dominado pelo desejo de prazeres é: "Sejam satisfeitos os meus desejos". Então, se quando uma pessoa ora, sua petição é só pelas coisas que podem ajudá-la a satisfazer seus próprios desejos, nesse caso dirigiu a Deus uma oração que Ele não pode responder. Um dos atos mais desalentadores é que o homem egoísta dificilmente pode orar dirigindo-se a Deus em forma correta. Nunca poderemos orar como é devido até que não arranquemos nosso ego do centro de nossa vida e ponhamos a Deus ali.

II. A BUSCA EGOÍSTA  (Tg 4.4,5)
1. Adúlteros e amigos do sistema mundano (Tg 4.4). A palavra grega kosmos foi empregada em um sentido ético, para indicar uma sociedade corrupta, ou o princípio do mal que opera sobre os homens. O mundo aqui é a sociedade humana com seus valores, princípios e filosofia vivendo à parte de Deus. Esse sistema que rege o mundo é anti-Deus. Se o mundo valoriza a discórdia, começamos a valorizar a discórdia também. Se o mundo valoriza os deleites, começamos a valorizar os deleites. Se o mundo valoriza a inveja começamos a valorizar a inveja. Se o mundo valoriza a cobiça, começamos a valorizar a cobiça. Temos a tendência de assimilar esses valores do mundo.
Um crente pode tornar-se amigo do mundo gradativamente: primeiro, sendo amigo do mundo (4.4). Segundo, sendo contaminado pelo mundo (1.27). Terceiro, amando o mundo (1 Jo 2.15-17). Quarto, conformando-se com o mundo (Rm 12.2). O resultado é ser condenado com o mundo (1 Co 11.32). Tiago mostra que amizade com o mundo é uma espécie de adultério espiritual. O crente está casado com Cristo (Rm 7.4) e deve ser fiel a Ele (Is 54.5; Jr 3.1-5; Ez 23; Os 1-2; 1 Co 11.2). Não dá para ser amigo do mundo e de Deus ao mesmo tempo. Temos que tomar cuidado com as pequenas coisas. O mundo envolve as pessoas pouco a pouco. Ninguém se torna um viciado em álcool do dia para a noite. Ninguém se lança de cabeça nas aventuras loucas das drogas no primeiro trago ou na primeira picada. Ninguém começa uma vida licenciosa num primeiro flerte. A sedução do mundo é como uma fenda numa barragem, começa pequena, mas pode conduzir a um grande desastre.
2. "Inimigos de Deus". Manter a amizade com o mundo é "ter boas relações com poderes e coisas que são pelo menos indiferentes para com Deus, caso não sejam abertamente hostis ao Criador. Ser cristão é a sumir um compromisso de amar o que Deus ama e aborrecer o que Deus aborrece. Como ser amigo de Deus tornando-se amigo daquilo que Deus não é?
O mundo aqui, como em outras partes do Novo Testamento, significa tudo que as pessoas pensam e fazem que desconsidera Deus e é contrário à sua vontade. Por meio de palavras retumbantes, Tiago declara que o povo de Deus deve tomar uma decisão clara entre Deus e todas as atitudes não-cristãs. Se pertencemos a Deus, a amizade do mundo precisa nos deixar. Se nos agarramos a qualquer caminho errado, nutrindo-o como um amigo, nos tornamos inimigos de Deus e não temos mais uma base bíblica para crer que estamos em um relacionamento de salvação com Ele.
3. O Espírito tem "ciúmes" (Tg 4.5). Tiago terminou a sua purificação da conduta má e começa o seu apelo ao arrependimento. Quando fomentamos a amizade com o mundo, podemos nos desviar e deixar Deus fora da nossa vida. Mas isso não ocorre facilmente. Deus é um Deus zeloso, que não tolera rivais. Quando nos convertemos, Ele nos deu um novo espírito. Deus se enternece por essa nova vida na alma. Ele procura de todas as formas nos analisar quando começamos a nos descuidar. Ele quer que essa vida cresça, porque deseja que sejamos totalmente seus. Não há nenhuma passagem específica no Antigo Testamento que corresponda à última parte do versículo . As palavras diz a Escritura, que Tiago cita, não são uma citação, “mas um resumo dos ensinamentos do Antigo Testamento: Deus quer a pessoa inteira, nossa lealdade completa” (Berk., nota de rodapé). Deus fica condoído com a nossa simpatia dividida e nossa amizade com o mundo que resulta disso. Ele deseja que a plenitude do seu Espírito controle a nossa vida; Ele nos convida a chegarmos a Ele e nos submetermos ao seu ministério. Deus dá essa ajuda especial àqueles que humildemente a aceitam.
O Espírito que passou a habitar em nós tem ciúme. O termo grego que consta para “ciúmes” expressa o desejo amoroso de ter inteiramente a pessoa amada. Essa maneira de entender esse texto no original pressupõe que o Espírito seja o Espírito Santo. Ele certamente não fomenta inveja nos indivíduos no quais ele habita. Buscar a amizade do mundo é o mesmo que viver debaixo da sua influência, dependência e segurança como se isso fosse o mais importante de tudo. Esse tipo de namoro com o mundo, esse andar de mãos dadas, não é apenas perigoso, mas é fatal, pois a infidelidade leva à apostasia. Nenhum marido ou esposa se contentaria com menos do que exclusividade total em seu relacionamento conjugal. Assim, Deus jamais tolerará qualquer tipo de divisão entre ele e o mundo. Pois Deus é “ciumento” quando se trata de sua “esposa” ou “noiva”, a igreja.

III. A BUSCA DA AUTORREALIZAÇÃO (Tg 4.6-10)
1. Humilhando-se perante Deus (Tg 4.6,7). Desnecessário é mencionar que Deus está infinitamente acima de nós em tudo. Desta forma podemos entender que as pessoas de coração humilde têm um lugar especial no coração de Deus. O próprio mestre disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3 ARA). Em Tiago 4.6-10, o apóstolo estabelece uma relação entre a humildade, a sujeição a Deus e a resistência ao nosso inimigo. De fato, só podemos nos sujeitar a Deus se formos humildes, e só podemos resistir ao diabo se tivermos humildade suficiente para identificarmos, em nós mesmos, os reflexos das setas que nos foram lançadas por ele.
Ainda no texto de Tiago, é dito que “Deus dá graça aos humildes”. Mas que graça seria esta? A graça que Deus nos concede é a força para, nos sujeitando a Ele, resistirmos ao inimigo de nossas almas. É graça para, nos chegando a Ele, termos sua presença conosco. É graça para sermos purificados, termos nossos corações limpos, e termos o bálsamo curador derramado sobre nossos corações. Ainda no texto de Tiago, é dito que “Deus dá graça aos humildes”. Mas que graça seria esta? A graça que Deus nos concede é a força para, nos sujeitando a Ele, resistirmos ao inimigo de nossas almas. É graça para, nos chegando a Ele, termos sua presença conosco. É graça para sermos purificados, termos nossos corações limpos, e termos o bálsamo curador derramado sobre nossos corações. O homem nunca perdeu bênçãos pela humildade, ainda mais diante do Senhor Deus. Mas a humilhação é um ato interno, uma atitude conhecida somente pelo próprio Deus, pois Ele sonda os corações e pensamentos, e saberá exatamente se o orador esta mesmo sentindo-se como manifesta. E não faltou conselhos e advertências sobre essa posição a ser tomada. Quando nos humilhamos diante de Deus, estamos deixando de lado todo o nosso ego, tudo que achamos que sabemos, toda a nobreza que julgamos ter, e nos colocamos diante do Senhor como não merecedores do Deus que temos ( Ler 2 Cr 7:14; 34:27; Dn 10:12; Mt 23:12; 1 Pe 5:6).
2. Convertendo a soberba em humildade (Tg 4.8,9). Um dos piores pecados para vida do cristão é o pecado do orgulho espiritual. Poderíamos definir o orgulho espiritual como sendo uma atitude de tão grande que despreza os outros irmãos. Seria abrigar a sensação de se achar possuidor de uma visão superior. Seria o desenvolvimento de uma atitude de rejeição do aprendizado, contrária à humildade que Deus requer dos seus servos. Seria achar que se é conhecedor de uma faceta de compreensão que os demais irmãos ainda não alcançaram. A amizade com o mundo pode deixar o homem nesse estado espiritual. Por isso Tiago faz esta exortação: “Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai: converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza”. Tiago os convida ao arrependimento através de uma evidente demonstração de uma tristeza de coração. A tristeza dos hipócritas evidencia-se somente em sua face. “Desfiguram o rosto” (Mt 6.16). Mostram um rosto melancólico, mas a tristeza deles não vai além disso, como o orvalho que umedece a folha, mas não penetra a raiz. O arrependimento de Acabe foi uma exibição exterior. Seus vestidos foram rasgados, mas não o seu espírito (1 Rs 21.27). A tristeza segundo Deus avança mais além; é como uma veia que sangra internamente. O coração sangra por causa do pecado – “Compungiu-se-lhes o coração” (At 2.37). Assim como o coração tem a parte principal no ato de pecar, o mesmo deve acontecer no caso do entristecer-se humildemente. Paulo lamentava por causa da lei em seus membros (Rm 7.23). Aquele que lamenta verdadeiramente o pecado se entristece por conta das incitações do orgulho e da concupiscência. Ele se entristece por causa da “raiz de amargura”, embora ela nunca prospere até ao ponto de levá-lo a agir. Só a humildade pode nos fazer lamentar os pecados do coração e os que estão em plena evidência.
3. "Humilhai-vos perante o Senhor" (Tg 4.10). Temos a tendência de tratar o nosso pecado de forma muito leve e condescendente. Tiago exorta-nos a enfrentar seriamente o nosso pecado (4.9). A porta da exaltação é a humilhação diante de Deus (4.10). Deus não despreza o coração quebrantado (Sl 51.17). Deus olha para o homem que é humilde de coração e treme diante da Sua Palavra (Is 66.2). Quando estamos em paz com Deus, temos paz uns com os outros e então, uma fonte de paz começa a jorrar de dentro de nós!
Humildade é a condição para Deus trabalhar, para desfrutar de tudo o que Ele quer nos dar. A verdadeira humildade consiste em estabelecer uma relação de submissão a Deus, resistência ao Diabo e aos nossos próprios desejos egoístas. Viver em comunhão com Deus se dá através da Palavra, oração e adoração. Quando sua razão de viver for a exaltação, a honra e a satisfação do Senhor, Ele fará algo novo em nossa vida.

CONCLUSÃO
Ao estudarmos os textos desta lição percebemos que grande parte das desavenças e problemas existentes em nossas igrejas locais são frutos da ambição e da sede desonrosa de termos todos os nossos desejos realizados, e quando esses desejos não se tornam concretos vem a frustação e o desânimo, abalando as emoções do cristão. Nossos desejos e ambições só serão legítimos quando seu objetivo final não é o deleite.
Vivemos em uma época onde a ambição e os prazeres humanos tem se apoderado da vida e do coração de muitas pessoas, portanto é necessário fazermos uma reflexão a fim de saber até que ponto essas coisas tem atingido nossas vidas nos levando a uma decadência espiritual.

Bibliografia:
·         Barclay, William. Comentário do Novo testamento - Tradução: Carlos Biagini;
·         Bui , Reinaldo. Devocional em Tiago – Apostila;
·         Comentário Bíblico de Beacon. Vol.10 – Hebreus a Apocalipse. CPAD.  Vários Autores.
·         http://searanews.com.br/
·         Moo, Douglas J. - Tiago - Introdução e Comentário - Vida Nova
·         Nicodemus, Augustus. Interpretando a Carta de Tiago. Editora Cultura Cristã;
·         Shedd, Russel. Uma Exposição de Tiago a Sabedoria de Deus. Shedd Publicações



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Dinâmicas de Grupo

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A palavra dinâmica origina-se do vocábulo grego “dynamys”, que significa força. Esta é a parte da mecânica que estuda e calcula os movimentos e pressões exercidos nos corpos. Em sentido figurado, significa energia, atividade.
A dinâmica favorece o crescimento pessoal e integração na igreja local, evitando uma posição excessivamente formal dos líderes. Atitude que prejudica a integração do grupo. Propicia ao indivíduo, também, maior conhecimento de si mesmo. Leva a uma aplicação mais adequada dos dons da personalidade. Reforça o senso de responsabilidade, cultiva a tolerância e a aceitação do próximo e desperta o gosto pela atividade em equipe.
A dinâmica pode ser utilizada para atingir diferentes dimensões: pessoal, comunitária, grupo, cristã e cultural.
As águas de um rio, quando represadas e canalizadas, transformam-se em força produtiva a serviço da vida, isto porque o “potencial” destas águas é controlado. Se forem mal controladas, irrompem de forma selvagem, transformando-se em destruição e desolação.
Assim acontece nos agrupamentos na igreja. As pessoas precisam ser orientadas e discipuladas para somar forças contra as astutas ciladas do maligno. Precisam agir em cooperação e integração para evitar que desentendimentos e conflitos assumam posição de vento destruidor, espalhando mágoas e ressentimentos por todos os lados. Os salvos são fontes vivas que precisam se unir como canais de bênçãos para todos, e a igreja é o grande rio que conjuga estas diversas fontes. Através da cooperação sistemática, todos são favorecidos pela integração das pessoas interessadas em conhecer e prosseguir conhecendo ao Senhor (Os 6.3).
Todo processo de dinâmica de grupo começa com a apresentação dos seus membros, esse é o primeiro passo. Todos desejamos conhecer quem são os nossos irmãos.
Com respeito à liderança, desde os primeiros momentos da vida do grupo distinguem-se dois tipos de pessoas: as submissas, ou aquelas que estão dispostas a seguir as orientações e normas da autoridade sem questionar, e aquelas que têm seus próprios objetivos e consideram que podem crescer sozinhas. Não precisam submeter-se à autoridade do grupo.
Algumas preocupações dos mais tímidos começam a surgir:
“Serei aceito pelo grupo? Farei amigos?”
“Poderei vencer a minha timidez e apresentar minhas opiniões sem embaraço?”
“Serei respeitado em meus direitos?”
“O líder será meu amigo?”
Todos estes questionamentos têm suas causas. Compete ao líder encaminhar as atividades de forma a alcançar objetivos comuns. Conhecendo as peculiaridades pertinentes a cada indivíduo, derrubando barreiras, destruindo muros, promovendo um relacionamento profundo e autêntico, de onde surge intensa solidariedade e amizade.
Dinâmica de grupo é a técnica que fornece um antídoto permanente contra a monotonia. Facilita o convívio entre as pessoas e torna a aula agradável e estimulante. Nela, predominam o diálogo e a interação. A dinâmica de grupo quebra as barreiras da comunicação e estimula a inteligência. Treinar dinâmica é treinar-se em comunicação.
As discussões durante a exploração dos temas devem ser bem analisadas para não haver um envolvimento emocional e pessoal. Os temas precisam ser esclarecidos com fundamentos e refutação bíblica. É claro que os assuntos devem ser dirigidos pelo Espírito Santo. Com isso, muitas experiências podem ressuscitar fatores e sentimentos esquecidos no seu interior por muito tempo e que precisam de tratamento. O líder precisa estar atento, pois a manifestação pode ser uma inquietação exagerada, um sono durante a ministração, ter certas reações psicossomáticas, tais como dores de cabeça, sensação de vômito, azia e tantas outras indicadas na resposta do indivíduo à situação.
Neste momento, o líder deve estar bem atento e também dar oportunidade para que os participantes expressem a sua experiência espiritual no momento da mensagem. É claro que muitos conseguem manter uma certa reserva, apesar de saber que Deus quer renovar a sua vida.
A desconfiança é um fenômeno frequente dentro do grupo. A falta de segurança impede a expansividade. A pessoa pode ter nutrido em seu coração que “ninguém é digno de confiança”, expressão que pode impedir a bênção de Deus sobre sua vida. Estar sempre falando: “não confie em ninguém, só em si mesma” gera um desconforto para a pessoa, sempre que está em grupo, e esta, por causa das dificuldades, não conseguirá participar com prazer e alegria. Essa forte resistência ao crescimento do grupo precisa ser resolvida com dinâmicas de reflexão que venham a aclarar a situação de forma indireta.
O apoio a pessoas que passam por essas experiências deve ser incentivado de forma discreta, assim, ela se livrará de cargas emotivas e complexos de culpa dos quais ficou prisioneira durante anos, sendo cativa do medo e com vergonha de se expor por domínio da timidez. Num histórico assim, quem lucra é o Maligno que passa a acuar a pessoa durante todo o tempo com acusações, roubando-lhe a alegria da vida e da salvação.
O amadurecimento do grupo vai sendo conquistado aos poucos, conforme cada um vai se libertando de seus traumas e vivendo alegremente. Aqueles indivíduos isolados, rejeitados e sem ânimo passam a aceitar com mais convicção a liberdade conquistada no Calvário por Jesus:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).
O convívio social é fortalecido à medida que o membro amplia a visão da regeneração e justificação. O intercâmbio de pensamentos, ideias, sentimentos, emoções e troca de experiências passa a ser mais frequente no grupo.
Pode ocorrer também, pelo excesso de comunicação, um bloqueio com algum componente, uma reação de hostilidade por algum deslize da pessoa, emergindo um momento de tensão no grupo. Este pode estar voltado para sentimentos de rejeição, agressão, engano, etc. A pessoa que se encontra nessa situação é mergulhada pelo grupo numa cadeia, perdendo seu direito de se comunicar livremente, pois se o fizer, será rejeitada de forma velada. A disputa de classes sociais e cargos deve ser um aspecto que precisa de atenção. Também a desintegração do grupo pela resistência às mudanças poderá ser uma grande questão que não pode passar despercebida.
Em fim, a única forma de gerenciar os diversos problemas que possivelmente virão à tona é através da orientação e discernimento do Espírito Santo. Só Deus pode detectar com eficiência as informações necessárias para realizar a obra de restauração e cura de vidas. O grupo pode até iniciar com problemas, mas deve sair sarado, pronto para produzir muitos frutos.
O fenômeno da interação ocorre quando há influência recíproca. A vida em grupo favorece experiências para o desenvolvimento e crescimento individual. Pessoas com dificuldade de relacionamento social e falta de amadurecimento psicológico obterão resultados positivos se as dinâmicas forem bem conduzidas através de orientação psicológica e espiritual.
O líder deve ser simpático, tolerante e cuidadoso na maneira de conduzir as atividades. Em primeiro lugar, para não inibir os participantes; em segundo, para não favorecer a permissividade. Os deslizes devem ser corrigidos com cautela e sempre à luz da Bíblia.

Explorando o conhecimento do grupo
O medo do julgamento, decorrente da falta de controle emocional, constitui-se em barreira que muitas pessoas enfrentam quando estão em público. Por isso, muitas vezes elas não conseguem ser autênticas ou transparentes em suas atitudes. Isto prejudica o grupo e impede seu amadurecimento, ocasionando desinteresse e consequente desintegração.
Falar a verdade sobre os sentimentos reais e não esconder os problemas são gestos positivos para iniciar uma boa convivência. O julgamento precipitado dificulta o relacionamento entre as pessoas. O perdão também contribui para remover os traumas da mente e buscar a liberdade. Quando não conseguimos superar lembranças do que alguém nos fez, é hora de pedir socorro. O perdão é a chave do relacionamento perfeito. Outro fator negativo são os desapontamentos e decepções. Eles são pedras que impedem muitas pessoas de se libertarem de mágoas em relação a amizades e continuarem fazendo novos amigos. Esses agentes nocivos são os piores inimigos para um bom relacionamento. O sentimento de inferioridade também é um grande empecilho para uma boa convivência. A pessoa vive com medo de não agradar, não conseguir, não retribuir, enfim, não sente-se livre para abrir o coração e se envolver. O que pode ajudar bastante é o sorriso sincero e o bom humor, eles são agentes fundamentais para abrir as portas da convivência e cooperação, assim o grupo poderá atingir todos os objetivos traçados para ele.
O serviço sem intenção de recompensa, sem esperar reconhecimento, é o mais nobre ato de amor e solidariedade. Não aprendemos a servir, raramente nos ensinam essa realidade, pois, em toda a nossa vida, o trabalho para garantir a sobrevivência é o mais incentivado, e é por isso que o homem vive mais em busca de recompensas e de reconhecimento.
Embora existam muitas formas de trabalho através das quais podemos prestar serviço a outras pessoas e ao mundo, nossa vontade está normalmente concentrada no que recebemos como resultado daquilo que fazemos. Por isso, a melhor maneira de fazer o grupo crescer e amadurecer é incentivando as pessoas a servirem ao próximo.
Depois destas observações, as dinâmicas de conhecimento serão apenas uma chave para alcançar muitas conquistas, criar grandes amizades e derrubar muros que impedem a unidade do corpo.

As dinâmicas para estudos bíblicos
A Bíblia Sagrada é o guia perpétuo da Igreja. Ensiná-la é a nobre missão de cada salvo. Métodos e técnicas são instrumentos valiosos na consecução deste objetivo, além de estratégias e conteúdo adequados para estudos bíblicos; tudo isto sistematizado e reforçado através das dinâmicas.
Os temas propostos podem ser só o começo de uma sequência de estudos dinâmicos, organizados pelo líder com vários assuntos para debate.
As orientações são colhidas na palavra de Deus e, propositadamente, planejadas para serem simples em seu entendimento e execução. Elas poderão ser melhoradas com criatividade e sabedoria dos líderes. As dinâmicas são específicas e visam a auxiliar na ministração de assuntos fundamentais para o fortalecimento da fé e amadurecimento. O método é simples e pode funcionar em qualquer situação.
O objetivo das dinâmicas visa a uma vida abundante. Aquela que Jesus veio nos dar, pois a maioria dos cristãos apresenta muita dificuldade em experimentar uma vida cheia de frutos.
Um fato importante de ser analisado é que as pessoas se lembram muito daquilo que fazem e bem pouco sobre o que ouvem. Isso quer dizer que o grupo vai aprender mais se estiver envolvido em atividades que o ajudem a compreender a lição bíblica de um modo pessoal e aplicá-la em sua vida. A aprendizagem ativa implica ensinar através de experiências; assim, o grupo vai ser estimulado a compartilhar sentimentos sobre os quais acabou de vivenciar e, a possibilidade de praticar a Palavra e frutificar será maior.
Os estudos são flexíveis e variáveis, com diversas atividades que podem ser usadas em reuniões informais, retiros e em escolas dominicais. O importante é que as atividades possam contar com a interação entre o líder e o grupo.
Para que haja maior assimilação das dinâmicas, é importante que cada reunião seja planejada, tenha a duração de 60 a 90 minutos e seja completada em um só encontro. Portanto, planeje bem o tempo a ser gasto.

Dinâmicas para os encontros sociais
O local deve ser preparado de preferência com muita área verde, espaço à vontade e com uma boa sala e um local para culto onde todos possam se acomodar sem apertos. É importante também que a casa tenha serviço de cozinha para servir as refeições.
O ambiente precisa também ter alguns espaços reservados, onde os grupos possam trabalhar mais isoladamente, sem que atrapalhem uns aos outros.
A ornamentação é uma coisa que ajuda muito. Recomenda-se que não se despreze esta tarefa. Aproveite e cole frases de boas-vindas e provérbios educativos no ambiente.
Um grupo de louvor jamais pode ser esquecido. As músicas cantadas com alegria ficarão gravadas no coração de cada pessoa sem falar que elas poderão ser cantadas durante as dinâmicas.
O roteiro de atividades deve ser bem planejado pela equipe organizadora do encontro.

Autora: Débora Ferreira da Costa

Fonte: Dinâmicas Criativas Para o ensino Bíblico
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Dinâmica da Lição 10: O Perigo da Busca Pela Autorrealização Humana (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “O Perigo da Busca Pela Autorrealização Humana.”
- Introduza a aula analisando de forma participativa qual é a origem dos conflitos e discórdias na vida do crente, da igreja e do mundo em geral. Para isso apresente aos alunos reportagens e pesquisas que você pode fazer durante a semana, e que mostra as consequências dos conflitos entre: marido e mulher; pais e filhos; vizinhos; colegas de trabalhos; países, etc. É interessante que você leia as reportagens, a fim de destacar os motivos que ocasionaram tais conflitos. E pergunte: Como poderão esses conflitos ser evitados? Ouça atentamente cada resposta e discutam sobre o assunto.
Mostrar que o crente não pode flertar com o sistema do mundo.
Compreender que a autorealização não pode vir em primeiro lugar em nossas vidas.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “Enchendo meu coração”

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Enchendo meu coração
Material:


Bexigas em forma de coração, ou bexigas vermelhos conforme o número de participantes.
Objetivo:
Refletir com os alunos sobre o que deve encher nossos corações.
Procedimento:
Distribua para cada pessoa presente uma bexiga, diga que esta bexiga deve ser cheia, que todos devem soprar até encher, mas cuidado para não estourar e, depois de cheio, não devem amarrar a bexiga. Quando todos tiverem enchido a bexiga comece a aplicação da dinâmica.  Tenha sempre outros de reserva.

Aplicação da Dinâmica:
Fale que o coração é o órgão mais importante do corpo humano; que representa a parte mais importante da vida de uma pessoa. Explique que as pessoas buscam tantas coisas para preencher seus corações: sentimentos ruins, prazeres, posições, trabalho, etc. Mas que tudo não preenche, na verdade, que estas coisas, à medida que o tempo passa, vão se esvaindo de nossas vidas (à medida que o professor vai falando ele deve ir deixando vagarosamente o balão esvaziando).
Você deve dizer que o mundo sugere tanta coisa, mas muitas vezes nosso coração está vazio por causa da ausência de Deus, a ausência de Deus em nossos corações é por que queremos preenchê-lo com coisas erradas. Só Jesus Cristo pode preencher verdadeiramente cada coração, e Ele quer preencher seu coração de verdade para que nunca mais se esvazie (nessa hora você sopra o balão novamente até ficar cheio e amarrar a boca).
É importante dizer que para o balão ficar cheio, algo teve que sair de dentro de você, assim é com o seu coração: pra ele ser verdadeiramente cheio, você precisa deixar sair de dentro tudo aquilo que tem ocupado o primeiro lugar em nossas vidas e que são contrários a vontade de Deus. É preciso entregar nas mãos de Deus seu coração para que Ele faça o que é melhor para Ti, uma vez que recebemos Jesus, começamos uma nova vida, e são necessárias novas atitudes e novos sentimentos.
Para que sejamos como Deus manda, e possamos estar em santidade, é necessário santificarmos nossos corações, deixando-os assim, vazios de tudo que desagrada a Deus, é muito bom adorar a Deus de todo o coração, ou seja, com as atitudes que tomamos e com a nossa vida diária.

Para finalizar
Como finalização da dinâmica, distribua um papel em forma de coração e peça que cada aluno escreva no papel aquilo que vai determinar como prioridade em seu coração. (Caso exista algum aluno que não saiba ler nem escrever peça para que ele mentalize tudo de novo que deve ocupar o seu coração). Encerre com uma oração com toda sala.


Adptada por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 10: O Mandamento do Amor (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “O Mandamento do Amor.”
- Procure conscientizar os alunos de que, ao amar e praticar o amor ao próximo, o crente vai passar a todos de que verdadeiramente tem o amor de Deus dentro dele.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Para a aula de hoje sugerimos que você divida a classe em três grupos. Certamente, os alunos vão apreciar a possibilidade de discutir esse tema. Entregue a cada grupo uma série de perguntas,
conforme sugerimos logo abaixo. O grupo deverá discutir e encontrar as respostas. O procedimento, no final, será da seguinte forma: os três grupos se reúnem e cada um apresenta suas conclusões.

Para o sucesso do trabalho alguns cuidados são básicos:
a. escolher um líder que realmente comande o grupo;
b. ter cuidado com o monopólio por parte de alguns alunos que costumam dominar as discussões;
c. estar atento ao tempo disponível.
d. ter pelo menos 6 alunos em sala.

Grupo 1 - As características do amor verdadeiro
a. Por que o amor verdadeiro é somente aquele cuja origem está em Deus?
b. O amor verdadeiro pode ser imposto? Como se manifesta a sua espontaneidade?
c. Por que o amor pressupõe dar, doar-se?
d. Por que não se pode medir a dimensão do amor?
e. É possível ser cheio de amor e não mostrar as evidências desse amor? Por quê?

Grupo 2 - As manifestações do amor
a. Qual a maior prova do amor de Deus?
b. Qual a atitude de Deus, quando a pessoa peca? c* Qual a medida do amor de Deus?
d. As pessoas teriam condições de amar na extensão da medida do. amor de Deus? Por quê?
e. Quais os impedimentos para que a pessoa manifeste amor?

Grupo 3 - A atividade contínua do amor de Deus
a. Qual o objeto do amor de Deus? Ele nos ama coletiva ou individualmente?
b. O amor de Deus elimina a necessidade do amor entre irmãos? Por quê?
c. Como podemos entender que o amor seja um dos aspectos do sacerdócio cristão?
d. É possível escolher a quem se amar? Por quê?
e. Como podemos amar a quem não conhecemos ou a quem não vimos?


IMPORTANTE: Após as apresentações faça o fechamento do assunto trazendo uma palavra final, e tirando algumas dúvidas.

Adaptado por Escriba Digital

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Dinâmica da Lição 10: A Maior Herança que existe (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “A Maior Herança que existe.”
- Conscientize seus alunos de que a nossa conduta pessoal demonstra se a nossa sabedoria é humilde ou demoníaca - Mostre a importância de rejeitarmos a possibilidade de nos utilizarmos da língua de modo ambíguo.
- Mostre que onde prevalecem a inveja e sentimento faccioso, prevalece também o mal.
- Analise as qualidades da verdadeira sabedoria.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “Encontrando o tesouro”

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Minha herança
Objetivo:
Possibilitar uma reflexão sobre as melhores escolhas.

Material:
Figuras de bens materiais (carro, moto, casa, dinheiro, notebook, smartphone, etc) e fita adesiva.
Procedimento:
Chegue cedo e cole com a fita adesiva as figuras dos bens debaixo das cadeiras ou dos bancos dos alunos. Organize os alunos sentados em círculo ou em forma de auditório. A dinâmica começa com a leitura do texto bíblico sobre aquisição de bens materiais:
“Na verdade, todo o homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará. Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti” (SI 39-6). Depois da leitura do versículo, peça que os participantes procurem debaixo de suas cadeiras, ou dos bancos, visuais colados de materiais de várias categorias.
Uma vez que tiverem encontrado as figuras, cada um deve comentar o valor do bem para sua vida.
Pergunta-se:
- O que você faria se recebesse como herança de um parente um bem como esse?
- Quais as suas expectativas em relação a este bem?
- Você seria capaz de renunciar sua herança para ficar com Jesus?

Texto para reflexão: O paraíso tropical
Uma cidade no interior do estado era bem conhecida pela sua beleza natural e cultivo de flores. Muitos abandonaram suas casas nos grandes centros urbanos para se estabelecerem naquele paraíso tropical. O preço dos imóveis servia de impedimento para as pessoas mais humildes. A única terra desprezada ficava perto de um pântano, que fora adquirida pelo um velho senhor, mas a má aparência daquela região fazia com que os moradores da cidade olhassem para as terras com desdém.
Depois da morte, o velho senhor deixou como herança aquela terra desprezível para o seu filho, que decidiu se estabelecer ali com sua família. Sua atitude foi bastante criticada pelos moradores e parentes. Porém, um dia resolveu investigar aquela terra unida e escura. Começou a notar que a lama era um pouco gordurosa. Ele tirou amostras do terreno e mandou para um laboratório de pesquisas. Depois de meses, recebeu o resultado, tratava-se de um valioso óleo combustível. Ele reconheceu que estava diante de uma preciosidade, sua alegria foi imensa, pois se tratava de uma terra valiosíssima.
Com o passar do tempo seu segredo foi revelado para uma grande companhia que começou a explorar as suas terras. Isso causou espanto em todos os moradores, era tarde demais para todos. Aquela terra era dele. Desde então, ele se tornou um homem muito rico.
Respondendo francamente:
- O que você faria se recebesse uma grande herança?
- Você seria capaz de renunciar grandes coisas por amor a Cristo?
- Qual a maior herança que seus familiares irá deixar para você?

- Para você, o que tem mais valor os bens terrenos ou os bens eternos?

Adaptado por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 10: Olhando Para Frente (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “Olhando Para Frente.”
-Conscientize seus alunos sobre a importância de saber fazer suas escolhas, pois toda escolha, seja ela certa ou errada, terá consequência.
-Mostre que pessoas que fazem suas escolhas sem a direção de Deus geralmente acabam onde não gostariam de estar.
-Explique que haverá uma prestação de conta sobre tudo que viermos a praticar.
É importante que você trabalhe cada tópico da lição tendo em conta o contexto em que o seu aluno(a) está inserido. Seguindo nossas dicas sua aula será baste produtiva.
Para a aula de hoje sugerimos a dinâmica “Uma questão de escolha”

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica - Uma questão de escolha

Objetivo:
Mostrar que a vida é feita de escolhas. Orientar os alunos a saberem fazer a melhor escolha
Material:
Texto: Uma Questão de Escolha – A História de Júlia
Procedimento:
Entregue para cada aluno um texto da historia. A ideia é que os pré-adolescentes escolham o final que querem para a história.

O ideal é que o professor leia (a pedido dos pré-adolescentes, é claro!) as diferentes alternativas, para mostrar que a mesma situação, se for ‘trabalhada’ de jeito diferente, pode dar resultados diferentes.

Como fixação, você pode pedir que eles criem coletivamente (com sua ajuda) uma história, onde também haja dois finais possíveis, um para a escolha ‘correta’ e outro para a escolha ‘errada’.

Para acessar ao texto: Uma Questão de Escolha A História de Júlia clique AQUI


Após a leitura do texto você vai:
-Discutir sobre o fato de que na vida, a todo o momento, queiramos ou não, conscientes ou inconscientes, por ação ou omissão, estamos sempre fazendo escolhas;
-Mostrar a importância de procurar ser consciente das escolhas que fizemos e estamos fazendo, sendo de nossa responsabilidade o curso de nossas vidas;
-Conscientizar seus alunos sobre a importância de saber fazer suas escolhas, pois toda escolha, seja ela certa ou errada, terá consequência.
-Explique que senão fizermos as escolhas certas e não dermos passos específicos para colocar-nos sob a direção de Deus, seremos como Ló: uma pobre alma que entra num apuro atrás do outro.



Adaptação da Dinâmica: Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 10: O Discípulo vivendo cheio do Espírito (Discipulado 1)

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Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora iniciem o estudo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Falem do tema da aula: O Discípulo Vivendo Cheio do Espírito.
- Coloquem numa cartolina a seguinte pergunta:
Como podemos estar cheios do Espírito Santo?
Aguardem as respostas e depois reservem para utilizá-las no final da aula.
- Utilizem a dinâmica “Tesouro em Vasos de Barro”.
- Trabalhem os itens da lição sempre de forma participativa.
- Em seguida, retomem a pergunta e as respostas do início da aula e perguntem: E agora, o que podemos acrescentar? O que aprendemos?
- Para finalizar, leiam o texto “Minhocas e Frutos”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Tesouro em Vasos de Barro
Objetivo: 
Refletir sobre as dádivas, os tesouros que recebemos de Deus.
Material:
01 vaso de barro pequeno
01 caixa revestida com papel dourado
¼ de uma folha de papel ofício com o nome Espírito Santo.
Procedimento:
- Leiam Gn 2.7a: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra...”
- Apresentem um vaso de barro e falem que este objeto representa nosso corpo, as pessoas, a humanidade.
Observação: dentro do vaso deve estar a caixa dourada.
- Falem: O homem gozava de um relacionamento precioso com Deus, mas com o pecado, o homem perdeu este tesouro (retire a caixa dourada do vaso).
O homem perdeu a comunhão com Deus e ficou separado dEle, porém Deus por seu grande amor proveu a religação, através da salvação por meio de Jesus Cristo. Há dois grupos: os que não aceitam, preferindo permanecer sem o tesouro e os que aceitam, optando pelo resgate do tesouro.
Leiam II Co 4. 4, 5 e 7 e falem: Os que aceitam Jesus como Salvador, tem dentro de si um tesouro(coloquem a caixa dourada dentro do vaso).
Falem também: Desde a conversão e no caminhar cristão, o Espírito Santo vem atuando em nossas vidas e recebemos dádivas espirituais, tesouros.
- Então, retirem do vaso a caixinha dourada e peçam para que 01 aluno abra pra ver o que é o tesouro. O aluno deverá ler o que contém o papel: Espírito Santo.
- Concluam, afirmando que o assunto da lição é sobre este tesouro: O Espírito Santo.

Por Sulamita Macedo.

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Texto de Reflexão: Minhocas e frutos
                Você alguma vez já se perguntou por que Deus criou certas criaturas, como os mosquitos e as cobras? Muita  vezes, eu fiz essa pergunta em relação  às minhocas. Por que  Deus criou vermes tão feios?
                Na realidade, as minhocas exercem uma função indispensável. Amy Stuart em um dos seus
livros(The Earth Moved: On The Remarkable Achievements os Earthworms), nos conta que num acre de terra existem inumeráveis minhocas, revirando continuamente o solo. A sua atividade silenciosa e invisível é absolutamente essencial – sem minhocas, não há vegetação.
                O que podemos então aprender das minhocas? Não somente na natureza, mas também nas nossas vidas existem forças invisíveis em atividade. Há o trabalho silencioso e despercebido da oração daqueles que estão preocupados pelo nosso bem-estar. Há o trabalho da nossa própria disciplina espiritual, ao orarmos e meditarmos na Palavra de Deus. E há o trabalho vital do Espírito Santo, trabalhando no solo dos nossos corações e produzindo em nós o fruto à semelhança de Cristo: “amor, alegria, paz, paciência...”(Gl 5. 22 e 23).
                Nas nossas vidas e no nosso mundo Deus determinou que influências invisíveis produzam frutos. Seja a pequena minhoca ou a coroa da criação de Deus, a raça humana, existem muito mais coisas em ação do que aquilo que pode ser visto pelos nossos olhos.


Autor: VCG

Fonte: Nosso Pão Diário 
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