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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ação pedagógica na EBD. Parte 2

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Dinâmica Organizacional

                        Para que as iniciativas já comentadas provoquem resultados minimamente satisfatórios, torna-se necessário o cuidado com as condições para o trabalho. Nesse sentido, é ação também do diretor atentar, entre outras coisas, para os critérios de formação dos grupos de estudo, a quantidade de alunos possível, o horário de funcionamento, o material que vai ser utilizado e os registros atualizados.
                         Os grupos de estudos ou as classes, como comumente são chamados, não devem obrigatoriamente ser divididas por faixa etária e sexo. O que deve definir a organização é a proposta curricular. Um curso básico precisa ser criado para os iniciantes. Após o término do curso básico, comum a jovens e adultos, estes, então, poderão ser inscritos em classes ou departamentos, sem que haja, no entanto, rigidez neste critério e forma. Por que não organizar os grupos por interesses, conhecimentos bíblicos, escolaridade?
                         Quanto a quantidade ideal de alunos, temos a dizer que os grupos não devem ser grandes. Preferencialmente não exceder a 20 alunos para cada professor. Justamente para facilitar uma ministração de ensino a partir de um trabalho educativo participativo, com o predomínio da relação dialógica e o cultivo de um bom relacionamento interpessoal entre todos.
                          O horário de funcionamento, assim como o tempo dedicado ao ensino, não devem ficar presos a costumes e hábitos. A Escola Bíblica não tem que necessariamente ser dominical. E o tempo de aula deve ser o maior possível.
                           Assim como nos demais aspectos, o que deve definir a escolha do material a ser utilizado é a proposta curricular. Esse material, contudo, não pode resumir-se a revista. Verificamos que a utilização da revista é uma prática comum para facilitar e, de certa forma, uniformizar o estudo bíblico ministrado em nossas igrejas. É bom que os alunos possuam um material que lhes auxilie na descoberta e arrumação dos conceitos bíblicos. Podendo ser a revista ou não. O que não é bom é que este material deixe de ser um auxílio e passe a ser um fim em si mesmo. O encaminhamento da aula não pode limitar-se ao estudo da revista. Nosso conteúdo é o teológico, e a Bíblia é o livro-texto. Precisamos, como nos indica Gagliardi Junior,
"...contar com ortodoxia de conteúdo. Isto é ter a Bíblia como o seu livro-texto e ser fiel a ela em seus ensinos e doutrinas."
                           A organização pedagógica da EBD precisa considerar a utilização de instrumentos que garantam a atualização dos registros: Cadastro dos professores; ficha individual dos alunos; fichário de alunos em perspectiva e anotação das visitas. Estes dados ajudarão nos diferentes encaminhamentos do trabalho.

Proposta Curricular e Avaliação Periódica

                          Em vários momentos nos reportamos a necessidade de definição da proposta curricular. Esta se constitui no eixo direcionador do trabalho. O diretor que deseja exercer uma ação significativamente pedagógica, não pode abster-se de se envolver nesta área.
                           O currículo implica numa série de fatores: alunado a que se destina, realidade, necessidades... Não é tarefa nossa, nesse Encontro, discutir os caminhos de sua construção. Pontuamos, no entanto, a necessidade da direção da EBD ampliar a sua visão em relação a esse aspecto. Um procedimento que pode ajudar bastante, aliviar a carga de responsabilidade do diretor e facilitar a articulação desta construção, é a organização de uma comissão de currículo. Esta comissão pode ser formada pelo pastor da igreja, por um pedagogo e por um professor da EBD. Juntos, encontrarão, mais facilmente, meios de avaliar, pesquisar e definir os ciclos de estudo adequados a realidade e necessidade da igreja.
                            A avaliação precisa ser assumida como aliada. Com a função de diagnosticar o processo, ela sinalizará os acertos a serem feitos. Assim, o diretor da EBD deve prever a sua prática sempre. Cada ciclo de estudo precisa ser avaliado. Colher, através de pesquisas, a opinião dos alunos sobre o programa e desenvolvimento da classe e sobre o desempenho dos professores, é uma das etapas avaliativas. A outra deve referir-se à aprendizagem, e pode acontecer através de exercícios ou questões subjetivas. O processo avaliativo deve estar intimamente articulado à proposta curricular.

Divulgação

                            Divulgar a EBD é uma estratégia que, com certeza, influenciará no pedagógico. A criatividade do diretor e sua equipe produzirão boas idéias. Para exemplificar, contudo, destacamos algumas dicas sinalizadas por Olga Nogueira Sant’Anna em seu artigo: Por onde recomeçar?
  • Cartas aos faltosos e membros da igreja que não são alunos, convidando para novos cursos, classes ou projetos que foram planejados.
  • Cartazes, faixas, mural da EBD, boletim da EBD, etc.
                             Um diretor de Escola Bíblica que não deseja reduzir a sua ação ao ato de abri-la e fechá-la, tem pela frente uma longa jornada, perpassada de muitos caminhos e descaminhos. O trabalho coletivo é uma saída. Aliar-se a pessoas da igreja que militam na área de educação, mas sobretudo, com experiência de vida cristã, é uma atitude a ser buscada.
                             São muitas as propostas e grandes os desafios. Esperamos que o Senhor nos capacite e nos ajude a ampliar nossa visão e alcançar novos horizontes em educação religiosa.

Sugestão de Leitura:

GAGLIARDI Jr., Angelo. Educação religiosa relevante. Rio de Janeiro: Vinde, 1993.
_____________________. Você acredita em escola dominical? Niterói, RJ: Vinde, 1985.
GANDIN, Danilo e CRUZ, Carlos H. Carrilho. Planejamento na sala de aula. Porto Alegre,
1995.
HENDRICKIS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Belo Horizonte: Betânia, 1991.

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