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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dinâmica de Grupos Para a EBD

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O que é dinâmica de grupo?
Dynamis é uma palavra grega que significa força, energia, ação. Quando Kurt Lewin utilizou essa ex pressão e começou a pesquisar os grupos, seu objetivo era o de ensinar às pessoas comportamentos novos através da Dinâmica de Grupo, ou seja, através da discussão e de decisão em grupo, em substituição ao método tradicional de transmissão sistemática de conhecimentos.

O que se espera alcançar de resultados, com a utilização
da Dinâmica de Grupo?

Alguns objetivos gerais são:
a) Desinibir a capacidade criadora dos participantes, levando-os a se tornarem bastante desenvoltos;
b) Melhorar a capacidade de comunicação dos participantes;
c) Contribuir para construir novas relações entre os seres humanos;
d) Resgatar a auto estima dos participantes;
e) Desenvolver a capacidade de respeitar as diferenças individuais e a diversidade cultural;
f) Auxiliar no desenvolvimento da capacidade de amar;
g) Estimular a reflexão e a revisão de atitudes e comportamentos, levando a novas formas de ser e conviver.
h) Aumentar a coesão do grupo;
i) Proporcionar um aperfeiçoamento do trabalho coletivo. Aprender a trabalhar em grupo;
j) Transformar o potencial do grupo, fazendo-o crescer em igualdade harmônica de relacionamento interpessoal.

Na Dinâmica de Grupo o comportamento e as atitudes individuais serão mudados num trabalho de grupo, isto, porque, os participantes se sentirão profundamente sensibilizados por aquilo que acontece, por sentirem e por observarem processo que eles aprenderão a conceituar.

A utilização das Palavras Sagradas como fonte de inspiração para diversos temas abordados nas dinâmicas, tem provado ser um instrumento poderoso para inspiração e transformação das almas, estabelecendo um ambiente espiritual e disciplinado e criando fortes laços de amor e amizade entre os participantes.

Tomamos a liberdade de classificar as dinâmicas em cinco grandes grupos:
1- Dinâmicas de Apresentação: para apresentação e conhecimento imediato das pessoas do grupo;
2- Dinâmicas de Integração e Conhecimento: voltadas para grupos já iniciados, objetivando um maior entrosamento, “quebra-gelo” e aprofundamento do conhecimento inicial;
3- Dinâmicas de Recreação: podem ser utilizadas em intervalos de eventos, aniversários, cursos, etc..., puramente para descontração.
4- Dinâmicas de Aprendizagem: são alguns tipos de exercícios, técnicas, para estimular o raciocínio e percepção e também fixar o conteúdo estudado.
5- Histórias, Fábulas, e Textos para Reflexão: para abertura de eventos (reuniões, palestras, cursos, congressos) ou para ilustrações, visando enriquecer algum tema que está sendo abordado.

Dicas Importantes:
Ser convidado para proferir uma palestra, coordenar uma reunião, facilitar um grupo de estudo ou ministrar um treinamento, requer planejamento e organização e devemos ficar atentos para as providências (logísticas e de conteúdo) que deverão ser tomadas.
Como facilitador, é imprescindível que haja um prévio planejamento, objetivando segurança e tranqüilidade no processo de condução do grupo – seja uma sala com poucos participantes ou um auditório.

Alguns aspectos que, certamente, ajudarão você ANTES de qualquer trabalho:
1- Conhecer previamente o local do evento. Em caso de eventos grandes, para checar os equipamentos, conforme a necessidade:
TV/Vídeo; Projetor de Slide, Flip-chart; Equipamento de som (microfone, CD, etc...). Carteiras ou cadeiras; Luminosidade; Ventilação; tamanho compatível com a quantidade de pessoas e para o tipo de atividade que irá se desenvolver, etc...
2- Elaborar, previamente, o roteiro/seqüência do conteúdo que irá trabalhar com o grupo (vivências, músicas, intervalos, etc.)
3- Chegar ao local com, pelo menos, uma hora de antecedência, para “energizar” a sala (respirar, relaxar, deixar música tocando suave, verificar a limpeza e organização do ambiente, colocar flores, etc.)
4- Revisar o roteiro elaborado e fazer checagem final dos equipamentos e material que será utilizado.
5- Manter sempre consigo um kit de “Primeiros Socorros do Facilitador”, contendo pincéis(quadro branco e papel), tesoura, canetas, barbante, cola, filmes, fitas de áudio e/ ou CD’s, máscaras, papel, papel colorido, etc.) tudo de acordo com as necessidades mais comuns.
6- Manter na “cartola”, sempre, uma ou duas vivências/dinâmicas para eventuais imprevistos ou mudança de planos com o grupo.
7- Evitar confiança plena na memória: anote a seqüência das dinâmicas que vai usar ou aquilo que vai dizer.
8- Evitar polemizar com alguém que está ali contra a vontade ou que já chega discordando. Seja prudente, relaxe e deixe que o próprio grupo estabeleça e componha o clima do encontro.
9- Evitar “forçar a barra” para algum membro do grupo participar, falar ou opinar sobre alguma coisa, se esse não estiver a fim.
10- Buscar dividir tarefas com o grupo, definindo ,através de consulta, “quem faz o quê”;
11- Ter cuidado com a aparência (roupa, higiene, postura, etc.). Lembre-se: você é aquilo que diz e faz e, no momento com o grupo, você estará sendo exemplo.
12- Utilizar músicas para momentos de relaxamento, escolhendo-as criteriosamente: instrumentais, que não tenham sido temas de novelas ou filmes conhecidos, nem tocadas exaustivamente em FM’s, enfim, não é aconselhável músicas instrumentais populares. Às vezes, algumas músicas com letra são importantes para algum “fechamento”.
13- Habituar-se a trabalhar proativamente, fazendo, sempre de véspera, um “check-list” das tarefas/providências que envolvem você e as demais pessoas ligadas ao evento.

Por que trabalhar com dinâmicas.
As dinâmicas possibilitam vivências, que ao serem refletidas e partilhadas gestam um aprendizado pessoal e grupal libertador, possibilitando, dentre outras coisas:
· Autoconhecimento como ser único e social;
· Exercício de escuta e acolhida do outro como ser diferente;
· Percepção do todo e das partes, tanto da vida como da realidade que nos cerca;
· Desenvolvimento da consciência crítica;
· Confronto e avaliação da vida e da prática;
· Tomada de decisão de modo consciente e crítico;
· Sistematização de conteúdos, sentimentos e experiências;
· Construção coletiva do saber.

Para quem vai orientar a dinâmica
É fundamental:
· Conhecer todos os passos da dinâmica para aplicá-la com segurança;
· Ter clareza de aonde se quer chegar, qual o objetivo e a função da dinâmica dentro do processo a ser desenvolvido, entendendo-a como um instrumento;
· Possibilitar um clima de espontaneidade em que os participantes sintam-se livres e à vontade para a partilha da experiência feita;
· Perceber o nível de relações e entendimento do grupo, pois nem toda dinâmica se adapta bem a qualquer grupo. Ela pode ser um instrumento enriquecedor se for bem utilizada e se o grupo estiver em condições de vivenciá-la;
· Observar as expressões corporais, sobretudo as expressões faciais dos participantes no decorrer da dinâmica, para valorizar os sentimentos e reações de cada um;
· Qualquer que seja o resultado alcançado com uma dinâmica, ele é o objeto da reflexão e da aprendizagem, pois dinâmica não tem resultado errado;
· As dinâmicas podem ser adaptadas de acordo com a realidade e o tamanho do grupo. E não se esqueça de que a preparação da dinâmica já é uma dinâmica a ser refletida e avaliada.

EXTRAÍDO DO LIVRO: “Educar com o coração” - Editora Fundação Petropólis
Autora: Eugenia Puebla Série Educação para a Paz


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