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domingo, 31 de março de 2013

Família, criação de Deus - Lição 1

,

Família, criação de Deus

 

“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á

 à sua mulher e serão ambos uma carne”(Gn 2.24).

 

A única configuração familiar reconhecida por Deus é a que é formada

de pai, mãe e filho. No princípio da Criação, Deus concluiu que

não seria bom o homem viver na solidão, e criou a mulher para viver a

experiência humana ao seu lado. A família é instituição criada por Deus.

Antes de fundar a Igreja, Deus criou o casamento e, como decorrência

deste, instituiu a família. Essas instituições especiais, fruto da mente do

Criador, têm sido terrivelmente atacadas pelas forças do mal.

O espírito do Anticristo tem dominado a mente do homem pós-

-moderno, a tal ponto de promover verdadeira subversão dos valores

morais, que se fundamentam na Palavra de Deus. Uniões abomináveis

de pessoas do mesmo sexo têm sido aprovadas por lei, como se fossem

famílias, em aberta afronta contra a Lei de Deus.

Quando Deus criou o homem e a mulher, já tinha em mente a

família (Gn 2.24). No Salmo 128, encontramos o valor da família no

plano de Deus: “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda

nos seus caminhos! A tua mulher será como a videira frutífera aos lados

da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua

mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!” (SI

128.1,3,4). São promessas de Deus para a família que nele crê, teme-o

e lhe obedece.

Deus disse a Abraão: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei

os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias

da terra” (Gn 12.3). Deus deseja que, em cada lar, haja um ambiente

espiritual que honre e glorifique o seu nome. O amor de Deus pela humanidade

faz com que Ele veja todas as famílias da terra como alvo de

sua bênção, pois todos os homens a Ele pertencem (SI 24.1). Porém, só

podem desfrutar do favor de Deus as famílias que se sujeitam a obedecer

a sua palavra.

Estudar sobre o valor da família é de muita importância para nós,

pois, de uma forma ou de outra, nascemos numa família, pobre ou rica,

desconhecida ou famosa, pequena ou grande, evangélica ou não. A família

é a base de nossa vivência. Dela nascemos e dela dependemos na

maior parte da existência. Isso é plano de Deus.

 

I - A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO

1. O propósito de Deus

O homem, na sua origem, e principalmente após a Queda, jamais

teria o poder de criar a família. Não saberia como fazê-lo. Podemos ter

certeza de que jamais buscaria criar uma organização que haveria de lhe

impor limites e regras de convivência, contrariando seus instintos pecaminosos

e egoístas. Deus criou a família com propósitos sublimes, para

o indivíduo e para toda a humanidade.

 

Evitar a solidão

Deus não fez o homem para viver na solidão (Gn 2.18); Ele tinha

em mente a constituição da família, mas esta não está completa só com

o casal. Por isso, o Senhor previu a procriação (Gn 1.27-28). Fica mais

clara a origem da família quando lemos: “Portanto, deixará o homem seu pai e

  sua mãe e se unirá à sua mulher e serão ambos uma só carne ” (Gn

2.24). “O homem” aí é o filho, nascido de pai e mãe. Deus fez a família

para que o homem não vivesse na solidão (SI 68.6; 113.9).

 

Bem-estar social

O homem, diz a sociologia, é um ser gregário por natureza. Ele sente

a necessidade de viver em grupo, de socializar-se. Isso não é fruto da

evolução cega, como dizem os filósofos materialistas, que supõem que o

homem surgiu por acaso, oriundo de um organismo unicelular (ameba),

passando por diversos estágios, chegando a ser um macaco, que se transformou

 num homem, por acaso! E que passou a viver em bandos para

melhor sobreviver. Isso faz parte do imaginário da fábula evolucionista.

A família foi projeto de Deus para a vivência do homem na terra. Pai,

mãe e filhos são palavras oriundas da mente de Deus (Gn 2.24).1

A sociedade é formada de famílias. A igreja local é formada de

famílias. Toda sociedade que desvalorizou a família e buscou outras formas

de relação social substitutivas, como união de pessoas do mesmo

sexo, corrompeu-se e degenerou-se, sucumbindo ao longo da História.

Bem-estar emocional

Marido e mulher complementam-se em suas necessidades emocionais.

Nos momentos alegres, compartilham seus sentimentos de

felicidade. Nos momentos tristes ou difíceis, ajudam-se mutuamente,

impulsionados pelo amor conjugal. Pais e filhos, vivendo em família,

sentem-se mais seguros do que pessoas que vivem solitárias.

A sociedade sem Deus aprisiona muitos em estilos de vida espúrios

e depravados. São presos pelos grilhões do relativismo e do humanismo

frio e anticristão. Mas nada pode substituir a família como centro de

apoio e segurança para o ser humano (SI 68.6). E plano de Deus.

 

A multiplicação da espécie

Um ser humano pode nascer, como fruto de uma violência, de uma

gravidez forçada. Pode nascer de uma união entre um homem e uma

mulher que vivem juntos sem a bênção do casamento. Mas Deus quer

que cada pessoa nasça no mundo, em cumprimento à ordem para o

crescimento e a multiplicação da espécie humana, com base no amor e

na união entre marido e mulher; entre pais e filhos.

O ambiente do lar faz parte do projeto de Deus para a constituição

e desenvolvimento da família. É tão forte esse desígnio que a mulher

estéril, normalmente, aspira ser mãe. E, sendo sua vontade, Deus propicia

essa condição. “Seja bendito o nome do Senhor, desde agora e para

sempre; que faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegre

mãe de filhos? Louvai ao Senhor! (SI 113.2,9). Notemos a ordem do

texto. Primeiro, “habite em família”; depois, “seja alegre mãe de filhos”.

Casais homossexuais jamais poderiam contribuir para a multiplicação

da raça humana. Por isso e por outras razões, tais uniões são consideradas

abominação aos olhos de Deus. Não podem ser consideradas famílias.

Adotam crianças, sob argumentos falaciosos, sabendo que não

poderão dar o exemplo de vida que elas precisam. Crianças precisam de

pai e de mãe, e não apenas de protetores desvirtuados diante de Deus.

2. A primeira família

Quando Adão recebeu Eva, como resultado da intervenção de Deus

em sua existência, deve ter ficado deslumbrado com sua companheira,

apresentada pelo criador. Não sabemos por quanto tempo viveram como

um casal. Mas, experimentando o relacionamento previsto pelo Criador,

geraram os primeiros filhos. Foram os únicos que não tiveram que deixar

“pai” e “mãe” para se unirem e terem filhos (Gn 2.24), formando a

primeira família do planeta.

Se o acordar da anestesia e contemplar a mulher deve ter sido motivo

de admiração e surpresa, imagine-se o que Adão sentiu ao perceber

que no ventre da esposa havia um novo ser em formação. E, mais ainda,

quando o primeiro filho veio à luz! Quando os dois primeiros filhos já

eram jovens ou adultos, Caim matou Abel por inveja da aceitação de

Deus para o sacrifício oferecido pelo irmão.

Outros filhos e filhas nasceram do primeiro casal (Gn 4.25,26).

Adão viveu 930 anos e teve muitos outros filhos e filhas, cujos nomes

não são registrados no Gênesis (Gn 5.4,5). Isso porque a genealogia

bíblica só destaca nomes de personagens que, de forma positiva ou negativa,

têm importância marcante para a trajetória humana e seu papel

na História.

Por razões que só Deus pode avaliar plenamente, em sua divina

onisciência e sabedoria, a primeira família foi vítima do ataque mortal

do Maligno. Foi em seu seio que aconteceu o primeiro homicídio;

dos seus primeiros descendentes, que o plano de Deus para o casamento

e para a família foi desrespeitado, no que concerne à união familiar,

formada por um homem, uma mulher e seus filhos; primeiro, houve a

bigamia (Gn 4.18,19). Depois, o homem descambou para a poligamia.

Arranjos sociais, inventados pelo homem, em sua condição de rebeldia,

que nunca tiveram a aprovação de Deus. Ele as permitiu, consoante sua

misericórdia e longanimidade.

 

3. Jardim do Éden, lugar de proteção e cuidado

O Jardim do Éden foi o primeiro “habitat” do homem. “A palavra

Jardim é a tradução da palavra hebraica ga n , que designa lugar fechado.

A Septuaginta traduz o hebraico por paraíso’, paradeison, termo persa

que significa um parque. Éden não é traduzido mas transliterado para o

nosso idioma. Basicamente, significa “prazer ou delícia”.2 Os críticos da

Bíblia veem no relato do Gênesis apenas uma alegoria, ou relato mítico.

Porém a Palavra de Deus se impõe como verdade, como martelo de

Deus, quebrando as bigornas da incredulidade.

 

O ambiente perfeito do Éden

O casal, constituído nos primeiros habitantes humanos do planeta, se

deliciava nas noites calmas e amenas do Paraíso. Não havia temor ou pavor

da escuridão. O medo era desconhecido. O cenário noturno era tranquilizador.

A brisa suave soprava no arvoredo, levando ao casal os odores

perfumados das plantas silvestres. O firmamento, ao longe, pontilhado de

estrelas brilhantes, nas noites escuras, oferecia um espetáculo de rara beleza.

Nas noites de lua, diminuindo o brilho estelar, fazia-se extraordinariamente

belo o ambiente paradisíaco. Sem dúvida, com maior intensidade,

brilhava o astro noturno.

As manhãs e tardes eram agradáveis. Uma temperatura média, adequada

ao bem-estar dos habitantes edênicos, era sentida em todo o planeta.

A luz solar empolgava-os. Em cada canto, se percebia a beleza da criação

nos seus mínimos detalhes. O homem se sentia muito feliz. O ar era

puro na mais alta expressão. Os animais, as aves, todos os seres da natureza

nenhum mal causavam ao homem: conviviam na mais perfeita harmonia.

 

O cuidado de Deus

O cuidado de Deus para com o ser criado foi levado ao extremo

na formação do Éden. Não havia poluição ambiental; o ecossistema era

perfeito; o clima, ameno e confortável, não conhecia diferenças acentuadas

de temperatura, nem calor excessivo, nem frio perturbador, havia no

primeiro lar do ser humano. Os animais faziam parte do habitat edênico.

Adão tinha autoridade espiritual e moral sobre todos os seres vivos.

Ele foi criado para ser dominador e cuidador do planeta. Havia perfeita

harmonia entre os seres racionais e os irracionais.

 

O trabalho no Éden

Deus não pôs o homem no Jardim para ficar ocioso, numa atitude

contemplativa das belezas edênicas (Gn 2.15). É interessante notar

que o trabalho, a atividade da mente e do corpo, desde o princípio, foi

dignificado por Deus. Havia trabalho, mas, em compensação, não havia

doenças, nem dor, nem morte. O pranto e a dor eram desconhecidos. A

tristeza não existia. Tudo era belo, agradável e bom.

 

A presença de Deus no primeiro lar

O mais importante, no entanto, acontecia todas as tardes: o Criador

visitava o Éden (Gn 3.8a), buscando passar bons momentos em agradável

diálogo e conversa com o casal, que sentia, assim, muita comunhão com

o Senhor. A presença do Criador enchia o primeiro lar de muita paz e de

alegria indizível” .3 Como devem ter sido maravilhosos aqueles momentos

em que Deus falava diretamente com o ser criado por Ele.

Hoje, mais do que nunca, é necessidade vital a presença de Deus

nos lares cristãos. Aquele belíssimo lugar foi palco dos acontecimentos

que marcaram a origem dos seres humanos, fruto da criação de Deus.

Lamentavelmente, foi também o cenário, onde começou a rebelião do

homem contra o seu Criador.

 

II - A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A

FAMÍLIA

Lúcifer, o antigo “querubim ungido”, fazendo uso de sua liberdade,

investiu contra o Criador, imaginando poder destronar o Senhor

do Universo. Seu plano foi frustrado. Expulso dos céus, Satanás, a falsa

“estrela da manhã”, investiu contra o primeiro casal, no Jardim do Éden,

sugerindo uma atitude de rebelião contra Deus. E foi bem-sucedido.

Depreende-se das Escrituras que, quando o primeiro casal caiu,

ainda não tinha procriado. Se tivessem filhos, estes não teriam comido

do fruto proibido, e até hoje estariam vivos. Mas as consequências da

Queda não só atingiram o casal, mas a todos os seus descendentes, ao

longo dos séculos, até os dias presentes. Todas as famílias são alcançadas

de uma forma ou de outra, pelas consequências da Queda.

Antes da Queda, o homem possuía estrutura espiritual e física excepcionais.

Tinha o conhecimento profundo de Deus, a comunhão direta

com o Criador;

• Tinha as bênçãos da presença de Deus no Jardim; a paz, a segurança

e a alegria de se relacionar com o Criador sem intermediários;

• Possuía conhecimento e bem-estar físico inigualáveis, sem doenças,

distúrbios emocionais ou físicos; não conheciam o medo;

• Tinha conhecimento interno e externo em relação à sua pessoa;

• Conhecia a realidade social; conhecia o trabalho de modo útil e

satisfatório (Gn 2.15).

A vida familiar após a Queda. Terrível transtorno total na vida dos

primeiros seres criados.

Conheceram que estavam nus, dando a entender que antes não se

constrangiam nessa condição; o conhecimento da sexualidade exacerbada

tem sido causa de inúmeros distúrbios e desvios de conduta que atingem

o ser humano, levando-o a práticas sexuais abomináveis aos olhos

de Deus; famílias inteiras são destruídas pelo adultério, pela fornicação,

pela homossexualidade e por práticas sexuais aberrantes.

Conheceram o medo

Foi a primeira enfermidade que o homem experimentou. Enfermidade

ou distúrbio de ordem emocional. As chamadas doenças nervosas

tiveram origem no rompimento da relação direta do homem rebelde e

seu Criador. Qual a família na terra que não experimenta algum tipo de

problema de ordem emocional?

Perderam a autoridade sobre a criação

O homem foi criado para dominar a natureza (Gn 1.26). Hoje,

porém, às vezes famílias perdem um ente querido por serem atingidos

por insetos ou agentes microscópicos.

Conheceram a desarmonia

Quando questionado pelo Criador sobre o seu pecado, Adão pôs

a culpa na esposa (Gn 3.12). A mulher pôs a culpa na serpente. Assim,

teve início a tão conhecida “incompatibilidade de gênio”, que provoca

desavenças entre casais, com sérias consequências sobre a estabilidade

familiar. Os filhos sofrem ao verem a desunião entre seus pais.

O homem conheceu a maldição da terra

O trabalho passou a ser penoso e fatigante; sua missão era lavrar e

guardar a terra. Mas não havia o desgaste físico ou emocional acentuados,

que tantos males causa às pessoas. Além disso, toda a ecologia da

terra foi transtornada, causando, inclusive as chamadas “catástrofes naturais”,

 como secas, enchentes, altíssimas ou baixíssimas temperaturas;

o surgimento de animais violentos, provavelmente pelo cruzamento de

espécies diversas; vírus, micróbios, bactérias e outros agentes patogênicos

devem ter surgido por causa do desequilíbrio ecológico, causado pela

maldição da terra.

E o pior : perdeu a vida eterna , que lhe era assegurada, na condição

original, e conheceu o aguilhão da morte física (Gn 2.17; Ef

2.5) e da morte espiritual, que é a separação de Deus. As famílias

da terra passaram a experimentar a dor da separação, pela morte de

entes queridos.

 

III - A FAMÍLIA NO NOVO TESTAMENTO

 

1. Jesus e a família

Nosso Senhor Jesus Cristo valorizou a família. Veio ao mundo através

de uma família. Além de pais, teve irmãos e irmãs (Mt 13.55-57).

Teve seu crescimento físico, social, intelectual e espiritual no seio da

família (Lc 2.52). No seu ministério, não costumava a hospedar-se em

hotéis, mas desfrutava da hospitalidade de um lar, no meio de uma família

digna (Mt 8.14; Lc 10.38-42).

Em muitos milagres, demonstrou seu cuidado para com a família

(Mt 8.14-15; Lc 7.12-16). Seu primeiro milagre foi realizado numa festa

de casamento (Jo 2.12). Ensinou-nos a orar, chamando Deus de “Pai

Nosso”(Mt 6.9). Enfatizou o quarto mandamento, mandando honrar pai

e mãe (Mt 15.3-6; Mc 7.10-13). Teve um trato especial com as crianças,

abençoando-as e acolhendo-as de maneira exemplar (Mc 10.13-16).

 

2. A família nas epístolas

De certa forma, a família no Novo Testamento não diferia muito do

modelo familiar do Antigo Testamento. Algumas influências fizeram-se

sentir pelo contato com os povos estranhos que dominaram a Palestina.

Os romanos contribuíram para que comportamentos libertinos tivessem

lugar no meio da sociedade em Israel. Quando escreve aos coríntios, o

apóstolo Paulo fala de práticas condenáveis entre judeus (1 Co 5.1).

Ninguém combateu como Paulo a pretensa “família homo afetiva” (1 Co

6.10; ler 1 Tm 1.10).

3. A monogamia declarada

Se no Antigo Testamento a poligamia foi tolerada por Deus, no

Novo Testamento a monogamia é a regra doutrinária. Jesus em nenhum

momento avalizou outra forma de relacionamento conjugal que não

fosse a monogamia. Paulo, usado pelo Espírito Santo, doutrinou de forma

clara e cristalina sobre esse tema. Escrevendo à igreja de Corinto,

formada por judeus e gentios convertidos, deixou claro seu ensino a respeito

das relações conjugais (1 Co 7.1,2). Ele não disse: “cada um tenhas

suas mulheres, ou cada uma tenha seus maridos”; ou, pior ainda: “cada

um tenha seu homem, ou cada uma tenha sua mulher”.

 

4. A preservação da família

O Novo Testamento declara o valor da família de tal forma que

prescreve a manutenção do relacionamento conjugal entre um cristão

e um infiel, nos chamados casamentos mistos, a fim de resguardar a

estabilidade da família. Mais uma vez, foi aos coríntios que ele ministrou

precioso ensino acerca desse controvertido assunto, dizendo que

o marido crente não deve abandonar a esposa não-crente por causa de

sua conversão, e da mesma sorte, a mulher cristã, em relação ao marido

infiel (1 Co 7.12-14). Note-se a preocupação com os filhos, visando sua

formação espiritual, em santidade, como decorrência da união de um pai

ou mãe crente, mesmo com um descrente. Se não fosse assim, quantas

famílias seriam desestruturadas, se um cristão abandonasse seu cônjuge

por não ter aceitado a Cristo. É a misericórdia de Deus em prática.

 

IV - A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS

SÉCULOS

l. A família patriarcal

Era o tipo de família por excelência, no princípio da humanidade,

quando esta começou a espalhar-se por muitas partes do globo, após a

Queda. Nesse tipo de família, a figura do pai (patet) tinha um papel bem

definido, como sendo o líder do grupo familiar inconteste, em todos os

sentidos. A mulher era considerada cidadã de segunda categoria. Na

família patriarcal, quase sempre não era observado o princípio da monogamia,

estabelecido por Deus no Éden, quando o homem deixaria pai

e mãe e se uniria à sua mulher (Gn 2.24) para formar o lar e a família.

Em grande parte, a família patriarcal era poligâmica. O Antigo Testamento

demonstra que todos os primeiros patriarcas, Abraão, Isaque,

Jacó e outros, eram polígamos. A família patriarcal era típica no contexto

histórico e cultural do Antigo Testamento. Além do pai, da mãe e dos

filhos, a família patriarcal incluía as concubinas, das quais nasciam filhos,

que eram parte do grupo familiar, causando, por vezes, muitos transtornos,

com o nascimento de meios-irmãos, que competiam quanto aos

direitos da prole, principalmente no que tangia às questões de herança.

Deus tolerou a poligamia, mas nunca a aprovou, por ser prática estranha

ao seu projeto para a constituição da família. O pai de família

não era só o genitor. Era o líder espiritual, responsável pela prática e o

respeito dos ritos da religião que a família adotava. Abraão, Isaque e Jacó

eram líderes de sua parentela. Eram verdadeiros sacerdotes em seus lares.

2. A família nuclear

Também chamada de “família tradicional”, formada por pai, mãe e

filhos, como núcleo familiar (cf. Gn 2.24), em torno do qual se desenvolvem

os descendentes, parentes e outros que a ela se agregam. É a família

ideal, pois tem origem na mente de Deus, o Criador, e atende a seus propósitos

para o desenvolvimento, o bem-estar e estabilidade social. A bigamia,

iniciada por Lameque (Gn 4.18,19), evoluiu e deu lugar à poligamia.

3. A família na atualidade

Assim como o casamento, a família, na atualidade, é a instituição

mais visada pelos ataques satânicos. A família nuclear tem sido depreciada

pelos intelectuais, por cientistas sociais, todos adeptos do materialismo.

Mas os maiores influenciadores para a destruição da família são os

que detêm o poder da mídia. Sem sombra de dúvidas, a mídia secular está

a serviço do Diabo, como instrumento poderoso para a desconstrução ou

destruição dos valores tradicionais, emanados da Palavra de Deus.

A destruição moral de uma sociedade começa pela destruição da

família, que é a sua célula-mãe. Se esta se degenera, e cresce desordenadamente,

surge um câncer moral, que a levará à morte espiritual e social,

como ocorreu com Sodoma e Gomorra.

O justo pode ter pouca força política. Mas pode usar as armas espirituais

de que dispõe (2 Co 10.4). Para tanto, precisa atender aos requisitos

que Deus exige para ouvir suas orações em prol de sua terra (2 Cr 7.14).

Fonte:
O estudo acima é texto extraído do livro : A Família Cristã e os Ataques do Inimigo
- Pastor Elinaldo Renovato de Lima.CPAD.
 
   LIÇÃO 1 - FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS - PROF FABIO SEGANTIN
 


Ev. Dr Caramuru -Família, Criação de Deus = www.portalebd.org.br


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