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domingo, 20 de julho de 2014

Lição 4 - Gerados pela Palavra da Verdade

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A Epístola de Tiago apresenta, ainda nos primeiros versículos do seu primeiro capítulo, outros importantes temas. Um deles consiste em um esclarecimento sobre a forma como o cristão deve encarar a pobreza e a riqueza. Essas condições sociais são enfatizadas pelo apóstolo como circunstâncias transitórias da vida, como situações passageiras, porquanto terrenas, e também como conjunturas em meio às quais o cristão deve aprender a estar sempre satisfeito (Tg 1.9-11).
Outro tema abordado é Deus como a fonte de todo bem verdadeiro (Tg 1.16,17); e, na sequência desse assunto, o apóstolo fala do maior de todos os dons que o Senhor nos concede: o de sermos gerados de novo pelo poder da Palavra de Deus (Tg 1.18). Vejamos com atenção esses três importantes ensinos.

Satisfação na riqueza ou na pobreza

Os versículos 9 e 10 do primeiro capítulo da Epístola de Tiago simplesmente jogam por terra tanto a teologia da pobreza, que advoga que riqueza é pecado, quanto a teologia da prosperidade, que afirma que pobreza é pecado. Diz Tiago: “Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico, em seu abatimento”. A expressão “abatido”, no original grego, Tapeinos, é uma referência a um estado de necessidade, de pobreza. Tapeinos significa, mais especificamente, “De classe baixa, de condição social baixa”, o oposto de “classe nobre”, razão pela qual a Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz corretamente este versículo da seguinte maneira: “O irmão que é pobre deve ficar contente quando Deus faz com que melhore na vida; e quem é rico deve sentir o mesmo quando Deus faz com que piore de vida”. Ou seja, a Bíblia apresenta como absolutamente natural tanto um servo de Deus pobre enriquecer quanto um servo de Deus rico empobrecer, e ambos devem, segundo o texto de Tiago, se alegrar e ficar contentes em quaisquer circunstâncias.
Essa importante passagem da abertura da Epístola de Tiago lembra outra passagem bíblica, que se encontra no final da Epístola de Paulo aos Filipenses em que o termo “abatido” — também Tapeinos, no original grego — aparece com o significado de “pobre”. Na referida passagem, Paulo declara: “...já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter em abundância; em toda maneira, e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.11-13). O que Tiago e Paulo estão dizendo nessas passagens é que, seja rico ou pobre, o cristão deve ser sempre humilde e temperante; o cristão deve aprender a ser contente e satisfeito em todas as situações da vida. Em 1 Timóteo 6.8, o apóstolo aos gentios ainda dirá: “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”.
Como afirma Matthew Henry, comentando essa passagem de Tiago, o meio-irmão do Senhor Jesus está dizendo aqui que “a pobreza não deve destruir a relação entre os cristãos e [...] a graça e a riqueza não são completamente incompatíveis. Abraão, o pai dos fiéis, era rico em ouro e prata. Ambos [pobres e ricos] têm permissão de se alegrarem. Nenhuma posição social nos exclui da capacidade de nos alegrarmos em Deus”.

A pobreza e a riqueza na vida do cristão

A não ser em casos específicos em que a condição espiritual da pessoa a leva a comportamentos que acabam afetando negativamente a sua vida financeira, ou em casos também muito específicos em que o juízo de Deus sobre alguém, afeta a sua vida financeira, ser pobre ou rico materialmente não tem nada a ver com a condição espiritual. Há ímpios pobres e há ímpios muito ricos, assim como há servos de Deus ricos e pobres, servos de Deus ricos que empobreceram e servos de Deus pobres que enriqueceram. Por exemplo: Abraão foi rico; Isaque também foi rico; Jacó nasceu em uma família rica, depois foi ganhar a vida como empregado de seu tio Labão até que Deus o fez enriquecer sem precisar da ajuda de seus pais; o rico Jó era um homem justo e reto diante de Deus, mas se tornou miserável e depois voltou a ser rico; Jeremias era pobre, permaneceu assim e morreu assim; os profetas Sofonias e Isaías foram aristocratas palacianos, mas o profeta Amós foi um simples camponês; o pobre Lázaro da história contada por Jesus em Lucas 16, e que morreu pobre e na miséria, era um homem justo; a Bíblia diz que um profeta que realmente “temia ao Senhor” e auxiliava no ministério do profeta Eliseu morreu pobre e endividado (1 Rs 4.1), mas sua esposa acabou prosperando após um milagre de Deus (1 Rs 4.7); etc.
O que a Bíblia classifica como mal não é a riqueza, mas o amor às riquezas, a confiança depositada nelas. Isso está mais do que claro em várias passagens das Escrituras. A Bíblia nos diz que, no que tange a bens materiais, passamos a ser ímpios quando:
1) Passamos a amar as riquezas, o que é o princípio do fim, porque “o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males” (lTm 6.10).
2) A riqueza passa a ser senhora de nossas vidas e não nossa serva: “Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24).
3) Tornamo-nos avarentos, isto é, apegados demasiadamente, e de forma repugnante, ao dinheiro (Lc 12.15a).
4) Passamos a medir a qualidade da nossa vida pela abundância do que possuímos (Lc 12.15b).
5) Passamos a colocar a nossa prioridade nas riquezas (Mt 6.19-21).
6) Passamos a colocar a nossa esperança nas riquezas (lTm 6.17b).
7) Tornamo-nos altivos, soberbos e arrogantes por causa das riquezas (lTm 6.17a).
8) Praticamos a usura (SI 15.5).
9) Somos possuídos pela cobiça (lTm 6.10), as riquezas se tornam uma obsessão em nossa vida (lTm 6.9).
10) Nossos bens são “bens mal adquiridos”, ou seja, conquistados desonestamente, seja ilegalmente (Hc 2.9) ou não (Pv 28.20), pois nem sempre o que é legal é moral. O pagamento de salários injustos é um desses casos, inclusive mencionado pelo apóstolo Tiago (Tg 5.4).
Como vemos, no que diz respeito às riquezas, o pecado está em mantermos uma relação imoral com elas. Bons exemplos de homens de Deus ricos são Jó e Abraão (Gn 13.2; Jó 1.3; 42.10,12). Eles enriqueceram honestamente dentro do sistema econômico de suas épocas e não eram avarentos. Eles eram generosos, desapegados às suas riquezas e colocavam seus bens a serviço da obra de Deus, ajudando o próximo (leia com atenção Jó 31.14-41). O próprio apóstolo Tiago cita Abraão como grande exemplo de verdadeira piedade, de fé com obras (Tg 2.21-23). Jesus criticou a avareza, o amor ao dinheiro, e não o desejo simples (que não deve ser confundido com desejo obsessivo) de prosperar financeiramente (Mt 6.19-21,24). Jesus não pregou a pobreza como uma virtude. Ser rico e ser pobre não têm nada a ver com caráter ou qualidade de vida espiritual.
Quando Jesus citou a metáfora do camelo no fundo da agulha, estava falando não da impossibilidade de um rico entrar no Reino de Deus, mas da dificuldade (Mt 19.23,24), porque o ser humano tendente a valorizar o material mais do que o espiritual. Jesus não estava ensinando, e nunca ensinou, que, para nos mantermos firmes espiritualmente, devemos ser avessos a qualquer tipo de desejo de prosperar financeiramente. Tanto é que Jesus conclui sua ilustração dizendo que Deus salvará, sim, ricos (Mt 19.26). A metáfora é só um alerta para não se apegar às riquezas, o que Jesus já havia feito em seu Sermão da Montanha (Mt 6.24). Na mesma linha do Mestre, o apóstolo Paulo não dá recomendações aos cristãos ricos para que deixem de ser ricos, mas para que sejam bênção como ricos (lTm 6.17-19), e assevera que o dinheiro não é a raiz de todos os males, mas, sim, “o amor ao dinheiro” (lTm 6.10).

A transitoriedade das riquezas

Por isso, o apóstolo Tiago, após mencionar que tanto o rico quanto o pobre cristãos podem se alegrar em meio às circunstâncias, destaca ainda, no caso do rico, que ele deve se lembrar de que as riquezas terrenas são passageiras: “...porque ele [o ser rico] passará como a flor da erva. Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos” (Tg 1.10b, 11). Logo, se as riquezas são passageiras, não devemos nos apegar a elas, não devemos supervalorizá-las.

O rico Salomão lembrava que como não podemos levar as riquezas conosco para a eternidade (Ec 5.15), não faz sentido apoiar-se em algo passageiro, fugaz. O rico Jó afirmou o mesmo.

Diante da perda de seus bens e filhos, declarou ele: “Nu saí do ventre da minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). Escrevendo aos crentes em Corinto, o apóstolo Paulo afirma que, tendo em vista a brevidade da vida aqui e, em perspectiva, a eternidade, deveríamos “tratar as coisas deste mundo como se não estivéssemos ocupados com elas, pois este mundo, como está agora, não vai durar muito” (1 Co 7.31, NTLH). Ou, como aparecem nas versões ARC e ARA desse mesmo versículo, devemos “usar” as coisas deste mundo em vez de “abusar” delas ou “utilizar do mundo, como se dele não usássemos”, porque “a aparência deste mundo passa”. Escrevendo a Timóteo, Paulo assevera ainda: “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (lTm 6.7,8). Nossa vida não se resume a bens. Estes são benesses agradáveis e importantes, mas não fazem parte da essência da vida.
Mas, além de apegar-se às riquezas significar a perda do sentido da vida e, consequentemente, caminha para a perdição eterna, a Bíblia também nos diz que, ainda aqui na Terra, essa atitude traz muitos males. O apóstolo Paulo ressalta que a supervalorização dos bens materiais e a cobiça levam o homem a “cair em tentação e em laço”; a “muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína; a “toda a espécie de males”; a se “desviarem da fé”; e a “muitas dores”; e que, por isso, aquele que teme a Deus “foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão” (lTm 6.9-11). E Salomão, o homem mais rico de todos os tempos, já alertava em seu tempo que o apego aos bens materiais provoca vícios e males tais como o desejo incontrolável de ganhar mais e mais (Ec 5.10), o gasto desenfreado (Ec 5.11), preocupações e noites mal dormidas (Ec 5.12) e a perda desnecessária de bens (Ec 5.13,14). Enfim, alguém pode ser muito rico, mas, sem Jesus, sem Deus, ser infeliz.
Outro detalhe é que o tipo de sentimento que alimentamos em relação aos nossos bens determina o propósito das nossas ações, o nosso comportamento. Portanto, se alimentamos um sentimento correto em relação às riquezas, não seremos tão afetados emocionalmente e muito menos espiritualmente se as perdermos; mas, se cultivamos um sentimento errado em relação a elas, uma eventual perda levar-nos-á ao desmoronamento do nosso ser interior, pois nossa alma estava apoiada em areia movediça.
O sentido e a alegria de nossas vidas não devem estar fundamentados em bens materiais, mas na solidez e perfeição dos valores divinos.

Não há dúvida de que muitas das crises espirituais que muitos cristãos têm vivenciado nos dias de hoje está relacionada ã sua má compreensão de Deus.


Deus: a fonte de todo bem verdadeiro

Por falar em bens, no versículo 17 do capítulo primeiro, o apóstolo Tiago afirma que a origem de todo bem está em Deus. Ele declara expressamente que o Pai celestial é a fonte de todo bem verdadeiro: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (v. 17). E mais: ao se referir a Deus como o “Pai das luzes”, Tiago está enfatizando que nEle não há trevas, isto é, não há fingimento, falsidade, maldade, mentira, erro, imperfeição. E Ele não muda: nEle, “não há mudança, nem sombra de variação”. Como o próprio Deus afirma através da instrumentalidade do profeta Malaquias: “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6). Ou seja, Deus é e continuará sendo a Fonte de todo bem.
O versículo anterior, o 16, é o que faz a ligação entre o assunto dos versículos 12 a 15 e o assunto dos versículos 17 e 18. Nele, Tiago diz: “Não vos enganeis, amados irmãos”. Mas, não vos enganeis em relação a que, especificamente? Nos versículos de 12 a 15, o apóstolo fala sobre a tentação e explica que Deus não tenta a ninguém (v. 13). Portanto, a preocupação de Tiago nessa passagem, ao esclarecer o que Deus não faz (v. 13) e enfatizar o que Ele é (v. 17), é que os seus leitores tenham uma compreensão clara de Deus. O seu Senhor não é um tentador, não é alguém que quer o seu mal; Ele é o Pai das luzes, a Fonte de todo bem.
Não há dúvida de que muitas das crises espirituais que muitos cristãos têm vivenciado nos dias de hoje está relacionada à sua má compreensão de Deus. Em meu livro Como vencer a frustração espiritual (CPAD), escrevi a respeito disso:
“Não tenho a menor dúvida de que muitas frustrações e neuroses espirituais que vemos hoje, bem como um nível raso de vida cristã, são, na maioria esmagadora das vezes, fruto de uma visão distorcida acerca de Deus. O pastor Aiden Wilson Tozer talvez tenha sido o primeiro a denunciar enfaticamente esse sintoma negativo de nossos dias — a perda do conceito bíblico de Deus. Em 1961, ele escreveu: ‘O baixo conceito de Deus mantido quase universalmente entre os cristãos é a causa de uma centena de males menores em toda parte. Uma filosofia de vida cristã inteiramente nova resultou desse único erro básico em nosso pensamento religioso’. Na época, Tozer ainda arremataria uma frase que se tornaria célebre: ‘O que nos vem à mente quando pensamos em Deus é a coisa mais importante a nosso respeito’ {Mais perto de Deus,“Muita gente que pensa estar se aproximando de Deus está, na verdade, se relacionando com uma imagem que criou dEle, uma mera sugestão mental, em vez de o Deus da Bíblia. Sua relação não é com o Deus vivo e verdadeiro, mas com uma caricatura do divino, uma fantasia construída pela sua própria imaginação, uma concepção equivocada de quem é Deus. Essa concepção pode ter advindo absolutamente de sua própria cabeça (“achismo”) ou ter sido importada de algum discurso bonito, atraente, mas despido de respaldo bíblico (o que acontece na maioria dos casos). Afinal, há muita falsa teologia popularizada por aí”.
“Infelizmente, não é difícil encontrar pessoas [...] que um dia aceitaram Jesus e suas vidas foram transformadas, mas estacionaram por aí. Porque não se aprofundaram no conhecimento acerca do seu Senhor, se tornaram presas fáceis, aceitando caricaturas de Deus como se fossem versões verdadeiras dEle, e hoje vivem espiritualmente frustradas e doentes. Houve um encontro seguido de desencontro e, agora, é preciso um reencontro. O reencontro com o verdadeiro Deus, que as salvou. E esse reencontro só pode ocorrer através da Palavra de Deus”.
“Só o conhecimento verdadeiro de Deus tem o poder de curar todas as feridas de nossa alma. Só a verdade pode libertar (Jo 8.32). [...] O principal objetivo da nossa existência é conhecer a Deus”.
Sigamos o conselho do profeta Oseias: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor (...) e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3).

A mais importante de todas as dádivas divinas

No versículo 18, o apóstolo Tiago destaca a mais importante de todas as dádivas divinas: a regeneração pela Palavra da Verdade, a Salvação em Cristo, a transformação pela qual passamos pelo poder do evangelho de Cristo: “Segundo a sua vontade, Ele nos gerou pela Palavra da Verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas”.
O apóstolo Pedro também menciona essa regeneração pela Palavra em sua primeira epístola: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1 Pe 1.23). Segundo define o próprio apóstolo Pedro, regeneração é uma operação divina, com base na ressurreição de Jesus (1 Pe 1.3), de nos tornar novas criaturas pelo poder da Palavra de Deus (1 Pe 1.23). Essa ação é operada em nós pelo Espírito Santo (Jo 3.5; Tt 3.5). E Ele quem aplica o poder do Evangelho, o poder regenerador da Palavra da Verdade, em nossas vidas.
Tiago enfatiza que a regeneração não pode ser operada pelo homem: ela é “segundo a sua vontade”, ou seja, segundo a vontade de Deus. E uma ação exclusivamente divina, como o apóstolo João também destaca na abertura do seu Evangelho (Jo 1.13).
Outro detalhe importante é que o meio-irmão do Senhor ainda declara que Deus nos gerou pela Palavra da Verdade “para que fôssemos como primícias das suas criaturas”. Ao usar o termo “primícias”, o apóstolo está tomando como analogia do propósito da obra regeneradora de Deus em nossas vidas as primícias do Antigo Testamento, que nada mais eram do que a colheita dos primeiros frutos, que eram os melhores (Lv 23.10,11; Ex 23.19; Dt 18.4). Isso significa que, ao chamar os cristãos de “primícias das suas criaturas”, Tiago estava querendo dizer que o Evangelho de Cristo não apenas nos transformou, mas também nos deu, devido a essa transformação, o privilégio de “ocuparmos o primeiro lugar entre todas as suas criaturas”.4 Esta é uma honra extraordinária!
Silas Daniel

Bibliografia
DANIEL, Silas. Como vencer a frustração espiritual. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento — Atos a Apocalipse — Edição Completa. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

VINE, W. E.; UNGER, Merril E; WHITE JR, William, Dicionário Vine. Rio de Janeiro : CPAD, 2002.
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Lição 4: Gerados Pela Palavra da Verdade

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TEXTO ÁUREO

"Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva e que permanece para sempre" (1 Pe 1.23).

VERDADE PRÁTICA
Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espírito Santo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tiago 1.9-11,16-18

OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Analisar a relação entre os pobres e os ricos da igreja.
·         Defender a verdade que Deus só faz o bem.
·         Compreender que os filhos de Deus são as primícias dentre as criaturas.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Palavra Chave:
Verdade: Propriedade do que é real; que se conforma com a realidade. Genuíno. Nesta epístola a Palavra de Deus é identificada como a verdade.

O ensino de Tiago sobre esse assunto é aplicado para uma comunidade que está passando por problemas econômicos sérios. Há diversas classes de pobres na comunidade de Tiago: aqueles que estão desamparados e negligenciados sem culpa própria – viúvas e órfãos; aqueles vitimados economicamente – trabalhadores cujo estado deplorável ocorria em virtude da ganância e indiferença dos empregadores; e ainda aqueles que foram reduzidos a necessidades medonhas de pobreza e miséria, talvez por não terem direitos legais.
A pobreza e a riqueza, independentemente de suas origens, são fatos comuns à realidade da existência humana.  Evidentemente que nunca foi propósito de Deus que uns poucos tivessem consigo tanta fortuna, enquanto que a maioria das pessoas vive uma vida que abeira a extrema miséria. Então, de acordo com o ensino de Tiago, qual deve ser a relação entre pobres e ricos? Tentaremos responder esta questão analisando-a no contexto da igreja.

I. A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11)
1. Os pobres na Igreja do primeiro século. Tiago sabia que muitos irmãos estavam vivendo em profunda pobreza e ocupavam os cargos de menor remuneração na sociedade. Essas pessoas precisavam de palavras de encorajamento, pois as condições econômicas eram opressivas e difíceis de entender. No entanto ele afirma que irmão cristão (v.  9) pode regozijar-se mesmo debaixo da opressão da pobreza. Ele não tem prazer nas suas privações, mas possui a fonte da verdadeira alegria que eleva o seu espírito acima das limitações materiais. A exaltação é o que a comunhão com Cristo faz pelo sentimento de dignidade de uma pessoa diante de Deus. Quando um homem sabe que pertence a Cristo e aprendeu a valorizar os valores espirituais da vida, não precisa de muitas vantagens materiais para ser um homem satisfeito e alegre (Cf. Fp 4.10-13).
A pobreza é uma adversidade externa.  Mas o cristão pobre deve se regozijar em seu novo estado em Jesus Cristo. Este relacionamento deu-lhe verdadeira riqueza. Ele é um herdeiro de Deus e um co-herdeiro com Jesus Cristo! Desta forma todo cristão pobre é estimulado não apenas a saber de sua posição elevada mas também a orgulhasse dela. É com orgulho que aponta para seu Pai celeste e seu irmão, Jesus Cristo.
2. Os ricos na Igreja Antiga. Tiago não está preocupado com as riquezas, mas com a pessoa que as possui. Concluo, portanto, que o homem rico ou não vivia em comunhão com Deus ou não é um cristão. Como pode uma pessoa rica “orgulhar-se de sua posição inferior”? O pobre orgulha-se de suas riquezas espirituais, mas o homem rico que não vive em comunhão com o Senhor ou que rejeita Deus é espiritualmente cego e incapaz de ver seu “abatimento”. Ele se gloria de sua riqueza material, mas as riquezas terrenas “passará como a flor da erva”. Os bens terrenos podem ser comparados às marés: eles vêm e vão.
Em uma única frase o autor descreve as condições climáticas de Israel. A principal causa da seca é o calor ardente do sol que se levanta, especialmente quando acompanhado do vento causticante do deserto. Essa combinação faz as plantas murcharem rapidamente e sua flor e beleza desaparecem em questão de horas. Quando o vento chamado siroco sopra dia e noite vindo do leste, o aspecto da paisagem transforma-se  drasticamente.
“Assim se murchará também o rico em seus caminhos”.  Certamente as posses terrenas do homem podem desaparecer num tempo incrivelmente curto, mas o texto não diz que as riquezas desaparecerão. Afirma que o “rico murchará”. Em forma poética, esta é a descrição do ser humano encontrada no Salmo 103.
A grande verdade que Tiago procura mostrar é que a vida do rico chega ao fim enquanto ele se ocupa em ganhar dinheiro. Suas riquezas não são capazes de prolongar sua vida, pois ele parte deixando para trás as suas posses.
3. Perante Deus, pobres e ricos são iguais. Teria o sábio realmente vantagem sobre o tolo, ou isso seria apenas um conceito humano. Seria o pobre qualificado para ter um espaço na sociedade, ou somente os ricos estariam qualificados. Nos seus questionamentos irônicos, Salomão com todo seu conhecimento parece deixar claro, que a superioridade do conhecimento e de uma boa qualificação social, não nos faz superior a ninguém.
O mundo e a igreja estão cheios de pessoas, que por terem uma condição financeira ou uma posição social melhor se acham superior às outras, e elas vivem a vida julgando-se mais especiais. Deus não faz diferença, não discrimina, nem privilegia seus filhos isoladamente. Para Ele todos são iguais , todos têm o mesmo amor, todos são seus filhos e merecem a mesma luz, a mesma proteção. Não importa a raça, o sexo, o nível cultural, se rico, ou pobre, se novo ou velho todos, são iguais para os seus olhos: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).
Falar dessa igualdade significa reconhecer que Deus foi tão justo na sua criação que criou o homem sua imagem e semelhança, nos dando a igualdade como uma condição primeira do homem como sua criatura. Se somos todos iguais aos olhos de Deus, por quê o homem se faz diferente, criando indiferenças com o irmão? Sejamos sim, todos iguais. Façamos dessa semelhança com o Criador a nossa perfeição para uma convivência fraterna com o nosso irmão, nosso semelhante. Reconheçamos essa igualdade aos olhos de Deus e nos tornemos um ser perfeito, assim como perfeita foi sua Criação.
Deus nós criou a Sua imagem e semelhança (Gn 1.26), mas o pecado vem desqualificando essa igualdade que Deus colocou nos seres humanos.  Desde que o pecado entrou no mundo as comparações e descriminações se tornou algo evidente na vida dos seres humanos. Na luta incontida pela sobrevivência, nós queremos saber quem é o melhor e o maior.

II. DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17)
1. Não erreis (v.16). Não tirem conclusões falsas por meio de uma lógica aparente (consciente ou inconsciente). O ser humano que tenta se afirmar contra Deus empenha de múltiplas maneiras sua capacidade mental para justificar essa atitude errada. Ver a situação corretamente constitui o primeiro passo para que possamos obter auxílio.
Não vagueiam tanto no seu pensamento a ponto de acreditar que qualquer provação ou tentação, com um propósito mal, vem de Deus. Ele tem medo de que esses crentes possam cair no erro da dúvida quanto à bondade de Deus, o que poderia ser fatal à fé. Isso é um argumento com base na ideia oposta; pois assim como Deus é o autor de todo o bem, assim também é absurda a suposição que ele é o autor do mal. A ele pertence fazer o bem; e de acordo com a sua natureza, e da parte dele, todas as coisas boas chegam até nós. Portanto, qualquer maldade que exista não concorda com a sua natureza.
Ainda hoje alguns cristãos que são provados e testados perdem a perspectiva correta e questionam a providência divina. Se Deus é Todo-Poderoso, por que ele não evita as tragédias e calamidades? O homem pode multiplicar as acusações verbais e não-verbais contra Deus, mas não deve fazê-lo.
2. Todo dom e boa dádiva vêm de Deus. Deus é a personificação da bondade, a fonte de tudo o que é bom, pois a bondade se origina dele. Deus dá por meio  da criação  do  céu  e  da terra;  Deus  dá quando  envia seu Filho; Deus dá ao derramar seu Espírito. As dádivas que Deus coloca à disposição de seu povo são boas e perfeitas - cada uma delas. Elas incluem dádivas espirituais e materiais.
Todas as coisas nos são dadas pelas mãos de Deus, pois recebemos dele tanto a prosperidade quanto a adversidade. Deus dá ao seu povo provações e testes que, por vezes, tomam a forma de calamidades. Assim diz o profeta Amós para o povo de Israel: “Sucederá algum mal à cidade sem que o Senhor o tenha feito?” (3.6 ARA).
Deus está completamente no controle de cada situação e sabe o que é melhor para seus filhos. “Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” (Mt 7.11; comparar com Lc 11.13).
3. A origem de tudo o que é bom está no Pai das Luzes. Olhe ao redor e considere a bondade de Deus22 (1.17). Quando Satanás tentou Eva no jardim do Éden e Jesus no deserto, ele questionou o amor de Deus. A bondade de Deus é o grande escudo contra a tentação do diabo. Quando sabemos que Deus é bom, não precisamos cair nas armadilhas do diabo para suprir nossas necessidades. E melhor estar faminto dentro da vontade de Deus do que estar farto e cheio fora da vontade de Deus (Dt 6.10-15). Jesus foi categórico com Satanás: “...Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4). Uma coisa é ser tentado, outra coisa é ceder à tentação. Não é pecado ser tentado, mas sim ceder à tentação. Lutero costumava dizer: “Você não pode impedir que um pássaro voe sobre a sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça ninho em sua cabeça”.23
Tiago apresenta três fatos sobre a bondade de Deus: Deus dá somente boas dádivas. Tudo o que Deus dá é bom, até as provas. O espinho na carne de Paulo foi um dom estranho, mas foi uma grande bênção para ele (2Co 12.1-10). Deus dá constantemente. O verbo “descendo” é um presente particípio, cujo significado é: continua sempre descendo. Deus não dá seus dons apenas ocasionalmente, mas constantemente. Deus não muda. Deus não pode mudar para pior porque Ele é santo. Ele não pode mudar para melhor porque Ele é perfeito. O primeiro escudo contra a tentação é o julgamento de Deus. O segundo é a bondade de Deus.
Tudo o que Deus nos dá é bom. Toda boa dádiva procede das Suas mãos. Ele, muitas vezes, nos dá não o que pedimos, mas o que precisamos. Seríamos destruídos se Deus deferisse todas nossas orações. Muitas vezes pedimos uma pedra, pensando que estamos pedindo um pão; pedimos uma serpente, pensando que estamos pedindo um peixe. Deus, então, é tão bondoso, que não nos dá o que pedimos, mas o que necessitamos.

III. PRIMÍCIAS DE DEUS ENTRE AS CRIATURAS (Tg 1.18)
1. Algo que somente Deus faz. Tiago afirma que “Ele nos gerou”. A regeneração expressa a experiência do recebimento da nova vida, da vida eterna. Isso acontece quando o homem se encontra com Deus na busca da salvação. Por isso só Ele faz isso.
O novo nascimento significa a entrada do homem no Reino de Deus (Jo 3.3), Ninguém pode ser contado como cidadão antes de nascer. Do mesmo modo, ninguém pode pertencer ao Reino de Deus antes de nascer de novo. A Bíblia diz: "O Senhor, ao fazer descrição dos povos, dirá: Este é nascido ali" (Sl 87.6). São os nascidos de novo que são inscritos no Livro da Vida (Lc 10.20).
Essa nova natureza é Cristo em nós (cf. Cl 3.4). Qualquer que é de novo gerado, é gerado de "uma herança incorruptível" (1 Pe 1.23), "a sua semente [de Deus] permanece nele" (1 Jo 3.9). O crente nasceu de novo pela semente divina e, por isso, é participante da divina natureza (cf. 2 Pe 1.4), e também participa da santidade de Deus (Hb 12.10). Cumpre-se o milagre que Ezequiel predisse: "E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis" (Ez 36.26,27). Quando a vara é enxertada na árvore, ela se torna participante, não só da raiz e da seiva (Rm 11.17), mas também da natureza da árvore, o que se verifica na qualidade do fruto que essa vara agora produz (Jo 15.1-5). Assim também acontece com aqueles em cujas vidas, pelo novo nascimento, operou a influência divina. Essa influência os impulsiona andar nos caminhos do Senhor: "Ou dizeis que a árvore é boa e o seu fruto, bom, ou dizeis que a árvore é má e o seu fruto, mau" (Mt 12.33-35). Que milagre! Que maravilha é o novo nascimento! Por meio dessa operação da graça divina, Deus restaura a imagem da sua semelhança moral no homem, pois para isso o criou (Gn 1.26,27).
Ele, antes, estava escravizado pela própria carne. Agora, pelo novo nascimento, tornou-se um filho de Deus (Jo 1.12), um ser livre, um súdito do Reino de Deus (Jo 3.5; Ef 2.19). Tudo aconteceu porque o Espírito Santo agora habita nele (1 Co 3.16; 6.19; Rm 8.9), e exerce domínio sobre ele de modo total, o que deu origem à transformação da sua personalidade. O homem recebe pois, pela regeneração, tanto uma nova direção sobre sua vida, como poder de Deus para seguir essa direção. O homem regenerado sente que, agora:
• Seu pensamento mudou; ele pensa diferentemente, de conformidade com a vontade de Deus (Cl 3.10; Fp 4.7).
• Seu entendimento se abriu para as coisas de Deus, pois antes não as entendia (1 Co 2.15; 2 Co 4.6) e Deus o renova para o conhecimento (Cl 3.10).
• O seu sentimento registra o gozo pela presença de Deus (cf. Sl 16.11); agora ele ama a Deus (1 Jo 4.19) e aos irmãos (1 Jo 3.14).
• A sua vontade, que antes era escravizada pela carne (Ef 2.2,3; Is 53.6), conforma-se com a vontade de Deus (Mt 6.10; 1 Pe 1.22; 4.2; At 13.22).
• A sua consciência, agora purificada (Hb 9.14), torna-se sensível à direção de Deus (Rm 2.15).
• Não está mais debaixo da carne, mas do Espírito (Rm 8.9). A sua carne, a sua velha natureza, não foi aniquilada, pois ele a possui ainda, porém ela está dominada pela nova natureza e foi entregue à morte (Gl 5.16,17; Rm 8.12,13), a cruz (Gl 2.20).
"Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" (1 Jo 5.4,5). O que nasceu de novo vive e se move em Jesus (At 17.28). Jesus disse: "Estai em mim, e eu, em vós" (Jo 15.4). Por Jesus estar em nós, "o homem velho", a nossa natureza caída que antes atendia às tentações do mundo (Ef 2.2,3) agora está crucificada (Rm 6.8) e despida (Ef 4.22), com o que ficamos livres da lei da morte (Rm 8.2). Cristo está em nós, é a nossa força (Fp 4.13). Por isso, aquele que é nascido de Deus vence o mundo. Essa transformação interna que a regeneração nos oferece por Cristo viver em nós, também opera uma transformação radical na nossa vida exterior — não mais nos conformamos com o mundo (Rm 12.2). A Bíblia diz: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado" (1 Jo 3.9). Isso significa que não mais podemos viver em pecado, isto é, continuamente pecando. Se surgir algum problema, se chegarmos a pecar, nossa nova natureza imediatamente nos impulsiona a buscar perdão, restauração, renovação tia íntima comunhão com Deus, que, pelo pecado, ficara interrompida (1 Jo 2.1,2). Assim poderemos continuar vencendo o mundo.
2. A Palavra da verdade. O conceito da "verdade" vem desafiando a humanidade por milhares de anos. Filósofos da antiga Grécia debatiam a natureza da verdade. Eles discutiam se ela era real e absoluta, ou relativa e ilusória. Suas dúvidas podem ter sido refletidas numa questão de Pilatos: "Que é a verdade?" (Jo 18.38).
Os humanos podem andar em dúvida e incerteza, mas Jesus é inequívoco. Ele fala sobre a verdade como algo exato e objetivo. Em outra parte ele nos fala que a verdade é a Palavra de Deus revelada. Quando ele falou com seu Pai (Jo 17.17), ele disse: "tua palavra é a verdade". Quando Jesus falou sobre a verdade, ele não estava falando sobre uma vaga abstração resultante de um intenso pensamento humano, meditação, lógica ou de um debate. Ele não definiu a verdade em termos subjetivos como uma coisa qualquer que as pessoas escolheriam acreditar. Jesus definiu a verdade como um fato revelado e eterno! A palavra de Deus é verdadeira independentemente do fato de eu concordar com isso, de eu aceitar e obedecer, ou rejeitar e contestar.
Outros que escreveram o Novo Testamento fizeram similares afirmações sobre a palavra de Deus, achada nas Escrituras. Em 2 Timóteo 3.16-17, Paulo disse: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra"(ARA). Paulo também disse que seu ensinamento não tinha palavras de sabedoria humana, e sim palavras reveladas pelo Espírito Santo (veja 1 Co 2.9-13).
Deus revelou a verdade como certa e absoluta. Deus não nos deu meramente ideias subjetivas para serem moldadas de modo a se ajustarem às nossas situações. Ele não aprova distorções ou modificações das Escrituras para que se ajustem aos nossos caprichos. Deus certamente não nos deixou num mar de dúvidas onde nada podemos saber com certeza.
Devemos escolher como responder a esta revelação de Deus. Nós podemos obedecê-la ou rejeitá-la. Temos a liberdade de aceitar tudo o que Deus disse, ou somente as partes que nos interessam. Mas quando decidirmos como responder a ela, devemos lembrar de que nada o que fizermos irá mudar a veracidade de suas palavras. Aproximadamente três mil anos atrás o escritor de Salmos disse: "A tua palavra, Senhor, para sempre está firmada nos céus."(Sl 119.89 NVI).
3. O propósito de Deus. Deus intencionalmente gerou novas criaturas com o propósito definido de fazer delas as primícias de suas criaturas. “Primícias” é termo judaico, que seria muito bem entendido pelos leitores judeus cristãos. Representa aquilo que era separado para Deus, antes que o restante fosse usado para qualquer coisa, como a melhor parte de uma colheita ou as melhores ovelhas de um rebanho. Eram os “primeiros frutos” (NVI). No Novo Testamento o termo é usado para se referir aos cristãos, que têm as primícias do Espírito (Rm 8.23), aos judeus, que foram as primícias da massa (Igreja) (Rm 11.6), a cristãos individuais que foram os primeiros a se converter em uma região (Rm 16.5; 1Co 16.15), a Cristo, como a primeira parte da ressurreição dos mortos (1Co 15.20,23). Tiago provavelmente usa a expressão para se referir ao fato de que os regenerados são o ápice da criação de Deus, aquela parte das suas criaturas que Deus intentou tomar para si, para que se tornassem santos para o Senhor, assim como os primeiros frutos eram consagrados a Ele. É nesse sentido que o termo ocorre em Apocalipse 14.4: “Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.”

Deus deseja uma geração que seja exclusiva para si, separada para si, consagrada para si. E esse anseio do coração de Deus se revela em toda Bíblia. É um cuidado da parte de Deus com os seus escolhidos. Sem a santidade, ninguém verá o Senhor, isto é, não entrará no Reino de Deus. A santidade não pode ser protelada para se buscar nos momentos de agonia, de sofrimentos, na vida. Quem não se preparar e tiver vida santa na terra, não terá santidade na Eternidade. A santidade é requerida na vida presente. Todo aquele que crê em um Deus Santo deve buscar ser santo. Ser santo não é sugestão, mas imperativo para todo aquele que se tornou filho de Deus.

CONCLUSÃO
Como igreja de Jesus Cristo, o SENHOR nos fez e nos comprou a todos. Não há diferenças em Cristo Jesus. Temos a mesma salvação, a mesma esperança, as mesmas dificuldades, e a mesma expectativa futura. Dever haver amor mútuo, respeito e alegria em cada um e para com os outros. Qualquer outra atitude, como inveja, lutas ou ressentimento, é do inferno. Que a igreja de Jesus Cristo possa prosperar através do amor, e sem qualquer acepção de pessoas.
Amado, não importa o quão pobre ou rico você é nas coisas deste mundo, o Senhor o escolheu em Seu abençoado Filho para a vida e as riquezas eternas. Ele escreveu o seu nome no Livro da Vida, e Ele o predestinou para a glória e a riqueza eterna. Deveríamos ser capazes de cantar os Seus louvores para sempre, pois o nosso céu no futuro excede em muito as riquezas vazias neste mundo perverso. Portanto, o nosso cântico deve ser sempre: Santidade ao Senhor!

Bibliografia:
·         Andrade, Claudionor Correia. Dicionário Teológico. CPAD;
·         Bergstén, Eurico - Introdução a Teologia Sistemática. CPAD;
·    Champlin, Russell Norman . O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Vol.6. Editora Hagnos;
·         Comentário Bíblico de Beacon. Vol.10. Autores Diversos. CPAD;
·         Davids, Peter H.. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo - Tiago – Editora Vida;
·         De Oliveira, Raimundo. Lições Bíblicas Maturidade Cristã. 1º Trimestre de 1989. CPAD;
·        Grünzweig, Fritz. Comentário Bíblico Esperança Novo testamento – Caratas de Tiago, Pedro, João e judas. Editora Evangélica Esperança;
·         http://www.estudosdabiblia.net
·         http://www.webartigos.com
·         Kistemaker, Simon J.. Comentário do Novo Testamento - Tiago e Epistolas de João. Cultura Cristã;
·         Lopes, Hernandes Dias. Tiago: Transformando provas em triunfo. Hagnos;
·         Nicodemus, Augustus. Interpretando a Carta de Tiago. Editora Cultura Cristã;
Pfeiffer Charles
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Escola Dominical

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Constituída tanto para ser a comunidade adoradora de Cristo como agência educadora do Reino de Deus, a Igreja não pode relegar a Escola Dominical. Ela é um ministério interpessoal, tendo como prioridade máxima levar o conhecimento da Palavra de Deus às crianças, aos adolescentes, aos jovens, aos adultos, à família, à Igreja e a toda comunidade. É a única agência de educação popular de que dispõe a Igreja, a fim de divulgar, de maneira devocional, sistemática e pedagógica as Sagradas Letras. O pastor Antônio Gilberto assim a descreveu: ‘‘A Escola Dominical, devidamente funcionando, é o povo do Senhor, no dia do Senhor, estudando a Palavra do Senhor, na Casa do Senhor”.

1. A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL
A Escola Dominical tal como a temos hoje é uma instituição moderna, mas tem suas raízes fundamentadas na antiguidade da Bíblia: nos dias de Moisés, no tempo dos reis, profetas e sacerdotes, na época de Esdras, no período do ministério terreno de Jesus e na Igreja Primitiva.
1.1. A Escola Dominical moderna
O movimento religioso que nos deu a Escola Dominical como a temos hoje, começou em 1780, na cidade de Gloucester, no sul da Inglaterra. O fundador foi o jornalista evangélico Robert Raikes, de 44 anos. Raikes foi inspirado a fundar a Escola Dominical ao sentir compaixão pelas crianças de sua cidade, que perambulavam pelas ruas. Outro foi o londrino Williams Fox.
1.2. A Escola Dominical brasileira
Foi iniciada em 19 de agosto de 1855, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. O fundador foi o missionário Robert Read Kalley e sua esposa Sara Kalley, da Igreja congregacional. Eles eram escoceses. Ele fora um médico ateu. Depois, salvo, sob circunstâncias especiais, e chamado por Deus, entregou-se totalmente à obra missionária. Na primeira reunião haviam cinco crianças. A partir daí iniciou-se a Igreja congregacional no Brasil.

2. OS OBJETIVOS DA ESCOLA DOMINICAL
Destacamos aqui quatro objetivos da Escola Dominical:
2.1. Ganhar almas
Ganhar almas deve ser o principal objetivo da Escola Dominical; antes de ser a principal agência educadora da Igreja, ela é uma agência evangelizadora e evangelística.
- Evangelizadora - Proclama o Evangelho de Cristo enquanto ensina.
- Evangelística - Prepara o cristão para a sublime missão de ganhar almas.
2.2. Educar o cristão na Palavra de Deus
Educar significa desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e espiritual do ser humano, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento.
2.3. Desenvolver o caráter cristão
Ele é desenvolvido de acordo com os ensinos da Bíblia, a fim de que o crente seja um perfeito reflexo dos atributos morais e comunicáveis do criador.
2.4. Treinar obreiros
Uma pesquisa realizada mostrou que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros, e 95% dos professores foram, em algum tempo, alunos da Escola Dominical.

3. COMO DEVE SER O PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL
3.1. Ter vocação e sentir a chamada de Deus;
3.2. Dedicação: é uma virtude sinônima de vontade;
3.3. Amor: amar o aluno, sendo compreensivo e dando-lhe bom trato;
3.4. Ter ética: não transmitir seus problemas. Para isso precisa saber controlar suas emoções;
3.5. Sentir-se responsável pela vida espiritual do seu aluno;
3.6. Estar preparado para ensinar a lição;
3.7. Ter espírito de liderança, não de ditador;
3.8. Assiduidade e pontualidade: ser espelho para o seu aluno;
3.9. Qualidades físicas: vestir-se decentemente, desfazer-se dos maus hábitos negativos;
3.10. Fundamentar todo o seu ensino na Bíblia;
3.11. Repudiar o relativismo moral que está em evidência em nossos dias;
3.12. Jamais negociar com a sã doutrina da Palavra de Deus;
3.13. Ter sempre o Senhor Jesus como exemplo de Mestre dos mestres.

4. REQUISITOS IMPORTANTES PARA A FORMAÇÃO DE UMA BOA ESCOLA DOMINICAL
4.1. Instalações adequadas
4.2. Professores capacitados
4.3. Bom currículo de ensino
4.4. Envolvimento pastoral
4.5. Material didático adequado
4.6. Classes apropriadas, de acordo com a faixa etária de idade
4.7. Treinamento e atualização periódica dos professores
4.8. Respeito dos professores aos seus superiores.
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Dinâmica da Lição 4: Gerados Pela Palavra da Verdade (Jovens e Adultos)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1- Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2- Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4 – Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefonema ou rede sociais.
5- É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Falem que nesta aula, o tema a ser estudado será sobre a importância de sermos Gerados pela Palavra da verdade.
- Iniciem o estudo da lição mostrado pela Bíblia a verdadeira relação que deve haver entre pobres e ricos.
- Depois, procure refletir sobre a verdade de que Deus só faz o bem. Para isso sugerimos a dinâmica “Tudo que Deus faz é bom”.
- Por último procure enfatizar que os filhos de Deus são as primícias dentre as criaturas.
- É importante que você trabalhe cada tópico da lição de forma participativa e contextualizada. Dessa forma, a aprendizagem será mais significativa.

Desejamos que esta aula traga grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Tudo que Deus faz é bom!
Objetivo: Mostrar que Deus é bom, e tudo que ele faz é bom e perfeito.
Material: Papeis e lápis para cada integrante.
Desenvolvimento: Distribua papéis e lápis. coloque todos sentados em circulo(no chão ou em cadeiras) e explique que, ao seu comando, devem começar a desenhar uma pessoa. Estipule um tempo por exemplo 30 segundos para que troque de folha com o colega ao lado direito, é importante que cada um coloque seu nome na sua folha para identificar ao final.
1 º faça o desenho de uma cabeça, na sua ordem passe para o amigo á sua direita.
2 º faça o desenho do tronco( ou corpo sem as pernas) e passe ao seu sinal
3 º faça o desenho das pernas. passe ao seu sinal
4 º faça o desenho dos braços. passe ao seu sinal
5 º faça o desenho dos olhos, boca, nariz... passe ao seu colega fazendo os retoques final
OBS: No caso de ter varias pessoas inclua 6 º pedindo pra fazer as roupas etc.
 Ao final solicite que cada aluno pegue sua folha a qual está com seu nome e peça que observe e diga se ficou bom, é importante dizer que cada um deve fazer como se tivesse no lugar de Deus no dia da criação.
Para finalizar explique para o seu aluno que ele começou o desenho e os outros foram completando seu desenho assim como você foi completando os de seus colegas. veja que ninguém fez uma perna de elefante e braços de coelho. Deus criou você diferente dos animais, porque o criou parecido com ELE. Isso quer dizer que você foi criado a imagem de Deus. mesmo que o desenho não tenha ficado muito bom, pode ter certeza que aos olhos de Deus você é lindo e perfeito, porque fomos criados para expressar SUA vida em nós e TUDO que ele faz é bom e perfeito não importa se as pessoas dizem que Deus é mal, que você não é nada, que não sabe fazer nada etc ( dê outros exemplos conforme a necessidade do grupo) O importante é que tudo que Deus faz é bom e serve para cumprir o SEU proposito!

Autoria: desconhecida
Fonte: Quebra Gelos
Adaptação da dinâmica: Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 04: É possível amar o inimigo? (Juvenis)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1- Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2- Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4 – Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefonema ou rede sociais.
5- É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Inicie a sua aula enfatizando o significado e a importância da renuncia para a vida cristã.
- Reafirmar o dever cristão de amar os inimigos da mesma forma que os amigos e irmãos. Para isso sugerimos a dinâmica “Amai os vossos inimigos”.
- Destaque que o cristão não deve jamais vingar-se de quem quer que seja.

Desejamos que esta aula traga grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Amai os vossos inimigos
Objetivo: 
Levar os alunos a perdoar aquele que os ofendem

Material: 
Pedras de tamanhos médios e uma bola.
Procedimento:
Fazer uma brincadeira (técnica) para que os adolescentes percebam o que acontece quando guardamos mágoas, ressentimentos, quando não perdoamos alguém por algo que ele fez de errado conosco.
1 - Começar explicando aos alunos que alguém atirou uma
pedra neles e cada um resolveu ficar com a pedra para devolvê-la quando a pessoa aparecer. Só que essa pedra não pode ser largada nunca. Assim, todas as atividades que eles realizarem devem estar carregando a pedra em uma das mãos.
2 - O professor deve levar pedras de acordo com o número de alunos (não muito grande e nem muito pequenas) e distribuir uma pedra para cada aluno.
3 - Com uma das mãos sempre segurando a pedra, realizar as seguintes atividades:
Bater palmas;
Fazer um círculo de mãos dadas;
Fazer de conta que estão tomando banho (lembrar que a pedra não é o sabonete);
Fazer de conta que estão jogando vídeo-game;
Levar uma bola e solicitar que passem um para o outro, lembrando sempre que não podem largar a pedra.
4 - O professor deve perguntar após cada atividade se foi fácil ou se encontraram alguma dificuldade. Também pode acontecer de a pedra cair durante alguma atividade. Mesmo que alguns digam que acharam fácil, deve ser ressaltada a dificuldade.
- O professor poderá propor a eles outros exemplos. E se vocês fossem: passear, comer, correr, escrever, nadar, andar de bicicleta. Lembrando sempre que levam a pedra em uma das mãos em tudo que fizerem. E se guardaram a pedra para devolver a pessoa que atirou e ela nunca mais apareceu? Adiantou guardar a pedra?
- Procure idealizar para os seus alunos que o que eles seguraram não foi uma pedra, mas uma ofensa, uma mágoa que não foi perdoada.
Será que uma mágoa, uma ofensa atrapalha a vida de quem a carrega? Sim. Será um peso, como a pedra. Machuca como a pedra, impede quem a carrega de fazer uma porção de coisas boas.
- Como amar e perdoar? Esquecendo a ofensa. Não ficar lembrando, não ficar contando o que aconteceu para todas as pessoas que encontrar, não desejar o mal. Se relembramos, sofremos de novo. Perdoar com o coração.
- Quando amar e perdoar? Sempre. Lembrar da passagem em que Pedro se aproxima de Jesus e lhe pergunta: Senhor, quantas vezes perdoarei ao meu irmão quando pecar contra mim? Será até sete vezes? Jesus lhe respondeu: Não vos digo que apenas sete vezes e sim setenta vezes sete (Mt 18.21,22).
- O que Jesus quis dizer com essas palavras? Que não há limites para o perdão. Jesus nos ensina a perdoar e amar sempre.
- O que acontece quando não amamos nem perdoamos? Fica um peso em nosso coração, causando tristezas, nos impedindo de fazer muitas coisas boas. É como se carregássemos uma pedra na mão sempre. É como se um veneninho fosse aos poucos entrando no nosso corpo, podendo nos causar doenças.
Lembrar da oração do Pai Nosso, a passagem em que diz: E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12).
- A quem perdoar? A todas as pessoas e quantas vezes for necessário.
- O que acontece com a gente quando perdoamos alguém? Emitimos bons sentimentos. Tiramos um peso das costas (a pedra), sentimos um alívio, inclusive nossa saúde melhora.
- repetir as atividades que foi nfeita no início porém, sem a pedra na mão para que eles percebam a diferença. Salientar que o mesmo acontece quando perdoamos e amamos as pessoas (ficamos mais leves, mais felizes).

- Faça uma lista dos seus inimigos e escreva os motivos dessas suas inimizades, e orem juntos por eles.
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Dinâmica da Lição 04: Mas eu nasci assim... (Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1- Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2- Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4 – Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefonema ou rede sociais.
5- É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Iniciem o estudo da lição, mostrando que há 04 tipos de temperamentos: Sanguíneo, Colérico, Melancólico e Fleumático. É importante que você coloque os nomes dos quatros temperamento de forma destacada.
- Em seguida, leiam a seguinte história:
“Os quatro temperamentos foram amarrados dentro de um saco. Depois de tanta luta conseguiram sair. O primeiro foi o colérico cheio de ira, querendo saber quem tinha feito isso com ele (todo cheio de razão), o segundo foi o melancólico todo cabisbaixo achando que o culpado de todos estarem presos era ele (sempre se culpando), logo atrás vem o sanguíneo todo serelepe, cantando e dançando dando graças a Deus por estar solto (super feliz), e por último o fleumático que quando saiu, logo viu o saco no chão e pensou com ele mesmo: “Por que não? Ajeitou o saco e dormiu”. (autoria desconhecida).
Falem: Aqui neste pequeno texto, há características dos 04 tipos de temperamentos. Em qual deles você se encaixa? Qual o seu temperamento?
Sugiro que você dê aos seus alunos a oportunidade de descobrir qual o seu tipo de temperamento predominante. Para isso você pode baixar o material que disponibilizamos aqui. ↓BAIXAR
Faça cópias do material baixado mostrando os pontos positivos e negativos de cada temperamento e distribua para os seus alunos
- Para finalizar, utilizem a dinâmica “Caixinha da boa convivência”.

Desejamos que esta aula traga grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Caixinha da boa convivência
Objetivo:

Desenvolver o bom relacionamento entre os adolescentes e despertar a reflexão de que apesar de sermos diferentes, podemos contribuir para uma boa convivência em família, na igreja e na sociedade...
Materiais:
Uma caixa pequena, recortes de papel onde estará escrito palavras que norteiam uma boa convivência e Som portátil para a execução da música de fundo.
Procedimento:
Numa caixa pequena estarão algumas palavras em recortes de papel que representam ações as quais irão nortear a boa convivência entre os envolvidos (Amor, compreensão, perdão, respeito, domínio próprio, paz, mansidão, amizade, afeto, simplicidade, tolerância, calma, comunhão, etc).
Em círculo, o professor irá entregar a caixa contendo essas palavras aos alunos, onde os mesmos estarão sentados e ao som de um hino, passarão essa mesma caixa de mão em mão até que o som seja cortado e pare na mão de um aluno, o mesmo irá se apresentar falando seu nome, depois tirando o recorte de dentro da caixa, irá argumentar alguma coisa relacionada com a palavra que o mesmo escolheu, o professor se quiser, fará algumas colocações e prosseguirá com a dinâmica até que todos tenham escolhido o papel com a palavra que estará dentro da caixa.
- Depois que todos lerem as palavras da boa convivência pergunte aos seus alunos se apesar de sermos diferentes, poderemos aplicar em nossas vidas as qualidades que foram apresentadas.
Aguardem as respostas. Ouça atentamente cada uma delas. 
Agora pergunte: O que pode ser modificado ou aprimorado nas características de cada temperamento para que haja melhoria nos relacionamentos familiares?
Destaque que essas qualidades devem ser vividas por todos os cristãos, pois é mandamento bíblico e não depende de temperamento, portanto, quando evidenciamos essas qualidades em nossas vidas a consequência será termos bons relacionamentos em nossa convivência família e em sociedade.

Autor: Rogildo de Oliveira
Adaptação da dinâmica: Escriba Digital
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Dinâmica da Lição 04: Melhor que o ouro (Pré-Adolescentes)

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Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:

1- Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2- Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4 – Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefonema ou rede sociais.
5- É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o assunto a ser estudado será sobre a importância de termos sabedoria dada por Deus.
- Iniciem o estudo da lição mostrado  o valor da verdadeira sabedoria;
- Mostre também aos seus alunos a diferença existente entre a sabedoria secular da espiritual.
- Para esta lição sugerimos uma das duas dinâmicas: “Sabedoria” ou “Escolha seu presente”.

Desejamos que esta aula traga grandes frutos para vida de seus alunos!

Dinâmica: Sabedoria
Material: Copo, Pequena bacia, água, um frasco de perfume.
Objetivo: Levar os alunos a buscar a sabedoria divina.
Desenvolvimento: Diga, hoje iremos falar da sabedoria. Esta palavra significa saber o que é o melhor para fazer e dizer. Deus nos promete dar-nos sabedoria se a pedirmos. Observem o que irei fazer para descobrirem que palavra descreve a forma pela qual Deus nos dá sabedoria.
- Esparja um pingo de desodorante e peça aos seus alunos para sentirem o perfume. Depois esparja uma quantidade maior e peça novamente para aspirarem.
- Peça aos seus alunos para observarem enquanto você coloca uma pequena quantidade de água no copo. Depois coloque uma grande quantidade de água, de forma a encher.
Importante: Coloque o copo sobre a bacia para conter a água derramada.
Pergunte: Dentre as ações que acabo de realizar, quais podem ser consideradas mais satisfatória? (Permita respostas.)
Por quê? Muito bem, quando aspergi pouco perfume, quase não dava para sentir seu perfume, mas quando coloquei bastante, vocês conseguiram sentir o cheirinho gostoso e puderam desfrutá-lo. Se eu tivesse dado este copo com pouca água para alguém que estivesse com muita sede, possivelmente a pessoa seguiria com sede, não é verdade? Mas quando enchi o copo talvez até sobrasse um restinho de água nele!
Escutem o que a Bíblia diz a respeito da promessa de Deus de nos dar sabedoria. Leia Tiago 1:5 em voz alta. O que devemos fazer quando necessitamos de sabedoria? Isso mesmo, devemos pedi-la a Deus. Será que Ele no-la dará só um pouquinho? Ele nos irá dar muita sabedoria.

Por Danúbia
Adaptação da Dinâmica: Escriba Digital


Dinâmica: Escolha seu presente
Material:
Duas caixas. Uma maior outra menor. A caixa maior deve estar embalada de forma bonita e a caixa menor deve ser embalada com um papel de aspecto desagradável.
Objetivo:
Refletir sobre nossas escolhas. Valorizar mais aquilo que Deus nos oferece.
Desenvolvimento:
Coloque alguns bombons na caixa menor e sem aparência, junto com os bombons coloque também as palavras SABEDORIA DIVINA, e na caixa maior e mais bonita escreva em um papel as palavras: PRAZERES MUNDANO: CONDENAÇÃO. Convoque os seus alunos a escolher uma das caixas como presente.
Mostre aos seus alunos que ao longo da vida passamos por diversos momentos em que nos vemos confrontados a fazer uma escolha. Tomar uma decisão sobre aspectos importantes e que poderão modificar o rumo das coisas. Escolhas que podem ser pessoais, profissionais, familiares. Mas,  às vezes é difícil decidir. São inúmeros dilemas que surgem ao longo de uma vida, tais como: qual profissão escolher, amigos, namorar, casamento, ter filhos, viajar, trabalhar, ir a igreja ou se divertir, estudar ou ficar em casa. A dificuldade de decidir está diretamente relacionada com a importância e com o possível impacto que essas escolha provocam em nossa vida. São situações que geram dúvidas e incertezas. Como decidir sobre algo tão importante? Mas, e se não for a melhor decisão? E se eu me arrepender?

Leia Tiago 1:5 “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Deus hoje lhes oferece um maravilhoso presente: Sabedoria. Ela te ajudará em suas decisões e escolhas. Por isso orem dizendo: “Senhor dê-me sabedoria para tomar decisões e fazer escolhas corretas”. 

Adaptação da Dinâmica: Escriba digital
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