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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Como Trabalhar Com Recursos Didáticos Respeitando as Características dos Grupos de Idade (Parte 1)

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“Só o interesse leva a criança a aprender” Rousseau

Introdução
É de estarrecer o fato de não darmos a devida atenção ao que Paulo nos ensina em suas epístolas. Ele faz menção de que, quando era menino, falava, pensava e entendia, exatamente como o faz a criança, mas que, logo que se tornou homem, acabou com as coisas próprias de criança. E, em outra passagem, ele faz referência ao leite para os recém-nascidos e à alimentação sólida para os já suficientemente desenvolvidos. As escolas seculares, até certo ponto, observam este princípio. As crianças estudam matérias muito simples nas primeiras séries e recebem conteúdos mais adiantados na proporção de sua idade. O aluno da educação infantil tem um tempo de aprendizado precariamente satisfatório para fazer a simples soma de 2 mais 2. Entretanto, aquele outro estudante já de dezesseis anos estará capacitado para solucionar um problema algébrico de maior dificuldade.
Cada criança é uma pessoa diferente de todas as demais. Cada qual é uma personalidade em desenvolvimento. Por isso, suas características e necessidades específicas deverão determinar o currículo, o método de ensino e os recursos didáticos a serem empregados.
As necessidades espirituais das crianças estão tão intimamente entrelaçadas ao seu desenvolvimento físico, intelectual, social e emocional que é impossível considerar um aspecto sem levar em consideração o todo.
Toda criança passa por determinados estágios ou fases de desenvolvimento, considerados naturais e característicos de cada idade. Os professores das classes infanto-juvenis não obterão êxito no seu ensino sem conhecerem profundamente esses estágios. Não basta apenas reconhecer que cada criança passa por eles no ritmo do seu desenvolvimento pessoal.
O professor que efetivamente tem consciência de sua missão educativa, não só conhece seus alunos, mas também sabe como ir ao encontro de suas aspirações e necessidades. Ele está sempre se autoquestionando: Como posso atingir a maioria de meus alunos? Que tipo de método preciso usar para alcançá-los? O que fazer para tornai- minha aula mais interessante e produtiva? Finalmente, quais recursos seriam mais apropriados para a faixa etária da minha classe? É sobre este importante assunto que passaremos a discorrer. Como utilizar recursos didáticos considerando as peculiaridades de cada faixa etária?
Em primeiro lugar, precisamos conhecer as características principais de cada grupo de idade. Depois, temos de selecionar os recursos mais adequados ou, pelo menos, que possam ser mais facilmente adaptados a cada fase.

I.Maternal (2 e 3 anos)
Esta é a fase dos interesses perceptivos. A criança começa a descobrir o mundo à sua volta, a partir da percepção do próprio corpo, descoberta de si mesma.
Sua vida, basicamente, consiste em comer, dormir e despender energia. Está sempre em atividade.
A aprendizagem nesta fase se realiza através de várias atividades, tais como, cantar, brincar, imitar, olhar figuras, gravuras, cartazes, manusear objetos etc.
Neste período, as lições repletas de palavras, frases longas e muitas explicações causam fadiga e desinteresse às crianças. Sua capacidade de abstrair é quase nula. Por isso, todo trabalho pedagógico deverá visar os aspectos concretos, reais da mensagem.
Aqui, as ilustrações de todo tipo, os objetos, os jogos didáticos e as atividades lúdicas em geral deverão ser explorados amplamente.

II. Jardim de Infância (4 e 5 anos)
As crianças desta faixa etária são enérgicas, inquietas, vibrantes, curiosas, fantasiosas e imaginativas. Por estarem crescendo, precisam de atividades variadas que exijam bastante movimentação. Necessitam de espaço, recursos diversificados e procedimentos didáticos adequados.
Neste estágio, o raciocínio, a atenção e o vocabulário são limitados. Na exposição da aula, o professor deverá usar expressões simples e frases curtas; sempre no sentido literal e nunca no figurado. O mestre deverá usar casos concretos em lugar de termos gerais. As palavras de mesmo som, mas significado diferente, podem confundi-las.
Ao contar histórias, o educador deverá lembrar-se de pelo menos duas coisas significativas: Primeiro, seus ouvintes não conseguem manter-se atentos por mais de cinco minutos; segundo, têm dificuldades de lidar com idéias e conceitos abstratos.
As crianças, nesta fase de seu desenvolvimento, carecem de atenção, afeto, carinho e segurança. Diante de tamanha complexidade e desafio, como alcançá-las com a Palavra de Deus? Quais são os melhores caminhos? Quais os recursos pedagógicos mais apropriados?

a) Sugestão de atividades
Aconselha-se nesta etapa a realização de trabalhos manuais sem muitos detalhes. Desenhar e pintar são excelentes atividades para essa faixa etária. Forneça-lhes todo o material necessário, tais como: folhas de papel, lápis de cor, lápis-cera, tinta guache, pincéis de hastes grossas etc., e deixe-os trabalhar livremente.
É necessário que desenvolvam suas habilidades por si mesmos. O professor deve apenas acompanhá-los permitindo que aprendam fazendo.
O professor deverá oferecer a seus alunos a oportunidade de satisfazerem suas curiosidades, levando para a sala de aula materiais que os coloquem em contato direto com a experiência e a realidade do ensino. Ou seja, em determinadas situações, os alunos, a fim de compreenderem os ensinamentos de forma concreta terão de pegar, cheirar, experimentar, descobrir, construir, desmanchar e reconstruir o objeto da aprendizagem.
Em relação aos recursos visuais, é conveniente que o mestre use amplamente o flanelógrafo, gravuras, desenhos e cartazes com figuras significativas para a lição.
Nesta fase, os quadros cênicos e os fantoches, especialmente os produzidos com a participação dos próprios alunos, assumem papel preponderante no processo de aquisição do conhecimento. Estimule as crianças a produzirem desenhos espontâneos.
Os livros “para colorir” são excelentes recursos para completar ou reforçar a lição dada, recapitular pontos importantes, ensejar trabalhos manuais e preparar o ambiente para a introdução de novos conteúdos.
Trazer e mostrar objetos ou coisas da natureza, tais como: plantas, flores, folhas, frutos, areia, pedras, filhotes de animais de estimação etc., relacionados direta ou indiretamente ao conteúdo didático, enriquece a aula e promove o interesse da classe.
Dentre os recursos audiovisuais mais adequados ao Jardim de Infância, estão os CDs de histórias e corinhos bíblicos visualizados. À medida que as crianças ouvem as histórias, entremeadas por músicas e sonoplastias, vêem as figuras e tentam recriar a mensagem usando sua poderosa imaginação.
Atualmente, algumas editoras têm se dedicado a esta área, produzindo kits com CDs e livros. Os livros contêm narrativas, letras das músicas, ilustrações, e até partituras. O melhor é que esse maravilhoso auxílio não custa caro e pode ser facilmente encontrado em boas livrarias evangélicas.
O professor deve aproveitar ao máximo as atividades didáticas relacionadas ã música. Os pequeninos neste estágio são extremamente sensíveis a ela. Utilize músicas de ritmos variados a fim de ensejar a gesticulação e a participação de todos.

III. Primários (6 a 8 anos)
Normalmente, entre 6 e 8 anos, as crianças estão aprendendo a ler. Nesta fase, são barulhentas, impacientes e curiosas. Vivem a expectativa das grandes descobertas. O raciocínio está em desenvolvimento. O que deve o professor fazer neste período? Ele deverá oferecer a seu aluno um ambiente que o estimule, e satisfaça sua curiosidade; desenvolva a livre expressão e proporcione oportunidade de observar, ouvir, experimentar e perguntar.
O mestre jamais poderá negar-se a dar respostas corretas, precisas e todo tipo de informação que forem capazes de assimilar.
Neste estágio, elas gostam de imitar os mais velhos, pois, os têm como modelo. Por isso, o professor deve viver o que ensina procurando ser o exemplo em todas as coisas. Ao contar histórias bíblicas deverá enfatizar as atitudes boas e honestas das personagens, porque, geralmente, as crianças tendem a imitar o que mais lhes impressiona, seja bom ou mau, honesto ou desonesto.
Assim como na fase anterior, ainda precisam de atividades flexíveis e variadas, pois sua atenção, pelo menos no primeiro ano desta faixa (6 anos), é bastante limitada. O que torna indispensáveis a utilização de métodos didáticos criativos e o uso constante de recursos de ensino. Principalmente, os audiovisuais que garantem por si só a concentração e o interesse.
Este período é propício para se oferecer aos alunos oportunidade de participação em atividades educativas que tenham objetivos claros e definidos. Dramatização, criação de histórias, concurso de poesia, cântico, desenho, pintura, projetos e trabalhos em grupos são procedimentos de ensino que aguçam a capacidade criadora e imaginativa deste grupo de idade.
Os jogos de competição deverão ser evitados nesta fase da vida. Uma das fortes características dos primários é que nunca pensam na possibilidade de perder. O lema deles é: “ganhar sempre”. É de bom alvitre que o professor, baseado em Efésios 4.32, os instrua sobre a bondade e as regras da boa convivência entre os colegas: “Sede bondosos uns para com os outros”.
Os primários têm excelente memória. Eles costumam decorar textos bíblicos extensos com certa facilidade. Esta potencialidade deve ser explorada ao máximo pelo professor.
Embora o raciocínio seja concreto, o pensamento abstrato começa a aflorar lentamente durante esse período. Em algumas situações, os alunos já conseguem distinguir a realidade da fantasia. Entretanto, não é aconselhável o uso demasiado de expressões abstratas e simbólicas.
O professor deverá oferecer oportunidades de participação que estimulem seu pensamento e contribuam para que possa planejar, raciocinar, experimentar e avaliar.

Sugestão de atividades
Empregue habitualmente os auxílios visuais e audiovisuais. O quadro-de-giz não deve ser poupado. Utilize-o para ensinar palavras novas, escrever nomes, memorizar versículos, formular perguntas, desenhar, esquematizar, esboçar, sumariar, afixar figuras, gráficos, organogramas e mapas das terras bíblicas, por exemplo.
Cartazes com letreiros, figuras e corinhos visualizados são excelentes meios de cativar a atenção dos primários.
A fim de despertá-los para a leitura, leve à sala de aula livros interessantes e apropriados para esta faixa etária. Não perca a oportunidade de despertar neles o gosto pela leitura e pesquisa da Bíblia.
Dentre os procedimentos didáticos recomendados para esta faixa etária, estão os que envolvem a participação direta dos alunos no processo educativo: dramatização das lições aprendidas, perguntas e respostas durante a recapitulação da história, jogos bíblicos, memorização de versículos ou princípios da Bíblia através da repetição, descrição verbal de situações ou cenas bíblicas e trabalhos manuais realizados em pequenos grupos.
Outro modo de atraí-los com certa facilidade, é através de mensagens ou histórias gravadas em vídeo ou CD.

Marcos Tuler
Chefe do Setor de Educação cristã da CPAD

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