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sexta-feira, 7 de junho de 2013

A FAMÍLIA E A ESCOLA DOMINICAL - LIÇÃO 11

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“Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros
que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e
aprendam, e temam ao Senhor, vosso Deus, e tenham cuidado
de fazer todas as palavras desta lei” (Dt 31.12).

A Escola Dominical contribui para a formação espiritual, moral e
social, em todas as faixas etárias. A Igreja do Senhor Jesus deve dar a
maior importância à família. A igreja local é formada por famílias, que
se reúnem para adorar a Deus. E essa adoração deve ter o respaldo e a
base fundamental na Palavra de Deus. Esta, por sua vez, só pode ser
apreendida, através do estudo e do ensino, da doutrina, e do discipulado.
Na ED, principalmente nos moldes tradicionais, tem-se uma oportunidade
rica de se edificar vidas e famílias, através do ensino ministrado
nas diversas classes, distribuídas por faixas etárias. Há alguns anos,
vi, numa igreja, uma placa afixada na entrada do templo: Não mande seus
filhos à Escola Dominical: Venha com eles. O ensino cuidadoso na ED tem
grande valia para a formação espiritual, moral e social das famílias, principalmente,
quando seus componentes, pai, mãe e filhos, são assíduos
frequentadores das classes dominicais.
Em anos passados, havia Escola Dominical em praticamente todas
as denominações. Nas Assembleias de Deus, tanto de influência
dos missionários europeus como norte-americanos, havia uma grande
valorização da ED. Podemos afirmar que a maioria dos líderes, pastores,
 evangelistas, missionários, professores; bem como mulheres que
têm liderança nas igrejas locais, como dirigentes de Círculo de Oração,
professoras, esposas de obreiros, a maioria passou pela ED. Os maiores
beneficiados foram as famílias, as igrejas e as nações.
Em alguns países, a ED perdeu espaço. Deixou de ser realizada por
vários fatores. Na América do Norte, em muitos estados, não se realiza
mais a ED. Em seu lugar, é realizado um culto dominical, quase sempre
o único do primeiro dia da semana. Tivemos oportunidade de verificar
esse fato quando ministramos em alguns lugares. Chamou-nos a atenção.
Indagando o porquê dessa mudança, fomos informados de que, no
domingo, para grande parte das pessoas é dia de lazer, de descanso. A
igreja não pode “atrapalhar” o programa da família.
Na Europa, a situação é mais complicada. A ED foi sepultada em
muitos lugares depois que o materialismo ateu, ensinado nas escolas, nos
colégios e nas faculdades, influenciou gerações e mais gerações a afastar-
-se de Deus, e assimilando a falsa teoria da evolução. Em muitas igrejas,
os adolescentes e jovens não quiseram mais ir aos cultos, por não verem
mais sentido. Restaram os idosos que, ao longo dos anos, por doença
ou velhice, tiveram que ficar em casa. Igrejas fecharam. Sem culto, sem
reuniões, sem contribuições, o caminho foi o fechamento dos templos.
Muitos foram vendidos e transformados em mesquitas, em cinemas, ou
em estabelecimentos comerciais.
Triste fim espiritual para um continente que foi berço de grandes
avivamentos cristãos! Pesquisas indicam, com razoável segurança, que,
dentro de poucas décadas, a Europa será um continente islâmico. Os
muçulmanos ensinam o Alcorão cuidadosamente a seus filhos desde
crianças. Os cristãos, infelizmente, em grande parte, preferem ir à praia,
ao lazer, ou deixar os filhos diante da televisão ou do computador, na
internet, sendo “educados” com programação nada edificante para suas
vidas. A maioria dos pais cristãos não vai à ED. E não têm autoridade
para influenciar seus filhos a amarem a Escola Dominical.
Mas a derrocada espiritual desses países, chamados de Primeiro
Mundo, começou, quando os pais não tiveram mais coragem e firmeza
para ensinarem a Palavra de Deus em seus lares; quando as igrejas evangélicas
capitularam e se deram por vencidas pelo materialismo diabólico;
quando os filhos deixaram de ir para as reuniões, para os cultos, para
a ED. A Bíblia diz: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e,
até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6).
Em nosso Brasil, está acontecendo algo semelhante. Em diversas
igrejas, não se realiza mais a ED. A exemplo do que ocorreu na outra
América, estão sendo realizados cultos dominicais, pela manhã, e mais
nenhuma outra reunião. Isso para que as famílias tenham mais tempo
para o lazer. E sintoma de desvalorização do ensino da Palavra de Deus.
Há ensinadores e teólogos que dizem que a ED, nos moldes que conhecemos,
com o ensino por faixas etárias, está ultrapassada. É retrógrada.
Em lugares onde a Palavra de Deus é desprezada, fecham-se Escolas
Dominicais, fecham-se igrejas. E abrem-se motéis, bares, e prisões de
segurança máxima.
Já ouvimos até de pastores da Assembleia de Deus dizerem que a
ED não está na Bíblia. Verdadeira ignorância. Se o etíope, mordomo da
Etiópia, tivesse frequentado a ED, não teria ficado anos sem entender a
Palavra de Deus. “E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías e disse:
Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém
me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse”
(At 8.30,31). O alto representante etíope só entendeu a Palavra, quando
Filipe lhe explicou. E sua explicação foi tão eficaz que o homem pediu
para ser batizado em águas. Na ED, nas classes específicas, por faixas
etárias, muitas questões podem ser explicadas e respondidas a contento.
Diz a Palavra de Deus: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21).
Examinando a origem, o desenvolvimento e os efeitos da ED na vida de
homens e mulheres de Deus, ao longo da História, constatamos que tem
sido grande o benefício para a igreja do Senhor Jesus. Nem todos podem
frequentar um curso teológico, que propicia melhor aprofundamento
no conhecimento bíblico. Mas todos podem frequentar uma ED, que
é a maior escola bíblica do mundo. Ainda hoje, em pleno século XXI, a
família pode ser altamente beneficiada pelo ensino bíblico na ED.

I - ORIGEM E FINALIDADE DA ESCOLA DOMINICAL

1. Origem da Escola Dominical

Foi num domingo de 1890, quando o jornalista inglês, Robert Raikes,
crente metodista, estava em sua escrivaninha, buscando escrever um
editorial sobre a melhoria do sistema carcerário de sua cidade.
Naquele momento ele foi interrompido pelo barulho de crianças
que brincavam na rua, dizendo palavrões, e brigando o tempo todo. Ali,
ficou pensativo, imaginando o que seria daquelas crianças, crescendo
sem amor, e sem educação. Era o período da Revolução Industrial. O
trabalho infantil era comum. As crianças trabalhavam, ao lado de seus
pais, para ajudar na renda familiar.
Aos domingos, os pais descansavam, e as crianças ficavam nas ruas,
brincando e brigando. Qual seria o futuro daqueles meninos? Pensava
Raikes. Não havia escolas públicas na Inglaterra. Só os mais abastados
podiam matricular os filhos nas escolas particulares.
Profundamente tocado, ele deixou de lado o editorial sobre a reforma
dos presídios e passou a escrever outro artigo sobre as crianças
pobres, que cresciam sem estudar. Quando o jornal saiu, o artigo de
Raikes chamou a atenção da comunidade. Uns, ficaram solidários com
ele. Outros o criticavam, dizendo que não deveria estar preocupado com
crianças, filhas de operários, quando “havia assuntos mais importantes”
para se tratar.
Raikes, “no próximo editorial, expôs seu plano de começar aulas
de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as
crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo através do
jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes
neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois, um sacerdote anglicano
indicou professoras da sua paróquia para o trabalho”.1 Foi um
apelo à solidariedade.
“As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados
e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam
não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação
religiosa. Era uma verdadeira educação cristã”2. As crianças, a princípio,
estranhavam por estar trocando as brincadeiras pelos estudos.
Mas, logo, viram a grande bênção de Deus em suas vida, pois passaram
a aprender a ler, escrever, e, o mais importante, a conhecer a
Cristo como seu Salvador, nas aulas dominicais. Além disso, Raikes
proporcionou um trabalho de ação social em prol das crianças pobres,
conseguindo alimento e agasalho para elas, pois sofriam muito
na época de frio. Os professores da Escola Dominical eram voluntários.
Alguns recebiam pequena ajuda. Outros gastavam do próprio
bolso para atender à ED.
Como em todo trabalho de quem sonha para ajudar os outros,
Raikes teve forte oposição de quem menos se esperava, ou seja, dos
pastores de algumas igrejas. Eles reclamavam porque não gostavam
de ver as igrejas, recebendo crianças “mal comportadas” e sujas! A semente
da ED foi uma “boa semente”. Quatro anos depois, em 1784,
após espalhar-se por várias cidades, já contava com 250 mil alunos.
Em 1811, quando Raikes faleceu, a escola já matriculava 400 mil
alunos, sendo, de longe, a escola que mais alunos tinha no país. Logo,
os pais verificaram a mudança no comportamento das crianças, e
passaram a dar apoio à iniciativa oportuna e louvável do jornalista
Raikes. As famílias foram as maiores beneficiadas no seio da comunidade.
No Brasil, a ED foi fundada em 1855, pelo missionário Kalley, iniciando
com o ensino a jovens e adultos. Depois, foram admitidas crianças
e adolescentes. “Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60
milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes
no mundo.”3

2. Finalidades da Escola Dominical

Pela sua origem, entendemos que a ED foi criada com a finalidade
de resgatar crianças da rua através da evangelização e do ensino secular
para melhor compreender a Palavra de Deus. De certa forma, essa
finalidade evangelística tem sido deixada de lado. Raras são as EDs
que possuem classe de evangelização e de discipulado. Ê por demais
desejável que a igreja resgate esse objetivo da ED. O ensino bíblico
sistemático, finalidade relevante, nas classes por faixas etárias, deve
continuar pois é de grande significado para a formação dos cristãos.
Mas algumas providências devem ser tomadas para que a ED cumpra
seu papel evangelizador.

II - A ED AUXILIA NA FORMAÇÃO DO CARÁTER

O caráter “é o aspecto psíquico da personalidade. O caráter é a característica
responsável pela ação, reação e expressão da personalidade.
E a maneira própria de cada pessoa agir e expressar-se. Tem a ver com a
própria conduta. E a “marca” da pessoa.4 O caráter faz parte da personalidade;
“E adquirido, não herdado...Resulta da adaptação progressiva do
temperamento às condições do meio ambiente: o lar, a escola, a igreja, a
comunidade, o estado socioeconômico...”5
Tendo como base do ensino a Palavra de Deus, através das lições
ministradas em cada classe por faixa etária, a ED torna-se inestimável
auxiliar na formação do caráter. E fato notório que a maioria dos líderes
das igrejas, os missionários, os dirigentes, os pastores e outros obreiros,
todos passaram pela ED.

III - A ED FORTALECE A PERSONALIDADE CRISTÃ

1. O que é personalidade

Personalidade é definida como “O que determina a individualidade
duma pessoa moral. O elemento estável da conduta de uma pessoa; sua
maneira habitual de ser; aquilo que a distingue de outra” {Aurélio). “A
personalidade é formada durante as etapas do desenvolvimento psico-
-afetivo pelas quais a criança passa desde a gestação. Para a sua formação
incluem tanto os elementos geneticamente herdados (temperamento)
como também os adquiridos do meio ambiente no qual a criança está
inserida.”6 A personalidade, portanto, é construída.
Pode-se dizer que personalidade é: “A organização dinâmica dos traços
no interior do eu, formados a partir dos genes particulares que herdamos,
das existências singulares que suportamos e das percepções individuais
que temos do mundo, capazes de tornar cada indivíduo único em sua
maneira de ser e de desempenhar o seu papel social (BALLONE, 2003).7
A formação da personalidade começa na infância. Dizem estudiosos
que a personalidade de uma pessoa está definida até aos sete anos de
idade. O que ela aprender e apreender, até esta fase, comprometerá todo
o seu desenvolvimento psíquico, emocional, afetivo, social etc. Daí, podemos
ver como é importante o papel da Escola Dominical na formação
da personalidade das crianças. Certamente, é o que a palavra de Deus
adverte:Ensina o menino no caminho em que d eve andar, e a té quando
envelhecer, não se esquecerá dele” (Pv 22.6, ARA — grifo nosso).
Essas definições, de caráter científico, mostram que a personalidade
tem componentes genéticos, educacionais, familiares, e psicossociais,
em que o indivíduo vai se tornando “único em sua maneira de ser e
de desempenhar seu papel social”. Em outras palavras, na formação da
personalidade entram em ação fatores hereditários (herança genética dos
pais: cor da pele, dos olhos, estatura etc), e ambientais (formação familiar,
escolar, cultural, moral, ética, espiritual etc.).
Desse modo, é grande é a importância da ED na igreja, para a formação
da personalidade dos alunos. Os fatores ambientais podem ser
grandemente influenciados pelos princípios elevados do ensino bíblico.

2. A juventude é beneficiada

Os adolescentes e jovens podem ser fortalecidos em sua personalidade.
Os adolescentes estão na fase, em que buscam a sua identidade, preocupam-
se muito consigo mesmos, reorganizando sua personalidade;
“quem sou eu?”, “Por que sou assim?”, “Qual o meu futuro?”, “Meus pais
não me entendem”; muitos desviam-se das igrejas nessa fase. É necessário
muita atenção por parte dos pais, e da igreja, na contribuição para a
formação da personalidade deles.
Os jovens, enfrentando as turbulências da adolescência, acabam, de
uma forma ou de outra, conscientizando-se de seu papel na sociedade.
Pensam seriamente nas escolhas: escola, faculdade, profissão, namoro,
noivado, casamento, vida espiritual etc. “Como purificará o jovem o
seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (SI 119.9); “Foge,
também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a
paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22).
A juventude cristã, que frequenta a ED tem sido instruída e alertada
contra esses males próprios de uma sociedade sem Deus, materialista e
hedonista.

3. A ED e os adultos

Os adultos são fortalecidos em sua vida, podendo contribuir para a
formação dos mais jovens: “Os passos de um homem bom são confirmados
pelo SENHOR, e ele deleita-se no seu caminho” (SI 37.23). Há
adultos que não têm consciência da vida cristã por terem uma formação
espiritual deficiente, ou por só terem aceito a Cristo na idade adulta. A
ED precisa ajudar a lapidar o caráter dessa pessoa.
A ED é uma escola de discipulado por excelência. Em cada classe,
havendo professores bem preparados, os alunos podem ser formados
para serem bons discípulos de Jesus, e não apenas membros ou congregados
das congregações e igrejas. Jesus mandou fazer discípulos, ensinando
todas as coisas que Ele havia mandado.

IV - A ED PREPARA OS ALUNOS PARA DEFENDEREMSUA FÉ

Em todos os ambientes, notadamente, nas escolas seculares, predomina
a educação materialista. E grande parte dos crentes não tem condições
de argumentar em defesa da fé. Alguns ficam calados ante as investidas dos
falsos “mestres”. E outros não sabem como confrontar as ideias materialistas
e ateístas, por falta de conhecimento bíblico e teológico. Grande número de
crentes tem conhecimento muito superficial das verdades bíblicas.
A ED, através de um ensino baseado num currículo bem elaborado,
pode contribuir para a verdadeira apologética (defesa da fé), dando aos alunos
conhecimentos bíblicos, teológicos fundamentados na verdadeira ciência,
para que os seus alunos possam enfrentar os ataques do materialismo.
Nos cultos de doutrina, os obreiros podem passar para os crentes
os ensinos fundamentais que fortalecem a fé e o caráter cristão. No entanto,
em tais ocasiões, eles falam para um auditório heterogêneo, numa
linguagem única para segmentos diversos de pessoas. A ED, com suas
lições apropriadas para crianças, adolescentes, jovens e adultos, aborda
assuntos da atualidade, os grandes problemas morais de nosso tempo,
como aborto, eutanásia, gravidez substituta (“barriga de aluguel”, sexo
grupai, homossexualismo desenfreado, transexualidade (mudança de
sexo). Tudo isso pode ser abordado e discutido na ED, de tal forma que
os alunos possam melhor posicionar-se sobre tais problemas, à luz da
santa Palavra de Deus.
Com lições que ensinam sobre seitas e heresias, a ED presta uma
contribuição excelente, para que os crentes não caiam nas armadilhas
sutis das falsas religiões, que se apresentam travestidas de cristãs, mas, na
realidade, são instrumentos do Maligno para afastar as pessoas de Deus.
Quando a ED é bem estruturada, os professores falam para alunos separados
por faixas etárias, numa linguagem própria para cada grupo específico:
crianças, adolescentes, jovens, ou adultos.
No mundo, há um número inimaginável de escolas. Todavia, nenhuma
instituição escolar tem um efeito tão benéfico sobre a família como
a ED. Em todos os países, que valorizam as igrejas, sempre tem havido
pessoas que se tornaram úteis à sociedade, e frequentaram a ED. Portanto,
as igrejas evangélicas precisam valorizar ainda mais essa, que é, certamente,
a maior escola de formação do caráter e de vidas transformadas.

                                                      Pastor Elinaldo Renovato
Notas:
1 Ruth Doris Lemos. "A minúscula semente de mostarda que se transformou numa grande
árvore”. Disponível em www.epad.eom.br; acessado em 17/04/2007.
2 Ibid.
3 Ibid.
4 Antônio Gilberto. Manual da Escola Dominical, p. 184.
5 Ibid., p. 184.
6 Disponível em www.centroreichiano.com.br Acessado em 19/05/2007
7 Ibid.

EV.DR.CARAMURU

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