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domingo, 19 de abril de 2015

A Tentação de Jesus – Lição 4

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Cercas para a Tentação 

No final dos anos 80 eu cursava Teologia no Seminário Batista de Te- resina. Na cadeira de Antigo Testamento nós tínhamos um professor muito divertido e que demonstrava sempre estar de bom humor. Ele costumava ilustrar suas aulas com lições práticas do cotidiano e quase sempre extraía dos alunos largas gargalhadas. Era uma forma bem didá­tica de fazer com que os seus alunos pudessem assimilar as lições dadas.
Pois bem, uma dessas ‘histórias’ que ele nos contou e que eu não consegui esquecer era relacionada à realidade da tentação. Toda vez que passo essa estória à frente logo percebo que os ouvintes imediatamente assimilam a “moral” da mesma.

A estória é a seguinte: “Um nobre e abastado homem que viveu em um pequeno lugarejo medieval e, que teve muitos problemas com sua natureza adâmica, sofrendo muitas tentações, idealizou algo até então inusitado. Projetou que quando gerasse um filho homem este seria livre de toda tentação e não sofreria dos mesmos desejos que o atormentaram a vida toda. Seu filho, diferentemente dele, jamais iria pecar! Acreditava firmemente nas suas convicções porque, segundo di­zia, seu filho jamais iria ter contato algum com algo pecaminoso. Dessa forma ele estaria livre de toda e qualquer tentação.
O tempo passou e como ele havia imaginado, o primeiro fruto de seu casamento foi um belo e saudável menino! Ele não perdeu tempo! Imediatamente entregou a criança a uma clausura, algo parecido com um convento, prometendo aos responsáveis pelo lugar que só voltaria lá novamente vinte anos depois! A criança viveria totalmente confina­da nesse período, não lhe sendo permitido ver qualquer imagem do mundo exterior. O único mundo que ela conheceria, portanto, seria dos muros para dentro. Enquanto isso, imaginava o abnegado pai, ele lutaria com suas tentações lá fora, mas o filho estaria protegido das mesmas lá dentro.

Os anos passaram e vinte anos depois, aquele pai voltou para buscar o seu filho! Agora não era mais uma criança, mas um jovem de porte atlético e bela aparência. O pai estava ansioso para saber como seu filho se comportaria ao contemplar o mundo lá fora, já que ele jamais havia entrado em contado com o mesmo. Mas antes de colocar seu filho na rua, ele tratou de ter certeza junto aos responsáveis pela clausura que o seu filho jamais teria visto o mundo exterior. Todas as garantias lhe foram dadas!
A hora havia chegado! Os enormes portões foram abertos! Os primeiros passos do jovem rumo a um mundo desconhecido foram dados! As primeiras imagens do mundo arrancaram do jovem um olhar de fascinação! Seus olhos se enchiam com as primeiras e belas imagens do mundo à sua volta. O pai acompanhava atento todos os gestos do filho e como ele reagiria a tudo isso. As perguntas se tornaram inevitáveis e se multiplicavam à medida que o jovem se distanciava da clausura.
Foi então que algo inesperado aconteceu! De repente uma bela e linda moça, de corpo escultural e uma beleza ímpar, cruzou o caminho do estonteado jovem! Com nunca tinha visto uma garota, o jovem perguntou: ‘Papai o que é aquilo?’ O pai apavorado com a pergunta do filho, e mais temeroso ainda qual seria a reação do filho à sua resposta, disse bruscamente: ‘Meu filho aquilo é o Diabo!’ O jovem, com os olhos brilhando, comentou: ‘Papai, oh Diabinho bonito!’” Essa estória, embora seja engraçada, nos traz uma lição muito clara — a tentação é uma realidade bem presente na vida de cada ser humano! Não há ninguém que não esteja sujeito à tentação. Numa linguagem mais popular, podemos dizer que ainda não foi inventada uma vacina para a tentação! Todos são tentados, desde os mais jovens até os mais velhos. Até mesmo, Jesus, o Homem Perfeito, também foi tentado.
Há algum tempo lembro ter lido uma história que aconteceu com David Du Plessis (1905-1987), pioneiro pentecostal sul-africano. Após sair exausto de uma Conferência, onde ministrou para milhares de pes­soas, um jovem aparentando ter 18 anos de idade o procurou. Ainda ofegante, o jovem lhe perguntou: “Irmão Du Plessis, o que o senhor faz para não ter problemas com a tentação?” Du Plessis franziu a testa enrugada pelo peso de seus quase 80 anos e respondeu: “quando eu tiver idade para não ter problemas com a tentação, eu lhe procuro para informar”. Mesmo já velho, DuPlessis demonstrou que continuava sujeito à tentação!

Vitórias e Derrotas de um Homem de Deus 

Quando comentei as Lições Bíblicas de Jovens e Adultos em 2009, chamei a atenção para a tentação do rei Davi e suas conseqüências.1 Destaquei ali que ninguém pode negar que a tentação é uma realidade bem presente na vida dos humanos. Todos somos ou seremos tentados de alguma forma. Ninguém é imune à tentação. A tentação em si não é pecado e ninguém deve se culpar por ser tentado, todavia o cristão deve manter-se vigilante, pois a tentação uma vez consumada costuma produzir frutos amargos. Todos nós, homens e mulheres, somos possuidores de desejos e inclina­ções. Portanto, a resposta à tentação não é negar quem nós somos (Rm 8.5). Somos seres tentáveis e deveríamos estar conscientes desse fato. A resposta adequada a essa inclinação encontra-se na Palavra de Deus, que nos proporciona recursos para lidarmos com a tentação (1 Co 10.13).
Por certo Davi, como um hebreu educado nos valores judaicos, estava consciente da realidade do pecado. Todavia, demonstrou indiferença diante do perigo que o circulava. O certo é que a tentação já era tentação nos dias de Davi e seu modus operandi não se diferencia muito do de hoje. O alerta está dado por toda a Escritura e mesmo no Antigo Testamento Deus já havia criado mecanismos para proteger seu povo do pecado. Nas tábuas da Lei estava dito que não era permitido ao povo de Deus cobiçar aquilo que era do próximo (Êx 20.14,17), e no Novo Testamento esse alerta contra a impu­reza continua de uma forma mais contundente (1 Co 6.18; 1 Ts 4-3).

Tentação no Deserto 

Pois bem, voltemos ao assunto principal deste capítulo que é a Tentação de Jesus, nosso Senhor. Todos os evangelhos sinóticos registram esse fato ocorrido com Jesus, e aqui nós analisaremos o registro de Lucas: “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo dia­bo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome. E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus. E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, res­pondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás. Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” (Lc 4.1-13).

Tentado e Testado 

A palavra grega peirasmos (Lc 4.2), dependendo do contexto, pode significar “tentação” ou “prova”. Quando usada em um contexto onde Deus está por trás da ação, então nesse caso o crente está sendo provado. Por outro lado, quando é o Diabo quem está induzindo ao mal, então o crente está sendo tentado. Em palavras mais simples, Deus prova-nos e o Diabo nos tenta. Deus testa-nos para aperfeiçoar-nos enquanto o Diabo nos tenta para nos derrubar. Aqui em Lucas 4.1-3, assim como Gênesis 22, onde a Septuaginta usa a mesma raiz grega de peirasmos, Jesus é enviado pelo Espírito ao deserto para ser testado. E nessa mesma ocasião que recebe a visita do Diabo para ser tentado.

Na Esfera do Espírito 

O papel do Espírito Santo, como Lucas faz em outros lugares, também recebe destaque especial no evento da Tentação. Roger Stronstad comenta que cada um dos evangelistas sinóticos conecta a tentação de Jesus com sua recepção do Espírito Santo. Depois do seu batismo o Espírito Santo leva (Mt 4.1, Lc 4.1) ou impulsiona (Mc 1.12) Jesus a ir ao deserto para um período de provas com o Diabo. “A oração para ser tentado pelo Diabo”, observa o exegeta Genival C. Silva, meu ex-professor de exegese e grego no Seminário Batista de Teresina, “na língua grega em que foi escrito este texto, trata-se de uma oração reduzida de infinito subordinada adverbial consecutiva. O termo grego peirasthenai, exprime uma consequência ou resultado e não uma ideia final, como se acha traduzida. Portanto, a tradução deve ser esta: ‘A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto de modo que foi tentado pelo Diabo’. Numa tradução livre a ideia é: e como consequência lá foi tentado pelo Diabo, exprimindo assim uma consequência ou resultado”.2 Por outro lado, destaca Stronstad “somente Lucas qualifica Jesus de ‘cheio do Espírito Santo’ (Lc 4.1). Em seu comentário sobre o Evangelho de Lucas, Alfred Plummer observa que se havia dotado a Jesus com o poder sobrenatural; e foi tentado a usá-lo para promover seus próprios interesses sem considerar a vontade do Pai... Foi ao deserto de acordo com o impulso do Espírito. O que foi testado ali foi o propósito divino a fim de prepará-lo para sua tarefa.1 

Jesus e a Tentação 

Há um longo debate teológico em torno da Tentação de Jesus há muito discutido nos meios acadêmicos. A opinião dos teólogos, mesmos os mais conservadores, não são unânimes sobre esse assunto. A questão diz respeito à realidade ou não da Tentação de Jesus. A Tentação foi ou não real? Jesus poderia ceder ou não à Tentação? As respostas a essas perguntas não são consensuais entre os estudiosos, porque em última análise se referem à pecabilidade ou impecabilidade do Redentor!4 Não há, portanto, resposta fácil para esse assunto. Até mesmo os teólogos cuja erudição e conservadorismo são inquestionáveis reconhecem esse fato. Como diz Millard J. Erickson: “Aqui nos defrontamos com um dos grandes mistérios da fé”.5 Foge do propósito desse capítulo analisar os paradoxos e aporias existentes nesse debate teológico e também entrar no mérito das questões cristológicas relativas à natureza da Tentação de Jesus. Todavia parto do princípio de que a Tentação de Jesus foi real e que uma análise do texto revelará que ela foi decisiva na vida de Jesus. Feito isso verificaremos que a prova pela qual Jesus passou serve de modelo e parâmetro para todos os cristãos em todos os tempos. William Barclay comenta: “Vimos que havia certos marcos na vida de Jesus, e aqui temos outro dos mais importantes. No tempo quando tinha doze anos, havia chegado à convicção de que Deus era seu Pai de maneira única e exclusiva. Com o surgimento de João Batista veio a hora de Jesus, e em seu batismo recebeu a aprovação de Deus. Nesta ocasião Jesus está a ponto de iniciar sua campanha. Antes de iniciar uma campanha, se há de escolher os métodos. A passagem da Tentação nos apresenta Jesus elegendo, de forma definitiva, o método com o qual se proporia ganhar os homens para Deus. Vemos Jesus rejeitando o caminho do poder e da glória, e aceitando o caminho do sofrimento e da cruz”.6

Pedras e Pães 

A primeira tentação é uma tentativa de fazer com que Jesus transforme pedras em pães. Satanás sabia por certo que Jesus, após quarenta dias de jejum, encontrava-se com fome. Todavia há algo muito mais sutil por trás da artimanha do Diabo. A intenção é fazer com que Jesus ponha as coisas materiais em primeiro lugar, e uma forma que Satanás via como eficaz era apelar para os apetites. Os desejos não são pecaminosos em si mesmos. Não há nada de errado com o desejo de se alimentar. Todavia, quando esses desejos ou apetites quebram algum princípio estipulado pelo Criador, então se convertem em algo mal. Jesus venceu Satanás citando a Palavra de Deus que se encontra em Deuteronômio 8.3.
William Barclay observa que era como se o Diabo dissesse: “Se você quer que o povo lhe siga, usa teus poderes para dar-lhes coisas materiais”. De fato o foco da tentação está na centralização das coisas materiais. Ainda hoje essa continua sendo a artimanha do Diabo. O apelo ao ego, ao desejo de consumo e outras guloseimas espirituais continua sendo a tentação de homens, mulheres e crianças. Na cultura pós-moderna o consumismo é um deus que não se apieda de ninguém. Por ele os homens roubam, por ele os homens matam!

Reinos e Tronos 

Tendo fracassado no primeiro ataque, o Diabo volta com uma propos­ta ainda mais tentadora. Na segunda tentação do Diabo, ele: “Mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda essa autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser” (Lc 4.6). O teólogo Ivo Storniolo denomina essa tentação de a “tentação do poder e da riqueza”. Não há dúvida de que este mundo, como um sistema caído, foi entregue ao Diabo. Foi o próprio Jesus quem disse que o Diabo é príncipe deste mundo (Jo 12.31). Storniolo observa que o poder e a riqueza se convertem em coisas pecaminosas porque são contrárias ao projeto de Deus. Isso acontece porque o poder se constrói às custas das liberdades humanas. E a riqueza se constrói graças ao roubo e acúmulo dos bens que deveriam ser partilhados entre todos. Neste aspecto uns enriquecem às custas da miséria dos outros.7 Jesus rechaça essa tentação citando Deuteronômio 6.13.

Holofotes e Celebridades 

Na terceira tentação, a exemplo da primeira, Satanás usa a expressão: “se tu és o filho de Deus” (Lc 4.3,9). No meu livro Defendendo o Verdadeiro Evangelho, mostro que o “se” que aparece nesse tipo de expressão no original grego tem a sua tradução dependente da estrutura gramatical na qual ele está inserido. Esse “Se”, como uma cláusula condicional, pode expressar dúvida e às vezes, dependendo do contexto, até mesmo certeza.8 Satanás já sabia que Jesus era o Filho de Deus: “Bem sei que és, o Santo de Deus” (Lc 4.34) e quer que Jesus faça uso dos seus atributos divinos. Vimos quando comentamos a kenosis, isto é, o esvaziamento de Jesus por ocasião da sua encarnação, que Ele não perdeu os seus atributos, mas que como homem não fez uso dos mesmos. Aqui Satanás, astutamente, quer que Jesus faça uma demonstração sensacionalista de sua divindade. Quer que Ele renuncie a sua condição de homem e aja como Deus. Os estudiosos imaginam que Jesus se encontrava no Pináculo do Templo que se unia ao Pórtico de Salomão e o Pórtico Real. Desde que Jesus se jogasse dali, haveria uma queda livre de 150 metros até o fundo do ribeiro de Cedron. Sem dúvida Satanás queria que Jesus fizesse um espetáculo.
Não existem dúvidas de que a tentação de ser visto, celebrado e admirado continua sendo o que mais atrai os homens! Está na moda hoje o evangelho “ostentação” e os cantores, pregadores e pastores que se renderam ao mesmo estão fazendo o jogo do Diabo.
Jesus venceu essa tentação com Deuteronômio 6.16!

                                                    Pastor José Gonçalves

NOTAS

1 GONÇALVES, José. In Davi: vitórias e derrotas de um homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. 

2 SILVA, Genival Costa. Exegese Gramatical do Novo Testamento. Edições do Autor. 

3 STRONSTAD, Roger. La Teologia Carismática de Lucas. Op.cit. 

4 O teólogo reformado Heber Carlos de Campos, escreve: “Embora [Jesus] tenha sido perfeitamente homem, ele manteve o seu atributo divino da santidade. Esse atributo o fazia forte bastante para assegurar não somente que ele poderia evitar o pecado, mas também que ele nunca poderia pecar. A vontade divina pertencente a Cristo era determinante. A natureza santa e a vontade do Verbo impediam que o Redentor pecasse” (CAMPOS, Heber Carlos. A União das Naturezas do Redentor.

Editora Cultura Cristã. São Paulo, SP). Por outro lado, o renomado escritor e teólogo A.W.Tozer, diz: “Não posso aceitar a premissa de que o Senhor Jesus Cristo não podia pecar. Se ele não pudesse pecar, então a tentação no deserto teria sido uma farsa, e Deus estaria fazendo parte dela. Não. Como ser humano ele podia ter pecado, mas o fato de que ele não pecou demonstrou que ele era o Homem santo que foi. Não é incapacidade de pecar que torna alguém santo, mas sim a sua condição de não querer pecar. Uma pessoa santa não é alguém que não pode pecar, mas é alguém que não vai pecar. Uma pessoa de confiança não é alguém que não pode falar. É antes alguém que pode falar e que poderia menti, mas que não vai mentir. Uma pessoa honesta não é alguém que está numa prisão, onde não tem como ser desonesta com ninguém. Uma pessoa honesta é alguém que tem toda a liberdade para ser desonesta, mas que não vai ser desonesta” (TOZER, A. W. A Tragé­dia da Igreja — a ausência de dons. Rio de Janeiro: Editora Danprewan, 1999). Há ainda uma outra posição que busca o meio termo: “Mas será que Jesus poderia ter pecado? As Escrituras nos dizem que Deus não faz o mal e não pode ser tentado (Tg 1.13). Teria sido, portanto, de fato possível que Jesus, embora seja Deus, pecasse? E, se não, sua tentação foi genuína? Aqui nos defrontamos com um dos grandes mistérios da fé, a relação entre as duas naturezas de Jesus. Contudo, cabe-nos destacar, que embora pudesse pecar, era certo que não pecaria. Houve lutas e tentações genuínas, mas o resultado sempre era certo” (ERICKSON, Milard J. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova). 

5 ERICSKSON , Millard. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova.

 6 BARCLAY, William. Comentário Al Nuevo Testamento. 17 tomos em 1, obra completa. Editorial CLIE, Barcelona, Espanha. 

7 STORNIOLO, Ivo. Como Ler o Evangelho de Lucas. São Paulo: Editora Paulus, 1992. 

8 Quando o “se” está numa sentença condicional de primeira clas­se, como é o caso aqui, então ele expressa certeza e não dúvida. É como se Satanás estivesse dizendo: “Se tu és o filho de Deus, como eu sei que tu és, então joga-te daqui para baixo”. Essa mesma estrutura gramatical ocorre em Jo 15.20 onde temos o “se” mais o indicativo. “Se eles me perseguiram, eles também perseguirão a vós”. A sentença introduzida por “se” (gr. ei), e o indicativo pode expressar algumas vezes a verdade ou a realidade. A sentença anterior assume que Jesus foi realmente perseguido. Na verdade Jesus estava dizendo: "Se eles me perseguiram, como de fato aconteceu, então eles também perseguirão a vós. Veja mais detalhes em meu livro Defendendo o Verdadeiro Evangelho. CPAD, Rio de Janeiro, 2009.

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quinta-feira, 16 de abril de 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O Crescimento ou Infância de Jesus - Lição 3

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Os Anos Perdidos de Jesus

Há algum tempo encontrava-me manuseando um livro em uma livraria em Curitiba (PR), quando um senhor se aproximou de mim. Após se identificar como um teólogo tomou a iniciativa na construção de um diálogo. Através de sua fala tomei conhecimento que possuía uma sólida formação acadêmica, visto ter se formado em um conceituado Seminário evangélico brasileiro. Contou-me que a sua fé estava sofrendo uma reviravolta porque, segundo disse, estava convencido de que o ministério de Jesus não havia se limitado às terras bíblicas, porque, de acordo com suas leituras, Jesus não teria se limitado a ficar na palestina mas teria ido até a índia. Ali teria estudado com os monges e trabalhado a sua espiritualidade! Perplexo, perguntei-lhe em que se baseava para fazer uma afirmação tão ousada! Procurando ali mesmo nas prateleiras daquela livraria ele encontrou o livro que o havia convencido a mudar de ideia. O livro falava algo tipo: Os Anos Perdidos de Jesus.1

A busca pelos supostos “anos perdidos de Jesus” tem sido objeto de estudo de milhares de escritores em todo o mundo. Católicos, protestantes, espíritas, ateus, agnósticos, artistas e cineastas tem feito um esforço enorme para recontar a história de Jesus de Nazaré.2 Alguns se atêm ao registro neotestamentário, mas outros vão muito além daquilo que a Bíblia diz sobre o carpinteiro da Galileia. Para estes o registro bíblico é insuficiente, visto que a igreja institucional teria conspirado excluindo aqueles livros que continham relatos discordantes dos textos canônicos. Fundamentados, portanto, em textos não canônicos, escritos na sua maioria entre os séculos II e IV d.C., tentam descrever detalhes da infância, adolescência e idade adulta de Jesus. Procuram dar voz àquilo que a Bíblia silencia. Dessa forma seus argumentos não se fundamentam no que a Bíblia diz, mas naquilo que ela não diz. Um exemplo clássico de um autor que foi até as últimas consequências a esse respeito é Dan Brown, autor de O Código da Vinci, um dos livros mais lidos do mundo e que foi adaptado para o cinema. A tese de Brown, diga-se sem nenhum fundamento bíblico e histórico, é que Jesus não é o Filho de Deus, casou-se com Maria Madalena e a prole de ambos deu início a uma linhagem sagrada.3

“Jesus” fora da Bíblia

Pois bem, é possível encontrarmos ainda nos primeiros anos do cristianismo muitos outros autores tentando produzir uma biografia de Jesus com contornos bem diferentes daquele encontrado nos evangelhos sinóticos. Na verdade esses textos, denominados de apócrifos, como já foi sublinhado, procuram falar daquilo que o Novo Testamento silencia — os fatos relacionados com a infância de Jesus e seu crescimento até a maturidade (mais especificamente o período que vai dos 12 aos 30 anos do Salvador). Como teria sido, então, a infância de Jesus e o seu crescimento até chegar à idade adulta? Nos registros apócrifos é possível encontrar vários relatos descrevendo as diferentes fases da vida de Jesus, que vão desde a infância até a sua maioridade.
Vejamos um deles:
“Quando o Senhor havia completado o seu sétimo ano, ele brincava um dia com outras crianças de sua idade; para divertir-se, eles faziam com terra molhada diversas imagens de animais, de lobos, de asnos, de pássaros, e cada um elogiando seu próprio trabalho, esforçando-se para que fosse o melhor que o de seus companheiros. Então o Senhor Jesus disse para as crianças: “Ordenarei às figuras que eu fiz que andem e elas andarão”. E as crianças lhe perguntaram se ele era o filho do Criador, e o Senhor Jesus ordenou às imagens que andassem e elas imediatamente andaram. Quando ele mandava voltar, elas voltavam. Ele havia feito figuras de pássaros que voavam quando ele ordenava que voassem e que paravam quando ele dizia para parar, e quando ele lhes dava bebida e comida, eles comiam e bebiam. Quando as crianças foram embora e contaram aos seus pais o que haviam visto, eles disseram: “Fugi, daqui em diante, de sua companhia, pois ele é um feiticeiro, deixai de brincar com ele.”4

Há muitos outros relatos semelhantes a este e que estão registrados nos textos apócrifos denominados Evangelhos da Infância. Relatos assim, além do seu aparente aspecto piedoso, acabam por esconder uma verdade bíblica fundamental — a humanidade do Salvador. A tentativa de mostrar o divino acabou por esconder o humano. Nesses “evangelhos da infância”, o lado humano de Jesus é totalmente ofuscado. Ele não viveu como um menino normal visto que até mesmo a sua vida lúdica era marcada por manifestações sobrenaturais. A propósito, a negação de que Jesus era humano foi uma das primeiras heresias a surgir no seio da igreja cristã. Aspectos desse evangelho gnóstico foi duramente combatido pelo apóstolo João: “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo” (1 Jo 4.1-3). Evidentemente que essas lendas e fábulas surgiram por conta do hiato existente entre os 12 e 30 anos da vida do Salvador. Por um período de dezoito anos, Jesus se manteve em total anonimato! Pouco ou quase nada é dito sobre esses “anos perdidos” da vida de Jesus. Lucas, por exemplo, limita-se a dizer que: “o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40) e que: “crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52).

Jesus na sua Dimensão Humana

Ao contrário da literatura apócrifa, os textos canônicos, mesmo sendo breves em seus relatos, revelam muito sobre o lado humano de Jesus. Jesus nasceu e cresceu como qualquer outro menino da sua idade da Palestina dos seus dias.
Os teólogos e educadores Eulálio Figueira e Sérgio Junqueira ao descreverem a educação no antigo Israel no tempo de Jesus, fizeram uma excelente exposição sobre essa dimensão humana de Jesus. Eles observam que Jesus era semelhante a nós em tudo, menos no pecado (Hb 4.15), e que viveu o mesmo processo de crescimento comum a todos os homens. Como todos os homens ele cresceu nas dimensões biopsicossocial.
Lucas destaca que ele cresceu em sabedoria, tamanho e graça, diante de Deus e dos homens (Lc 2.52). Enquanto viveu em Nazaré, um vilarejo da Galileia, Jesus “crescia e ficava forte, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com ele” (Lc 2.40). Mesmo durante o seu ministério público, fazendo discípulos, Jesus ia crescendo em contato com o povo.5 Cada ser humano que nasce neste mundo, destacam esses expositores bíblicos, pertence a um determinado lugar, a uma determinada família e a um determinado povo. Nasce, portanto, sujeito a vários condicionamentos. Com Jesus também foi assim. Não há como negar que fatores culturais, tais como o ambiente familiar, a língua e o lugar onde nascemos marcam a vida de cada um de nós de forma profunda. Esses fatores são independentes da nossa vontade. No entanto, fazem parte de nossa existência, sendo, portanto, o ponto de partida para tudo aquilo que queremos realizar. Elas fazem parte da realidade de cada um. Ao viver a nossa realidade, Jesus viveu a encarnação. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14).

Destaca ainda esses autores que Jesus “assumiu estes condicionamentos lá onde pesam mais, isto é, no meio dos pobres (2 Co 8.9; Mt 13.55; Fp 2.6,7; Hb 4.15; 5.8). Ele se formou “crescendo em sabedoria, tamanho e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2.52). Estes três aspectos do crescimento em sabedoria, tamanho e graça se misturam entre si. Crescer em sabedoria é assimilar os conhecimentos da experiência humana diária, acumulada ao longo dos séculos nas tradições e costumes do povo. Isso se aprende convivendo na comunidade natural do povoado. Crescer em tamanho é nascer pequeno, crescer aos poucos e tornar-se adulto. E o processo de todo ser humano, com suas alegrias e tristezas, amores e raivas, descobertas e frustrações. Isto se aprende convivendo na família com os pais, os avós, os irmãos e as irmãs, com os tios e tias, sobrinhos e sobrinhas. Crescer em graça é descobrir a presença de Deus na vida, a sua ação em tudo que acontece, o seu chamado ao longo dos anos da vida, a vocação, a semente de Deus na raiz do próprio ser. Isto se aprende na comunidade de fé, nas celebrações, na família, no silêncio, na contemplação, na oração, na luta de cada dia, nas contradições da vida e, em tantas outras oportunidades”.6

Kenosis — o Milagre da Encarnação

Os diferentes aspectos desses condicionamentos da vida de Jesus, inclusive o seu crescimento, como bem observaram Figueira e Junqueira, só se tornaram possíveis devido a sua identificação plena com a raça humana. Em outras palavras, para alcançar a humanidade, Jesus, o Filho de Deus, se fez homem como os demais. Ele nasceu e cresceu à semelhança dos demais humanos! Todavia ao assim fazer, Ele não deixou de ser Deus, nem tampouco perdeu os seus atributos. Ele, portanto, abriu mão daqueles privilégios que lhes pertenciam por ser Filho de Deus. A teologia cristã denomina essa importante doutrina bíblica de kenosis.7
Paulo, o apóstolo, lançou luz sobre essa importante verdade em sua carta aos Filipenses:
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.5-11).

Ao analisar este texto, o teólogo Heber Carlos de Campos comenta:
“Quando dizemos que ele se ‘esvaziou’ não podemos dizer que ele deixou de ser o que era — Deus — mas que se colocou numa posição de alguém que ficou, por algum tempo, sem a honra devida neste mundo. Ele foi tratado entre os homens como alguém que não era visto no fulgor da glória divina. Embora ele tivesse, mesmo aqui neste mundo, todos os atributos próprios de sua divindade, sua divindade não foi manifestada de modo que todos os seus atributos fossem vistos pelos homens de maneira inequívoca.”8
Esse esvaziamento humilhante na vida de Jesus, observa Campos, não foi algo fictício, mas real. Jesus não representou nada quando se humilhou perante Deus e os homens. Ele de fato tomou a condição de servo e dessa forma viveu, Foi como servo que ele foi reconhecido em figura humana, pois somente os homens podem assumir a natureza de servo.
Concluindo, diz ainda Heber Campos, “Paulo usa duas expressões que são hebraísmos: ‘tornando-se semelhança de homens’ e ‘reconhecido em figura humana’. Essas duas expressões apontam para o fato de o Redentor ser real e verdadeiramente homem. Embora a natureza humana tenha sido honrada pelos privilégios de estar unida à divindade do Redentor, a condição em que o Verbo assumiu a nossa humanidade era de humilhação. Ele a assumiu com todas as características resultantes da nossa pecaminosidade. O seu sofrimento e as suas dores não foram fictícios, mas reais, porque a sua humanidade era real. Ainda que, segundo a sua divindade, o Redentor não pudesse ser contido pelo universo, pois a sua divindade é semelhante à daquele que está acima e além do universo, não obstante, quando ele encarnou, passou a fazer parte da criação, sendo um homem como todos nós, tendo todas as propriedades que nós temos, inclusive tomando a nossa forma física. Ele não era um fantasma, com apenas uma aparência de homem, mas era de fato um ser humano com todos os outros que vieram da família de Adão, embora não tivesse sido contado como culpado.”9
Entendendo o estado de esvaziamento e humilhação de Jesus passamos a compreender os condicionamentos que ele assumiu quando aqui viveu.10 Jesus, por exemplo, aprendeu a viver nos limites de suas dimensões: corporal; social-, psicológica e espiritual.

A Dimensão Corporal e Social de Jesus

Como todos os seres humanos, Jesus também possuía uma dimensão corporal. Ele aprendeu a viver nos limites dessa dimensão como, por exemplo, quando se cansava e procurava o descanso necessário (Mt 8.24; Mc 6.31; Lc 23.56). “Jesus possuía um corpo humano igual ao nosso. O sangue corria nas suas veias enquanto um coração bombeava, sustentando assim a vida humana em seu corpo. Hebreus 2.1-18 claramente indica este fato. Nessa poderosa passagem, temos que a existência do corpo de Jesus na Terra possibilitou recebermos a expiação. Por ser Ele carne e sangue, sua morte poderia derrotar a morte e nos levar a Deus. O corpo de Jesus, na encarnação, era exatamente como o de cada um de nós. Seu corpo humano foi colocado num túmulo depois da sua morte (Mc 15.43-4?).”11

Tudo o que vivemos na vida, suas alegrias como as suas tristezas, seus acertos como também seus erros, seu presente como seu passado, só são possíveis devido à existência de nossa dimensão corporal. Possuímos um corpo que está sujeito às limitações do espaço e do tempo. Aqui debaixo do sol não deveríamos esquecer que nosso corpo possui essa dimensão temporal. Por isso o que seremos amanhã depende muito do que fazemos com o nosso corpo agora.
Pus em destaque em um outro livro de minha autoria, que a Escritura não vê nosso corpo como sendo algo mau ou ruim. Não, pelo contrário, a Bíblia mostra que a nossa dimensão temporal é tão importante quanto a espiritual (1 Co 6.19,20). Jesus soube cuidar bem do seu corpo. Devemos, pois cuidar do nosso corpo e fazer uso dele para a glória de Deus.12

A real importância da dimensão corporal do homem não tem sido bem entendida na nossa cultura ocidental. Isso se deve à influência da cultura grega que herdamos. Para os gregos, que se valiam de métodos metafísicos nas suas análises antropológicas, a parte mais importante do homem era a sua alma e não o seu corpo. Para eles a alma seria a mais perfeita, portanto, a causa da existência e não o corpo que seria o seu efeito. Todavia os judeus, tendo em Filo de Alexandria o seu expoente maior, e o cristianismo paulino já viam o homem nas dimensões: somática (corpo); psíquica (alma) e espiritual (espírito).
O filósofo Battista Mondin mostra a importância da nossa dimensão corporal, pois sem um corpo: Não podemos nos alimentar; não podemos nos reproduzir; não podemos aprender; não podemos nos comunicar e não podemos nos divertir. Ainda de acordo com esse filósofo italiano, é mediante o corpo que o homem é um ser social. Os fantasmas nos assustam porque não tem corpo. E mediante o corpo que o homem é um ser no mundo.13

Acrescenta-se a essa dimensão corporal, uma outra — a social. Jesus, com um homem, também aprendeu a viver nos limites dessa dimensão social. Como galileu e residente em Nazaré, ele aprendeu a conviver com o povo dali. Possui até mesmo o sotaque dos galileus. “Nazaré era um povoado pequeno, destaca Sérgio Junqueira, onde todo mundo conhecia todo mundo. O povo de lá conhecia Jesus e a sua família (Mc 6.3). Jesus conhecia o povo (cf. Jo 2.24,25). Nessa convivência de trinta anos, aprendeu as inúmeras coisas que todos nós aprendemos, como que naturalmente, ao longo dos anos da vida: as tradições, os costumes, as festas, os cânticos, os tabus, as histórias, os medos, os poderes, as doenças, os remédios. Quando Jesus, a partir da sua experiência de Deus como Pai, começou a agir e a falar diferente do que sempre havia sido ensinado, o povo de Nazaré estranhou, não gostou nem acreditou (Mc 6.4-6). E quando, numa reunião da comunidade, Jesus começou a ligar a Bíblia com a vida deles (Lc 4.21), a briga foi tanta que quiseram mata-lo” (Lc 4.23-30).14

As Dimensões Psíquica e Espiritual de Jesus

Por fim Jesus também possuía as dimensões psíquica e espiritual. David Nichols sublinha que foi Jesus mesmo quem reconheceu sua dimensão psicológica quando empregou a palavra grega psichê (alma) para descrever o que ocorria no seu interior quando agonizava no Getsêmani. Jesus, portanto, teve consciência de suas emoções quando externou em diferentes momentos de sua vida sentimentos de alegria e tristeza. “Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26.36-38).15
Por outro lado, observa Nichols, Jesus também tinha consciência de sua dimensão espiritual. Lucas nos informa que Jesus mesmo usou o termo grego pneuma, traduzido em português como espírito, quando expirou na cruz do calvário (Lc 23.46). Nichols destaca que no contexto do evangelho de Lucas, a palavra “espírito” (pneuma) sem sombra de dúvidas indica a dimensão da existência humana que continuará na eternidade depois da morte. Esse é um fato relevante porque demonstra que foi como um ser humano, de carne e osso, que Jesus morreu.

Capacitado pelo Espírito

Desde o primeiro capítulo deste livro chamo a atenção para a teologia carismática de Lucas. Jesus foi capacitado pelo Espírito Santo para realizar as obras de Deus. Talvez em nenhum outro ponto ela é mais clara quanto no contexto da kenosis de nosso Senhor. Jesus como homem, vivendo as limitações que a encarnação lhe proporcionou, dependeu durante todo o seu ministério da ação do Espírito Santo. Esse é um fato observado por todos os manuais de teologia sistemática.16
Heber Campos, por exemplo, destaca que o Filho, em si mesmo, não precisava de suporte ou da ajuda do Espírito Santo, mas quando o Verbo se fez carne, assumindo a nossa humanidade, ele se colocou na condição de Servo necessitando do socorro do Espírito Santo para exercer o seu ministério. Por essa razão, citando a passagem de Isaías 61, Jesus diz de si mesmo: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4.18). Jesus precisou, por causa de sua humanidade, do suporte do Espírito Santo para realizar o seu ministério. Deus não quebra as suas leis nem mesmo com o seu Filho. Ao encarnar, Ele se tornou como um de nós, carente da ação do Alto para poder realizar sua missão entre os homens.17


NOTAS

1 Em seu livro Jesus Viveu na índia - a desconhecida história de Cristo antes e depois da crucificação, o escritor Holger Kersten defende a tese de que Jesus no início da adolescência rumou para a índia, onde foi iniciado no budismo por monges. Afirma ainda que a morte de Jesus na cruz teria sido apenas a aparente. Após a Crucificação, socorrido por discípulos, Cristo regressou para o Oriente, onde viveu até a velhice. (25a Ed., Editora Best Seller: Rio de Janeiro, 2009).

2 Nazaré no tempo de Jesus era uma pequena aldeia agrícola com menos de 500 habitantes, cuja paisagem é pontuada por casas pobres de chão de terra batida, teto de extrato de madeira cobertos com palha, muros de pedras coladas com argamassa de barro, lama ou até de uma mistura de esterco para proteger os moradores da variação da temperatura local (As Aventuras na História — as reportagens fundamentais, 10 anos). Editora Abril.

3 GONÇALVES, José. Defendendo o Verdadeiro Evangelho. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

4 Evangelho Árabe da Infância in Apócrifos — os proscritos da Bíblia. São Paulo: Ed. Mercúrio, pg. 166,167.

5 FIGUEIRA, Eulálio & JUNQUEIRA, Eulálio. Teologia e Educação
- educar para a caridade e a solidariedade. São Paulo: Editora Paulinas, 2012.

6 FIGUEIRA, Eulálio & JUNQUEIRA, Eulálio. Teologia e Educação - educar para a caridade e a solidariedade. Editora Paulinas, 2012, São Paulo, SP.

7 Palavra derivada do grego que significa esvaziamento, e que se traduz em Filipenses 2.7 como “a si mesmo se esvaziou”. No século XVIII e, particularmente no XIX, essa mensagem de Filipenses veio a ser a base de uma interpretação cristológica que buscava explicar a possibilidade da encarnação afirmando que o Verbo ou Palavra eterna de Deus se esvaziou a si próprio dos atributos que são incompatíveis com o ser humano (onipotência, onisciência etc.) com a finalidade de poder encarnar-se (GONZALEZ, Justo. Breve Dicionário de Teologia. São Paulo: Ed. Hagnos, 2009).

8 CAMPOS, Heber Carlos. A Humilhação do Redentor - a encarnação e sofrimento. São Paulo: Editora Cultura Cristã.

9 CAMPOS, Heber Carlos. A Humilhação do Redentor. Op.cit.

10 Oscal Cullmann observa: “o que se manifesta precisamente no fato de haver-se “despojado”, vale dizer que resolver tornar-se um homem e incorporar-se ã humanidade decaída da semelhança de Deus (Cristologia no Novo Testamento. São Paulo: Editora Hagnos, p.233).

11 HORTON, Stanley M. org. Teologia Sistemática - uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

12 GONÇALVES, José. Sáhios Conselhos para um Viver Vitorioso. Rio de Janeiro: CPAD.

13 MONDIN, Battista. O Homem, quem é Ele? — Elementos de Antropologia Filosófica. Editora Paulinas.

14 FIQGUEIRA, Eulálio & JUNQUEIRA, Sérgio. Teologia e Educação — educar para a caridade. Editora Paulinas.

15 NICHOLS, David R. in Teologia Sistemática — na perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD.

16 Dizer que Jesus se humilhou ao assumir a forma de servo, tornando-se dessa forma um homem semelhante a nós e que por isso mesmo dependeu do Espírito Santo para realizar as obras de Deus, é uma verdade bíblica inconteste. Todavia afirmar que graças a esse fato, nós podemos ser encarnações de Deus como o foi Jesus de Nazaré, é uma heresia grotesca. Esse mesmo Espírito que capacitou Jesus posteriormente foi derramado sobre os crentes, mas não para torná-los deuses em suas naturezas, mas para revesti-los de poder, capacitando-os assim a continuar fazendo as obras de Deus que tiveram início com Jesus de Nazaré.


17 CAMPOS, Heber. A Humilhação do Redentor - encarnação e sofrimento. Editora Cultura Cristã.

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Dinâmica da Lição 03: A Infância de Jesus (Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Mostre que Jesus um dia também foi criança. Seu desenvolvimento foi como o de qualquer menino judeu. Jesus se alimentava com o leite materno, aprendeu a dar os primeiros passinhos, a falar as primeiras palavrinhas. O Filho de Deus como homem perfeito, passou por todas as fases do desenvolvimento. Por isso, Ele compreende cada etapa da nossa vida.
 
Dinâmica: O Desenvolvimento de Cristo
Objetivo:
Conscientizá-los de que o cristão deve ter um desenvolvimento perfeito em todas as áreas da vida a exemplo do Mestre.
Material:
Quadro e pincel atômico.
Atividade:
Copie no quadro o esquema abaixo e o texto áureo da lição. Leia com os alunos o texto áureo. Em seguida, divida a turma em quatro grupos. Cada grupo deverá ficar com uma característica do desenvolvimento de Jesus. Os grupos terão que preencher o quadro. Explique que assim como Jesus teve um crescimento saudável, nós, servos do Senhor, também temos que buscar crescer em todas as áreas, mas de forma equilibrada. Enfatize que não adianta ser muito espiritual e não saber se relacionar com as pessoas. Temos que crescer de modo uniforme, saudável. Não podemos cuidar de uma área e esquecer a outra.
                  

SABEDORIA

Ler a Bíblia;                     
Orar;                             
Ler bons livros.                  

ESTATURA

Se alimentar de forma equilibrada;
Evitar o estresse;                
Atividades físicas (caminhada).   

Em graça para com Deus (espiritual)

Oração;                           
Jejum;                            
Leitura da Palavra.               

Diante dos homens (socialmente)     

Cumprimentar as pessoas;          
 Sorrir;                           
Ser educado;                      
Ser respeitoso.


Fonte: Revista Ensinador Cristão Nº 62

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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Dinâmica da Lição 03: Jesus e os Grupos Político-religiosos de sua Época (Jovens)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Apresentem o título da lição: Jesus e os Grupos Político-Religiosos de sua Época.
- Escrevam no quadro os nomes destes grupos da época de Jesus:
Saduceus, Fariseus, Essênios, Zelotes, Herodianos
- Apresentem as ideias principais destes grupos e como Jesus se comportava diante deles.
- Depois, apliquem a dinâmica “A Pressão”, para contextualizar este tema com a pluralidade religiosa que enfrentamos na atualidade.

Dinâmica: A Pressão
Objetivo:
Refletir como deve ser o posicionamento do cristão diante da pluralidade religiosa, que faz oposição aos valores cristãos.
Material:
10 bexigas
Procedimento:
- Dividam a turma em 02 grupos.
- Para o grupo 01, orientem para fazer um círculo e distribuam 05 bexigas, peçam para que encham e em seguida eles devem escrever nos balões valores cristãos, extraídos das Bíblia.
- Para o grupo 02, orientem para fazer um círculo e distribuam 05 bexigas, peçam para que encham e em seguida eles devem escrever nos balões valores ou ideias não cristãs de outras religiões, que eles são pressionados a acreditar ou realizar.
- Depois, o grupo 01 deve fechar bem o círculo de modo que não haja espaços para alguém entrar. Os balões devem ficar dentro do círculo e os componentes vão defender seus valores, não deixando que pessoas do grupo 02 penetrem e/ou coloquem outras bexigas com outros valores.
- O grupo 02 deve fazer um círculo ao redor do grupo 01. Seu objetivo é romper o círculo do grupo 01 e colocar outras bexigas com valores diferentes.
- Depois da realização dessa atividade, perguntem:
O que podemos tirar de lição com esta atividade?
Como foi o ataque e a defesa dos dois grupos?
Quais as dificuldades para defender os valores cristãos?
Como o grupo 01 se sentiu pressionado pelo grupo 02?
- Depois, peçam para que eles leiam quais os valores do grupo 01 e do grupo 02.
- Para finalizar, enfatizem a importância de conhecer e saber defender os valores cristãos diante das influências de outras religiões.
“... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”(1 Pe 3:15).

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
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Dinâmica da Lição O Crente e os Movimentos Sociais (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, trabalhem o conteúdo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Apresentem o título da lição: O Crente e os Movimentos Sociais.
- Em seguida, apliquem a dinâmica “Contrastes”.
- Organizem os alunos em círculo. Nesta Roda de Conversa, falem e reflitam sobre as reivindicações sociais realizadas ultimamente no Brasil, a forma como têm sido feitas e os resultados efetivos delas.
- Depois, trabalhem o conteúdo da lição sempre de forma participativa e contextualizada.

Dinâmica: Contrastes
Objetivo:
Refletir sobre as injustiças sociais e o papel do cidadão na sociedade de contrastes.
Material:
02 cartolinas
Figuras e/ou reportagens que retratem justiça e injustiça social
02 tesouras
02 tubos de cola
01 rolo de fita adesiva
Procedimento:
- Fixem as duas cartolinas no quadro ou na parede, já com a identificação: Justiça Social em uma e Injustiça Social na outra.
- Solicitem para os alunos observarem as figuras e reportagens e colem cada uma na cartolina que faz referência ao título. Com certeza, haverá mais figuras e reportagens alusivas a injustiça social, infelizmente. Mas, esta é a sociedade que temos.
- Peçam aos alunos que observem os contrastes entre os dois cartazes.
- Então, perguntem:
Quais atos políticos vocês podem citar para que haja justiça social nestes exemplos estampados nos cartazes?
Qual tipo de sociedade queremos?
- Para encerrar, aproveitem a oportunidade e falem para os alunos sobre as escolhas dos candidatos no processo eletivo e possibilidades de reivindicação por justiça social.
“Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, por que serão fartos” Mateus 5.6

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


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Dinâmica da Lição 03: Usando a Sutileza a Favor do Meu Povo (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Apresentem o título da lição: Usando a Sutileza a Favor do Meu Povo.
- Falem: Nesta lição, vamos estudar sobre a atitude de uma adolescente por nome Miriã, irmã de Moisés.
- Depois, apliquem a dinâmica “Uma adolescente muito esperta”.
- Em seguida, trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada.

Dinâmica: Uma adolescente muito esperta
Objetivo:
Introduzir o estudo sobre a atitude corajosa de Miriã, irmã de Moisés.
Material:
01 cartolina
01 pincel atômico
Procedimento:
- Dividam a turma em 02 grupos.
- Falem: Vocês conhecem a história do personagem bíblico Moisés. Agora, vocês vão recontá-la, da seguinte forma:
A partir da frase inicial “Miriã era irmã de Moisés....” vocês vão falar o restante da história.
O grupo que vai falar a 1ª frase é o número 01, depois segue o 02, e assim sucessivamente até que não haja mais informações para acrescentar.
As informações não podem ser repetidas e devem dar encadeamento a história.
- Depois, quando não houver nada mais a acrescentar, leiam o texto para a turma, observando a coesão textual e se há alguma ideia a ser corrigida.
- Em seguida, conversem sobre a atitude esperta de Miriã para cuidar do seu irmão Moisés.

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


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Dinâmica da Lição 03: “Uma Nova Criatura” (Pré-Adolescentes)

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1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Para introduzir o estudo da lição, apliquem a dinâmica “Transformação”.
- Depois, apresentem o título da lição “Uma Nova Criatura”.
- Falem que aquele que passa pelo Novo Nascimento é uma nova criatura.
- Em seguida, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.

Dinâmica: Transformação
Objetivo:

Refletir sobre a transformação que ocorre na vida daquele que recebe a salvação, através do Novo Nascimento.
Material:
01 porção de milho de pipoca
01 porção de pipoca
Alguns grãos que não estouraram
01 porção de óleo
01 cópia do texto “Milho de pipoca” (postado abaixo)
Sacos de pipoca para os alunos
Procedimento:
- Mostrem para os alunos, um saco de pipoca.
- Perguntem: Quem gosta de pipoca?
- Depois, apresentem para os alunos uma porção de milho de pipoca e outra de pipoca.
- Perguntem: Vocês fazem ideia o que acontece com o milho para que ele se transforme em pipoca?
Aguardem as respostas. Certamente os alunos vão falar que após colocar o milho numa panela com óleo e com ação do fogo os grãos estouram.
- Falem: Este processo de transformação do grão duro em pipoca macia pode ser comparado ao estado de mudança que ocorre na vida de quem goza da salvação, libertando da casca dura do pecado, que o aprisionava para uma vida de alegria na presença de Deus, com ações e pensamentos mudados.
- Depois, apresentem aquele grão que não estourou.
- Falem: Este grão é semelhante as pessoas que não aceitam a salvação e, dessa forma, não passam pelo processo de transformação.
- Para concluir, falem que no final da aula, vocês vão distribuir 01 saco de pipoca para os alunos.

Dinâmica elaborada tendo por base o texto “Milho de Pipoca” de Rubem Alves.

Fonte: Blog Atitude de Aprendiz

Autora: Sulamita Macedo.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.


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