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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Ação Pedagógica na EBD. Parte 1

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              O ato de dirigir a Escola Bíblica é bastante abrangente. A pessoa escolhida para este fim não pode restringir sua ação a um mero acompanhamento do funcionamento das classes no domingo. Há muito o que fazer! Os diretores de EBD que não contam com a orientação de um Conselho de Educação Religiosa podem buscar a assessoria de profissionais da educação que são membros da igreja, e, assim, encaminhar ações que contribuam para o aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem. Pretendemos com este trabalho oferecer subsídios para aqueles que desejam exercer uma interferência pedagógica na EBD, e, consequentemente, desenvolver na igreja um estudo bíblico com qualidade.
               Duas questões centrais precisam fundamentar o fazer pedagógico do diretor da EBD: Como favorecer a ministração de um ensino bíblico relevante? E o que fazer para melhorar a EBD? Segundo Gagliardi Junior, três elementos envolvidos no processo de ensino por si só garantem a relevância desse processo:
1- "O que se ministra - a Palavra de Deus; a quem se ministra – homens e mulheres, criaturas de Deus; e para que se ministra – para expansão do Reino e glória de Deus."
                Diante disso, não podemos nos contentar com qualquer ação. Precisamos estar atentos no processo como um todo, na relação professor-aluno e aluno-aluno, na dinâmica organizacional e na formação dos professores. O que, com certeza, nos ajudará a melhorar a EBD e a buscar a sua relevância.
Nosso desejo é que, as questões que abordaremos a seguir, sejam assumidas como material sugestionador. Apontaremos caminhos que, acreditamos, contribuirão para o redimensionamento do trabalho.
                                                                                                               
Planejamento
                  Definir os caminhos da ação é fundamental para o desenrolar do processo e um bom começo para a direção da EBD. Esta importante etapa, segundo Danilo Gandin, pode se dar através da caracterização da realidade existente, projeção da realidade desejada e definição das necessidades. Entre o que se tem e o que se quer, há uma distância que pode ser encurtada com a satisfação das necessidades.
2- "Planejar é, de fato, definir o que queremos alcançar; verificar a que distância, na prática,estamos deste ideal e decidir o que se vai fazer para encurtar esta distância."

Formação Continuada dos Professores
                    A direção da EBD precisa ser criteriosa na composição do corpo docente. Os professores devem ser bem escolhidos e preparados. Ser fiel, assíduo, pontual e sujeito da práxis (teoria e prática dialeticamente integradas) são alguns viés do perfil deste educador. O preparo precisa se consolidar através de um programa de formação continuada que contemple ações integradas e progressivamente dinamizadas.
                    Cremos que um diretor de EBD pode contribuir para a formação de sua equipe, encaminhando, entre outras coisas:
  • Reunião Pedagógica periódica para estudo, reflexão, troca de experiência, avaliação e redirecionamento da proposta de trabalho.
  • Visão Panorâmica da Unidade Temática em estudo, para abordagem dos conceitos principais e levantamento de questões para aprofundamento.
  • Cursos que explorem aspectos diversos, a partir das necessidades dos professores: Interpretação Bíblica; Metodologia de Ensino, Preparação de Aulas; Aprofundamento Teológico; entre outros.
  • A organização de uma biblioteca básica, adquirindo, pelo menos, a cada período, um comentário bíblico a respeito do assunto em estudo.
  • A entrega de material complementar como, por exemplo, comentários bíblicos que possam esclarecer o texto a ser estudado.
  • Pesquisas para levantamento das necessidades.

Ministração do Ensino
                   Um diretor de EBD precisa incluir em seu plano de ação o acompanhamento do processo ensino-aprendizagem. Não basta definir o que vai ser ensinado, é fundamental que se preocupe com o como vai ser ensinado.
                   Uma grande dificuldade da Escola Bíblica tem sido justamente o encaminhamento de aulas meramente expositivas, centradas predominantemente no professor. Sendo nossa meta um ensino bíblico com qualidade, devemos considerar a possibilidade de que este aconteça a partir de um trabalho educativo participativo.
                    O diretor pode ajudar, criando oportunidades, como as que descrevemos anteriormente, em que o corpo docente seja confrontado com uma proposta de ministração de ensino em que se priorize a ação do aluno e do professor. Onde situações de ensino sejam planejadas para possibilitar a participação do aluno de uma forma tão efetiva quanto a do professor. O bom professor é aquele que consegue provocar nos seus alunos uma louca vontade de aprender o tema em estudo. E aprender é construir, é lidar com um conhecimento que se articula a partir de uma idéia mental criativa. Logo, só ouvir não dá conta do processo. É necessário forçar o exercício mental construtivo do aluno.

Relação Professor-Aluno e Aluno-Aluno
                     É extremamente valioso quando há um envolvimento maior entre o aluno e o professor. Expresso, inclusive, em experiências da vida real que extrapolem os limites das aulas semanais. É importante que o aluno veja, na prática, na vida do seu professor o que ele ensina. Quando o professor interessa-se pessoalmente pelos seus alunos, aconselhando-os e ajudando-os em tudo o que for possível, está contribuindo decisivamente para um ensino relevante.
                      Os alunos também precisam ser estimulados ao exercício da mutualidade. Isto é, ministrarem uns aos outros, a fim de construírem a unidade.
                       Como vemos, o relacionamento interpessoal é um aspecto tremendamente significativo, não podendo deixar de ser considerado pela direção da EBD. Atividades extraclasses, células de comunhão, discipulado... são alguns procedimentos que podem ser encaminhados pelo diretor. Mas, sobretudo, insistir no desenvolvimento de uma relação dialógica, quando, nas aulas, os alunos sentem-se a vontade para colocar suas questões, compartilhar experiências, e o professor, habilmente, aproveita as diferentes falas e situações para a exploração do conceito em estudo. É a busca pelo predomínio da troca, da partilha, da comunhão, do cuidado uns com os outros...


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