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quinta-feira, 2 de julho de 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Uma Mensagem à Igreja Local e à Liderança - Lição 1

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Paulo, o grande evangelista, pastor e humilde servo de Deus, era “apóstolo de Jesus Cristo (1 Tm 1.1), e considerava-se, muito apropriadamente, “apóstolo dos gentios” (Rm 11.13). Na condição elevada de pastor, sentiu de perto a necessidade de cuidar das igrejas locais, por ele fundadas, em suas históricas viagens missionárias. Escritor de praticamente metade dos livros do Novo Testamento, Paulo era homem culto, poliglota, de educação esmerada, em termos humanos (At 22.3), e grande intérprete e exegeta insuperável dos Evangelhos.
Ele era um verdadeiro apóstolo, no sentido pleno da palavra. Ainda que não teve seu nome inscrito no rol dos “Doze”, que conviveram com Cristo, testemunhando o ministério terreno de Jesus, bem como sua ressurreição, fez jus ao nome de apóstolo, porque, tendo sido chamado de forma tão impactante, no seu encontro com Cristo, no caminho de Damasco, teve a convicção e a experiência de que o Senhor lhe apareceu por derradeiro, “como a um abortivo” (1 Co 15.8). Paulo, além de ser chamado por Deus, foi enviado a cumprir a grande missão e comissão em prol da Igreja do Senhor Jesus (2 Co 1.1; Ef 1.1; Cl 1.1; 1 Tm 1.1; 2 Tm 1.1; Tt 1.1).
O apóstolo preocupou-se grandemente, não só em abrir igrejas e ganhar almas para Cristo. Sentiu sua grande responsabilidade de ensinar e doutrinar os crentes, especialmente os novos convertidos, diante do assédio das falsas doutrinas, das heresias e, mais ainda, dos falsos irmãos (2 Co 11.26). Depois de relembrar os sofrimentos que experimentara em diversas ocasiões, Paulo diz: “Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas” (2 Co 11.28). As cartas pastorais ultrapassam seu propósito a priori de serem destinadas apenas a dois jovens obreiros. Foram, na verdade, cartas que se tornaram autênticos manuais eclesiásticos por assim dizer, para as igrejas cristãs em seus primórdios, bem como, sem qualquer impropriedade, para as igrejas dos tempos atuais.
I - O QUE SÃO AS EPÍSTOLAS PASTORAIS
1. Porque São Pastorais
Porque por intermédio dos seus destinatários, Timóteo e Tito, tratam de “assuntos relacionados com a ordem e o ministério da igreja”.1 São chamadas de “pastorais” pelo fato de Paulo, como verdadeiro pastor, demonstrar, nessas epístolas, seu grande cuidado com a edificação das igrejas a serem alcançadas pela mensagem, enviadas a seus dois jovens obreiros.
2. Os Destinatários
As cartas de Paulo 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito são chamadas de cartas pastorais. Foram destinadas, em princípio, a dois de seus mais fiéis e abnegados cooperadores jovens que ganhara para Cristo em suas longas viagens missionárias. Eles eram obreiros ainda jovens, mas ganharam a confiança de seu “pai na fé”, a ponto de serem merecedores de receber encargos e missões do maior sentido e responsabilidades. Na primeira carta dirigida ao discípulo, Paulo chama Timóteo de “meu verdadeiro filho na fé” (1 Tm 1.2). Na segunda carta a Timóteo, Paulo o chama de “meu amado filho” (2 Tm 1.2) - “meu filho amado e fiel no Senhor” (1 Co 4.17) —, revelando o cuidado paternal para com o jovem obreiro. Paulo chama Tito de “meu verdadeiro filho” (Tt 1.4); “meu irmão” (2 Co 2.13); “meu companheiro e cooperador” (2 Co 8.23). Tito era homem de inteira confiança do apóstolo (2 Co 12.18). Juntamente com Barnabé, foi convidado pelo apóstolo para acompanhá-lo em sua obra missionária junto aos gentios (G1 2.1,3) e recebeu missões de grande responsabilidade (2 Co 2.3,4; 8.16,24). Da parte de Paulo, vemos um exemplo para os líderes de igrejas, nos dias presentes, no trato com os obreiros mais jovens. Do lado de Timóteo e Tito, vemos exemplos de obreiros que souberam comportar-se diante do seu pastor.
3. Autoria e Datas das Três Cartas
Os eruditos têm a condição de possuir conhecimentos além da média das pessoas em sua volta. Mas, por vezes, “as muitas letras” os fazem delirar, como Festo disse a Paulo (At 26.23). Por volta do século XIX, F. Schleiermacher lançou dúvidas quanto à autoria de Paulo com relação a 1 e 2 Timóteo e da Carta a Tito. Esse e outros estudiosos entenderam que, pela linguagem, estilo e época em que foram escritas, as mesmas poderiam ter sido escritas por um “pseudoepígrafo (embora discípulo de Paulo)” em nome do apóstolo.2
No entanto, grande parte dos estudiosos do Novo Testamento apresenta razões de sobra para o reconhecimento da paternidade literária do apóstolo Paulo para as chamadas “cartas pastorais”. A primeira epístola a Timóteo foi escrita por volta de 64 d.C, entre a primeira e a segunda prisão de Paulo. A segunda epístola a Timóteo foi escrita em torno de 67 d.C, quando do segundo encarceramento do apóstolo, e antes de sua morte. Fazem parte das “cartas da prisão”, ao lado de Filipenses, Efésios, Colossenses e Filemom.
A Carta a Tito foi escrita no mesmo ano de 1 Timóteo. Se aceitamos que o cânon do Novo Testamento teve a direção do Espírito Santo, não há razão para acreditarmos que Ele iria permitir que pseudoautores usassem o nome de Paulo para escrever livros considerados inspirados por Deus. Estudiosos cristãos entendem que essas cartas foram “escritas durante o segundo aprisionamento, em 65-68 d.C., embora a primeira epístola a Timóteo e a epístola a Tito possam ter sido escritas no intervalo entre esses dois aprisionamentos”. Ainda que importantes, a questão das datas não é o foco deste estudo.
4. Conteúdo das Cartas Pastorais
As três cartas pastorais formam um conjunto literário, devocional e doutrinário em que se observam o mesmo vocabulário, o mesmo estilo e os mesmos propósitos para que foram escritas, o que reforça a evidência interna de que seus escritos tiveram origem na mente do seu autor, que foi o apóstolo Paulo. Nas três cartas, percebe-se a preocupação de Paulo em orientar as igrejas quanto à firmeza na fé cristã, ante os perigos das falsas doutrinas, sua organização eclesiástica e administrativa, e sobre como uma comunidade que saía do judaísmo para uma nova visão perante a realidade do mundo, de seu tempo e do futuro da Igreja, em termos escatológicos. Esse conteúdo poderá ser mais bem entendido quando da análise de cada epístola em particular. As mensagens dessas cartas vão além de uma missiva a seus jovens obreiros. São epístolas cujo conteúdo doutrinário é tão profundo, que servem de fundamento bíblico para a edificação das igrejas cristãs, ao longo dos séculos. Sua mensagem, ainda que escrita por volta 64 d.C., revela-se muito bem apropriada para as necessidades espirituais das igrejas atuais, em plena época da chamada Pós-Modernidade.
II - PROPÓSITO E MENSAGEM
As cartas pastorais, formando um conjunto de ensinos e doutrinas fundamentais do cristianismo para as igrejas em seus primórdios, por meio dos jovens obreiros Timóteo e Tito, tinham em comum, basicamente, os seguintes propósitos:
1. Orientar os Obreiros quanto à Vida Pessoal
[...] Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tm 4.12,16). O apóstolo sabia que só faz sentido o pastor estar à frente da igreja local se ele tiver uma vida exemplar, cuidando, primeiramente, de seu testemunho, de sua vida pessoal e de sua vida familiar (1 Tm 3.1-13).
2. Orientar os Obreiros quanto aos Falsos Mestres e as Heresias
Na época de Paulo, havia diversas heresias, que ameaçavam solapar as bases e as estruturas das igrejas locais, como parte do edifício maior da Igreja do Senhor Jesus Cristo. O desafio de manter a unidade da Igreja, com fundamento em Cristo e seus ensinos, emanados dos evangelhos, era enorme. As viagens demoravam meses, em meios de transporte rudimentares. As cartas ou epístolas eram o único meio de que se valiam os pastores, líderes ou supervisores da obra para transmitirem ensinamentos, advertências e doutrinas.
Enquanto isso, as heresias apressavam-se, com seus meios de divulgação, para assediar os neoconversos e os crentes mais antigos, que dependiam da orientação de seus líderes, de pastores, de presbíteros ou anciãos, que os reuniam para lhes transmitir o ensino cristão sadio. Dentre as heresias que Paulo e outros apóstolos tinham em mente, duas se destacavam por sua história e influência cultural e filosófica.
1) 0 judaísmo
O judaísmo se manifestava de forma insidiosa, visando destruir os ensinos de Cristo, por meio da observância dos rituais estabelecidos na Lei de Moisés. Cristo disse que não viera destruir a lei nem ab-rogá-la, “mas cumpri-la” (Mt 5.17). Os judeus não entenderam o sentido e o significado do Novo Testamento ou Nova Aliança, trazida por Cristo com seus ensinos. Cristo viera cumprir a Lei de outra forma, não a partir de atos e liturgias exteriorizadas, mas a partir da transformação interior do homem. Paulo exortava aos crentes, de forma bem eloquente, quanto à mudança que deveria haver em suas vidas (Rm 12.1,2). Os judeus insistiam em que se cumprissem os preceitos essenciais e os rituais exigidos pela Antiga Aliança, como a guarda de dias, meses e anos (G14.9-11). Era enorme a luta de Paulo para manter seus filhos na fé, nos retos caminhos do Senhor, seguindo a sã doutrina, que recebera de Deus pelo Espírito Santo. Para os judaizantes, quem não guardasse o sábado, de modo literal, e não se circuncidasse, era digno de expulsão ou até de morte (ver At 15.5-32).
2) Gnosticismo
“Trata-se de uma filosofia herética, que se propõe a explicar todas as coisas por meio da gnosis (gr. ‘conhecimento’).” “Os gnósticos consideravam-se cristãos, dotados de conhecimento superior aos demais convertidos”.3 Eram um tipo de cristãos que praticavam “culto aos anjos”, a quem chamavam de “tronos”, “dominações”, “principados” e “potestades”. Além desse ensino estranho ao cristianismo, negavam a supremacia de Cristo, negando sua encarnação, pois consideravam o corpo humano mau; este, sendo matéria, contaminaria a Cristo, visto que a matéria é má e somente o espírito é bom. E o chamado dualismo.
O gnosticismo era esoterista ou ocultista. Apregoava que seus ensinos eram “superiores” e só podiam ser alcançados por “iniciados”. Em Colossos, havia o culto à deusa Cibele, “a grande mãe da fertilidade”. Em Efeso, onde se situava a igreja destinatária das cartas a Timóteo, havia a deusa Diana (At 19.33-35), um ídolo que os efésios entendiam ter caído do céu, enviada por Júpiter, o principal deus do panteão romano. E esses ensinos heréticos estavam-se infiltrando nas igrejas cristãs, carentes de líderes e de ensinos doutrinários sólidos e bem embasados na Palavra de Deus. Quando Paulo passou por Efeso, ao lado de Timóteo, a caminho da Macedônia, descobriu que as heresias gnósticas já haviam feito grande estrago entre os irmãos. Os líderes da rebelião contra o que Paulo ensinava eram Himeneu e Alexandre (1 Tm 1.19,20). Paulo os excomungou, e, tendo de prosseguir viagem, deixou Timóteo em Éfeso para instruir os irmãos contra a terrível investida do Diabo contra a fé cristã.
Um tal de “Alexandre, o latoeiro” (2 Tm 4.14), também muito perturbou a Paulo e aos crentes de Éfeso. Era um causador de dis- sensões, e Paulo mandou que Timóteo se afastasse dele. Ciente de que Timóteo, ainda sem experiência sólida, deveria estar enfrentando dificuldades para conter a onda dos falsos ensinos na igreja em Éfeso, ele escreveu as duas cartas, dirigidas ao jovem obreiro, mas visando à ministração dos ensinos e exortações pastorais para a igreja local. O mesmo fez com Tito, em relação à igreja que havia na ilha de Creta. Infelizmente, os causadores de dissensões aparecem ainda hoje, perturbando a harmonia que deve caracterizar as igrejas cristãs.
III - UMA MENSAGEM PARA A IGREJA LOCAL E A LIDERANÇA DA ATUALIDADE
1. Mensagem para as Igrejas — Alerta contra as Heresias
Um leitor apressado poderia indagar: “O que as três cartas pastorais, escritas a dois obreiros do primeiro século da era cristã, teriam para o contexto espiritual e doutrinário de igrejas no período da pós-modernidade?”. Se ouvíssemos tal questionamento, teríamos que responder com bastante convicção: Têm muito a ver, sim. Se, na época de Paulo, umas poucas heresias ameaçavam os alicerces da fé cristã, hoje, são centenas ou milhares de ensinos heréticos que não só ameaçam, mas muitos já estão infiltrados sorrateiramente no seio de muitas igrejas evangélicas.
A seguir, algumas heresias pós-modernas, que demandam o confronto sério com base na ortodoxia bíblica.
1) O restauracionismo
Trata-se de uma inovação teológica, ou doutrinária, que procura adaptar, nos dias presentes, ensinos, ritos, costumes e práticas próprias do antigo concerto, ou da antiga aliança de Deus com Israel. Parece um contrassenso, mas é querer inovar com coisas antigas, ou velhas doutrinas. É o “fermento velho” a que Paulo se referiu escrevendo aos coríntios (1 Co 5.7).
Dentre esses ensinos, apareceram, há alguns anos, igrejas que ensinam que os cristãos devem guardar o sábado. Não se trata de Adventistas do Sétimo Dia. São igrejas que se consideram cristãs, modernas e atualizadas. Mas estão pregando um tipo de retorno ao judaísmo. No Novo Testamento, encontramos manifestações claras desse ensino equivocado. Paulo teve que agir com vigor contra esse tipo de ensino pernicioso (ver G1 1.6). E considerou “anátema” quem desse ouvidos a esse tipo de ensino, mesmo que viesse por intermédio de “um anjo do céu”. A guarda do sábado, como obrigação exclusiva, especial, é específica para o povo de Israel, e para nenhuma nação mais no mundo (ler Êx 31.14-17; ver Lv 23, 31, 32; Ez 20.12,13,20).
Hoje, pregadores televisivos e “apóstolos” de megaigrejas, ou pastoras neopentecostais, conseguem iludir grande parte de crentes incautos, desavisados, ignorantes da Palavra, detentores de uma fé superficial e sem fundamento na Palavra de Deus. Timóteo fala para hoje, sim. É só ler com calma as epístolas pastorais. No tempo de Paulo, os judaizantes exigiam dos novos convertidos a prática da circuncisão. Paulo, Barnabé e Pedro uniram-se, no Primeiro Concilio, em Jerusalém, e ensinaram que não se deveria por sobre os novos convertidos um jugo que não poderiam suportar (At 15.7-11).4
As cartas pastorais visavam orientar os crentes quanto a essas mesmas perturbações de origem judaizante. Mas hoje, em pleno século XXI, há igrejas restauracionistas, que ensinam que os cristãos devem celebrar a Festa dos Tabemáculos (Lv 23.34; Dt 16.13); a Festa da Colheita (Êx 23.16; 34.22), as quais eram tipicamente festas judaicas, de grande valor para o povo de Israel, pois tinham um simbolismo marcante para aquele povo. Há quem comemore a Páscoa em pleno período da graça, quando a Palavra de Deus diz que Cristo é nossa Páscoa (1 Co 5.7). Ora, Jesus celebrou a Páscoa pela última vez na véspera de sua morte, e instituiu, em seu lugar, a “Ceia do Senhor” (1 Co 11.20), ou “o partir do pão” (At 2.42), ou “cálice”, que é o “Novo Testamento no meu sangue” (1 Co 11.25).
Tais práticas podem ser consideradas, à luz da Bíblia, como “fermento velho” (1 Co 5.7a), que incluía os rituais judaicos, superados e substituídos pelo evangelho de Cristo, que não é ritualista, mas realista, trazendo Cristo aos corações, em espírito e em verdade, e não como “sombra dos bens futuros” (Hb 10.1), os quais foram tornados realidade em Cristo Jesus.
4 Hoje, graças às pesquisas na área da saúde, está provado que a circuncisão é benéfica, pois evita a formação de substâncias cancerígenas em torno da glande, no órgão genital masculino. Mas não pode ser exigida como preceito religioso. Isso é “fermento velho”.
2) 0 evangelho da prosperidade material
Talvez essa seja uma das inovações mais influentes nos últimos tempos, desde o século passado. Nos últimos anos, tem sido apregoado aos quatro cantos do mundo um ensino exagerado sobre a prosperidade cristã. Segundo esse ensinamento, todo crente tem que ser rico, não morar em casa alugada, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer. Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. Paulo contradiz isso em
1 Timóteo 6. 9,10. Diz Hagin, um dos mais eminentes defensores dessa falsa doutrina de prosperidade (já falecido): ‘“Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi...’ (Hagin, Word ofFaith, 1980, p. 14). ‘Você não tem um deus dentro de você. Você é um Deus’ (Kenneth Copeland, fita cassete The Force of Love, BBC-56). ‘Eis quem somos: somos Cristo!’ (Hagin, Zoe: A Própria Vida de Deus, p. 57). ‘Eu sou um pequeno Messias’.5 Baseiam- -se, erroneamente, no SI 82.6, citado por Jesus em Jo 10.31-39. Satanás, no Éden, incluiu no seu engodo que o homem seria ‘como Deus, sabendo
0 bem e o mal (Gn 3.5) .6 Com essa visão, essa heresia leva as pessoas a crerem que o crente não pode ser pobre, não pode adoecer, e pode possuir tudo o que quiser, pois ele é “um Deus”! Julgam-se com autoridade suprema para decretar, determinar, exigir e reivindicar as promessas e bênçãos de Deus. À luz da Bíblia, tal comportamento equivale a orgulho, presunção e soberba. Isso é doutrina de demônio. Paulo deixou Timóteo em Éfeso para “[advertir] alguns que não ensinem outra doutrina” (1 Tm 1.3). O texto de
1 Timóteo fala hoje!
3) Apostasia dos últimos dias
Nesse aspecto, nunca foi tão atual a mensagem das cartas pastorais. Na segunda carta a Timóteo, Paulo adverte aos crentes quanto ao que está acontecendo nos dias atuais — “Extrema corrupção nos últimos tempos”.
Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. (2 Tm 3.1-5)
Esse texto é de uma eloquência extraordinária. Cumpriu-se nos dias de Timóteo, pois Paulo manda que se afaste desse tipo de gente que haveria de se comportar de modo contrário à sã doutrina. E no- tória a existência de obreiros que amam a si mesmos, em busca de vantagens pessoais, usando as igrejas para alcançarem seus objetivos egoístas. São presunçosos, “avarentos”, ou seja, amantes do dinheiro. Sem dúvida, os que cobram vultosos “cachês” para cantar ou pregar são dessa estirpe. São “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”. São hipócritas, pois mostram uma “aparência de piedade”, mas a negam com suas obras.
2. Orientações quanto ao Relacionamento Humano na Igreja
Além de confrontar heresias, com o uso da “espada do Espírito” (Ef 6.17; Hb 4.12), a liderança cristã, à frente das igrejas locais, a exemplo do que fez Timóteo, precisa orientar os crentes quanto à forma de adoração, ao relacionamento humano, na igreja local, no trato com se mulheres (1 Tm 2.9-15); com as viúvas (1 Tm 5.3-16); com idosos, adultos e jovens (1 Tm 5.1); no relacionamento social, entre patrões e empregados cristãos ou não, como bem constam do conteúdo de 1 Timóteo.
Em 2 Timóteo, sentindo que seu tempo estava terminando, Paulo exorta o discípulo quanto ao seu comportamento pessoal; quanto às atitudes ministeriais; e ainda quanto às ameaças dos ensinos falsos.
3. Mensagem para a Liderança
1) Administração eclesiástica
Em 1 Timóteo 3.1-12 e em Tito 1.6-9, vemos um verdadeiro conjunto de diretrizes para a ordenação de obreiros ao ministério.
2) Ética ministerial
Na segunda epístola de Timóteo 2.15, Paulo exorta o ministro a respeito de como deve se apresentar a Deus. Aqueles que são chamados por Deus para liderar parte de seu rebanho devem ser líderes de verdade. Nem todos sabem o que é ser líder. A verdadeira liderança estabelece-se pelo exemplo, pelo testemunho, muito mais do que pela eloquência, pela oratória ou pela retórica (Fp 3.17; 1 Co 11.1). O líder cristão não é o que manda. É que serve. Não é o maior. E como o menor. Jesus deu precioso ensino sobre isso em Mateus 20.24-28.
CONCLUSÃO

As cartas pastorais — escritas por Paulo e enviadas às igrejas de Éfeso e de Creta por mãos de Timóteo e de Tito, respectivamente — são verdadeiros manuais de Administração Eclesiástica. Elas contêm doutrina, ensino, exortações, quanto a assuntos práticos, mas, também, diretrizes gerais sobre liderança, designação de obreiros, suas qualificações, as responsabilidades espirituais e morais do ministério, o relacionamento com Deus, com os líderes e as relações interpessoais. São riquíssimas fontes de ensino precioso para edificação das igrejas locais, nos tempos presentes.

Elinaldo Renovato de Lima

Notas

1 CPAD. Bíblia de estudo pentecostal, p. 1886 (referências preliminares a Tito).

2 Gordon D. FEE. Novo comentário bíblico contemporâneo - 1 & 2 Timóteo e Tito, p. 12.

3 Elinaldo Renovato de LIMA. Coiossenses - A perseverança da igreja na Palavra nestes dias difíceis e trabalhosos, p. 18,19.

5 Haggin, citado por Haneegraf, p. 119.


6 Elinaldo Renovato de LIMA. Perigos da pós-modemidade, p. 174.


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domingo, 28 de junho de 2015

Dinâmica da Lição 01: Uma Mensagem à Igreja Local e à Liderança (Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 - Neste trimestre estudaremos a respeito das epístolas de Timóteo e Tito. Estas cartas foram escritas a dois jovens pastores (líderes) que tinham a responsabilidade de organizar as igrejas e conduzir seus ministérios de modo a agradar a Deus. A leitura destas cartas deve estimular a todos os crentes, em especial aos líderes, a manterem a pureza na vida pessoal e na doutrina.
- Introduza a aula trabalhando o tema da lição através da dinâmica “Uma mensagem à igreja local e à liderança”.

Dinâmica: Uma mensagem à igreja local e à liderança

Objetivo:
Sondar o conhecimento prévio dos alunos a respeito das Epístolas de Timóteo e Tito e introduzir a primeira lição do trimestre.
Material:
Papel ofício ou A4, caneta, folha de papel pardo com o quadro sugerido abaixo, fita adesiva, quadro branco.
Procedimento:
Apresente a nova revista e o tema do trimestre aos alunos. Depois escreva no quadro as seguintes indagações: "Qual o propósito das Epístolas de Timóteo e Tito?" "Quem são seus destinatários?" "Em que ano foram escritas?" "Qual o tema principal dessas epístolas?"
Depois, peça que os alunos se reúnam formando quatro grupos. Cada grupo deverá ficar com uma questão para que respondam. Em seguida, reúna os alunos novamente formando um único grupo. Explique que para estudar os livros da Bíblia de modo efetivo, precisamos responder a essas questões. Depois, juntamente com os alunos, complete o quadro. Conclua incentivando a leitura dessas epístolas.

Autoria
Paulo
Destinatários
Timóteo e Tito.
Propósito
Encorajar os jovens líderes e orientá-los quanto à organização das igrejas.
Ano em que foram escritas
A carta de 1 Timóteo foi escrita no ano de 64 d.C. (aproximadamente); 2 Timóteo no ano de 66 ou 67 e Tito no ano de 64 d. C.
Tema principal
A organização eclesiástica e o encorajamento para que os pastores desempenhem com firmeza os ministérios que receberam de Cristo.

Por Telma Bueno

Fonte: Revista Ensinador Cristão

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


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Dinâmica da Lição 01: A igreja em um Mundo Novo (Jovens)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Apresentem a capa da lição e falem que, neste trimestre, vamos estudar sobre o “contexto da sociedade judaica nos tempos de Jesus”.
- Apresentem o título da lição: A igreja em um Mundo Novo. Mostre-lhes também os outros títulos que serão estudado durante todo o trimestre.
- Introduza a aula trabalhando o tema da lição através da dinâmica “Transformando o novo mundo”.


Dinâmica: Transformando o novo mundo

Objetivo:
Conscientizar sobre a importância de transformarmos a sociedade em que vivemos.
Material:
Papel A4 e caneta
Procedimento:
Divida a turma em dois grupos e mostre-lhes o tempo de mudança em que estamos vivendo nas várias áreas: econômicas, politica, sociais. Religiosas, teológicas, culturais e tecnológicas. Em seguida peça para que cada grupo faça uma analise critica sobre nossa atual situação em cada uma dessas áreas e a apresentem sugestões sobre as atitudes da igreja frente a essas mudas. Cada grupo deverá ficar com três áreas de mudança, a escolha do professor, e terá dez minutos para desenvolver suas argumentações e dez para apresenta-las. Conclua a aula trazendo uma palavra de fechamento sobre o assunto.


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Por Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 01: A queda (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
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- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 - Neste segundo trimestre, os juvenis vão estudar a respeito da Queda e da Redenção. O objetivo é mostrar que o homem pecou, mas Deus, na sua misericórdia, providenciou a sua redenção mediante Jesus Cristo.
- Inicie a aula trabalhando o tema da lição através da dinâmica “Queda e redenção”.

Dinâmica: Queda e redenção

Objetivo:
Compreender o que é Queda e o que é Redenção.
Material:
Quadro.
Atividade:
Para abertura do trimestre, sente-se com seus alunos em círculo e faça um comentário geral a respeito do tema do trimestre. Diga que a Queda é também conhecida como o pecado original, ou seja, o pecado de Adão e Eva. Eles pecaram, contaminando toda a humanidade. Mostre no quadro os resultados da Queda e discuta os pontos com os alunos. Em seguida, explique que redenção é o livramento que Jesus nos ofereceu ao morrer em nosso lugar. Leia com os alunos Romanos 3.24 e Efésios 1.7. Depois mostre os pontos da redenção e discuta-os com seus alunos.

QUEDA
REDENÇÃO
Adão e Eva pecaram e foram expulsos da presença de Deus.
Resgate.
Perderam a imortalidade física.
Libertação.
Foram destituídos da glória de Deus.
A morte vicária de Jesus em nosso lugar.
Dor e sofrimento.
Vida eterna.

Por Telma Bueno

Fonte: Revista Ensinador Cristão

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


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Dinâmica da Lição 01: O que é uma sociedade (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 - Neste trimestre o tema é "Vivendo em Sociedade". É importante que seus alunos saibam que, embora vivendo em uma sociedade pecadora, podemos ser santos e puros.
- Inicie a aula trabalhando o tema da lição através da dinâmica “Vivendo em sociedade”.


Dinâmica: Vivendo em sociedade

Objetivo:
Mostrar que podemos ser santos mesmo vivendo em uma sociedade marcada pelo pecado.
Material:
Uma caixinha, tiras de papel com dizeres escritos (Temos alguns exemplos logo abaixo)
Atividade:
Sente-se com os seus alunos em círculo e apresente o tema do trimestre à turma. Diga que vivemos em uma sociedade onde as pessoas estão, a cada dia, mais distantes de Deus e propensas ao pecado. Por isso, temos que viver de modo que o nome do Senhor seja glorificado, mediante as nossas palavras e atitudes. Em seguida, passe a caixinha com as tiras de papel. Cada aluno deverá retirar uma tira e, por meio de gestos, "dizer" o que está no papel. Os colegas terão que adivinhar a mensagem.
    • Sou santo.
    • Creio em Deus.
    • Não quero pecar.
    • Sou "sal" e "luz" deste mundo.
    • A Bíblia é o meu manual de conduta.
    • Sou servo(a) de Deus.
    • Só Jesus Cristo pode salvar e transformar o homem.
    • Somos seres sociáveis.
    • Como crentes, não podemos viver isolados.

Por Telma Bueno

Fonte: Revista Ensinador Cristão

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


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Dinâmica da Lição 01: Chegou o Salvador (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 - Neste trimestre os pré-adolescentes estudarão a respeito da vida de Jesus, o Ungido de Deus que veio ao mundo para nos salvar e nos libertar do pecado. Já pensou o que seria de nós se Jesus não tivesse vindo ao mundo? Estaríamos perdidos, longe de Deus.
- Inicie a aula trabalhando o tema da lição através da dinâmica “Jesus, o Salvador”.

Dinâmica: Jesus, o Salvador

Objetivo:
Mostrar que o nome de Jesus é sobre todos os nomes.
Material:
Uma bola de gás.
Atividade:
Peça que seus alunos façam um círculo e se posicione no centro. Jogue a bola em direção a um aluno. Explique que ele terá que dizer um nome de Jesus, por exemplo: "Conselheiro Maravilhoso", "Leão da Tribo de Judá", sem deixar a bola cair. O aluno deverá dizer o nome e jogar a bola para outro colega. Explique que eles não podem repetir o último nome que já foi dito. Conclua enfatizando que o nome de Jesus é sobre todo nome e um dia todos terão que se dobrar diante dEle e reconhecer sua soberania. Leia Filipenses 2.10,11. Vários homens já viveram nesta terra e tiveram seus nomes registrados na história, mas todos morreram; somente Jesus ressuscitou e está vivo. Conclua louvando o nome de Jesus.         

Por Telma Bueno

Fonte: Revista Ensinador Cristão Nº 63

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

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Dinâmica da Lição 01: A Bíblia como regra de fé e prática (Dicipulando 3º Ciclo)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6– Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: “A Bíblia como regra de fé e prática.”
- Explique que toda nossa fé e nossa forma de conduta em sociedade devem estar baseados na Bíblia.
- Para concluir o estudo do tema, apliquem a dinâmica “Quebra-cabeças”, que proporcionará o conhecimento sobre a importância da Bíblia.

Dinâmica: Quebra-cabeças

Objetivo:
Mostrar o valor da Bíblia Sagrada para nossas vidas nos dias atuais
Material:
Um cartaz com seis frases sobre a Bíblia, e as mesmas frases digitadas em folhas de papel A4.
Procedimento:
Confeccione um cartaz com seis frases sobre a Bíblia (conforme o modelo sugerido logo abaixo). Digite seis frases (seguido o mesmo modelo sugerido logo abaixo) em folha de papel A4 usando a fonte 20. Em seguida recorte essas frases em vários pedaços e coloque em seis envelopes (uma frase para cada envelope). É importante que você deixe dois pedaços de cada frase de fora para misturá-lo em outro envelope, ou seja, cada envelope terá duas palavras que deveria fazer parte do outro envelope. Portanto, ao recortar as frases em pedaços, duas destas devem ser misturados e colocados em um outro envelope afim de que o aluno descubra qual é a sua frase e onde está o complemento dela. Você irá transformar as frases em uma espécie de quebra-cabeça. Chegue cedo e coloque o cartaz em um local visível. Dependendo do número de alunos você pode entregar os envelopes lacrados individualmente a cada um ou a duplas ou ainda em grupos de três pessoas. Diga-lhes que guarde o envelope prestando bastante atenção a aula, pois o sucesso da tarefa dependerá disso (esta será uma forma de ganhar-lhes a atenção). Ministre a aula por vinte minutos (não ultrapasse a isso para não prejudicar a dinâmica). Em seguida mande que os alunos abram os envelopes e monte o quebra-cabeça. Mande que eles montem as frases de acordo com o que está escrito no cartaz. Explique que partes das frases podem está no envelope do amigo da sala. Após as frases montadas, cada frase será apresentada e discutida entre os participantes. A discussão precisa estar voltada ao que diz cada frase. Encerre a Dinâmica mostrando o valor da Bíblia em relação a toda e qualquer ciência.

Frases Sugeridas para a dinâmica:

-Apesar de antigo, a Bíblia é um livro atual
-A Bíblia é um livro inspirado por Deus
-Devemos ler a Bíblia todos os dias
-Quem ler a Bíblia cresce em sabedoria e graça
-A Bíblia nos orienta a uma vida familiar melhor
-A Bíblia me ensina a viver melhor com meu próximo


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Por Escriba Digital


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quarta-feira, 24 de junho de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

A Ressurreição de Jesus - Lição 13

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Há alguns anos dialoguei com um cristão europeu no término de um culto evangélico. Durante a nossa conversa, ele demonstrou grande admiração na capacidade que os crentes brasileiros possuíam para crer em milagres. Ele admirava-se, por exemplo, como os brasileiros respondiam com facilidade a uma oração em favor da cura divina! Confessou-me que havia feito um curso bíblico de seis meses para poder acreditar em algumas narrativas do livro de Gênesis.
Para aquele europeu era difícil crer! Quando estive na Europa, inclusive em países que foram berços da grande Reforma Protestante de 1517, pude compreender melhor a razão da descrença daquele irmão europeu. Conheci catedrais suntuosas, mas que se encontravam totalmente vazias! Vi de perto o legado dos reformadores em ruas, avenidas e museus, mas constatei que suas ideias pouco ou nenhum efeito causavam mais em seu povo. A Europa vive numa era pós-cristã e, consequentemente, pós-milagres.
A Ressurreição na Idade da Razão
O que aconteceu com a fé no velho continente? O que fez seus teólogos negarem o sobrenatural, milagres e de uma maneira sistemática a doutrina da ressurreição de Jesus? Esse capítulo procurará responder a essas perguntas.
Há algum tempo escrevi na coluna de Apologética do jornal Mensageiro da Paz, periódico mensal da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, que o conflito entre fé e razão está presente desde muito cedo na história da igreja cristã. De fato parece quase impossível, pelo menos para muitos cristãos, a ideia de reconciliar a revelação com a razão. A ideia que se têm, para parafrasear o teólogo anglicano Alan Jones, é que “quem pensa não tem fé, e quem tem fé não pensa”.1 Isso parece paradoxal, pois, sem dúvida os maiores pensadores da humanidade são encontrados dentro do universo cristão.
No texto bíblico de Atos dos Apóstolos 27.9-11, vemos esse conflito em evidência. Por um lado temos o apóstolo Paulo valendo-se de uma revelação divina sobre os perigos iminentes que corria o navio no qual ele era transportado. Quando o apóstolo disse “vejo” que a viagem vai ser trabalhosa, não há dúvida de que ele se referia a uma revelação de Deus sobre a viagem da qual era participante. Em palavras mais simples, Paulo teve uma revelação de Deus sobre o que poderia acontecer naquela viagem. Por outro lado, o texto sagrado mostra que o “centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia”. O centurião preferiu crer mais na técnica dos marinheiros do que em Paulo. Em outras palavras, o centurião preferiu acreditar mais na razão que na revelação.
No período pós-apostólico, o debate entre fé e razão cresceu em amplitude. A palavra “razão” nesse período, soava como sendo um sinônimo de filosofia grega. Todavia para muitos pais apostólicos essa aproximação entre Atenas e Jerusalém cheirava a apostasia. Tertuliano, por exemplo, que foi bispo de Catargo, perguntava em tom de denúncia: “que relação há entre Atenas e Jerusalém? Que acordo há entre a Academia e a Igreja?” Para ele a fé cristã e a filosofia grega eram irreconciliáveis. Por outro lado, Justino Mártir, um ex-discípulo de Platão, acreditava que era sim possível esse diálogo. Em sua apologia ele escreveu: “Eu sou cristão, glorio-me disso e, confesso, desejo fazer-me reconhecer como tal. A doutrina de Platão não é incompatível com a de Cristo, mas não se casa perfeitamente com ela, não mais do que a dos outros, dos estoicos, do poetas e dos escritores. Cada um deles viu, do Verbo divino que estava disseminado pelo mundo, aquilo que estava em relação com a sua natureza, chegando desse modo a expressar uma verdade parcial. Mas, à medida que se contradizem nos pontos fundamentais, mostram que não estão de posse de uma ciência infalível e de um conhecimento irrefutável. Tudo aquilo que ensinaram com veracidade pertence a nós cristãos.”2
São dois exemplos que mostram pensamentos diametralmente opostos. No período medieval esse debate é retomado com força, e dois expoentes do pensamento ocidental vão se sobressair. São eles: Agostinho e Tomás de Aquino. Agostinho viveu no início da Idade Média, enquanto Aquino no final. Se por um lado Agostinho, que foi bispo de Hipona, vai recorrer ao pensamento platônico para fundamentar seus argumentos teológicos, por outro Aquino irá cristianizar os ensinos de Aristóteles. Ao recorrer à filosofia aristotélica para fundamentar seu raciocínio, Aquino, por exemplo, dizia que “os argumentos não devem ser aceitos pela autoridade de quem diz, mas pela validade do que se diz.”4 Duas perguntas devem ser respondidas depois do que se acabou de narrar. E possível, portanto, compatibilizar a fé com a razão? Qual o perigo de se formar um abismo entre ambas? Em primeiro lugar, acredito que hoje há uma grande confusão em torno desses temas. O problema está em se confundir razão com racionalismo. O primeiro termo diz res- peito a nossa capacidade de julgar, de pensar, de argumentar, etc. Nesse sentido não há como nos desfazermos da razão, simplesmente pelo simples motivo de sermos seres racionais. Fomos feitos para pensar. René Descartes dizia na introdução de seu Discurso do Método que todos nós nascemos com o bom senso.5 Por outro lado, o racionalismo é um termo aplicado à escola de pensamento que diz não haver nenhum conhecimento válido fora da razão humana. Em palavras mais simples, aquilo que não puder ser explicado de forma racional deve ser rejeitado. Nesse caso a revelação, que se encontra nos domínios da fé, não pode ser aceita como uma forma de conhecimento válido. Essa forma de pensar, que é filha da modernidade, é de fato a mãe do materialismo e ateísmo.
Há o outro lado da moeda. Quando se privilegia a revelação em detrimento da razão, cria-se um campo propício para o surgimento de práticas incompatíveis com o cristianismo bíblico. Por exemplo, o livro Libertação da Teologia, escrita por um autor neopentecostal, diz: “Todas as formas e todos os ramos da Teologia são fúteis. Não passam de emaranhados de ideias que nada dizem ao inculto; confundem os simples e iludem os sábios. Nada acrescentam à fé; nada fazem pelo homem senão talvez aumentar sua capacidade de discutir e discordar.” Que princípio irá nortear uma igreja que acredita que a razão, que aqui é entendido como sendo o pensamento teológico sistemático, é fútil? Não irá essa igreja ter um conjunto de crenças práticas fora do modelo bíblico?
E assim que pensa, por exemplo, os grupos restauracionistas. Hannah Whitall Smith, por exemplo, em seu livro O Segredo Cristão de uma Vida Feliz escrito em 1870, acreditava que o problema com a maior parte da religião de hoje em dia é sua extrema complexidade”, acrescentando que a verdadeira religião evita dificuldades teológicas [e] dilemas doutrinários... Nenhum treinamento teológico e nenhuma visão teológica em particular são necessárias.”7 Essa confusão é gerada por conta daquilo que se denomina de “erro de categoria lógica”. A fé e a razão não são excludentes, mas sem dúvidas pertencem a categorias diferentes. Como explicar, por exemplo, a cura de um paciente terminal de câncer recorrendo a argumentos racionais ou mesmo a ressurreição dos mortos?
Quando nos conscientizarmos que somos formados por Deus (seres espirituais) tanto para crer (revelação) como para pensar (razão), então cessará o conflito. Mas não é isso que temos visto acontecer dentro do que comumente se denomina de “cristianismo histórico”. Como já demonstrei no capítulo sete, o que tem prevalecido dentro da tradição cristã institucional é a existência de uma crença secularizada. E, portanto, à luz dessa fé secularizada que os milagres narrados nos evangelhos irão ser interpretados pelos teólogos cristãos que se tornaram filhos do paradigma cientificista, cartesiano ou moderno. A doutrina da ressurreição dos mortos não foge a essa regra.
Como já observamos em capítulos anteriores, os pilares dessa fé esvaziada encontram-se no que comumente se chama Idade da Razão ou paradigma da Modernidade. Um dos muitos pressupostos desse modelo cultural era a fé em Deus. Todavia essa fé em Deus não possui o mesmo significado que lhe atribui o cristianismo ortodoxo. Não se trata, portanto, de uma fé piedosa, mas secularizada. O escritor espanhol Antônio Cruz observa que dentro do contexto do cientificismo “a secularização e não o secularismo aparece como um movimento histórico positivo para o cristianismo porque liberta a fé da superstição; o secularismo ao contrário é uma ideologia negativa que propõe a destruição do fator religioso.”8
É exatamente essa tentativa de se possuir uma religião cristã que pudesse ser cientificamente aceitável ou empiricamente provada que conduziu os grandes teólogos protestantes a tentarem “libertar a fé das superstições”. A crença em seres sobrenaturais e milagres passaram então a serem vistos como fazendo parte de uma “fé supersticiosa”. A crença na ressurreição dos mortos, por ser de natureza metafísica, e, portanto, fora dos limites da ciência ou dos domínios da razão, foi negada como sendo um evento real.
Uma Ressurreição Imaginável
Um dos primeiros pensadores a negar a realidade corporal da ressurreição de Jesus foi Hermann Samuel Reimarus (1694-1768). A Enciclopédia digital Wikipédia observa que Reimarus “era um filósofo alemão e escritor do Iluminismo, que é lembrado por seu deísmo, a doutrina de que a razão humana pode chegar a um conhecimento de Deus e da ética a partir de um estudo da natureza e da nossa própria realidade interna, eliminando assim a necessidade de religiões baseadas na revelação. Ele negou a origem sobrenatural do cristianismo, e é creditado por alguns como o início da investigação dos historiadores do “Jesus histórico”.9 Pois bem, Reimarus escreveu como a crença na ressurreição de Jesus passou a se formar em seus discípulos:
“Eles também esperaram em Jesus como um salvador terreno do povo de Israel, até sua morte, e, uma vez esmorecida esta esperança, após sua morte pela primeira vez forjaram a doutrina de um redentor espiritual sofredor de todo o gênero humano; depois ampliaram sua precedente doutrina, que era fundada, essa, no escopo do ensino e da ação de Jesus. Logo depois da morte de Jesus, reinou entre os apóstolos nada mais do que a angústia e o medo de serem eles mesmos também perseguidos e conduzidos ao suplício [...]. Então o abandonaram todos e fugiram. Mas depois, desaparecido o perigo, não querendo regressar ao seu humilde trabalho precedente, portanto por interesse e por amor das honras, abriram para si uma nova via para chegarem a tudo isso mediante uma astuta invenção [...] e eles compreenderam que não tinham ainda perdido a partida. [...] Antes de qualquer outra coisa, era necessário fazer desaparecer o corpo de Jesus, para poder depois sustentar com pretexto que ele tinha ressuscitado e subido ao céu, de onde deveria em breve tempo regressar com poder e majestade. Pôr em obra uma semelhante subtração do cadáver era fácil para eles: este jazia no jardim de José [...]. Certamente sofreram a acusação de terem sido eles de fato a fazer isso durante a noite, e não conseguiram de nenhum modo justificar-se verdadeiramente desta fama comum; em breve, todas as circunstâncias surgem que eles tenham efetivamente realizado esta tarefa, e que a tenham em seguida colocado como fundamento de sua nova doutrina.”10
Essa tese de Reimarus acabou formando escola. Depois dele os teólogos protestantes, principalmente os da escola alemã, não mais conseguiram se desvencilhar do racionalismo de Reimarus. O teólogo e escritor David Friedrich Strauss (1808-1874), por exemplo, segundo a Wikepedia “escandalizou os cristãos da Europa com sua interpretação do ‘Jesus histórico’, cuja natureza divina ele negou. Seu trabalho foi ligado à Escola de Tübingen, que revolucionou o estudo do Novo Testamento, o cristianismo primitivo, e religiões antigas. Strauss foi um dos pioneiros na investigação histórica de Jesus.”11
David F. Strauss negou as explicações da tumba vazia por achá-las lendárias, passando a ensinar que a crença na ressurreição por parte dos discípulos de Cristo surgiu da necessidade psicológica de explicar o fracasso advindo com a morte do Mestre. Ele escreveu que:
“Durante sua plurianual convivência com eles, Jesus tinha dado a impressão sempre mais nítida de ser o Messias, mas a morte tinha ao menos, pelo momento, destruído essa impressão. A precedente impressão começou novamente a despertar- se: nasce espontaneamente neles a necessidade psicológica de resolver a contradição entre o extremo destino de Jesus e sua precedente opinião a respeito dele, mediante a inclusão no seu conceito de Messias da paixão e da morte. Em simples indivíduos, sobretudo mulheres [...] em modo puramente subjetivo, cresceu até assumir a forma da visão verdadeira e própria.”12
Ao escrever sobre a Neo-ortodoxia e a Ressurreição de Jesus, o reverendo Agustus Nicodemus Lopes detalhou a influência negativa que a teologia liberal ou neoliberalismo causou na crença cristã na ressurreição de Jesus.
Nicodemus destaca que:
“A neo-ortodoxia, todavia, provavelmente influenciada pela mentalidade gnóstica, tem a tendência de espiritualizar a ressurreição de Jesus. Tomemos alguns exemplos. Emil Brunner, um dos pais da neo-ortodoxia, declarou enfaticamente: ‘ressurreição do corpo, sim; ressurreição da carne, não! A ressurreição do corpo não significa a identidade do corpo da ressurreição com o corpo de carne e ossos, apesar de já transformado; mas, a ressurreição do corpo significa a continuidade da personalidade individual desse lado e no outro lado, a morte.”’
Nicodemus observa que:
“Todavia, a influência mais radical sobre a visão neo-ortodoxa da ressurreição vem de Rudolph Bultmann. Apesar de acreditar que existiu um Jesus da história, ele nega claramente a historiei- dade da ressurreição. Ele afirma que a ressurreição “não é um evento da história passada... um fato histórico que envolva a ressurreição de mortos é totalmente inconcebível”. Para Bultmann, “é impossível acreditar-se num evento mítico como a ressurreição de um cadáver, pois é isso o que a ressurreição significa.” Portanto, para ele, “se o evento do domingo de Páscoa for em qualquer sentido um evento histórico adicional ao evento da Cruz, não é nada mais do que o surgimento da fé no Senhor ressurreto...”
Ainda de acordo com Nicodemus “um outro exemplo vem de Wolfhart Pannenberg, que muito embora não possa ser considerado neo-ortodoxo, todavia, respira o mesmo ar que permeia o ambiente da neo-ortodoxia. Ele confessa que Jesus ressuscitou de um túmulo vazio, mas nega que Ele foi ressuscitado no mesmo corpo físico de carne e ossos. Na verdade, ele vê o corpo da ressurreição como puramente espiritual ou material.”13
Atualmente os teólogos adeptos da corrente do “Jesus Histórico” ainda não conseguiram se desligar da influência da teologia liberal. Em um capítulo intitulado “Nós Cremos que Ele Ressuscitou", o teólogo católico Giuseppe Barbaglio gasta 20 páginas do seu livro Jesus, Hebreu da Galileia na tentativa fazer um apanhado “historicamente” convincente da ressurreição de Jesus. Teria sido o relato da ressurreição feito pelos discípulos: alucinações, visões sensíveis, fantasias ou percepções mentais? Na concepção de Barbaglio quando Jesus ressuscitou ele “se fez ver” e não “foi visto” como mostra as versões da Bíblia.
Barbaglio explica:
“Normalmente, usa-se a forma verbal ophthe, um aoristo formalmente passivo seguido porém não por um normal complemento agente mas por um dativo; por isso deve traduzir não como “foi visto”, mas “se fez ver”. Na tradição bíblico-hebraica serve para indicar as aparições de Deus a Abraão (Gn 12.7; 17.1), a Moisés na sarça (Ex 3.2: o anjo do Senhor que está por Deus), a Salomão (1 Rs 3.5), etc. Ora, em duas atestações que remontam aos primeiros anos da crença cristã se faz recurso disso para exprimir a aparição de Jesus ressuscitado aos primeiros cristãos. Em Lucas 24.34, lemos: “verdadeiramente o Senhor foi ressuscitado e se fez ver a Simão (ophthe Simoni)”; em 1 Co 15.4,5, Paulo transmite quanto ele mesmo recebera: Cristo “ressuscitou e é o Ressuscitado (egegertai) e se fez ver a Cefas e aos Doze (ophthe Kepha-i kai tois dodeka)”. Outros beneficiários da aparição do Ressuscitado são indicados por Paulo em 1 Cor 15.6-8: “Se fez ver a quinhentos irmãos de uma só vez/ a Tiago/a todos os apóstolos/por último em absoluto [...] se fez ver também a mim”. Em Atos 13.31, fala-se de Cristo que “se fez ver àqueles que com ele subiram da Galileia a Jerusalém”.14
Evidentemente que toda essa carga de significação dada à expressão “se fez ver” em vez de “foi visto” é uma forma mais sutil de não se assumir que a ressurreição ocorreu de forma literal como demonstra o Novo Testamento. Em palavras mais simples, “se fez ver” situa-se mais na esfera subjetiva, mental e psicológica dos discípulos do que na esfera real. Nada diferente daquilo que ensinaram os teólogos liberais ou neo-ortodoxos.
Buscando entre os Mortos ao que Vive — a Ressurreição de Jesus no Terceiro Evangelho
“E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, Dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras. E, Voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso” (Lc 24.1-12).
“Falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; O que ele tomou, e comeu diante deles” (Lc 24.3643).
A pergunta feita pelo mensageiro celestial às mulheres que foram visitar o túmulo de Jesus, na madrugada de domingo, foi: “Por que buscais entre os mortos ao que vive?” (Lc 24.5).
Quando se procura encontrar o Cristo vivo entre os mortos, busca- se no lugar errado! O Cristo ressuscitado não pode ser mais encontrado em um cemitério. Não há dúvida que esse é o principal erro dos teólogos liberais que negam a ressurreição corporal de Jesus — eles o buscaram nas tumbas frias do racionalismo! Não o encontraram! Cristo não pode ser encontrado em um cemitério. E por que não?
1. Porque cemitério é lugar de esquecidos.
Jesus não ficou na tumba porque, diferente dos pecadores, não podia ser esquecido na tumba.
“Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela; Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança; Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo” (At 2.24-28). Deus se lembrou de seu amado Filho! Deus não o esqueceria na morte nem permitiria que seu corpo sofresse decomposição.
2. Porque cemitério é lugar dos que perderam.
Pode parecer doloroso, mas o cemitério é uma prova de que o homem perdeu para a consequência do pecado, a morte. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). Jesus, o ressuscitado, derrotou o pecado e suas consequências.
3. Porque o cemitério é lugar de lembranças.
Não creio que haja um lugar mais nostálgico do que um cemitério. É ali onde a nossa mente volta ao passado para lembrar de gestos, falas e atos das pessoas queridas que marcaram nossa vida. O cemitério é um lugar de recordações! A igreja dos tessalonicenses sentiu isso. Paulo escreveu-lhes que não se desesperassem com respeito aos que morreram porque Jesus, através de sua morte e ressurreição, já havia resolvido esse problema. “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemos-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Ts 4.13-18).
4. Porque o cemitério é um lugar de vazio.
Foi Heidegger, filosofo alemão, quem disse ser a morte “um nada”. Um total vazio! Na verdade, analisada existencialmente, a morte é algo totalmente sem sentido. É a anulação de todo um projeto. Nada mais trágico. De fato o apóstolo Paulo ao escrever sobre a ressurreição de Jesus afirmou que se a nossa vida se limitasse apenas a essa existência nós seriamos os mais infelizes dos homens (1 Co 15.19). Graças a Deus que Cristo ressuscitou, tornando a nossa existência cheia de significado.
5. Porque o cemitério é um lugar sem volta.
Do ponto de vista materialista, o cemitério é um lugar sem retorno. Só garante a passagem de ida, mas não a da volta. Todavia, nas Escrituras, o cemitério não aparece como o ponto final. “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28,29).
A ressurreição de Jesus, negada pelos teólogos liberais, é um dos fatos históricos mais bem documentados no Novo Testamento. As evidências são muitas. A apologética cristã tem se mostrado mais do que convincente na defesa da doutrina da ressurreição de Jesus. Apologistas como Norman Geisler, Josh McDowell e Ralfh Muncaster tem feita uma ampla defesa dessa importante doutrina bíblica. Esses apologistas refutam as diversas teorias que procuram explicar de forma racionalista a ressurreição de Jesus. Primeiramente há a teoria do mito na qual é dito que a ressurreição não passa de um mito como tantos outros nas grandes religiões. Há também a teoria do sepulcro desconhecido onde se alega que o corpo de Jesus teria sido lançado em um sepulcro para indigentes e não em um túmulo novo. Dessa forma nem mesmo os discípulos saberiam o lugar certo. Uma outra teoria, a do sepulcro errado, muito semelhante a anterior, diz que os discípulos tendo confundido os sepulcros foram a um deles que se encontrava vazio e não aquele onde de fato Jesus havia sido posto. Uma teoria muito popular é a da lenda.
Essa teoria afirma que o relato da ressurreição faz parte das lendas que floresceram nos primeiros anos da cristandade. Há ainda a teoria da ressurreição espiritual, divulgada pelas Testemunhas de Jeová. Nela se diz que o próprio Deus destruiu o corpo de Jesus. Dessa forma Jesus teria ressuscitado em um corpo espiritual e não material. Uma outra teoria muito difundida é a da alucinação. Essa teoria diz que os discípulos pensaram ter visto Jesus ressuscitado, mas de fato tratava-se apenas de uma alucinação ou miragem. Por último, há a teoria da substituição defendida pelos mulçumanos. Segundo essa teoria, Jesus foi substituído por uma outra pessoa na hora da crucificação.15 Dentre as muitas evidências da ressurreição de Jesus, podemos citar: O rompimento do selo romano. Todos os sepulcros possuíam uma espécie de lacre como marca do Império Romano. Romper esse lacre era ir contra a autoridade do Império. Não dá para acreditar que os discípulos temerosos como se encontravam, tivessem coragem para tal. Uma outra evidência é o túmulo vazio. Logo após a ressurreição, como atesta o livro de Atos dos Apóstolos, os discípulos começaram a pregar que Cristo havia ressuscitado. Se esse fato não fosse verdade as autoridades judaicas ou romanas logo teriam provado o contrário. O fato é que não havia mais corpo no túmulo. Possivelmente, nenhuma outra evidência seja tão forte quando o testemunho dos primeiros cristãos. E impossível lermos as narrativas dos Atos dos Apóstolos e o testemunho do apóstolo Paulo e ao mesmo tempo duvidarmos que Jesus ressuscitou. Pedro curou enfermos afirmando que o fazia em nome de Jesus que havia ressuscitado. Paulo empreendeu uma das maiores investidas missionárias da história, libertando pessoas oprimidas de demônios e curando paralíticos em nome de Jesus ressuscitado. A existência da igreja é a maior prova que o nosso Senhor ressuscitou! Aleluia.
NOTAS
1 JONES, Alan. Sacrifício e Alegria.
2 REALI, Giovani. História da Filosofia. São Paulo: Paulus.
3 AQU1NO, Tomás. Suma Teológica, 9 volumes. Edições Loyola.
4 AQUINO, Tomás. Verdade e Conhecimento. Rio de Janeiro: Editora Martins Fontes.
5 DESCARTES, Rene. Discurso do Método. Rio de Janeiro: Editora Martins Fontes.
6 MACEDO, Bispo. Libertação da Teologia. Rio de Janeiro: Gráfica Universal.
7 ALLEN, C. Leonard Allen &HUGHES, Richard T. Raízes da Restauração, a Gênese Histórica do Conceito de Volta A Bíblia. Editora Vida Cristã.
8 CRUZ, Antonio. La Postmodemidad. Editorial CLIE, Barcelona, Espanha.
9 http://en.wikipedia.org/wiki/Hermann_Samuel_Reimarus. Acesso 03.09.2014.
10 Conforme citado por Giuseppe Barbaglio in Jesus, Hebreu da Gali- leia - pesquisa histórica. Edições Paulinas.
11 http://en.wikipedia.org/wiki/David_Strauss. Acesso 03.09.2014.
12 Conforme citado por Giuseppe Barbaglio in Jesus, Hebreu da Galileia. Op.cit
13 LOPES, Agustus Nicodemus. O que Estão Fazendo com a Igreja - ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. Editora Mundo Cristão.
14 BARBAGLIO, Giuseppe. Jesus, Hebreu da Galileia — pesquisa histórica. Editora Paulinas.

15 MCDOWELL, Josh & MCDOWELL, Sean. Evidências da Ressurreição. Rio de Janeiro: CPAD.
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